Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance O Babá para CEO

O Babá para CEO

Priscila, uma executiva de sucesso, vê sua vida mudar drasticamente ao assumir a guarda de seus quatro sobrinhos após uma tragédia familiar. Para gerenciar o caos, ela contrata Liam, um babá dedicado que traz harmonia ao lar e desperta sentimentos profundos. No entanto, o surgimento de Max, filho de seu chefe e antigo caso, complica tudo. Ele suspeita ser pai da caçula e decide lutar por Priscila. Agora, ela deve escolher entre o apoio de Liam e a tensão com Max.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

Você me ajuda a da um título para este capítulo. Priscila Barcella

— O que eu faço com o bebê? — perguntei a mim mesma, sem saber o que fazer.

Assim que entrei no quarto, coloquei-a na cama e a cercou de travesseiros, pois precisava tomar um banho. Fui para o banheiro e deixei a água tirar o suor e, junto com ele, as lágrimas. Eu precisava manter uma postura firme, mas minha irmã era toda a família que eu tinha. Enquanto começava a me ensaboar, ouvi um chorinho que se intensificava a cada minuto. Sem saber o que fazer, parei o banho, coloquei uma toalha rapidamente e peguei o bebê no colo, mesmo ainda estando molhada.

— Eu não sou a mamãe — falei quando ela tentou pegar meus seios desesperadamente. Ela estava com fome e eu não tinha o que ela queria.

Mesmo sendo uma e meia da manhã, decidi ligar para Natália, minha única amiga que sempre me ajudava. Embora não nos víssemos muito desde que ela se casou, teve filhos e se mudou para o litoral, ela sempre arranjava tempo para se envolver na minha vida, principalmente na parte amorosa. Como ela tinha filhos, eu imaginei que saberia o que fazer.

Ela atendeu prontamente no primeiro toque, o que me surpreendeu.

— Se não for uma emergência, eu te mato — ela falou assim que atendeu, e o choro de Nina aumentou ainda mais. — Você está com um bebê, não é? — ela perguntou, histérica.

— Eu não sei o que fazer, me ajuda por favor — implorei, sentindo a emoção transbordar.

— Você sabe que eu não sou boa com crianças, quem foi o louco que deixou um bebê com você? — ela falou, claramente chocada. Ela me conhecia muito bem. E pelo som da sua voz, eu podia dizer que ela estava se levantando.

— Minha irmã faleceu em um acidente com o marido e agora sou a única responsável pelos quatro filhos dela. Ela era louca por ter tantos filhos e eu estou perdida. Este bebê não para de chorar e se recusa a comer...

— Calma, amiga, estou a caminho. Para sua sorte, estou em São Paulo. Tive uma reunião que se estendeu até tarde, até te liguei, mas você não atendeu. Chegarei em quinze minutos — ela disse antes de desligar o telefone. Realmente, havia duas chamadas perdidas dela.

Quase dez minutos depois, consegui vestir um vestido que nem sabia que tinha e fui para a sala com o bebê ainda chorando no colo.

— Por favor, pare de chorar, pequena. Eu não sei o que fazer. Acho que o melhor seria deixá-los em um abrigo. Não tenho jeito com essas coisas. Eu não nasci para ser mãe — desabafei para o bebê que não cessava o choro.

A campainha tocou e fui atender. Natália estava de pijama com um sobretudo por cima.

— Que bom que você chegou. Olha, acho que ela está com defeito — brinquei, entregando o bebê para ela.

— Ah, que menininha linda. Deixe a Dinda ver essa fralda — ela falou, entrando.

— Dinda? — perguntei, confusa, enquanto ela examinava a fralda.

— Como a sua nova mãe não viu isso? — ela falou, e eu revirei os olhos. — Sério, amiga, ela deve estar toda assada por causa do tanto de xixi aqui.

— Eu sou a tia dela — corrigi, percebendo que o choro da bebê aumentava desde que ela a pegara no colo.

— Vou te ensinar a trocar. Onde estão as coisas dela? — mostrei a bolsa em cima do sofá e ela me ensinou a trocar, mas a pequena continuou chorando. — Ela está assada. Vou dizer o que você tem que comprar para tratar. Ela é muito pequenininha e tão linda. Você sabia que eu sempre quis uma menina.

— Você pode levá-la. Ela tem mais dois irmãos e um menino.

— Sua mãe é uma figura. Ela fala assim, mas é só da boca para fora. Viu, princesa da Dinda, eu sou a madrinha, não é? Sou sua única amiga — ela disse, e eu olhei para ela incrédula.

Tanta coisa estava acontecendo e ela continuava com essa história de que eu era a mãe.

— Você sabe que ela não é minha filha.

— Você não vai adotá-la? — ela perguntou e eu não sabia o que responder. Não sabia se queria ficar com essas crianças e apenas olhei para ela, o que ela interpretou como uma afirmativa. — Então você é a mãe. Será melhor assim do que ficar dizendo para ela que você não é a mãe. Quando ela crescer, você explicará tudo. Agora, em que momento você a alimentou? — ela perguntou.

— Já faz mais de sete horas. Ela nem pegou a mamadeira que dei. Veja, sou péssima nisso. O melhor para eles seria ficarem longe de mim...

Eu estava frustrada e exausta. Não aguentaria por muito tempo. Eu sentia isso.

— Não diga isso. Se você está com eles é porque, caso contrário, iriam para um abrigo. E veja, realmente é desafiador criar crianças, mas você é capaz. Você pode providenciar um futuro melhor para eles. Você pode contratar alguém para ajudar. Tem mães famosas com três, quatro babás, mal veem os filhos. Basta você seguir o mesmo caminho,e as babás te ajudarão muito. Você verá que será capaz. Vamos, vamos fazer a mamadeira dela — ela disse, me entregando a bebê que parou de chorar ao chegar nos meus braços. "Parece que ela gosta de você."

— Não, ela não gosta de mim. Ela me vê como a mãe dela, mas na verdade, eu sou a vilã — respondi, sorrindo, lembrando que eu era a Raquel das gêmeas.

— Você não é vilã, e ela gosta de você. Mas também está com fome. Henrique, com essa idade, estava sempre mamando. A pobrezinha está passando fome...

— Veja que isso não é para mim. Diga-me o que fazer com essas crianças. Nunca consegui manter um peixe vivo por mais de dois dias. Eu não sei lidar com isso...

— Mas você aprenderá. Sempre foi esforçada. Olhe onde chegou, Pri. Você aprenderá. Na verdade, é algo que terá que aprender, porque, queira ou não, é a única família deles agora — disse, revirando os olhos, embora soubesse que era a pura verdade.

Fomos para a cozinha e ela me ensinou a fazer o leite e colocar na mamadeira, na temperatura adequada. No entanto, a bebê não mamava, recusava a mamadeira.

— O que estou fazendo de errado? — perguntei a Natália, que me olhou com pena, expressão que eu detestava.

— Amiga, acho que sua irmã nunca deu mamadeira, chupeta ou qualquer coisa do tipo. Meu filho também só mamava no peito.

— E agora, o que faço? Deixo a menina morrer de fome?

— Calma um pouco. Realmente não sei o que você pode fazer. Que tal agendar uma consulta com o pediatra para explicar a situação? Ela saberá o que fazer. A pediatra do Henrique é muito boa. Vou marcar uma consulta para mais tarde.

— E até lá, ela ficará assim, chorando? Com fome?

— Não. Vamos tentar resolver a situação. Bebês choram, então, quando ela chorar, você precisará verificar se é cólica ou fome. Sei que você não gosta de crianças, mas agora terá que fazer um esforço. Você não é vilã...

— Eu sou, e não ligo para o que os outros pensam. Mas como conseguirei minha promoção com essas crianças? Nunca quis ter filhos porque não sei cuidar de outro ser vivo. Você mesma sabe quantos peixes eu já matei.

— Até eu desisti de ter peixes — ela disse, rindo e mexendo no celular.

— O que está fazendo? Não me diga que vai me dar um peixe.

— Pri, estou comprando um conta-gotas. Quem sabe assim ela se alimente. E estou comprando o remédio para assaduras e outras coisas de que você precisará na farmácia 24 horas. Vamos dar um jeito.

— Tem certeza de que não quer adotá-los? Você é boa com crianças, e eu não sei o que estou fazendo.

— Mas agora você aprenderá. Você sempre foi esforçada. Veja, você pode dar um ótimo futuro para eles, não será fácil, mas se você consegue gerenciar uma grande empresa, poderá gerenciar sua vida com seus "filhos" também — eu estava prestes a corrigi-la quando ela colocou a mão na minha boca. — Querendo ou não, agora são seus.

Eu ia dizer a verdade, mas ela me abraçou e naquele momento não consegui mais manter a pose, ela me conhecia muito bem e sabia que eu estava sofrendo.

— Não sei se consigo, Natália. Não tenho experiência em lidar com crianças. Eles sentirão falta de sua mãe, de sua família. Não sei se consigo preencher esse vazio.

— Você não precisa fazer isso de uma vez. Apenas esteja presente por eles, cuide deles, dê-lhes amor e carinho. Eles entenderão, mesmo sendo tão pequenos. E nós vamos te ajudar... vamos dar um jeito.

©©©©©©©©©©©©©©©©

Continua.....

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Pesquise por “96AVN” no moboreader para ler o livro completo.
Copie o código e pesquise no aplicativo Moboreader para continuar lendo.
96AVN
Copiar
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance Laços de Interesses: 365 dias de casamento por conveniência.
8.5
Giulia perdeu tudo e fugiu após ser humilhada, mas o destino a coloca diante de Maximilian Salvini. O influente CEO e político descobre que ela espera um filho seu e, para evitar escândalos em sua campanha na Itália, impõe um casamento de conveniência de um ano. Encurralada e temendo perder o bebê, sua única família, ela aceita o acordo rígido. Em meio a jogos de poder e falta de confiança, restará saber se o amor pode florescer desse pacto de interesses.
Capa do romance A menina mimada
8.7
Emily levava uma rotina pacata até receber um telefonema da polícia que transformou sua realidade. Ela descobriu que Jack Gu, seu namorado, e sua melhor amiga mantinham um caso secreto há tempos. Em meio ao caos da traição, um acidente envolvendo o carro do tio de Jack muda tudo. Agora, Emily está presa em um intenso e complicado conflito entre seu ex-namorado e o influente Jacob, tio do rapaz, enquanto tenta lidar com as reviravoltas de sua nova vida.
Capa do romance Como odiar um CEO em 48 horas
7.8
Bárbara Novaes vê sua rotina mudar drasticamente após uma promessa no leito de morte levá-la ao rastro de Heitor Casanova, um CEO implacável. Enquanto ela esconde segredos por amor, ele tenta aniquilá-la, julgando-a apenas mais uma perseguidora. Forçados a conviver sob o mesmo teto para protegerem o que amam, o ódio mútuo e as mentiras colidem. Entre obstáculos e vinganças, será que a raiva poderá dar lugar a um sentimento que ambos se recusam a aceitar?
Capa do romance Lembranças das noites quentes de verão
8.1
Sabrina Rockefeller viu seu mundo ruir após uma traição dupla. A herdeira de Noriah Norte abandonou o luxo para viver uma paixão intensa com Charles B., um roqueiro mais velho, em uma noite de verão que mudou seu destino. Anos depois, após perder fortuna e liberdade, ela retorna para encarar o passado e assumir Gui Bailey, seu aluno problemático. Entre mentiras e reconstrução familiar, uma criança surge para unir os laços de uma linhagem quebrada.
Capa do romance Mimada pelo meu marido misterioso
8.9
Há três anos, Eunice acreditou que apenas um de seus trigêmeos sobreviveu. Para garantir sua herança materna, ela aceita um casamento de conveniência com um programador humilde e atraente. Contudo, segredos do passado emergem quando ela descobre que outro filho está vivo e questiona sua gravidez misteriosa. Diante da chocante semelhança entre seu marido e um magnata famoso, Eunice busca a verdade por trás da identidade real do homem com quem vive.
Capa do romance Não Sou Mais Sua: O Despertar de Sofia
8.8
Sofia estava grávida de oito meses quando um incêndio trágico levou seu filho. No hospital, em vez de apoio, ela encontrou o desprezo do marido, Leo, que preferiu consolar a amiga Clara. Humilhada pela sogra e diante da frieza de um homem que ridicularizou sua dor, Sofia decide que basta. Determinada a se vingar, ela pede o divórcio e revela um segredo: a mansão do casal é legalmente dela. O jogo virou e a justiça de Sofia está apenas começando.