
O Arrependimento do CEO
Capítulo 2
Meia hora depois, Rosalynn se viu entrando no Clube Royarid.
O clube era considerado o mais famoso de toda Wragos, além de ser um popular ponto de encontro dos ricos e poderosos.
Uma música ensurdecedora tocava no primeiro andar, onde as pessoas dançavam sob luzes ofuscantes, seus corpos suados balançando no ritmo das batidas trovejantes.
Rosalynn subiu para o segundo andar, seus saltos altos clicando no piso de cerâmica, depois caminhou até uma mesa com vista para a pista de dança e cutucou a mulher que já estava sentada.
"Karina."
Karina Glyn, sua melhor amiga, era uma moça bonita, com um rosto meigo e uma personalidade cativante.
"Até que enfim, amiga! Deixe eu te dar um beijo!"
Karina puxou Rosalynn para um abraço caloroso, estalando um beijo sonoro na bochecha da amiga.
Rosalynn soltou uma risada divertida antes de afastar Karina e se servir de uma taça de vinho.
"Seu marido só pode ser um tolo! Como ele foi capaz de ignorar uma mulher tão linda e talentosa como você e sair com aquela sequência de mulheres baratas de rostos todos iguais?", Karina se queixou enquanto brindava com Rosalynn.
Rosalynn tomou um gole de sua bebida e abriu um sorriso. "De fato, ele é um idiota."
Pelo que ela imaginava, provavelmente Brian pensava que ela era uma caipira ignorante e sem elegância.
Ele não fazia ideia do que estava perdendo.
"Hunf! Vamos esquecer aquele mulherengo! Não é como se faltassem admiradores para você!"
Karina abraçou Rosalynn mais uma vez, soltando uma risadinha. "Agora você já é uma mulher divorciada, mas ainda não experimentou se deitar com um homem. Tenho certeza de que as pessoas iriam rir de você se soubessem disso. Pois bem, considere-se com sorte, porque eu conheço uma lista inteira de homens bonitos. Qual é o seu tipo de cara, hein? Vou apresentá-la a alguém hoje à noite."
Boquiaberta, Rosalynn encarou a amiga em surpresa, completamente sem fala.
Por que Karina estava tão preocupada com a vida sexual dela?
"Sinto muito, mas não estou interessada. De agora em diante, vou me concentrar exclusivamente na minha carreira, nada mais. Vamos só beber e curtir a noite."
"Tudo bem, tudo bem, faça como quiser. Dizem por aí que atualmente as mulheres de carreira são as mais atraentes. Não se preocupe, Rosalynn, nós duas podemos ser companhia uma da outra até ficarmos velhas e enrugadas."
"Ah, por favor, me poupe! Não quero virar alvo da sua fila inevitável de amantes!"
As duas mulheres trocaram olhares e começaram a rir.
Elas passaram a próxima hora bebendo e botando o papo em dia, e quando se deram conta, já haviam bebido muito além do limite.
Karina convenceu Rosalynn a ir com ela para a pista de dança, mas Rosalynn precisava usar o banheiro, então deixou sua amiga ir na frente.
Para sua decepção, uma placa pendurada na porta do banheiro dizia que o espaço estava em reforma. Rosalynn não teve escolha a não ser subir as escadas e tentar usar o banheiro no terceiro andar.
Aquele piso continha somente salas privadas, reservadas especialmente para clientes valiosos.
Como era de se esperar, o lugar era mais luxuoso do que o resto do clube. O piso de madeira era coberto por um carpete grosso e exuberante que abafava os passos de Rosalynn.
Sua cabeça já zumbia devido ao álcool, e logo sua visão ficou borrada. Antes que Rosalynn percebesse, suas pernas começaram a ficar moles e ela tombou lentamente para o lado.
Ao cair, Rosalynn bateu na porta de uma das salas privadas, que abriu com o peso do corpo dela, e ela desabou para dentro do quarto.
O interior estava escuro e quieto, somente com o som distante de água corrente audível, vindo do quarto interior.
Reunindo o que restava de suas faculdades mentais, Rosalynn se levantou do chão e se virou para a porta.
Nesse exato momento, a porta do quarto interior se abriu e um homem disparou para fora. Ele a agarrou por trás e a prendeu contra a parede.
"Quem é você? Como se atreve a tentar armar para mim?"
Ele soava furioso, mesmo com o marcante traço de desejo em sua voz.
Quando Rosalynn fez contato com a parede, algo parecido com juízo voltou à sua mente, e seus sentidos clarearam instantaneamente.
Este homem era Brian!
"Eu não fiz nada disso!"
"Se não fez, então como você entrou aqui?"
No escuro, a respiração de Brian soava pesada e laboriosa. Ele parecia estar se esforçando para conter suas emoções.
"Eu... eu só tropecei e caí no quarto errado. Me solte... Hum..."
A próxima coisa que Rosalynn registrou foi que ele a estava beijando. Seus olhos se arregalaram de choque, e ela tentou afastá-lo com socos violentos no peito dele.
"Me ajude só desta vez. Eu com certeza vou recompensá-la."
Pouco a pouco, Rosalynn parou de lutar contra ele.
Mesmo com todas as brincadeiras cruéis do universo, ela nunca imaginou que dormiria com Brian no mesmo dia em que concordaram em se divorciar.
Rosalynn acordou toda dolorida, o que era de se esperar, considerando a noite louca e bruta pela qual havia acabado de passar.
A cortina ondulava ligeiramente conforme uma brisa suave soprava pela janela. Um feixe fino de luz matinal entrava no quarto, recaindo sobre o rosto adormecido de Brian. Ele parecia tão bonito e sereno daquele jeito.
Rosalynn o admirou por dois segundos antes de sair da cama, estremecendo de vez em quando à medida que seus músculos voltavam à vida.
Ela tinha feito sexo com o homem poucas horas depois de exigir o divórcio.
Dado o temperamento de Brian, seria inevitável a presunção de que tudo isso fazia parte de um esquema de Rosalynn para mantê-lo preso a ela.
Ela nunca faria algo tão nojento e odiaria que ele pensasse isso dela.
Cerrando os dentes por causa da dor, Rosalynn vestiu as roupas o mais rápido possível e saiu do quarto sem fazer barulho.
Instantes depois, a porta da sala do outro lado do corredor se abriu.
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