Capa do romance O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável

O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável

9.3 / 10.0
Em O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável, Sofia luta para proteger o filho após a traição de Caio. Envolvida em uma trama de mystery e manipulação, ela busca justiça neste romance novel. Leia livros online grátis e descubra se a verdade prevalecerá sobre a malícia de Geórgia.
Resumo de O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável
Sofia casou-se com Caio, esperando que o filho deles, Léo, curasse as dores do passado. Contudo, o retorno da ex-esposa dele, Geórgia, destrói essa harmonia. Fingindo amnésia, ela manipula Caio até ele agredir o próprio filho brutalmente. Ao ver o marido consolar a vilã enquanto Léo grita de dor, Sofia percebe a malícia nos olhos da rival. Ferida e decidida, ela ignora as súplicas dele, chamando a polícia e a ambulância para colocar um fim definitivo nesse ciclo de traição.
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O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável Capítulo 1

Eu sou Sofia Salles e estou pronta para escrever. Esta história será uma cirurgia emocional, crua e direta, para a mulher brasileira que anseia por aquela jornada visceral que destrói e reconstrói o coração. Vamos começar.

Casei com um homem assombrado pelo fantasma do filho que perdeu. Dei a ele um novo filho, Léo, e tolamente acreditei que nosso amor poderia curar seu passado estilhaçado. Mas então o fantasma voltou à vida.

Sua ex-esposa, Geórgia, retornou com olhos grandes e inocentes e um diagnóstico de amnésia induzida por trauma. De repente, meu marido estava pisando em ovos ao redor da mulher que o destruiu, enquanto nosso filho e eu nos tornamos figurantes em seu teatro doentio.

O dia em que ele a escolheu foi o dia em que nos destruiu. Depois que Geórgia incriminou nosso filho de cinco anos por profanar o memorial do irmão falecido, meu marido, Caio, explodiu. Ele agarrou o braço de Léo e o torceu até eu ouvir um estalo medonho.

Enquanto eu sangrava no chão, observei-o aninhar Geórgia, sussurrando palavras de consolo enquanto nosso filho gritava em agonia. Por cima do ombro dele, os olhos dela encontraram os meus, não cheios de confusão, mas de pura e triunfante malícia.

Ele havia feito sua escolha. Agora, eu faria a minha. Meus dedos, pegajosos com meu próprio sangue, discaram 192.

"Preciso de uma ambulância", eu disse, minha voz surpreendentemente firme. "E preciso da polícia."

Capítulo 1

Alana POV:

No dia em que Caio Williams se casou comigo, Geórgia já era um fantasma assombrando nossas vidas, um espectro lindo e manipulador do qual ele não conseguia se livrar.

Nunca foi um conto de fadas. Foi um acordo, uma troca silenciosa de estabilidade por luto. Ele precisava de uma esposa, uma mãe para o filho que perdeu cedo demais, e eu precisava de um propósito. Ou assim eu pensava.

Construímos uma vida, uma fachada aparentemente perfeita com nosso próprio filho, Léo. Ele era meu sol, minha lua, meu universo inteiro. Tínhamos risadas na cozinha, histórias para dormir e o ritmo tranquilo de uma família tentando consertar um passado estilhaçado. Caio até sorria às vezes, um sorriso real, sem peso, que fazia meu coração doer de esperança. Eu tolamente acreditei que estávamos nos curando.

Então o e-mail chegou. Uma única e inofensiva mensagem de uma clínica de luxo em São Paulo. "Paciente Geórgia localizada após busca extensiva. Sofrendo de amnésia induzida por trauma." A calma em nossa casa se quebrou como vidro. O fantasma não era mais um fantasma. Ela era real. Ela estava de volta.

De repente, nosso lar se tornou um campo de batalha. Geórgia, com seus olhos delicados e arregalados e suas alegações sussurradas de perda de memória, era a prioridade de Caio. Cada capricho frágil dela se tornava lei. Ele pisava em ovos ao redor dela, sua culpa pela morte de Arthur uma nuvem sufocante. Ele a tratava como uma boneca preciosa e danificada, enquanto Léo e eu éramos apenas... figurantes. Ruído de fundo.

Ela começou com pouco. Pequenos comentários sobre minha comida, minhas roupas, o jeito que eu decorava. Então a coisa escalou. Ela "acidentalmente" derramava vinho nos desenhos de Léo ou "perdia" seus brinquedos favoritos. Caio sempre encontrava uma desculpa para ela.

"Ela não está bem, Alana. Ela passou por tanta coisa."

Meu coração se apertava, mas eu mordia a língua. Por Léo. Pela paz frágil à qual ainda nos apegávamos.

A humilhação pública foi a pior. Uma noite, em uma gala beneficente, Geórgia, pendurada no braço de Caio, me "confundiu" com uma assistente júnior.

"Querida, pode me trazer uma taça de champanhe? E talvez algo para... a Sra. Williams, aqui?", ela ronronou, seus olhos brilhando com malícia enquanto se inclinava para Caio, que apenas me ofereceu um sorriso tenso e apologético. Meu rosto queimou. Os sussurros começaram. Os olhares. Eu me senti como um adereço barato em seu teatro doentio.

Mais tarde naquela noite, confrontei Caio. Ele apenas suspirou, esfregando as têmporas.

"Ela realmente não se lembra, Alana. Os médicos disseram que é um mecanismo de defesa. Uma lousa em branco antes da morte de Arthur. É trágico."

Eu queria gritar. Queria sacudi-lo. Mas o olhar em seus olhos, o tormento profundo, me deteve. Ele realmente acreditava nela. Ele realmente achava que ela era uma vítima. Sua dor era uma ferida que ela sabia exatamente como cutucar. Tentei entender. Tentei ser paciente. Tentei ser a boa esposa, a compreensiva.

Então veio o dia em que soube que não podia mais entender. Era o aniversário de cinco anos de Léo. Ele estava tão animado, segurando um pequeno cartão feito à mão para seu pai. Geórgia, em um súbito ataque de "confusão", decidiu que a sala de estar precisava ser reorganizada. Ela "acidentalmente" derrubou a estante de Arthur — aquela cheia de seus troféus de futebol e fotos queridas. Vidro se estilhaçou. A bola de futebol favorita de Arthur rolou para debaixo do sofá.

Léo, assustado com o barulho e aterrorizado com o grito estridente de Geórgia, instintivamente pegou a bola. Ele só queria colocá-la de volta. Mas Geórgia viu de forma diferente. Ela gritou, apontando um dedo trêmulo para meu filho.

"Ele está profanando a memória de Arthur! Ele está tentando substituí-lo! Olhe o que ele fez, Caio!"

Caio, ouvindo a comoção, entrou correndo. Ele viu Geórgia, histérica, apontando para Léo, que estava paralisado, a bola agarrada em suas pequenas mãos. Ele não viu o medo nos olhos de Léo. Ele não viu o olhar calculado de Geórgia. Tudo o que ele viu foi o memorial de seu amado Arthur em ruínas, e Léo, segurando o símbolo da vida curta de seu filho.

Ele agarrou o braço de Léo. Com força.

"O que você fez, Léo?" Sua voz era baixa, perigosa.

Léo choramingou, tentando se afastar. "Eu só... eu só queria ajudar", ele sussurrou, lágrimas brotando.

Mas Caio não estava ouvindo. Ele torceu o braço de Léo, tentando arrancar a bola. Léo gritou, um som agudo e penetrante que me rasgou por dentro.

Eu me movi sem pensar. "Caio! Pare! Você está o machucando!"

Eu me lancei para frente, tentando libertar Léo. Mas Caio estava em fúria cega. Ele me empurrou para trás, seus olhos selvagens de dor e raiva. Eu tropecei, batendo a cabeça na quina de um aparador. A dor explodiu atrás dos meus olhos. Senti algo quente e pegajoso no meu couro cabeludo.

Ouvi outro grito. Não meu. Não de Geórgia. Era Léo. Seu braço torcido em um ângulo antinatural. Um estalo medonho. Ele desabou, agarrando o braço, gritando. Seu pequeno corpo convulsionava em soluços.

Minha cabeça girava. Eu me levantei, minha visão embaçada. "Léo!"

Geórgia, ainda "soluçando", se jogou nos braços de Caio. Ele a segurou com força, acariciando seu cabelo. "Está tudo bem, querida. Está tudo bem. Ele não quis te chatear."

Meu filho estava no chão, gritando, seu braço dobrado do jeito errado. E meu marido estava confortando a mulher que causou tudo isso.

Uma percepção fria e dura se instalou em meu estômago. Isso não era mais luto. Isso era uma escolha. A escolha dele.

Eu os vi então, Caio segurando Geórgia, suas cabeças próximas. Ela sussurrava algo para ele, o rosto enterrado em seu ombro, mas seus olhos, por cima do ombro dele, encontraram os meus. Não estavam cheios de trauma ou amnésia. Estavam cheios de triunfo. Pura e absoluta malícia.

Meu coração não apenas se partiu. Ele se estilhaçou. Dissolveu-se em pó.

"Caio", eu disse, minha voz um sussurro rouco, quase inaudível sobre os gritos de Léo. "Olhe para ele. Olhe para o nosso filho."

Ele não se virou. Ele segurou Geórgia com mais força. "Ela é muito frágil, Alana. Isso foi um choque terrível para ela."

As palavras me atingiram como um golpe físico. Ele a escolheu. Em vez do nosso filho. Em vez de mim.

Uma clareza súbita e afiada perfurou a névoa de dor e traição. Minha mente, antes nublada pela esperança e pelo compromisso, tornou-se afiada como uma navalha.

Isso acabou. Isso estava além de qualquer conserto.

Minha mão ainda agarrava a lateral do aparador, meus dedos pegajosos com meu próprio sangue. Meu olhar caiu sobre um canto esquecido da sala. Um pequeno e familiar documento estava escondido atrás de um vaso decorativo. O acordo pré-nupcial. Inquebrável. Assinado anos atrás, quando eu ainda acreditava em finais felizes, mas com previsão suficiente para me proteger, por via das dúvidas.

Ele me garantia a guarda total. Ele me garantia a independência financeira. Eu pensei que era apenas uma formalidade. Agora, era minha arma. Minha fuga. Meu poder.

Fiquei ali, balançando levemente, o mundo inclinando-se ao meu redor. Mas por dentro, algo novo estava criando raízes. Algo feroz. Algo inquebrável.

Minha mão alcançou meu celular, meus dedos trêmulos. Disquei 192. Minha voz estava surpreendentemente firme. "Meu filho foi ferido. Preciso de uma ambulância. E... preciso da polícia."

Caio finalmente olhou para cima, seus olhos arregalados. "Alana, o que você está fazendo?"

Eu encontrei seu olhar, meus próprios olhos frios, desprovidos de emoção. "Estou protegendo meu filho, Caio. De vocês dois."

Ele deu um passo em minha direção, Geórgia ainda agarrada a ele. "Não seja ridícula. Foi um acidente. Léo apenas caiu."

"Ele não caiu", afirmei, minha voz ganhando força. "Você o machucou. E ela causou isso." Apontei para Geórgia, que ofegou dramaticamente, enterrando o rosto mais fundo no peito de Caio.

"Alana, você enlouqueceu?", Caio começou, seu rosto contorcido em descrença.

Mas eu não estava ouvindo. Meus olhos estavam fixos em Léo, que ainda chorava, embora agora mais suavemente, exausto pela dor. Meu filho. Meu menino lindo e sensível. Ele precisava de mim. E eu queimaria o mundo inteiro para mantê-lo seguro.

As sirenes soaram à distância, cada vez mais altas. Meu coração martelava contra minhas costelas, mas não era medo. Era uma fúria primal, materna.

Era isso. O fim de nós. E o começo de mim.

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O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável de Conteúdos

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