Capa do romance O amor nem sempre vence

O amor nem sempre vence

7.8 / 10.0
Em O amor nem sempre vence, Liz retorna a Cordonelia oito anos após fugir de seu casamento. Agora, o ex-noivo Marcos busca vingança enquanto ela tenta recomeçar. Descubra as consequências dessa traição nesta romance novel intensa, disponível para ler livros online grátis e fiction books.
Resumo de O amor nem sempre vence
Há oito anos, Liz chocou Cordonelia ao abandonar Marcos no altar para fugir com Luiz, um empresário rico e bem mais velho. Após o escândalo que humilhou a família do ex-noivo, ela finalmente retorna à cidade natal, mas agora está sozinha e sem sua antiga fortuna. Enquanto Liz busca desesperadamente reconstruir sua vida do zero, Marcos, endurecido pelo passado, vê no retorno dela a oportunidade perfeita para se vingar. O reencontro reacende feridas profundas.
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O amor nem sempre vence Capítulo 1

Eu estou voltando para  cordonelia faz oito anos que não piso nesta cidade, eu tinha acabado de fazer 18 anos e decidi que aqui era pequeno demais para os meus sonhos.  “ Que piada” eu que sou pequena demais para os meus sonhos, a sonhadora e magnífica liz voltar com rabinho entre as pernas para a cidade que ela jurou nunca mais pisar. “ eu sou mesmo uma piada pronta” e para piorar meus pais estão no sítio dos Oliveiras e como eu ia recusar o convite? Como eu diria que não ia querer  ver aqueles que eu prometi esquecer, como dizer que ainda não estou pronta para vê-lo? Essa é a pior parte, ter que encará-lo, ter que deixá-lo avaliar os meus fracassos e usar de tom sarcástico para apontar o quanto eu falhei.

Escuto a buzina alta

— Presta atenção!!!! — Alguém gritar, eu tinha passado o farol vermelho, sinto meu coração acelerar e perco por um momento o controle do volante, mas consigo frear, e encostar o carro.  Eu podia ter morrido, nesse exato momento eu podia bater em outro carro e ter morrido e talvez fosse o melhor, talvez isso acabasse assim, quase como uma justiça divina, com toda a certeza seria isso que iriam falar “ a justiça divina não falha”. Mas estou viva e talvez eles não saibam, mas isso é mil vezes pior. 

— Tudo bem moça? — Um rapaz muito bonito se aproximou do carro, ele tinha lindos olhos verdes, o que me deixou um pouco desnorteada.  — Quer ajuda?

— Não, eu só perdi o foco. — Olhei para trás para ver se tinha feito algum estrago, mas o bom de cidade pequena é isso, os erros são menos trágicos nos transito. — Não existia semáforo quando estive aqui pela última vez.  

— Assim, colocaram á uns dois anos, o prefeito quer atrair turistas, precisamos deixar a cidade mais organizada né. — Ele fala mexendo-os ombros, como se isso fosse algo superficial, apenas paras os turistas.

— O prefeito!  — Sim, bem a cara dele odeia-a cidade grande, mas quer tirar dinheiro dos que moram lá. 

— O conhece? — Talvez o meu  tom tenha sido um pouco arrogante.

— Sim, estudamos juntos. -- Engoli em seco, tem coisas que não podemos mudar e conhecer aquele homem era uma dessas.

— Então é daqui, logo vi, como seus pais se chamam?  — Ele sorriu alegre, e aquilo era reconfortante, o lado bom da cidade pequena era isso, as pessoas eram gentis e adoráveis, ao menos quando não te conheciam.

— Lucrécia e Juliano. — Falei tímida, minha-adorável família era muito bem conhecida, por um pequeno detalhe.

— Não acredito que é a Liz a noiva fujona! —  O apelido que minha mãe me disse aos prantos por telefone tinha me assombrado por anos, mas agora não doía mais. 

— Posso sair com o carro? — Falei olhando para os cotovelos dele que estavam encostados na janela do carro. 

— Claro, desculpa, eu …..

Ele ficou vermelho e se afastou, não conseguia dizer nada, apenas arrancar com o carro, então era isso, eu era de fato a piada da cidade. E agora teria que conviver com os cochichos e piadas, além de lidar com ele, eu estava indo direto para o covil dele, claro nossas mães amigas de infâncias, mesmo depois tudo se mantiveram amigas, e no fim a mãe dele, me perdoou, afinal era minha madrinha e por vezes me ligava na cidade, gostava de saber como eu estava, eu a amo, amo minha madrinha, mas eu nunca queria te que vê-la novamente,não queria ter que encará-la e saber que falhei com ela, falhei com todos, e coloquei o nome da minha família e o do dela na lama. 

E ao pensar nisso parei o carro novamente, eu devia voltar, devia ir para minha vidinha medíocre e viver lá, porque eu merecia aquela vida, eu mereci tudo que me aconteceu, as lágrimas começaram a brotar.

— A vida na cidade ter amoleceram Liz. — Reconheci aquela voz no ato, olhei para o lado e um fusca amarelo estava parado, era John, meu doce e adorável John, eu não o via a tanto tempo, eles estava bem mais velho.

— Ah meu Deus, que saudade de você. — Comecei a tirar o cinto, queria abraçá-lo, eu não tinha ligado para ele, nesses últimos anos, mesmo sabendo que ele não teria me julgado, mas minha família culpou John por colocar sonhos na minha cabeça, ele é o bibliotecário da cidade, e eu passei grande parte das minhas férias enfiada na biblioteca com john 

Ele saiu do carro e me abraçou, ele parecia mais baixo do que na última vez, sua barba longa ainda estava ali, ele tem olhos grandes e negros, são os olhos mais gentins que já vi..

— Minha pequena sonhando Liz, achei que nunca mais haveria novamente, foi muita covardia sua não me ligar e contar suas aventuras. — Sua voz não era de julgamento, mas com toda certeza o magoei. 

— Se soubesse o que passei, queria ter ficado aqui com você, o mundo nos livros é tão mais fácil John. — Os livros são tão quentes e reconfortantes a certeza que no final tudo vai se resolver, nos faz ficar até o final. 

— Não saberia disso se não tivesse passado, mas vamos, posso te fazer um café e te fazer um tapioca, sei que sente saudade disso. 

E como eu sentia, mas precisava ir ao sítio dos oliveiras e teria que lidar com meus erros, e teria que vê-lo novamente, então tomei a decisão mais covarde.

— Claro, dirigir a madrugada toda, estou faminta, e meus pais devem está acordando ainda. — Ele sorriu. 

— Sua tática era chegar o mais cedo possível e não se vista. — Ele disse me encarando, como se eu tivesse fazendo uma travessura.

— Faria o mesmo? — Ele abriu um sorriso de lado.

— Teria chegado de madrugada, velhos como eu já estão acordados antes do galo cantar, teria me-evitado.

— Seria o último que eu iria querer evitar. 

— Sim, minha pequena, eu sou o menor dos seus problemas. 

— Muita gente magoada comigo, né?

— Não tem como seguir nossos sonhos, sem deixar lágrimas pelo caminho.

— E eu inundei a cidade.

— Não tem porque falar disso agora, porque não tem como alterar o passado, nem prever o futuro, mexemos com o que está acontecendo agora. 

— Agora estou faminta.

— Então siga o meu carro, e prometo que esse seu problema eu tenho a solução.

— Queria que meus problemas se resolvessem com tapioca.

— E quem não quer minha pequena?

E eu me escondi na parte da manhã na casa do John, mas minha mãe começou a ligar, e tem um número razoável em que se ignora sua mãe antes dela surtar, então eu atendi. 

— Pensei que teria que procurar seu corpo em algum hospital! — A voz estridente da minha mãe me fez sorrir, era terrível, mas eu a adorava assim.

— Encontrei o john, vim tomar café.

— Claro, não pisa na cidade há anos, e a primeira pessoa que quer ver é o velhote do John.— John dá seu sorriso amarelado, ele já havia se acostumado com a minha mãe.— O cumadre para de arrumar as coisas, ela já tomou o café na casa do John, pouco se importou com nossa recepção, sempre te disse que ela é uma ingrata.

Ouvir minha madrinha ao fundo. “  Mas diga que venha logo, estou com saudade” 

— Diga que já estou indo.

— Te dou vinte minutos, Elizabete, se não estiver aqui, vai conhecer a fúria de sua mãe. 

— Já estou indo, mãe. — Olhei para John que sorriu.

— Me visite na velha biblioteca. — Eu balancei a cabeça, sorrindo e acenando com a mão,, eu sabia que minha mãe só pararia de falar quando ouvisse o carro em movimento. 

— Pronto, girei a chave, estou a caminho. — Pronto, agora eu podia continuar ou dar meia volta e fugir, e nunca mais voltar. Respirei fundo, e decidi que já tinha fugido por muito tempo.

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