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Capa do romance O amor não tem idade

O amor não tem idade

Larissa é uma jovem de 17 anos que, apesar de ter enfrentado um trauma profundo, demonstra uma coragem admirável moldada pelos ensinamentos de sua irmã policial. Jonathan, parceiro de Rebeca na corporação, sempre admirou a beleza e o talento da aspirante a detetive, mantendo apenas uma forte amizade. Contudo, ao ser apresentado a Larissa, ele sente uma atração avassaladora e inexplicável que desafia sua lógica e coloca seus sentimentos à prova.
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Capítulo 3

Jonathan estava trabalhando em alguns casos de tráfico de mulheres, isso estava tomando todo seu tempo. Algumas noites nem para casa ele ia, atolado de trabalho. Rebeca, sua parceira tinha saído de Férias, então todos os interrogatórios e relatórios tinham que ser feitos por ele. Os outros colegas de trabalho estavam tão atolados quanto ele. E agora ele teria de se infiltrar em uma casa noturna, para encontrar alguma moça que tivesse coragem de depor contra os traficantes, o que não seria nada fácil.

- Sargento. - Chamou Jonathan. O sargento ergueu os olhos da papelada a sua frente . - Estou indo para a Boate Last. - Passou as mãos nos cabelos. - Me deseje sorte. - Deu um sorriso de lado para o chefe.

- Você não precisa de sorte detetive. Você já tem o que precisa. - O sargento sorriu para ele. - Sua competência.

Jonathan sorriu de volta. Seu chefe era o melhor de toda companhia, tinha feito de sua equipe uma verdadeira família. - Ok, obrigado chefe. - Saiu um pouco mais confiante do que antes.

***

Jonathan entrou na Boate Last, o núcleo de tráfico de mulheres. Era para ali que levavam as recém chegadas, que pegavam em outros países com promessa de trabalho e obrigavam a se prostituir. Eles já tinham muitas evidências, mas não tinham uma única vítima que aceitasse ser testemunha, ou que aceitasse a depor. Todas tinham medo, e as que não tinham medo, desapareciam ou apareciam mortas. Para conseguirem alguém, teria que ser alguém muito desesperado, então talvez uma moça recém chegada, com medo e desesperada, aceitasse fugir e testemunhar.

Jonathan caminhava com seu ar imponente pela boate, sorrindo e olhando as moças de cima a baixo, como se procurasse alguém que o agradasse. Ele não esperava encontrar alguém de cara, talvez precisasse até mesmo dormir com alguém algumas vezes para conseguir a confiança da pessoa.

Seus olhos pararam em uma morena de olhos azuis, que segurava um bandeja com bebidas. Ela era quase da altura dele, cabelos longos e pretos, pele morena clara, corpo escultural. Ela usava um mini short jeans com os botões abertos, mostrando sua calcinha de oncinha, um cropped decotado também de oncinha, pulseiras, anéis e brincos dourados, nitidamente bijuterias.

Ele não sabia exatamente o que tinha sido, mas ele foi atraído por ela.

- Oi. - Disse baixo, próximo ao ouvido dela. Pode perceber que ela se arrepiara com o hálito dele tão próximo. Ele gostou da sensação. - Posso te pagar uma bebida? - Ele disse com um meio sorriso nos lábios.

A moça ficara parada por uns segundo, então se virou para ele. Ela estava séria, mas seus olhos brilhavam de desejo. - Desculpe mas eu levo as bebidas até os clientes. Não bebo com eles.

Jonathan sentiu um frio na espinha, a voz dela era firme, forte, com certeza ela não tinha medo de estar ali. Ele engoliu seco. - Que pena... - Disse sorrindo e desviando os olhos dela, para buscar outra mulher.

- Mas...

Jonathan olhou novamente para ela, que agora sorria.

- Meu turno termina em meia hora, se quiser me esperar. - Ela mordeu o lábio. - Podemos sair para beber algo em outro lugar.

Jonathan não queria sair dali, mas pareceria suspeito se não aceitasse, além do mais, algo nela chamara sua atenção, e não era apenas sua beleza. - Ok. - Apontou para uma mesa de canto. - Esperarei ali. - E saiu andando até a mesa.

Teria mais um tempo para observar o lugar e voltaria outra hora.

***

Larissa voltara a escola, todos a sua volta, querendo saber como estava, como tinha sido a situação, e porque ela enfrentara um psicopata. Larissa ria e respondia que não sabia que ele era um psicopata, mas ela também precisava tentar, não podia desistir sem tentar pelo menos.

Caio veio falar com ela. - Oi Lari... Senti sua falta. - Ele falava fitando-a intensamente.

Larissa deu uma risadinha. Ele tinha sido seu primeiro beijo, há alguns meses atrás, mas ele não tinha mais demonstrado interesse, então ela achou que ele não gostara e não queria mais ficar com ela. E ela não era garota de se humilhar, por isso não tentou mais nada com ele. Inclusive já nem estava mais tão apaixonada assim por ele, ela tinha uma outra pessoa na cabeça.

- O que você acha de eu ir com você para casa? - Caio se oferecera, trazendo uma satisfação ao peito de Larissa.

- Obrigada Caio, mas minha mãe vem me buscar essa semana ainda. Ela está preocupada... coisa de mãe. - Riu para ele. Podia não estar mais apaixonada por ele, mas isso não impedia que fossem amigos, e ele não estava falando nada de mais.

A semana passou rápido, Larissa tinha duas semanas de matérias acumuladas para por em dia, as manhãs passava na escola, e às tardes fazendo atividades extras de recuperação dos dias que faltou. E as noites estava tão cansada que mal tinha tempo de pensar em Jonathan ou Caio, ou qualquer coisa.

Chegara a sexta, e com ela clemência de seus professores, que resolveram lhe dar uma folga. Chegara em casa, almoçara com sua mãe e resolvera descansar um pouco na rede da frente de casa com um bom livro nas mãos. Fazia tempo que ela queria ler A Seleção, então aproveitou para começar.

***

Passava da 1 hora da manhã, quando a bela morena se aproximou da mesa de Jonathan.

- Olá... você não me disse seu nome... - Ergueu as sobrancelhas de interrogação para ele.

Jonathan sabia que não deveria dizer seu nome verdadeiro, mas não foi isso que ele fez. - Olá.. - Sorriu olhando no relógio. - Demorou mais de meia hora. E me chamo Jonathan.

A bela morena sorriu. - Safira. - Estendeu a mão para ele, que jogou a cabeça para trás em uma gargalhada.

- Não me surpreendo que não tenha me dito seu nome verdadeiro, mas Safira? Sério?

Ela olhou para ele e segurou o riso. - É meu nome! - Sorriu e estendeu a mão a ele, que pegou-a. Juntos foram para a porta de saída.

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