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Capa do romance O amor não tem idade

O amor não tem idade

Larissa é uma jovem de 17 anos que, apesar de ter enfrentado um trauma profundo, demonstra uma coragem admirável moldada pelos ensinamentos de sua irmã policial. Jonathan, parceiro de Rebeca na corporação, sempre admirou a beleza e o talento da aspirante a detetive, mantendo apenas uma forte amizade. Contudo, ao ser apresentado a Larissa, ele sente uma atração avassaladora e inexplicável que desafia sua lógica e coloca seus sentimentos à prova.
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Capítulo 1

Larissa tinha saído do banho e ido para o quarto, fazia meses que ela vinha protelando o fato de ter que arrumar o guarda-roupa. Seu quarto estava uma bagunça, nunca fora uma menina super organizada, mas já estava passando dos limites. "Mas é hoje, é hoje que boto em ordem essa bagunça" Pensara Larissa.

Com 17 anos, Larissa já tinha tamanho e corpo de adulta, muitos diziam que ela era um xerox da irmã mais velha, e ela não podia negar que amava as comparações, visto que sua irmã Rebeca era maravilhosa. Linda, esperta, forte, era uma detetive de botar inveja, loira de olhos verdes, magra, mas nem tanto, curvilínea, não era baixa, mas também não era gigante. Larissa se inspirava na irmã, desde que se lembrava por gente. Estava no último ano do ensino médio, depois disso pensava em fazer um curso e depois um concurso para se tornar bombeira ou socorrista. Não seria policial como sua irmã, mas faria algo que faria a diferença na vida das pessoas.

Larissa colocara para tocar no celular músicas sertanejas, aquelas estilo sofrência, era as que ela mais gostava. Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Gustavo Lima, e daí ia para o sertanejo universitário até os modão de viola. Sua irmã dizia, que só faltava ela colocar um chapéu e um cinto na calça que estava pronta. Ela ria com isso, mas tinha certeza que era verdade.

Larissa já havia tirado todas as roupas do guarda roupa e jogado em cima da cama, começara a dobrar quando ouviu um barulho vindo da cozinha. Largou as roupas e foi para lá, imaginou que sua mãe tinha derrubado algo, mas ao ir se aproximando da cozinha ouviu a voz de um homem. O homem dizia: - Não grite, ou mato você e suas duas filhinhas. - A voz do homem era aveludada e grossa, causando um arrepio, um desconforto no estômago. Larissa foi dando passos para trás, lembrou-se que sua irmã mantinha uma arma no quarto dela, havia mostrado onde estava, ela só precisava chegar até. Virou-se bruscamente batendo na mesinha próxima ao sofá.

- Merda... - Larissa começou a correr, mas sentiu uma mão pegar-lhe pelos cabelos, ela se virou rápido e começou a bater nele, lembrando se todos os golpes que sua irmã lhe ensinara, mas devido ao medo se atrapalhara mas continuava dando socos e chutes. Ele estava de luvas o que fez escorregar a mão de seu cabelo, Larissa aproveitou a deixa e correu em direção ao quarto de Rebeca novamente, ao abrir a porta sentiu uma ardência na cabeça, uma vertigem tomando conta, foi quando se deu conta que tinha recebido uma pancada na cabeça. Caiu no chão, virou-se devagar, com as costas no chão, viu o homem, ele a encarava com um sorriso nos lábios. - Obrigado pela emoção gatinha... - Ele havia gostado de ser desafiado. Ele era um psicopata, um assassino em série, para ele quanto mais resistência mais divertido ficava. Larissa foi apagando, até não ver mais nada.

***

Jonathan havia corrido feito louco com sua equipe policial, estava suado e cansado, mas nada podia ser pior do que ver Rebeca em desespero pela irmã. Larissa era uma menina doce, a tinha visto poucas vezes na casa de Rebeca ou na delegacia, nunca imaginou que a menina fosse ter tamanha coragem, de enfrentar um maníaco completo.

LeBlanc estava morto. Os casos estavam resolvidos, as mortes e os ataques parariam de agora em diante. Mas ninguém se sentia feliz naquele hospital. Toda a equipe de vítimas especiais e a de detetives de elite estavam ali. Todos esperando por boas notícias, mas ouvir o médico dizer que teriam que aguardar, pois a batida na cabeça dela fora muito forte, foi o mesmo que dar um murro no estômago.

A mãe de Larissa, Dona Ramona chorava ao lado da cama da filha, enquanto contava a todos como fora corajosa. Larissa fizera uma pequena cirurgia apenas para aliviar a pressão intracraniada e o inchaço, agora era só esperar os remédios fazerem efeito e seu corpo se recuperar do impacto.

Todos passavam pelo quarto para dar apoio a Rebeca e sua mãe. Jonathan como amigo de Rebeca ficou um pouco mais, ele olhava o pequeno corpo da moça na cama, ela tinha um rostinho de anjo, era ainda uma menina, porque fora enfrentar um maníaco? Jonathan sentia um calafrio em pensar que ela podia não ter sobrevivido se demorassem um pouco mais para socorrê-la.

Jonathan passou três dias no hospital, indo em casa apenas para tomar banho e dormir um pouco. No terceiro dia, Larissa acordou. Aquele hospital virou uma bagunça, milhares de policiais, querendo ir lá dar parabéns para ela pela coragem, abraçar Rebeca e sua mãe.

Quando chegou, Rebeca abriu espaço para ele, fazendo-o entrar no quarto junto com ela e sua mãe.

- Ooi, menina! - Ele disse animado. Ela sorriu sem jeito para ele. - Que susto você nos deu! Como se sente ?

- Um pouco tonta, mas bem... - Larissa sorriu.

- Você foi muito corajosa, sua mãe contou como você tentou lutar com aquele doido. - Larissa deu uma risada.

- Que nada! Eu tava apavorada isso sim. - Larissa ria, mais de nervoso do que da situação, podia ter morrido naquele dia.

Jonathan gostou da garota, era modesta e sincera. - Mas pode parar com isso! Quando você sair daqui faço questão de te pagar um sorvete. - Jonathan dissera entre um sorriso e uma piscadinha.

- Tá bom, vou cobrar emm... - Ela dissera sem muita importância. Já era o 5º ou 6º policial que lhe dizia que lhe pagaria algo, ou um sorvete, ou um churrasco, outro disse que a levaria para pescar. Era cada uma... Larissa estava feliz de estar viva e sua mãe também. Por um momento quando abriu os olhos e só viu Rebeca a seu lado, pensou que tinham matado sua mãe. Mas graças a Deus, tinha dado tudo certo.

Larissa ficou por mais alguns dias no hospital. Jonathan estava indo visitá-la todos os dias, diferente dos outros policiais que foram apenas no dia que ela acordou. Larissa apreciava a companhia do homem, ele era jovial, engraçado e inteligente, fora que dava tempo para sua mãe ir para casa descansar enquanto ele estava ali com ela.

Larissa sentia-se importante com ele indo ali todos os dias, mesmo que fosse por poucas horas, não conversavam muito sobre suas vidas, pois fazia três dias que se conheciam realmente, antes apenas o tinha visto de longe, como ele era parceiro e amigo de sua irmã. Mas não havia prestado a atenção em como esse homem era bonito. Ele era alto, magro e forte. Tinha cabelos castanhos bem cortados, olhos castanhos amendoados com cílios longos e escuros, um sorriso grande com dentes perfeitos, percebia-se que fazia a barba com frequência, mas a mantinha cerrada no rosto, dando um charme a mais. Sua pele morena e bonita se encaixava perfeitamente com sua imponência. Larissa começara a sentir a barriga contorcer quando estava perto da hora dele chegar no hospital.

Jonathan não entendia a necessidade de todos os dias ir ver Larissa no hospital, queria acreditar que ia por ser amigo de Rebeca, e para ajudar ela e sua mãe a descansarem, mas a verdade é que ansiava aquele momento para conversar um pouco com Larissa. A menina era madura, inteligente e divertida, eles se divertiam no pouco tempo que ele ficava lá com ela, assistiam série e até liam partes de livros juntos. Usavam filtros do instagram e tiravam muitas fotos. Ele sabia que dali nasceria uma boa amizade.

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