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Capa do romance Nosso pequeno cupido: o filho do magnata em meus braços

Nosso pequeno cupido: o filho do magnata em meus braços

Expulsa de seu casamento por não poder engravidar, Allison busca refúgio no interior para curar sua dor. Sua vida muda ao adotar um bebê abandonado, criando-o com amor por quatro anos. O destino a surpreende quando um magnata surge em sua porta reivindicando a paternidade da criança. Diante de uma oferta milionária para entregar o menino, ela se recusa a perder sua família. O homem então propõe uma solução audaciosa: levar ambos para sua mansão.
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Capítulo 3

Allison nunca considerou Kyle como pai de Lucas. Quando se mudou para Blirson, ela trocou seu número de celular e apagou qualquer conexão remanescente com o mundo dele.

Com o passar dos anos, ela parou de acompanhar as notícias de Kyle. Em sua mente, ele provavelmente já estava casado e com filhos, ocupado com uma vida que não tinha mais nada a ver com ela.

Mais tarde, à noite, ela se aconchegou a Lucas na cama, lendo a história favorita dele pela centésima vez. Mesmo quando as últimas palavras saíram de seus lábios, o garotinho permanecia de olhos arregalados e inquieto.

Allison fechou o livro de histórias, pousou-o na mesa de cabeceira e, ao puxar o cobertor sobre ele, sussurrou uma ordem suave, embora firme: "Feche os olhos. Hora de dormir."

Lucas se enfiou debaixo das cobertas, mas sua voz soou baixa e magoada: "Mãe, eu realmente errei hoje?"

A verdade era que ele não havia feito nada de errado. O menino tinha um coração enorme, mas sua forma de enfrentar os problemas era, por vezes, impulsiva e até agressiva, pois ele jamais recuava de uma briga quando acreditava poder resolver tudo sozinho.

Pela primeira vez, Allison não o repreendeu nem insistiu que ele havia cometido um erro. Ela acariciou os cabelos dele e disse suavemente: "Não, você não errou."

Quando ela era honesta consigo mesma, sabia o quanto era importante para uma criança entender o que era certo e errado, e que orientá-lo era seu dever como mãe.

Lucas franziu a testa, confuso com as palavras dela. "Então por que todos ficaram bravos comigo? Até você, mãe?"

Allison ficou em silêncio por um momento, depois explicou: "Às vezes, mesmo quando você tem boas intenções, sua maneira de lidar com as coisas não é o que as pessoas esperam. Quando você tenta proteger alguém, pode acabar machucando outra pessoa. Muitas vezes, os adultos tendem a ficar do lado da criança que chora mais alto, mesmo que não seja justo. É assim que as coisas acontecem às vezes."

Lucas franziu a testa, não convencido. "Ainda não entendi. Se você entende, por que gritou comigo?"

"Porque os outros pais estavam com raiva. Se eu não intervir e disser algo, eles podem tentar te punir, e isso pode ser muito pior. Eu precisava te proteger, mesmo que isso significasse fingir ser rígida. Mas você sabe que eu nunca te machucaria, não sabe?"

"Se eu fiz algo errado, você deveria me dizer. Se eu fiz algo certo, também deveria me dizer. Não é assim que deveria ser?", ele disse, buscando a verdade no rosto da mãe.

Nesse momento, um alívio invadiu Allison. As crianças nasciam com uma visão clara, e o mundo ainda não havia obscurecido o senso de justiça de Lucas. Beijando a testa dele, ela sussurrou: "Você tem toda a razão. Eu estava errada hoje. Da próxima vez, você pode me dizer se eu cometer um erro também, está bem?"

Um sorriso se espalhou pelo rosto do menino, que acenou com toda a seriedade possível para uma criança de sua idade. "Combinado, mãe!"

Na manhã seguinte, Allison estava na cozinha, preparando o café da manhã como de costume. Enquanto isso, Lucas saiu, ansioso por mais um dia de aventuras.

Ao ver que Lucas não aparecia quando o café da manhã ficou pronto, Allison tirou o avental e desceu as escadas para procurá-lo. Na rua, ela se deparou com uma fileira de carros pretos elegantes parados no meio-fio, de onde vários homens com ternos pretos impecáveis saíram.

Uma multidão de crianças da região já havia se aglomerado em volta dos veículos, atraídas pelo cromo brilhante e pelo luxo que raramente se via. No meio de tudo isso, Lucas estava paralisado, observando o primeiro homem que saiu do carro da frente.

O homem tirou os óculos de sol e os entregou a um funcionário sem dizer uma palavra.

Ele observou o bairro demoradamente, depois os prédios de apartamentos degradados, antes de desviar o olhar para o grupo de crianças e, por fim, para Lucas.

Algo nos ternos impecáveis e na autoridade silenciosa desses homens intrigou Allison — eles não pareciam pertencer a este lugar.

De repente, ela se lembrou de ter deixado a porta do apartamento destrancada. Não querendo se envolver com o que quer que estivesse acontecendo, ela gritou: "Lucas! Venha, o café da manhã está esfriando!"

Em Streley, ela conseguia manter a compostura, mas aqui, teve que aprender a gritar até ficar rouca só para chamar a atenção de Lucas.

"Estou indo!" Lucas se afastou do homem e saiu correndo na direção de Allison, que pegou a mão dele para subirem as escadas apressadamente.

Enquanto ela secava as mãos depois de lavá-las, uma batida forte soou na porta.

"Quem é?", ela perguntou sem pensar, colocando os pratos do café da manhã sobre a mesa e limpando as mãos na calça.

Ao abrir a porta, Allison se deparou com o mesmo homem que estava liderando o grupo lá fora e ficou bastante confusa.

Ela já havia conhecido muitas pessoas em sua vida profissional, mas tinha certeza de que nunca o tinha visto antes.

De longe, ele não parecia tão intimidador. De perto, porém, ela sentiu a intensidade de sua presença.

Ele era alto, com pelo menos um metro e oitenta, tinha ombros largos e traços marcantes, e usava um terno que provavelmente custava mais do que o aluguel dela.

A princípio, ele não disse nada, apenas a observou em silêncio, com o semblante indecifrável.

Allison segurava firmemente o batente da porta, sem se mover. "Posso te ajudar em alguma coisa?"

"Onde está Lucian?", ele perguntou em um tom seco.

Ao ouvir isso, a mulher franziu as sobrancelhas. "Lucian? Quem é esse? Não conheço ninguém com esse nome."

"Meu filho." O tom do homem permanecia calmo, cada palavra lenta e deliberada. "Lucian Lawson."

O coração de Allison batia tão forte que chegava a doer. Lutando para manter a voz firme, ela tentou fechar a porta, respondendo: "Você veio ao lugar errado. Não há nenhum Lucian aqui."

O homem não disse nada, apenas deu um passo à frente, bloqueando a porta com a mão. Sem pedir permissão, ele entrou, parando para observar o espaço organizado mas modesto, a pilha de livros infantis sobre a mesa e os brinquedos que espreitavam por baixo do sofá. Com um aceno de cabeça silencioso, ele se apossou do sofá como se fosse dele.

Nesse momento, passos ecoaram no corredor e Lucas apareceu, esfregando as mãos úmidas na calça. Ele parou, alternando seus olhos entre a mãe e o estranho confortavelmente sentado na sala de estar. Algo na postura rígida da mãe lhe dizia que a situação era séria.

Normalmente, ela era inabalável, mas agora parecia mais frágil do que ele jamais a tinha visto.

Aproximando-se, ele tentou soar o mais maduro possível. "Quem é você e por que está na nossa casa?"

Os lábios do homem se curvaram em um sorriso lento. Ele estendeu a mão como se quisesse se aproximar de Lucas, mas o menino se esquivou, olhando-o com desconfiança.

Em vez de se ofender, o homem se recostou e disse, com a voz suave, mas convicta: "Sou seu pai."

Diante dessa revelação, as pernas de Allison fraquejaram. Ela temia esse momento há anos. Depois de todo esse tempo mantendo Lucas por perto, a verdade agora estava em sua sala de estar, impossivelmente real.

Lucas olhou para o estranho, depois para o rosto pálido da mãe, e franziu a testa ao perguntar: "Mas minha mãe disse que você estava morto."

Os olhos do homem se desviaram para Allison, seu sorriso se intensificando, quase como um aviso. "Sinto te decepcionar, mas estou muito vivo. E vim levar meu filho para casa."

O silêncio se instalou, e nem Allison nem Lucas conseguiram dizer uma palavra.

Mesmo com quatro anos, Lucas conseguia perceber a mudança no ar. Olhando para a mãe, ele começou a juntar as peças, percebendo que a história do estranho poderia ser verdadeira.

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