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Capa do romance Nos braços do Mafioso

Nos braços do Mafioso

Anna Bellucci vivia para o piano até salvar Salvatore D'Aquila, um líder brutal da Sacra Corona Unita, em um beco escuro. Esse ato de bondade a lança no império de sangue do mafioso. Salvatore, que abomina fraquezas, fica obcecado pela inocência da jovem. Anna tenta fugir, mas ele não aceita recusas. Entre beijos proibidos e perigos fatais, ela descobre que se entregar a essa paixão sombria é a única forma de sobreviver. Um dark romance intenso e perigoso.
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Capítulo 3

Depois daquela briga no galpão, Salvatore se limpou e veio até mim, depois de ter ficado um tempo interrogando os homens que foram rendidos por eles.

Ele estava com um pequeno corte no lábio e quando se aproximou vi que os nós de seus dedos estavam inchados. Era errado, mas eu estava achando-o sensual naquele momento em que sorria para mim.

— Achei que você sairia correndo, Anjo. — ele disse tocando o meu rosto, erguendo-o para ele.

Tentei voltar a respirar.

—Eu ouvi Beethoven. — foi o que consegui dizer e ele sorriu.

— Venha, vou te levar em um lugar.

Entramos no carro e ele manteve o silêncio. Eu ainda estava tremendo, mas estranhamente feliz por ele estar bem. Ele me levou para um pequeno restaurante na parte alta da cidade. Ele ainda tinha sangue em sua camisa, mas ninguém ousava encará-lo quando entramos no local. Fomos muito bem recebidos. Quando fizemos nossos pedidos ele segurou minha mão sobre a mesa.

— Hoje te mostrei um pouco do meu mundo e você me surpreendeu. Aliás desde que te conheci você me surpreende.

Eu sorri sentindo as minhas bochechas quentes.

— Eu estava curiosa.

— Certo. E eu estou curioso sobre você.

— Você teve acesso a muitas informações sobre mim. E nos últimos dias temos falado muito sobre mim.

— Não tanto quanto eu gostaria de saber.

Abaixei o meu olhar quando vi seus olhos intensos sobre mim. Ele continuou.

— Agora mesmo, gostaria muito de saber o que se passa em sua mente.

— E eu gostaria de saber o que se passa na sua. — disparei e ele sorriu maliciosamente.

— Acredito que o que tenho em mente neste momento talvez não seja o que você espera de mim.

— O que você acha que eu espero?

Ele respirou fundo, soltando o ar pesadamente.

— Anna, eu não sou o pior dos demônios, mas ainda sim, eu sou um. E te corromper é uma grande tentação para mim.

Eu nao acreditava que ele me faria mal, eu tinha entendido isto do momento em que entrei em seu carro naquela manhã, depois do seu incidente com os outros mafiosos.

— Somos amigos. — falei baixo.

Ele sorriu.

— Amigos.

Ele disse a palavra como se estivesse a experimentando pela primeira vez.

Nós prosseguimos o jantar em silêncio. Enquanto saíamos do restaurante ele apenas disse:

— Venha, vou te levar para casa.

Eu esperei seu toque, sua mão na minha, mas nada aconteceu. Eu entrei no carro e admirava a paisagem da minha janela quando senti seu toque em minha mão. Ele só a deixava pelo breve instante no qual ele tinha que passar a marcha. Eu fiquei feliz por sentir seu toque quente em minha pele novamente. Isto estava se tornando um vício. Eu tentei mover meu pensamento e fiz uma pergunta.

— As brigas são sempre assim?

— Esta não foi a mais violenta, se é o que deseja saber. Mas eu não sou um sanguinário, como dizem. Eu não minto dizendo que em minhas mãos não existe sangue. Mas todos que eu mandei ao inferno eram demônios piores do que eu.

Eu estava começando a entender o que ele dizia. Se eu olhasse com meu olhar cristão eu não acharia isto certo. Mas saber que ele elimina pessoas ruins, deixava as coisas diferentes no meu ponto de vista. Salvatore poderia ser um demônio, mas para mim, ele estava sendo um anjo protetor, talvez um vingador.

Quando chegamos na frente da minha casa, ele levou a minha mão que ele segurava em seus lábios e beijou. O beijo foi casto, mas me esquentou o coração e o meu corpo. Mandando em confusão o meu cérebro.

— Boa noite, Anna.

— Boa noite, Salvatore.

Eu saí do carro e entrei em casa sentindo o seu olhar sobre mim.

Eu tive uma noite normal, jantei com vovó e toquei La Traviata a exaustão. E no fim, me peguei tocando Salvatore de Lana del Rey. Parei imediatamente ao perceber o meu deslize. E lá estavam os olhos curiosos de vovó sobre mim.

— Está distraída, querida.

— Eu apenas, quis tocar algo novo vovó. Agora, estou muito cansada, vou dormir.

Beijei sua testa e fui dormir tentando não pensar nele.

***

No dia seguinte quando sai de casa, o carro esportivo de Salvatore me esperava a alguns metros de casa. Sorri ao ver que era ele e entrei recebendo um beijo seu em minha bochecha. Ele como de costume, me entregou uma rosa e piscou para mim enquanto dava partida no carro.

— Bom dia, Anna.

— Bom dia, Salvatore.

— Como foi sua noite?

— Boa. — Eu tinha sonhado com ele. E ao sentir sua pergunta parecia que ele sabia tudo o que tinha acontecido no meu devaneio noturno. — enrubesci.

Ele nada disse apenas sorriu. Eu estava ficando acostumada em ter ele me levando e buscando da faculdade. Estava me acostumando com seu sorriso, com seu toque, eu estava gostando muito de ter Salvatore por perto.

— Eu preciso de mais tempo com você, Anna.

Sua frase repentina me pegou de surpresa me assustando, o que o fez rir.

— Mas você me leva e busca da faculdade todos os dias....

— Não é o bastante, quero te conhecer mais. Eu te disse isto por mensagem. Mas não se preocupe, pensarei em algo.

Não deu tempo para que eu dissesse mais nada. Ele parou o carro na porta da faculdade e ele como de costume beijou minha bochecha. Deu a volta no carro e abriu a porta para mim. Imediatamente identifiquei seus homens começando a me seguir assim que adentrei os portões e ele partiu.

Os meus colegas já não davam tanta importância sobre os seguranças me seguindo. Mas isto não significava que os boatos tinham cessado. Eu ainda era a garota do chefe da Máfia.

O dia tinha passado mais lento do que eu gostaria. Não via a hora de sair da aula, eu tinha trocado algumas mensagens com Salvatore informado que eu sairia um pouco mais cedo para ir ao Orfanato.

Chegada a hora, eu o esperava do lado de fora da faculdade. Apesar de ele ter me falado para esperá-lo dentro. Eu estava na calçada na frente do prédio da faculdade nada poderia acontecer.

Vi um grupo de mulheres se aproximarem, achei que elas entrariam na faculdade, mas elas pararam na minha frente. Todas me olhavam feio e eu assustada não sabia o que fazer.

— Ei, olha ela! Não entendo o que ele viu nela. — uma delas disse.

Uma outra se aproximou ainda mais, tocando uma mecha do meu cabelo. Me encarando com desdém:

— Você deveria se envergonhar de namorar o homem de outra mulher...

Eu não estava entendendo nada, até que uma delas disse.

— Você estragou tudo, bonequinha. Antes o chefe Salvatore tinha tempo para nos dedicar, agora ele fica com você. Uma de nós é quem deveria estar no seu lugar.

Elas esperavam uma reação minha, mas eu não poderia. Eu estava horrorizada com o que elas estavam falando. Salvatore era chefe delas? Eu restei em silêncio, mas isto parecia deixá-las ainda mais furiosas. Eu tentei me afastar, mas uma delas agarrou meu cabelo me puxando. Ela levantou a mão para me bater, eu fechei os olhos esperando um tapa que não veio. Abri os olhos e Salvatore estava apertando com força o seu punho. Os olhos dele mostravam toda sua fúria.

— Eu vou arrebentar qualquer um que tocar nela, isto inclui vocês! Não pensem nem sequer por um segundo que eu perdoarei tal ato, vou feri-las na mesma intensidade.

As mulheres vendo o homem furioso a sua frente, correram. A única que ficou, foi a que Salvatore mantinha presa pelo pulso. Fugiram abandonando a companheira. A mulher estava assustada, na verdade, ela parecia aterrorizada.

— Agora, você! Vou te ensinar uma lição. Você jamais ousará chegar perto dela novamente. Não ousará sequer pensar na Anna.

Ele sacou a sua arma e apontou para a mulher. Em segundos eu me posicionei entre os dois e o abracei.

— Por favor, deixe-a ir, Salvatore. Eu estou bem. Não faça nada.

Ele soltou a mulher e me envolveu em seu corpo musculoso. Mas ainda mantinha a arma apontada para a mulher.

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