Capa do romance Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado

Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado

8.0 / 10.0
Em Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado, Isabella e Alexander enfrentam uma união obrigatória para evitar a morte. Este fantasy romance explora traições e conspirações mortais. Leia fiction fantasy romance books e descubra se eles vencerão o destino nesta web novel intensa.
Resumo de Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado
Isabella Whitmore e Alexander Beaumont III enfrentam um matrimônio compulsório, imposto por uma maldição secular que exige sua união sob pena de morte. O que era uma punição evolui para um embate de desejos e mistérios profundos. Entre conspirações letais e traições de seus próprios clãs, a atração entre ambos se torna perigosa. Agora, eles precisam escolher entre combater o fado sombrio ou se render a uma paixão que pode ser a salvação ou a ruína final.
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Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado Capítulo 1

Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado

Prólogo:

A sala cheirava a madeira polida e vinho caro, uma mistura sufocante que só reforçava o quanto eu odiava estar ali. As vozes ecoavam ao meu redor, abafadas por risos calculados e conversas que exalavam pretensão.

Meus dedos apertavam o copo de cristal com tanta força que temi vê-lo estilhaçar. Talvez fosse uma boa desculpa para desaparecer no meio daquela multidão. Mas eu não podia. Não quando sentia o maldito olhar dele. Atravessando a sala como uma lâmina afiada, ele me observava. Eu sabia exatamente onde estava sem sequer precisar encará-lo diretamente. Era irritante, invasivo e... absolutamente inevitável.

Tentei desviar o foco. Fixei meus olhos no lustre cintilante acima de mim, nos vestidos extravagantes que passavam ao meu lado, mas a verdade era que a tensão no ar me sufocava.

Maldição. Era nisso que eu pensava o tempo todo. Uma maldição ridícula que ninguém além dos meus pais parecia levar a sério, pelo menos até eu ser arrastada para uma reunião de "família" meses atrás, onde tudo me foi jogado na cara.

"Você precisa se casar antes de completar trinta e cinco anos", meu pai disse, como se fosse algo trivial.

"Se não fizer isso, você morre", minha mãe completou, como quem avisa sobre uma previsão de chuva.

Eu ri. Naquele momento, achei que fosse uma piada de mau gosto. Mas então, vieram os documentos, as histórias, os relatos de "coincidências" envolvendo gerações anteriores. Gente que simplesmente... não chegou aos 35. Gente que desafiou a tradição, que se recusou a obedecer.

E agora, aqui estou eu. Vestida como uma maldita boneca de porcelana, participando de um evento social organizado pelos meus pais para me aproximar do meu "destino".

Saí da sala principal, tentando recuperar o fôlego. O jardim parecia uma boa ideia. Lá fora, o ar era mais fresco, e a música da festa soava distante. Caminhei entre as flores perfeitamente podadas, admirando a tranquilidade da noite, até que...

- Você sempre invade propriedades alheias ou isso é algo exclusivo desta noite?

A voz grave e carregada de sarcasmo veio de algum lugar à minha direita. Virei-me imediatamente, apenas para encontrar um homem alto, encostado de forma despreocupada em uma árvore. Ele usava um terno perfeitamente alinhado, e o sorriso em seus lábios era insuportavelmente arrogante.

- Desculpe, mas eu não sabia que o jardim estava reservado para egos inflados. - Retruquei, cruzando os braços.

Ele riu baixo, como se minhas palavras fossem uma piada sem graça.

- Ah, então você também tem língua afiada. Interessante. Pena que isso não compensa sua óbvia falta de direção.

Arqueei as sobrancelhas, indignada. - Falta de direção? Eu estou exatamente onde quero estar. Já você, parece perdido na tentativa de impressionar.

- Impressionar você? Nem nos meus piores pesadelos.

A troca de farpas continuou por alguns minutos, cada um tentando ser mais mordaz que o outro. Mas havia algo nele que me incomodava mais do que suas palavras. Era a forma como me olhava, como se já soubesse algo que eu não sabia.

Finalmente, decidi que já tinha perdido tempo demais.

- Aproveite sua noite, senhor arrogância. Eu tenho uma festa para voltar.

- Espero que sua noite melhore, senhorita destempero. Embora eu duvide muito.

Dei as costas, segurando a vontade de responder, e voltei para o salão. Ainda me sentia irritada pela troca de palavras, mas precisava colocar um sorriso no rosto. Não podia demonstrar fraqueza, não diante das pessoas que me observavam.

Foi então que meus olhos encontraram os de meus pais, e o mundo ao meu redor pareceu parar. Eles estavam de pé, conversando com alguém. Um homem. Um homem alto, de terno impecável, com um sorriso irritante estampado no rosto.

- Querida, venha conhecer Alexander Beaumont, - minha mãe chamou, com uma animação exagerada.

Alexander Beaumont. Meu futuro marido.

O destino tinha um humor terrível.

Capítulo 1: "O Último Aviso"

(Narrado por Isabella Whitmore)

A mansão Whitmore tinha uma capacidade única de sufocar, especialmente quando cheia de Whitmores. Meu pai gostava de chamá-la de "nosso legado", como se mármore frio e lustres extravagantes fossem algo para se herdar com orgulho. Para mim, ela era uma prisão de paredes douradas, um lugar onde decisões eram tomadas sem consulta e expectativas eram empurradas goela abaixo.

Naquele dia, a sala de reuniões brilhava com uma luz exagerada, cortesia do lustre barroco que pendia no centro. Eu estava sentada na ponta da longa mesa de madeira escura, olhando para os meus pais, que ocupavam as duas cadeiras no topo, como reis prestes a sentenciar um prisioneiro.

Minha mãe, com seu coque impecável e um colar de pérolas que parecia uma extensão natural de seu pescoço, me encarava com uma mistura de ansiedade e determinação. Meu pai, ao lado dela, tinha o rosto fechado como sempre, os dedos tamborilando no braço da cadeira.

- Isabella, precisamos conversar seriamente - começou minha mãe, a voz delicada como seda, mas afiada como uma navalha.

Já não gostei do tom. Quando minha mãe usava aquela voz, significava que algo estava prestes a ser imposto. Cruzei os braços e encostei-me na cadeira, tentando parecer relaxada, mesmo com a sensação crescente de que estava prestes a ser atingida por um caminhão.

- Fico impressionada com a seriedade de vocês - respondi, com um sorriso falso. - É sobre o vestido horrível que você me fez usar na festa de ontem ou sobre a ideia de eu me casar antes de completar trinta e cinco anos?

Minha mãe respirou fundo, ignorando meu sarcasmo, enquanto meu pai pigarreava.

- Isabella, essa não é uma conversa para brincadeiras.

- Eu não estou brincando. Vocês estão, com essa história de "maldição".

Minha mãe trocou um olhar tenso com meu pai antes de continuar:

- A questão é simples. A tradição existe por um motivo. E você precisa aceitá-la.

Ergui uma sobrancelha, inclinando-me para frente.

- Aceitar uma maldição absurda que vocês tiraram de um livro de terror barato? Ah, claro, eu já deveria ter marcado a data no calendário.

Meu pai bateu a mão na mesa, fazendo o som ecoar pela sala.

- Basta, Isabella! Isso é sério.

Olhei para ele, meu humor ácido se desfazendo lentamente. Quando meu pai usava aquele tom, não era brincadeira. Mas isso não tornava as palavras mais fáceis de engolir.

Por mais que quisesse continuar debochando, algo no fundo da minha mente começou a se contorcer. Eu odiava admitir, mas havia uma parte de mim, a parte que acreditava em contos de fadas e finais trágicos, que temia que eles estivessem certos.

Eu me lembrei das histórias que eles contaram naquela reunião há meses. De como tios, primos e até irmãos dos primogênitos das famílias Whitmore e Beaumont morriam tragicamente antes dos trinta e cinco anos, caso se recusassem a seguir o pacto. A lista de nomes era longa, detalhada e terrivelmente convincente.

Mas isso não significava que eu tinha que aceitar.

- Então, vocês estão dizendo que eu tenho que casar com um completo estranho para evitar... morrer? É isso?

Minha mãe suspirou, e meu pai respondeu com a paciência de quem já teve essa conversa mil vezes.

- Não é com um estranho. É com Alexander Beaumont.

- Ah, claro. Isso melhora muito a situação.

Meu sarcasmo não arrancou nenhuma reação. Minha mãe pegou um tablet e começou a deslizar os dedos pela tela antes de virar para mim. A foto que ela me mostrou fez meu estômago revirar.

Alexander Beaumont era tudo o que eu imaginava, alto, impecável, e com um ar irritantemente presunçoso. Ele parecia saído de uma campanha publicitária de ternos italianos, o que só piorava tudo.

- Ele voltou da França exclusivamente para cumprir o contrato - minha mãe informou, como se estivesse anunciando o horário do jantar.

- Que sorte a minha.

Ela ignorou meu comentário.

- Ele é responsável. Um homem educado e de boa reputação. O tipo de pessoa que pode colocar você na linha.

Ri alto, um som sem humor.

- Na linha? Eu não sou um trem desgovernado.

Meu pai suspirou, impaciente.

- Você está agindo como uma criança. É isso ou a morte, Isabella. Aceite a realidade.

💜🩵

Mais tarde, no meu quarto, desabafei com Ryan, meu melhor amigo e a única pessoa que não me tratava como um peão em um jogo de xadrez.

- Eles realmente disseram que você vai morrer se não casar? - ele perguntou, rindo enquanto se jogava no sofá.

- Com todas as letras.

- Isso é... genial. Quero dizer, não para você, claro.

- Ryan!

Ele levantou as mãos, como se se rendesse.

- Só estou dizendo, se isso fosse um reality show, eu assistiria.

Não pude deixar de rir, mesmo com a vontade de gritar.

- Então, qual é o plano? - ele perguntou.

- Sabotar tudo. Vou ser o pesadelo de Alexander Beaumont.

💜🩵

Dois dias depois, a confirmação de que Alex estava mesmo retornando chegou de forma prática e dolorosa, com um convite formal. A cartolina luxuosa tinha letras douradas e, claro, o brasão da família Beaumont no topo.

O convite anunciava um jantar para "celebrar a aliança ancestral entre as famílias Whitmore e Beaumont". Em outras palavras, um evento cuidadosamente planejado para me forçar a conhecê-lo oficialmente.

- Você não pode faltar - decretou minha mãe, enquanto observava o alfaiate ajustar um vestido em mim. - E, por favor, comporte-se.

- Por que você fala como se eu fosse uma criança de cinco anos?

Ela arqueou uma sobrancelha, indicando que não ia perder tempo discutindo.

Naquela noite, trancada no meu quarto, liguei para Ryan.

- Então, o príncipe encantado está voltando para reclamar sua princesa? - ele brincou, mal segurando a risada.

- Não começa.

- O que vai fazer? Vai jogar vinho nele? Escorregar "acidentalmente" com um salto e derrubá-lo na mesa?

- Todas as ideias são válidas neste ponto.

No dia do jantar, a tensão era quase tangível. Eu escolhi um vestido vermelho intenso, não porque queria impressionar, mas porque sabia que minha mãe preferiria algo "mais delicado".

Ao entrar no salão da casa dos Beaumont, o ar de sofisticação parecia sufocante. Tudo era exagerado, desde os lustres até as taças de cristal.

E então, lá estava ele.

Alexander Beaumont.

Nosso primeiro encontro cara a cara desde o jardim.

Ele estava encostado na lareira, conversando casualmente com alguém, mas assim que me viu, aquele sorriso irritante surgiu.

- Bem, senhorita destempero - ele começou, quando me aproximei. - Que prazer revê-la.

- O prazer é todo meu, senhor arrogância.

Os olhos dele brilharam, como se ele estivesse genuinamente se divertindo.

- Parece que finalmente nos apresentaram formalmente. Embora eu tenha a impressão de que já nos conhecemos o suficiente.

- Tenho certeza de que conheço o suficiente para saber que isso vai ser um desastre.

Ele inclinou a cabeça, me analisando como se eu fosse um quebra-cabeça complicado.

- Gosto de desafios.

O jantar seguiu com conversas formais entre as famílias, mas havia uma tensão subjacente em cada troca de olhares entre mim e Alex.

Quando finalmente tivemos um momento a sós, ele se aproximou.

- Eu sei que você está planejando algo, Isabella.

- E o que faz você pensar isso?

- Seus olhos. Eles denunciam você.

Engoli em seco, tentando manter minha postura.

- Você não sabe nada sobre mim.

- Ainda não.

Ao longo da noite, Alex parecia fazer questão de me provocar. Seu sorriso constante, as respostas afiadamente ensaiadas... tudo nele parecia projetado para me desestabilizar.

Mas não era só raiva que ele despertava. Havia algo mais. Algo que eu não queria reconhecer.

Quando ele se inclinou para me cumprimentar ao final do jantar, sua mão tocou levemente minhas costas. O calor subiu por minha espinha, e odiei o efeito que ele teve em mim.

- Até breve, Isabella. - Ele sussurrou com o seu olhar azul intenso.

Eu não respondi. Apenas saí de lá o mais rápido que pude, jurando que o venceria nesse jogo.

Naquela noite, deitada na cama, minha mente não parava. O olhar de Alex, seu sorriso, suas palavras... tudo parecia uma promessa de batalha.

Se ele acha que vai mandar em mim, está muito enganado.

Mas, no fundo, algo me dizia que o destino não estava do meu lado. E isso tornava a luta ainda mais necessária.

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Nos Braços da Maldição - Casamento Forçado de Conteúdos

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