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Capa do romance No jogo do Mafioso perigoso

No jogo do Mafioso perigoso

Adônis Pachis é um mafioso temido que honra um pacto antigo: casar-se com a herdeira do homem que o salvou. Sem conhecer a noiva, ele vê sua rotina implacável ruir quando Isadora Galanis surge em sua mansão. Enigmática e rebelde, ela desafia a autoridade dele, iniciando um embate onde desejo e poder se fundem. Isadora não é apenas um compromisso do passado; ela é a força capaz de transformar o império de Adônis em um campo de batalha perigoso e sedutor.
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Capítulo 2

CAPÍTULO 02

Isadora Galanis

Vingarei a morte do meu pai nem que seja a última coisa que eu faça. Mas agora...

- Vem, Rose! Precisamos correr! - corri feito doida, e a Rose me acompanhou. Havia muitos carros ali parados, a maioria devia ser apreendido, tinha uma barreira os separando, e algumas bancas que vendiam alimentos.

Nos escondemos atrás de uma delas, e quando vi o cara ali nos procurando, eu gritei feito uma maluca:

- LADRÃO! LADRÃO! ELE TÁ ROUBANDO TODO MUNDO, EU VI! - Apontei o dedo pra ele. - OLHEM! ELE TEM COISAS NAS MÃOS!!! - Fiz cara de desesperada, e outra vez, corri sem olhar pra trás.

Entrei no meio de rochas grandes com a Rose, e falei:

- O trem está ali! Aqui tem dinheiro, você só precisa atravessar por aqui - apontei. - Vá até a encosta, de lá você pegará um barco, e irá para a ilha de Creta. Vamos nos encontrar lá no cais!

- Mas, e você, Isa? - perguntou com aqueles olhinhos desesperados.

- Eu vou despistar eles, para que não peguem você! Mas eu me garanto, e prometo te encontrar lá o quanto antes! Agora corre que o infeliz de vermelho já está saindo de lá! - Eu disse e a vi correr na direção do trem, e quando entrou, eu atraí a atenção do de vermelho, para que ele viesse atrás de mim e não da Rose, mas eu estava bem ferrada...

Assim que ele me viu, corri muito. Fiquei sem fôlego.

Entrei no meio de rochas para despistá-lo, e vi que tinha outros vindo atrás dele quando peguei uma curva. Mas eu precisaria correr mais, não poderia correr o risco de eles pegarem a Rose, pois ela não saberia se defender.

- Pare, sua rata de esgoto! Você não tem pra onde fugir! - olhei para a frente, e eu já estava à beira de um precipício, apenas mais um passo, e eu cairia de uma altura significativa, que provavelmente não sobreviveria se tivesse pedras lá em baixo.

- Quem é você? O que quer comigo? - questionei, mas eu já sabia o que ele queria, só precisava enrolar, quem sabe eu não pensava em algo.

- Meu nome é Apolo! Mas, isso não faz diferença pra você agora! Tem cinco segundos para dizer aonde está o mapa do dinheiro que seu pai escondeu - um deles falou, ele estava atrás do de vermelho, e eram os mesmos caras que mataram meu pai. O ódio me consumiu, e nem fodendo eu entregaria pra ele, preferia morrer naquele precipício com o mapa, do que entregar para o assassino. Com sorte as ondas do mar me jogariam para a costa.

- Vai dizer, porra!? - Gritou o de vermelho.

- Vão para o inferno! - eu disse, quando pulei de ponta no precipício, e nem vi mais nada ali.

Eu tive sorte que não havia rocha onde eu pulei, mas era um mar muito bravo, que batia em pedras grandes e muito próximas de onde eu estava. As ondas vinham por cima de mim e eu precisei me esforçar muito para conseguir ficar para cima, nadar contra a correnteza para conseguir sair dali. Não sei se ainda me olhavam ou se estavam atrás de mim, mas a única coisa que eu pensava naquele momento, era em sair daquela água viva, e encontrar a minha irmã. Eu precisava saber se ela estava bem.

Engoli muita água, e chegou um momento que fiquei exausta e precisei boiar, precisando retroceder um pouco o que eu já tinha nadado. Estava começando a ter cãibras e não conseguiria dessa forma.

Vi um pequeno barco se aproximando e alguém jogou uma corda com uma boia na ponta para que eu subisse.

Com as poucas forças que eu ainda tinha, consegui me apoiar, e quando cheguei na beira do barco alguém me ergueu. Eu não conseguia nem falar, ouvia algumas pessoas falando ao meu redor, mas naquele momento apenas vomitei um pouco da água que tinha engolido e levei certo tempo para me recuperar.

Minha cabeça girava enquanto eu tentava entender onde estava. O barco balançava levemente, e algumas vozes ao meu redor soavam abafadas, como se meu cérebro não conseguisse processar tudo de uma vez.

- Ei, moça, você tá bem? - uma voz masculina perguntou, mas eu não conseguia responder de imediato. Meu corpo tremia de frio e exaustão.

Tossi, sentindo o gosto salgado do mar na boca, tentei me levantar. Os músculos gritavam em protesto, mas eu não podia ficar ali parada. Eu precisava encontrar minha irmã.

- Rose... - murmurei, com a voz fraca. - Onde está minha irmã? Vocês viram uma garota, mais nova que eu, cabelo castanho, olhos claros? Ela pegou o trem...

O homem que havia me puxado para o barco trocou um olhar preocupado com outra pessoa. Eu não gostei disso.

- Não vimos ninguém assim, moça. Você estava sozinha no mar quando encontramos você.

Meu coração disparou. Eu sabia que ela tinha conseguido entrar no trem, mas será que ela chegaria até Creta? E se aqueles desgraçados tivessem pego ela antes? Minha mente se encheu de cenários horríveis, e minha respiração ficou acelerada.

- Eu preciso sair daqui - declarei, tentando me levantar de novo, mas minhas pernas cederam.

- Você mal consegue ficar em pé! Espera um pouco, vamos levá-la para um local seguro - um dos tripulantes insistiu, mas eu já tinha perdido a paciência.

- Eu não tenho tempo para esperar! Preciso encontrar Adônis Pachis. Só ele pode me ajudar! - soltei sem nem pensar, e todos os olhares se voltaram para mim.

Adônis Pachis era um dos poucos contatos confiáveis do meu pai, um homem que conhecia os submundos como ninguém e que poderia me dar pistas sobre os assassinos dele. Se alguém poderia me ajudar a chegar até Rose e me vingar, também era ele.

- Você quer encontrar Adônis Pachis? - O homem que me puxou parecia hesitante. - Esse cara não é fácil de lidar.

- Não me importa. Me levem até ele, ou eu mesma vou encontrá-lo - exigi, tentando parecer mais forte do que realmente estava.

O silêncio tomou conta do barco por alguns segundos antes que um dos tripulantes soltasse um suspiro.

- Certo. Mas você vai precisar estar preparada. Pachis não ajuda ninguém sem um preço.

Engoli seco, eu estava disposta a pagar qualquer preço para salvar minha irmã e fazer aqueles desgraçados pagarem pela morte do meu pai. Eu faria o que fosse necessário.

Quando chegamos, nenhum deles ficou comigo. Foram embora como sombras desaparecendo.

O lugar era intimidador. Ergui o queixo e logo falei com homens do lado de fora da propriedade.

- Eu preciso falar com Adônis Pachis! Ele está? - se entre olharam.

- Don Adônis, seria? Não o chame assim pelo nome sem autorização, ou correrá o risco de levar um tiro... ele está resolvendo coisas de negócios. Precisará voltar mais tarde! - um deles falou, e fiquei atordoada.

- Eu vou esperar, não importa o quanto ele demore. - Sentei no banco de madeira, procurando por todas as ruas que eu pude, tentando avistar a Rose ou alguma pista.

- Por aqui, moça! Espere aqui dentro - apontou o segurança enorme que surgiu de dentro.

- Obrigada - precisei entrar.

- Você veio a mando de quem? Porque não estou esperando nenhuma visita - perguntou, ao abrir a porta. Era um homem alto e bem encorpado, com algumas tatuagens no braço. Se virou para me olhar, colocou a mão na cintura, e eu quase caí durinha no chão...

Ele era lindo, porte grande, estava me olhando nos olhos. Por um momento a minha boca travou.

- Puta que pariu! - pronunciei. Eu já havia visto ele.

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