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Capa do romance No calor dos teus braços

No calor dos teus braços

Lauren lida com o luto e a criação da sobrinha quando Stephan, o irmão de seu chefe, surge para desestabilizar sua rotina. Mesmo sob roupas largas e uma postura de bibliotecária, ela não consegue afastar o interesse dele. O que Stephan não esperava era que, por trás da fachada polida e fria, existia uma mulher fascinante. Envolvidos em um jogo de sedução, um único beijo basta para que ele perca o fôlego e descubra a paixão ardente que Lauren escondia.
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Capítulo 1

_Lau! Eu preciso que você prepare o café da manhã da Sofia. _ Giulia gritou do quarto enquanto Lauren ajeitava suas coisas o mais rápido que podia para não se atrasar para o trabalho.

Podia ouvir os resmungos que a irmã fazia da cozinha, enquanto arrumava a garotinha lá no quarto que as duas usavam.

Fazia exatamente quatro anos desde que as duas se mudaram para seu apartamento em Manhattan após seu suposto noivo desaparecer no mundo, deixando Giulia com um bebê recém-nascido nos braços.

Ao longo dos meses que se seguiram ao abandono, Giulia ainda se recuperava do parto difícil e também por ter sido deixada pelo homem que amava.

Sem emprego e sem nenhuma outra opção, ela ligou para Lauren pedindo ajuda.

Quando Lauren se mudou para o pequeno apartamento, não imaginava que sua irmã mais nova acabaria engravidando do namorado e que o canalha a abandonaria tão logo a filha nascesse.

Sem pensar duas vezes, exigiu para que as duas viessem morar com ela.

Só não imaginava que seria sempre tão ...tumultuado pelas manhãs como tinha sido após Giulia conseguir um novo emprego par ajudá-la com as despesas, ainda mais morando em um bairro tão caro.

Como se tivesse opções ...pensou ela enquanto ajeitava a lancheira da sobrinha, deixando sua própria bolsa de lado.

Se as coisas continuassem assim, daqui a pouco teria que arrumar suas coisas à noite antes de dormir, mesmo chegando tão cansada em casa após fazer alguns trabalhos extras para dar conta de pagar o aluguel e manter comida na geladeira para as duas.

_ Ok! _respondeu mais para si mesma, com um suspiro cansado.

Mas estava realmente exausta.

Tinha vontade de gravar como eram suas manhãs em casa, para que assim, quando seu chefe lhe perguntasse o motivo de suas olheiras, pudesse mostrar a ele como sua vida era tumultuada.

Talvez se condoesse com sua existência difícil e então lhe oferecesse um bom aumento de salário, pensou rindo de si mesma antes de terminar de ajeitar suas coisas e subir para se despedir das duas.

_ Já deixei a lancheira pronta. _ avisou a Giulia enquanto a outra terminava de colocar os sapatos na menina.

_ Obrigado, irmã! _ Giulia disse, parecendo realmente aliviada.

Andava sempre muito pálida e cansada ultimamente, Lauren observou, apiedando-se da irmã enquanto ignorava o próprio cansaço.

Ela ainda não estava preparada para ser mãe.

Quem estava, na verdade?

Lauren não se imaginava passando pelo que Giulia passava, por isso mesmo estava sozinha por todo aquele tempo.

Não havia tempo de sobra para romance quando se trabalhava praticamente dezoito horas por dia, seis dias por semana. E mesmo quando estava de folga aos domingos, precisava tomar conta da sobrinha para que sua irmã pudesse trabalhar aos fins de semana.

Não que estivesse reclamando, claro.

Isso era apenas um fato.

Vestia as roupas de sempre, porque não havia tempo para passear em lojas para comprar peças novas, muito menos dinheiro para isso.

Sabia o que vários de seus colegas de trabalho diziam a seu respeito, mas não se importava. O que importava era que seu chefe a considerava uma assistente indispensável, após dois anos trabalhando na empresa, e lhe pagava o suficiente para arcar com o aluguel e ajudar sua irmã a cuidar de sua sobrinha.

Nada mais importava.

Romance, relacionamentos...sexo!

Nada disso estava em sua lista de afazeres nos últimos anos.

Apenas trabalho, trabalho e mais trabalho.

_ Não sei o que seria de nós duas sem você... _ Giulia disse, com lágrimas nos olhos quando olhou para Lauren.

Lauren não gostava de ver sua irmã chorar, o que acontecia com mais frequência nos últimos meses.

Aproximou-se dela e abraçou-a apertado.

_ Sabe que não precisa agradecer. Somos uma família e vamos cuidar umas das outras, certo? _disse afastando-se então enquanto Giulia enxugava as lágrimas, para que a filha não a visse chorando.

Lauren se aproximou da sobrinha e lhe deu um beijo rápido nas bochechas rosadas enquanto a garota brincava com a boneca que lhe dera no natal passado.

_ Até mais tarde, tesouro. _ disse encaminhando-se para a porta do quarto após certificar-se de que Giulia já se recompunha.

_ Não chegue muito tarde, titia! _ Sofia gritou antes que Lauren saísse do quarto.

_ Pode deixar comigo! _ gritou de volta enquanto andava rapidamente para fora do apartamento, apanhando a bolsa no caminho.

Precisava chegar no ponto de ônibus antes que este passasse, caso contrário chegaria muito atrasada no trabalho e Pete a repreenderia mais uma vez em menos de duas semanas.

Hoje o dia seria muito atribulado e ele precisava de sua ajuda. Ainda mais porque aquele seria o dia em que seu irmão começaria a trabalhar ao lado dele na empresa da família e precisava passar a maior parte do dia mostrando-lhe tudo.

Ele precisava de Lauren naquele dia mais do que havia precisado em qualquer outro antes.

E não podia ir para o trabalho com o carro que sua tia lhe deixara de herança ao falecer, porque o estava deixando a disposição de Giulia, caso surgisse alguma emergência com Sofia.

Caminhou o mais rápido que pôde até o ponto de ônibus, mas para seu desespero, o ônibus havia acabado de passar.

Olhou para seu velho relógio de pulso, percebendo que o ônibus estava dois minutos adiantado.

_Droga! _ praguejou batendo o pé no chão e passando as mãos no rosto, frustrada.

Estava faminta, cansada e ainda por cima atrasada. E se não quisesse perder o emprego teria de chamar um táxi, despesa que ela não poderia assumir naquele momento.

Mas era necessário, se não quisesse perder o emprego.

Avistou um táxi se aproximando e fez sinal para que parasse, agradecendo quando o motorista encostou na calçada.

Lá se vão meus últimos dólares na carteira, pensou ela com pesar enquanto passava ao motorista o endereço do prédio onde trabalhava.

Dez minutos depois ela pagava pela corrida e entrava correndo pelas portas de vidro, sentindo os olhares de todos por quem passava sobre si.

O que havia de errado? Pensou enquanto se olhava no espelho do elevador.

_Droga! _ xingou novamente ao perceber que colocara os botões da blusa nas casas erradas.

Como se já não bastasse usar roupas velhas e puídas de sua falecida tia, que ficavam largas demais em seu corpo, ainda as vestia de maneira errada! Pensou condenando a si mesma.

Tão logo fosse possível, e se assim sua situação bancária lhe permitisse, ela compraria roupas novas para si mesma! Pensou ajeitando rapidamente a blusa aproveitando que estava sozinha dentro do elevador.

Não por muito tempo! Considerou, desesperada, quando as portas se abriram dois andares acima e Stephan entrava lançando um rápido olhar para ela.

Olhou-a de cima a baixo, arqueando uma sobrancelha antes de cumprimentá-la.

_ Bom dia, Lauren. _ disse ele.

Mesmo que sempre se dirigisse a ele de maneira respeitosa por ser irmão do seu chefe, Stephan insistia em chamá-la pelo primeiro nome, diferentemente do irmão que até aquele momento a tratara de maneira completamente profissional e polida.

Lauren pigarreou enquanto terminava de ajeitar a blusa disfarçadamente.

_ Bom dia, Sr. Mackenzie. _ ela respondeu polidamente, como sempre fazia.

Ele sorriu em resposta.

_ Polida como uma governanta. _ ele provocou, sabendo que a deixaria irritada.

Era incrível como somente ele conseguia tirá-la do sério com seus comentários, e aquele dia não seria diferente.

Lauren mordeu o lábio para não lhe responder à altura, mas podia sentir as maçãs de seu rosto ficando quentes e vermelhas .

_ Isso se chama educação, Sr. Mackenzie. _ respondeu após respirar fundo e engolir o que realmente queria dizer.

Olhou para o painel do elevador, torcendo para que chegasse logo em seu andar, imaginando que ele permaneceria e seguiria direto para a sala de seu irmão.

Mas para seu desespero, o elevador subia devagar como sempre.

Ela evitou olhar para ele quando ouviu sua breve risadinha .

_ Está insinuando que não sou um homem educado? _ ele provocou novamente, e ela percebeu isso pelo tom de sua voz.

Mais alguns segundos... ela disse para si mesma.

Então quando as pesadas portas estavam prestes a se abrir, ela olhou para ele altivamente e respondeu:

_ Não faço insinuações, Sr. Mackenzie. _ dito isso ela saiu tão logo as portas se abriram, pensando que sairia vitoriosa daquela vez.

Como se seu dia já não estivesse ruim, Pete estava na porta de sua sala com cara de poucos amigos e olhou de Lauren para Stephan, antes de voltar novamente para ela.

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