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Capa do romance Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Ao buscar documentos legais, descobri que meu casamento com Gray Cooley era uma farsa: ele nunca registrou a união para me privar de bens. Enquanto ele celebrava três anos com minha melhor amiga grávida, planejava me descartar após herdar uma fortuna. Fui usada como peça de um golpe, mas não serei vítima. Com sede de vingança e sem nada a perder, decidi me aliar ao maior rival da família Cooley para destruir quem tentou me arruinar.
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Capítulo 3

Haleigh recusou a oferta do motorista de levá-la ao apartamento dos Cooley. Ela precisava do anonimato de um táxi amarelo.

Era quase meia-noite quando o táxi parou junto ao meio-fio. O prédio pré-guerra se erguia sobre ela, sua fachada de calcário iluminada por uma luz suave vinda de baixo. Antes, parecia um lar. Agora, parecia um mausoléu.

O porteiro, Eddie, deu um pulo quando a viu. "Sra. Cooley! Não esperávamos que a senhora voltasse antes de terça-feira."

"Surpresa", disse Haleigh, forçando um sorriso. Ela colocou uma nota de cem dólares na mão dele. "Não anuncie minha chegada. Quero fazer uma surpresa para o Gray."

Eddie piscou. "Entendido, senhora."

A subida de elevador foi suave e silenciosa. Haleigh observava os números dos andares subirem, seu coração batendo em um ritmo lento e pesado. Tum. Tum. Tum.

Ela saiu no foyer privativo deles. Podia ouvir música vindo de dentro. Jazz suave. Miles Davis. A playlist de "sedução" favorita de Gray.

Ela destrancou a porta. Clic.

Ela empurrou a porta para abri-la. O apartamento cheirava a cera de abelha e lírios caros.

Bem ali, no centro do tapete da entrada, estava um par de sapatos de salto Christian Louboutin de sola vermelha.

Haleigh ficou olhando para eles. Ela havia comprado aqueles sapatos para o aniversário de Brylee no mês passado. Brylee havia chorado, abraçando-a, dizendo que nunca tivera sapatos tão caros.

Haleigh tirou suas próprias sapatilhas com um chute. Ela se moveu silenciosamente pelo tapete persa com os pés de meia.

Ela subiu furtivamente a escada curva. A música vinha do quarto principal. A porta estava entreaberta, derramando uma fresta de luz dourada no corredor.

Haleigh espiou pela fresta.

Gray estava de pé ao lado da cama, de costas para a porta. Ele estava desabotoando sua camisa social. Brylee estava sentada na beirada do colchão — o colchão de Haleigh — vestindo o robe de seda de Haleigh. A seda cor de champanhe se abriu para revelar suas pernas.

Gray entregou a Brylee um copo de leite. "Beba isso. Faz bem para o bebê. Cálcio."

Brylee pegou, sorrindo para ele. "Você vai ser um pai tão bom, Gray. Muito melhor do que foi como marido."

Haleigh sentiu uma onda de tontura. Uma coisa era saber. Outra, bem diferente, era ver.

Ela se afastou da porta. Enfiou a mão na bolsa e tirou seu pesado chaveiro. Ela o segurou sobre o piso de madeira do corredor.

Ela o deixou cair.

ESTRONDO-TILINTAR-BAQUE.

O som foi explosivo na casa silenciosa.

Do quarto, o caos irrompeu.

"Merda!", a voz de Gray era um sussurro áspero. "Você ouviu isso?"

"É ela? Ela voltou?", Brylee parecia frenética. Um copo tilintou contra uma mesa de cabeceira.

"Esconda-se! Apenas se esconda!"

Haleigh esperou cinco segundos. Então se abaixou, pegou as chaves e começou a cantarolar. Alto. Uma melodia alegre e vazia.

"Querido? Cheguei!", ela chamou, sua voz subindo para uma melodia doce e cantada.

Ela caminhou em direção ao quarto, seus passos agora deliberados e pesados.

Ela empurrou a porta para abri-la.

Gray estava de pé ao lado da cama, ofegando um pouco. Sua camisa estava semiaberta, seu cabelo, bagunçado. O quarto fedia ao perfume de Brylee — Chanel No. 5.

Mas Brylee não estava mais lá.

Haleigh examinou o quarto. A cama estava desarrumada. As portas da varanda estavam fechadas. A porta do banheiro estava aberta e escura.

Seus olhos pousaram no closet. A maçaneta estava vibrando levemente, como se alguém a tivesse acabado de soltar.

"Haleigh!", exclamou Gray. Seu sorriso era aterrorizado, um esgar de pânico. Gotículas de suor brotaram em seu lábio superior. "Você... você voltou mais cedo!"

Haleigh se aproximou dele e passou os braços em volta de sua cintura. Ela podia sentir o coração dele martelando contra o peito dela como um pássaro aprisionado.

"Senti sua falta", ela arrulhou. Ela enterrou o rosto no pescoço dele, inspirando profundamente. "Mmm. Seu cheiro está... diferente."

Gray congelou. "Eu... eu estava apenas experimentando umas amostras de colônia nova."

Haleigh se afastou, cheirando o ar teatralmente. "E isso é... Chanel No. 5? É tão forte."

O rosto de Gray perdeu a cor. "Eu... eu estava procurando um presente para você. Devo ter borrifado um pouco em mim por acidente na loja."

"Um presente?", os olhos de Haleigh brilharam. Ela se virou para o closet. "Está aí dentro? Deixe-me ver!"

Ela deu um passo em direção à porta do closet.

Gray se lançou à frente, bloqueando seu caminho.

"Não!", ele gritou. Então, mais suavemente: "Não, amor. Está... está uma bagunça lá dentro. Eu ainda não embrulhei. É uma surpresa. Você não pode entrar."

Haleigh parou. Ela olhou para a porta fechada. Ela imaginou Brylee lá dentro, encolhida entre os casacos de inverno, prendendo a respiração.

Um sorriso cruel tocou os lábios de Haleigh, desaparecendo antes que Gray pudesse vê-lo.

"Tudo bem", disse ela, dando de ombros. "Não vou estragar a surpresa. De qualquer forma, estou exausta. Acho que vou apenas... tomar um banho e ir para a cama."

Ela se sentou na beirada da cama, exatamente onde Brylee estivera sentada momentos antes.

"Vem, senta aqui comigo, Gray", disse ela, dando um tapinha no colchão.

Gray olhou para o closet, depois para Haleigh. Ele parecia que ia vomitar.

"Claro, querida", disse ele, com a voz fraca.

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