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Capa do romance Não Goze Agora!

Não Goze Agora!

Clare Baycker foge de segredos sombrios para focar em sua carreira publicitária em Nova York. Ao lado da amiga Alice, ela decide viver intensamente, mas com uma regra: nunca se apaixonar. Seu caminho cruza com o de Chris Carlaham, um bilionário dominador e frio que prioriza o trabalho e o sexo casual. Entre a teimosia dela e o temperamento mandão dele, surge uma tensão explosiva. Dois mundos complicados colidem em um romance intenso onde o prazer dita as novas regras.
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Capítulo 3

Ok. Deixa eu ver se eu entendi direito: O dono da empresa onde trabalho é o cara com quem eu flertei na boate. Ele me viu tendo uma crise e ainda por cima, lembra do nosso flerte.

"Aaaaaaah!!!"

Por que essas coisas só acontecem comigo?! O que eu fiz de errado? Não lembro de ter jogado pedra na cruz.

Termino de revisar mais alguns relatórios de publicação qualquer quando Amanda me chama.

— Ei!

— Oi?

— Não vamos almoçar? — Pergunta confusa.

Fiquei tão imersa nas revisões que não tinha reparado na hora. Observo no computador que já são 12:05. A hora passou voando.

— Ah. Vou sim. Não reparei que já havia passado isso tudo.

— Imagino. Depois de ficar uns minutos com o Sr. Carlaham é normal se esquecer das coisas ha ha ha... — brinca animadamente. Rolo os olhos rindo também. — Ele te deu uma bronca? — Pergunta curiosa.

— Não. Acho que ele entendeu que eu não estava bem.

— Você está bem mesmo?

— Sim, e obrigada por se preocupar.

— Ah, não precisa agradecer. Agora vamos comer, tô faminta! — Sorrimos.

{•••}

Estamos no primeiro andar, no hall de entrada quando observo Gabe se aproximar com seu sorriso gentil e maravilhoso.

— Ai meu Deus! Ele está vindo em nossa direção... — Amanda parecia está muito nervosa.

— É. Ele vai almoçar com a gente. Não tem problema né? — Pergunto preocupada. Eu não havia avisado nenhum dos dois sobre isso então...

— Por que não me disse isso antes?! — Amanda pergunta um tanto estérica e desengonçada.

— Tem importância? Algum problema?

— É que... é...

— Ai meu Deus! Você é... AFIM DELE! — Aponto para seu rosto vermelho perplexa.

— FALA BAIXO! — Corre em minha direção tapando minha boca rapidamente. Tão fofa.

— Oi garotas. Espero que estejam falando de mim - sorrir divertido. Retribuo animada.

"Oh se tava!"

Amanda por outro lado não conseguia demonstrar absolutamente nada. Apenas ficou em silêncio olhando para baixo. Dou um empurrãozinho no braço dela e a mesma sorrir nervosamente.

— Ha Ha Ha... — Logo em seguida uma grande risada forçada. Meu Deus. Coitada.

— Então vamos nós três juntos? — Gabe pergunta sorridente.

— Sim. Espero que não se importe mais chamei a Amanda também.

— Claro que não, quanto mais melhor. Vejo que já está fazendo belas amizades. — Gabe lança uma piscadela brincalhona depois de um sorriso para Amanda que reage timidamente.

"É, pelo visto esse já tem uma dona. Ou pelo menos, quase."

Fomos para um restaurante no qual Gabe sugeriu e sentamos em uma mesa mais ao fundo. Depois de termos sido atendidos, fizemos o pedido. Comemos calmamente conversando sobre o trabalho e um pouco de cada. Amanda ouvia mais do que falava então arrumei uma desculpa para deixa-los a sós por um tempo. Estou dando uma oportunidade para os dois se conhecerem melhor, ou pelo menos, Amanda abrir a boca. A garota passou o almoço todo de boca fechada e as vezes encarava Gabe de canto de olho. Essa aí não deve saber muito sobre relacionamentos.

Depois de voltar à mesa, observo os dois em um papo bastante descontraído e animado. Sorrio satisfeita.

"Isso aí garota!"

Eles formam um belo casal, tenho que admitir. Gabe insiste em pagar a conta e como não sou mal educada, aceito. Melhor economizar. Voltamos ao trabalho em menos de 10 minutos, o restaurante ficava à uma 6 minutos da empresa.

{•••}

Hora: 17:50 da tarde. Me encontro exausta, minha vista perdia o foco de vez enquanto, mas, até que não foi ruim. Guardo uns papéis na gaveta da minha mesa provisória e arrumo minha bolsa.

Meu trabalho por hoje acabou. Levanto me espreguiçando com os braços para cima, despeço-me de Amanda e espero o elevador. As portas se abrem revelando algumas pessoas –Homens e mulheres vestindo roupas caras pra variar. Aperto o botão do hall, entretanto, o elevador sobe para o 45° andar. Quando chegamos lá, todos saem e só eu fico dentro da caixa de metal. Em uma parede não muito distante daquele andar uma coisa me chama atenção, sem perceber, saio do elevador e ando em direção ao objeto pendurado. Depois de alguns minutos, sou despertada por uma voz que não fazia muito tempo que a ouvi hoje.

— Gostou? — Sobressalto. — Perdão. Não quis assusta-lá.

— N-não, não. Tudo bem. Eu que não deveria estar aqui. — Vou andando em direção ao elevador.

— Não precisa ir tão rápido. Você pode dar uma volta... posso pedir para minha secretária lhe mostrar o andar inteiro. — wats? — Tem muito mais obras como essa espalhadas por aqui.

— Isso não vai ser necessário. O quadro me chamou a atenção, achei muito bonito, só isso. — Entro no elevador e me viro para ele com um sorriso pequeno. — Tenho que ir agora. Boa noite, senhor Carlaham. — As portas vão se fechando.

— Srta. Backer... — Faz um aceno de cabeça se despedindo.

— Senhor Carlaham — sussurro. Então às portas se fecham.

Solto o ar com força, o qual eu nem sabia que estava segurando mais uma vez. Vou direto para saída do prédio a procura de um táxi. Ainda não comprei um cartão de metrô, táxi é uma fortuna, porém, seguro.

— Srta. Backer? — Um homem de meia idade bem aperfeiçoado vem ao meu encontro.

— Sim?

— Sou o Sr. Ed, motorista e segurança pessoal do Sr. Carlaham. Ele me pediu para leva-la em casa. Está ficando tarde.

"Mais o quê?!"

— São apenas 18:00 horas — retruco. — Muito obrigada, mas posso pegar um táxi. — Faço sinal para um táxi que apareceu e abro a porta do passageiro. Antes de entrar continuo. — Diga ao seu chefe que agradeço a consideração mais não preciso que me levem pra casa. — Entro no veículo e zarpo dali.

Qual a lógica do CEO –Homem misterioso da boate– fazer um pedido inusitado desse para seu motorista? Ele quer alguma coisa? Não deveríamos deixar o que passou passar de vez? Então, qual o sentido? Ele faz isso para todas as funcionárias estagiárias? Acredito que não.

Chego em casa em menos de 30 minutos, se fosse de metrô, seria em uma 1 hora no máximo. Ainda tô pensando na ideia absurda e surreal do moreno/chefe em pedir ao seu motorista para me trazer em casa.

"Loucura não, além!"

Vou direto para o quarto, tomo um banho relaxante e me arrumo para dormi confortavelmente na minha cama nova. Apareço no quarto de Alice e vejo que ainda não chegou. Abrindo a geladeira, observo que não tem nada comestível, então resolvo ir ao mercado e comprar ingredientes para fazer uma comida de verdade para jantar, porque de besteiras... Basta!

Volto no quarto e troco de roupa, desço para a recepção e peço informações do supermercado mais próximo. Ele fica a 3 quadras de casa então vou andando mesmo.

Chegando lá, pego tudo o que preciso e vou para fila pagar. Enfim, chega a minha vez e finalmente coloco tudo em cima do balcão esperando garoto passar minhas compras.

— São 30,75 dólares, gata. — Pisca descaradamente. Sorrio divertida com a audácia da criança. Se tem 18 anos é muito.

— Gata? — Todos os pequenos cabelos do meu corpo se eriçam e meu coração dispara automaticamente. Reluto em olhar para trás, porque é impossivel ser ele.

"Não pode ser. Não tem como!"

Respiro fundo tomando coragem para me virar para trás. Ele está lá. Lindo e... Gostoso!

— O que faz aqui? — É a primeira coisa que vem á minha cabeça.

— Desculpe senhor. Não sabia que ela estava acompanhada. — O garoto disse envergonhado.

— Não estou! — Afirmo. Volto minha atenção as compras e pego o dinheiro da carteira lhe entregando.

— Está sim. Eu pago. — Seu olhar penetrante me desafia. Pega a minha mão baixando o dinheiro e dá uma nota de 50,00 dólares ao rapaz que tenta achar troco nervosamente. — Fique com o troco.

— Obrigado senhor! — Coloca a nota alegremente no caixa.

"O que ele tá fazendo aqui?! Não pode ser uma coincidência, né?"

— Eu posso pagar... — ele me impede passando por mim. — O que você tá fazendo? — Carrega minhas compras do caixa.

— Você está atrapalhado a fila. — Olho para trás e vejo duas pessoas esperando minha boa vontade de aceitar a gentileza e ir embora.

— Já está pago. Vamos! — Ele apenas sai com as minhas sacolas na mão as carregando porta á fora.

"Alguém entendeu alguma coisa aqui? Porque eu tô boiando."

Saí do supermercado atrás dele. O mesmo entrega as sacolas ao senhor que me parou hoje mais cedo que se indentificar como o motorista/segurança pessoal dele. Ele pega as sacolas e coloca no porta malas do carro.

— Ei Ei Ei! — Chamo sua atenção. — Pode devolver minhas sacolas?

— Vou leva-lá em casa. Vamos entre. — Abri a porta do passageiro de seu Audi preto.

— Mais...

— Não tem mais. Só entre — diz, parecendo autoritário até no olhar.

— Você é muito mandão sabia?

— Só obedece. — Não me movi. Cruzei os braços e esperei. — Por favor.

"Daqui não saio, daqui ninguém me tira."

Permaneço no lugar com os braços no peito. Ele vem em minha direção e para a poucos centímetros o que faz com que nos encaremos por milésimos. Não consigo decifra-lo. Seus olhos lindos e tempestuosos me deixa perdida. O senhor Carlaham pega minha mão suavemente e acaricia com o polegar.

— Te explico no carro, então por favor, vem comigo. — Pede em um tom de súplica.

"Assim não vale!"

"DIZ NÃO!"

"DIZ NÃO!"

"DIZ NÃO!"

— Ok — entro no veículo com ele seguindo logo atrás.

"Tapada mesmo!"

{•••}

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