
My lady vol.2 - Como não amar?
Capítulo 3
Cap. 2 "Mals modos"
Elizabeth Stuart, ainda permanecia com as mãos sobre o peitoral másculo de Sigfrid e conforme seus olhos encaravam a expressão séria do Lord, sua crise de soluços tornava-se mais intensa.
Dentro do peito do jovem cavalheiro seu coração batia de forma alucinada e Liz podia sentir a respiração de Sigfrid que ficava mais ofegante conforme continuavam tão próximos. Uma gota de suor surge na testa do jovem e escorre de forma rápida por sua fronte. Calores internos estavam começando a ficar visíveis e caso Elizabeth continuasse tão encostada ao mesmo seria impossível controlar uma ereção. Aquela aproximação com a Condessa abalava a concentração do "grande assassino", temido por todos, algo tão forte que o fazia entrar em frenesia e perde-se em pensamentos.
Sem resistir ao impulso o jovem acaba por voltar o olhar ao rosto de Liz que parecia assustado e envergonhado. O homem fica por segundos encarando aquela boca vermelha, lindamente torneada e convidativa. Ainda não tinha sentido o gosto dos lábios de uma mulher, mesmo vivendo a maior parte da vida entre guerras. O jovem Lord, tinha uma forma muito peculiar de pensamento sobre as criaturas femininas devido ter sido criado por sua mãe e avó durante boa parte da vida e depois em sua adolescência pela Rainha Vitória.
Como seria desrespeitoso com uma mulher, afinal exemplos maravilhosos o mesmo tivera?!
Nesta linha de raciocínio Sigfrid, jurou jamais desposar uma mulher sem ter compromisso firmado. Não cometeria o mesmo erro que seu pai. Mas o fato de que a jovem Condessa era incrivelmente linda não tornaria seu ideal de vida tão fácil de seguir. Mesmo sendo um homem de princípios, Sigfrid acabou por olhar de relance o decote do vestido que a garota trajava.
Seus seios estavam com boa parte do colun à mostra e pareciam espremidos dentro do espartilho que os envolvia. Revelava uma pele clara que contrastava perfeitamente com os olhos esverdeados e o cabelo castanho com nuances douradas da dama. Sigfrid engole seco a vontade que sente tomar um beijo casto daqueles lábios que tremiam devido aos soluços que aumentavam.
A condessa estava com o corpo caído sobre o colo do jovem Lord e suas mãos que antes puxavam a gravata do cavalheiro agora tocavam a parte músculosa do peitoral do rapaz.
Antes que Sigfrid fizesse algo do qual poderia se arrepender pelo resto da vida, apoiou suas mãos no quadril da jovem e a levantou colocando-a sentada novamente do outro lado da carruagem:
_Por favor senhorita controle seus modos.
_E o Senhor por obséquio retire suas mãos cheias de dedos do meu corpo.
Sigfrid ainda não havia se dado conta que permanecia com as mãos sobre a cintura de Elizabeth, e assim que foi chamado sua atenção, tratou de retirar as mãos mais que depressa. O jovem Lord suava e aquela tensão dentro da carruagem estava por sufoca-lo. Tão logo o mesmo desceu do veículo para verificar o motivo da parada tão brusca.
Devido a estrada estar enlameada a carruagem acabou por atolar e vindo a quebrar umas das rodas. A chuva começou a cair e ficava ainda mais difícil para o jovem Lord e o cocheiro conseguirem retirar o veículo do lugar.
Elizabeth permanecia dentro da carruagem, estava com as mãos trêmulas devido ao contato corporal com o jovem Lord mais cedo. Mas queria convencer a si mesmo que não havia acontecido nada demais e tudo foi apenas um fato isolado. Para provar a si mesma, que sentia por Sigfrid era apenas indiferença, a moça desceu da carruagem para oferecer ajuda e sair da estrada o quanto antes, pois a estalagem mais próxima ficava a uma hora do lugar onde estavam.
Os dois homens não perceberam quando a Condessa desceu os poucos degraus e subiu suas anaguas para poder movimentar melhor as pernas dentro da lama. Sigfrid e o cocheiro tentavam a todo custo moverem a carruagem e forçavam os cavalos que apenas deslizavam ainda mais sobre a grande poça de lama que aumentava devido a chuva que ficava mais intensa.
Liz deu a volta na carruagem e percebeu que os dois homens precisavam de um objeto para apoiar a roda e levanta-la para dar impulso. Retirou um galho que estava caído por perto e arrastou até os dois pasapalhos que só perceberam sua presença quando a mesma pigarreo:
_Usem isso como apoio. - A Condessa encarou o galho demonstrando o que deveriam fazer.
Sigfrid virou o rosto e observou que a jovem dama estava toda descabelada, molhada, com saia levantada na altura dos joelhos deixando a mostra seus tornozelos. Sem raciocinar muito o jovem Lord, caminhou até a Condessa e a arrastou pela mão até a carruagem:
_Isso são modos de uma Dama? - Sigfrid abaixou perante a jovem e puxou a saia da mesma para cobrir suas pernas - A Senhorita é realmente impossível. Saía agora da chuva e nunca mais levante suas anaguas na frente de outro homem.
_O Senhor é mesmo um ingrato. Não vê que estou tentando ajudá-lo.
_Não pedi a sua ajuda minha cara.
Liz fica indignada com a forma rude que o aquele brutamontes a trata e segue o homem que vira de costas e junta o galho que a mesma havia mencionado antes. Assim que a Condessa avança dois passos adiante, acaba por escorregar e cair de costas sobre a lama sujando todo seu corpo se espatifando totalmente dentro da poça.
Sigfrid que até então estava irritado com tudo ao seu redor olha para trás no momento em que Elizabeth caí. Porém sua atitude não foi a de um cavalheiro, pois ao invés de ir ajudar sua protegida, começou a apontar e gargalhar sobre o infortúnio da mesma.
Por sua vez, Elizabeth não deixaria ser ridicularizada por um infeliz qualquer. Sendo assim, juntou com as mãos parte da lama e arremeçou em direção do Lord que acabou por ficar com o rosto todo sujo e engolir lama, devido estar rindo de forma tão escancarada.
☆Anotações de John Smith:
"_É mais fácil lidar com um leão do que com o gênio infernal desta mulher."
Você pode gostar





