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Capa do romance My lady vol.2 - Como não amar?

My lady vol.2 - Como não amar?

Elizabeth Stuart, a influente Condessa Fhilips York, retorna ao lar decidida a retomar seus direitos e confrontar fantasmas do passado. Ao seu lado está Lord Sigfrid, um guarda pessoal de segredos profundos e conexões ocultas com a Coroa Britânica. Em meio a perigos e revelações, o casal enfrenta adversidades que testam seus limites. Será que a força do amor basta para curar cicatrizes de uma era sombria? Descubra o desfecho desta emocionante jornada.
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Capítulo 1

📝 Nota da autora 🧙🏼‍♀️:

Para uma melhor interpretação do texto leiam o volume 1, My Lady (aceite meu amor), que está disponível no Lera.

Desde já agradeço o apoio de todos💐

Prólogo:

[...]

A Condessa estava parada em frente há um grande espelho e admirava seu vestido que tinha um bordado meigo de borboletas. O tecido de seda em um tom gelo abrigava uma anagua enorme e muito rodada, o espartilho o tornava muito charmoso. A calda era longa e o véu transparente estava preso em um diadema, cravejado de pedras de esmeraldas.

Realmente estava deslumbrante, qualquer mulher em seu lugar estaria maravilhada e feliz, mas não my Lady Stuart. Seu coração pesava e seus pensamentos eram confusos, seria uma honra ser a "Dama" que evitaria uma guerra através de um matrimônio, mas seria melhor se essa cruz não fosse sua.

Não seria a primeira jovem, muito menos a última mulher a tomar uma atitude assim, a própria Rainha Vitória casou por conveniência e aquele também não seria seu primeiro casamento, então não tinha o que temer, a verdade é que a jovem era viúva, duas vezes diga-se por passagem.

Entretanto, seu coração pesava e revirava seus pensamentos, lembranças de Jean seu primeiro amor, junto com o horror que passou durante uma noite com o falecido Conde Fhilips, faziam seus olhos arderem. Desde aquela noite maldita nunca mais Liz havia chorado ou deixado que alguém a tocasse.

Agora, mais uma vez encontrava-se em uma situação difícil e não enxergava saída para alterar seu futuro. Um misto de emoção tomava conta de si. Enquanto Liz lutava contra seus sentimentos, caminhava em direção a uma carruagem que a aguardava.

Um pagem vestido de preto, era o único que estava a sua espera na saída da mansão do Duque Smith, seu antigo patrão e marido de sua grande amiga my lady Charlotte. O homem estava segurando as rédeas e não se deu o trabalho ao menos de ajudá-la a subir os degraus que a conduziam para dentro do veículo.

Mais uma vez a solidão a aguardava e ao imaginar que acabaria ter que deitar-se em um leito com um homem que conversou tão poucas vezes, não agradava a jovem em nada.

Como seria sua vida conjugal, já que não queria ser tocada?

Logo lágrimas rolavam desesperadamente de seus olhos e Elizabeth não conseguia conte-las. Agora sua lembrança mais feliz era o beijo tímido que a mesma roubou de Sir Sigfrid, um homem temido por todos, mas extremamente gentil com a Condessa.

Todos aqueles dias e infortúnios divididos com o mesmo, toda aquela sensação de proteção que o Sigfrid passava a Liz, a trazia paz. Aquele sorriso no canto da boca junto com aquele olhar reluzente era um conjunto perfeito. As noites olhando as estrelas e até mesmo as brigas sem fundamentos deixavam a Condessa alegre.

Sim, a Dama nutria afeto por aquele homem carrancudo com perfume de almíscar misturado a charuto, mas agora casaria com outro pelo bem do Reino Britânico.

Se ao menos a Rainha Vitória estivesse em um bom momento, poderia então recorrer ao poder da Majestade, mas infelizmente o herdeiro do trono, Príncipe Eduardo, havia arranjado tudo com o Regente da Áustria, fazendo uma aliança política através do casamento, o que evitaria um banho de sangue entre as nações.

Elizabeth estava perdida em seus pensamentos e não percebeu que a carruagem havia tomado um caminho diferente ao que levaria até o Palácio. A moça só percebeu que estava em outro percurso, assim que a carruagem parou bruscamente.

A Condessa olhou para a paisagem e percebeu que a escuridão da noite estava alta e as estrelas já brilhavam no céu. Logo a portinhola abriu e o pajem adentrou a carruagem sentando em frente a mulher.

Apesar do espanto com tamanha ousadia do cocheiro, logo a jovem reconheceu o perfume amadeirado com nuances de almíscar. Era Sir Sigfrid, que furtivamente estava conduzindo a carruagem. O homem retirou sua cartola e mostrou sua face vermelha com olhar cintilante, Liz o observou e perguntou sem rodeios:

_Está louco? O que pensa que fez?

_Louco estaria ao permitir que insistisse com esse disparate em casar com outro.

_Como assim casar com outro? Sigfrid, pare com seus devaneios. Irei me casar.

O homem coloca-se de joelhos diante da Dama e retira de uma pequena caixinha de ouro, um anel que pertencia a própria Rainha Vitória. Segura a mão de Elizabeth retirando do dedo da mesma o anel de diamante que Liz recebeu do príncipe da Áustria, arremessando o objeto pela portinhola colocando o outro anel no lugar, concluindo assim o diálogo entre os dois:

_Não precisa de alarde, a Senhorita ira casar. Mas casará comigo...

Elizabeth levanta o olhar e encontra Sigfrid que está ansioso por uma resposta. A jovem eleva sua mão e toca a face do jovem cavalheiro com a ponta dos dedos:

_Nos tornaremos traidores... Está disposto a ir contra o Príncipe herdeiro ao me desposar? Não esqueça que jurou lealdade a "Coroa".

_Sou mais fiel ao meu coração... - Um tanto envergonhado Sigfrid revela em alto e bom som - E meu coração pertence a my lady!

Sem poder conter seu impulso, Liz puxa o longo cachecol que esquentava o pescoço do Lord, fazendo o corpo do homem tender para frente de encontro ao corpo da mesma. Assim que sentiu a respiração forte de Sigfrid, Elizabeth fechou os olhos e encostou os lábios sobre os do rapaz, tomando para si outro beijo sem permissão.

[...]

☆Anotações de John Smith:

"_Sou fiel ao meu coração."

📝 Nota da autora 🧙🏼‍♀️:

Desde já, informo que este livro contém apenas 100 capítulos e que será disponibilizado apenas um capítulo ao dia, exceto em algumas ocasiões onde estarei postando no máximo três capítulos ao dia.

Sei que a leitura interrompida pode ser frustrante, mas garanto que valerá a paciência de todos.

Sou uma pessoa com compromissos fora do aplicativo e devido à esta situação, não poderei publicar mais do que o programado.

Tentarei responder aos comentários ou curtir todos os que ficarem visíveis.

Agradeço a compreensão de todos e boa leitura!

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