
Minha vida, minha história
Capítulo 3
nasceu um lindo e forte garotão, demos o mesmo nome
do pai, Adilson Júnior, mas logo todos os chamavam pelo apelido de “Loboy”.
Passaram-se os anos. Meus filhos cresceram. A Veridiane fez faculdade
de Direito e a Valeriane começou a fazer faculdade na área da saúde, Enfer-
magem. O Loboy não gostava de estudar, tanto que repetiu a 5ª série por
duas vezes, mas não desistiu, dizia que queria fazer Veterinária.
No ano de 2007, mais precisamente falando, no dia 7 de setembro, por
volta da 9:30 horas da manhã, recebi uma notícia que jamais imaginei que
um dia iria receber.
Meu filho, meu único filho homem, meu caçula, havia sofrido um aci-
dente de carro e faleceu. Que absurdo! É mentira! Dizia eu às pessoas que
começaram a chegar em minha casa. Liguei para o meu marido, que tam-
bém ficou em estado de choque. Ficamos sem chão. Meu marido foi até o
IML, na cidade de Ourinhos e logo me ligou confirmando que era realmen-
te o nosso bebê, com dezessete anos eu ainda o chamava de bebê.
Acabou! Viver, lutar, para quê? Mas tinha minhas filhas que precisavam
de mim. Tudo muito difícil, porém, o mundo jamais para pelas dores, a vida
segue, aceite ou não. Apeguei-me ainda mais com Deus, e bola para frente.
Durante o dia passava bem, à noite batia a saudade. Qualquer barulho
que ouvia, achava que era ele chegando. Vontade de vê-lo, abraçá-lo, ouvi e ver aquele lindo sorriso
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