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Capa do romance •Minha Escolhida• [Família Andriotti]

•Minha Escolhida• [Família Andriotti]

Ninna vive sob o domínio de um pai abusivo. Levada à Itália, ela recebe a missão de seduzir Ian Andriotti, o herdeiro de uma poderosa e temida família. Vendo nisso uma saída para sua dor, ela decide ignorar as ordens paternas e agir com total desdém pelo magnata. Contudo, sua indiferença falha e desperta uma obsessão sombria em Ian. Agora, como a escolhida desse homem cruel e possessivo, Ninna descobre que conquistou um destino onde a liberdade não existe.
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Capítulo 3

Ninna Miles 🌺

Sinto minha cabeça pesada, abro os olhos e os fecho novamente por causa da claridade. Voltei a abrir e fito o teto que não conheço, trabalho minha mente, e lembro de Jonas e do beijo. Droga!

Levanto com tudo e vejo que estou sem roupa alguma, entro em choque e procuro vertigens de sangue na coxa mas nada encontro. Ouço a porta se abrir revelando Jonas apenas de cueca, fico rígida.

Meu Deus, o que eu fiz?!

Ele traz consigo uma bandeja com café e outras delícias, pois sinto o cheiro. Me dá um comprimido, que imagino que seja para a dor de cabeça.

Ele fica me olhando e nada diz

— É.. a gente não — faço gestos.

— Não, Ninna, infelizmente! — lamenta, e fico aliviada. — Você acabou dormindo — rir

— Então eu cheguei aqui com minhas próprias pernas? — reflito

— Sim, no melhor você apagou. Fiquei até com vergonha,pensei " sou tão ruim que fiz ela dormir "— não seguro o riso.

Ele revira os olhos frustrados.

— Você está bem? — pega minha mão

— Sim, agora estou — respondo.

— Está feliz que não tenha acontecido nada? — não esconde seu desapontamento.

— Sim — sou sincera. — Estava um pouco bêbada, não lembraria de nada.

— Só correspondeu meu beijo porque estava um pouco alcoolizada? — faz expressão ofendida.

— Mas é claro que não, beijei porque realmente quis, você é atraente Jonas — deixo escapulir.

Ele sorri feliz por pelo menos conseguir um elogio.

— Fico feliz em saber disso — chega perto e beija meus lábios.

Admito que ele beija muito bem.

— Acho melhor almoçarmos — pega a bandeja. — Trouxe o café, mas você escolhe.

Quando ele diz isso, lembro da viagem. Ramon vai querer minha cabeça

— Que horas são? — pergunto preocupada.

— 13:00 hr! — responde.

— Meu Deus! — estou morta .

— O que foi Ninna? — fica confuso com minha reação.

— Eu preciso ir — digo nervosa.

— Almoça comigo? — oh Deus.

— Irei viajar às 14:00hrs me desculpe, deixa para próxima.

Saiu da cama, e ainda estou nua. Jonas fica me olhando.

— Vire por favor! — ele fica de costas. — Onde estão minhas roupas?

Ele anda até o banheiro e as traz.

— Não fique me olhando! — brigo com ele.

Ele rir sem parar..

— É impossível, você é simplesmente perfeita, Ninna — fico envergonhada.

Me visto rápido, e me aproximo dele

— Obrigado por não ter se aproveitado de mim — realmente sou grata

Lhe dou um abraço.

— Vai para onde? — está curioso.

— Itália! — revelo.

— Uau, você vai voltar? — me puxa para ele.

— Não sei! — eu espero voltar.

Ele faz uma carinha triste e me beija, eu aproveito. Sinto como se estivesse indo para um matadouro.

******************

Chego em casa às 13:39 meu coração está palpitando, o medo paira sobre mim. Vejo que Anne e Ramon estão na frente de casa prontos. Estou morta.

— Não quero choro! — Ramon diz ao me ver, entra no carro.

Tento me controlar.

— Eu te avisei, Ninna — mamãe passa a mão em meu cabelo.

Ela está tão estranha.

Fui a última a entrar no carro, após os movimentos violentos puxando ar para os pulmões, partimos para o aeroporto, na verdade o voo era às 15:00. Mas isso não fará com que Ramon deixe de me punir.

Suspiro. Cansada disso.

Durante a viagem passei a maior parte pensando no que me espera na Itália, lembro do que devo fazer e fico nervosa, não sou boa em seduzir, nunca fiz isso.

Tenho certeza que não chamarei a atenção do Andriotti, espero por isso, na frente deles demonstrarei que estou me esforçando, mas quando possível mostrarei o contrário. Não quero me submeter a um casamento sem amor e muito menos ter um filho. Tenho meus sonhos em ser mãe, mas quero um bom pai para meu filho(a), alguém que eu ame e me ame.

— Você fez o que te falei? — Anne Senta do meu lado.

— O que mãe? — não me importo se ficar zangada.

— Trazou? — pergunta.

Fico em silêncio, ela entende minha resposta.

— Deveria ter feito o que disse — ela está irritada mas também parece com pena.

— Eu não consigo, mãe! — lágrimas querem descer .

Ela segura meu rosto, ato esse inesperado por mim.

— Não chore, não quer que Ramon lhe bata — avisa meiga.

— Ele vai me bater, eu sei! — soluço.

Fiquei frágil somente com a presença dela agindo desse jeito manso.

— Tentarei convencer ele a não te bater, aliás tem que está intacta para o jantar — sorri tentando me passar calma.

Fico olhando.

— Porque está sendo gentil comigo? — não seguro a curiosidade.

Ela suspira, abaixa a cabeça.

— Preciso ver se Ramon está precisando de algo, e aproveitarei para tentar convencê-lo — sai rápido.

Ela está fugindo.

— Obrigado, mãe! — falo mesmo sabendo que não ouviria.

Resolvo cochilar um pouco.

******************

— Ninna, Ninna — sou balançada. — Vamos levante! Antes que Ramon venha aqui.

Desperto num salto, tateio com minhas mãos meus cabelos.

— Acabamos de chegar. Se ajeite!

Ajeito minha roupa, erguendo-me zonza do acento confortável.

Fora do avião, vejo alguns carros e Ramon faz sinal para entrar em um. Ele fala algumas coisas, logo se junta a mim com a mamãe. Seguimos viagem agora de carro, vejo as paisagens aqui é lindo, admirada, devago em pensamentos bons. Anne faz carinho em minha pele com seus dedos.

Estou muito confusa e desconfiada com o comportamento de Anne, ela não é assim, sempre permitiu que papai fizesse tudo que quisesse comigo. Com certeza agi assim por interesse, meu coração dói por saber disso, novamente envolvo-me no sono.

* * *

— Vamos Ninna! — sou novamente despertada.

Saí do carro, e vi um grande hotel muito bonito. Papai vai até a recepcionista apenas para pegar as chaves dos nossos quartos, acredito que estava tudo reservado. O que me faz questionar, pelo que sei não temos parentesco ,ninguém daqui, mesmo que hoje existem muitos métodos para conseguir as coisas.

~Hotel Cluj—Napoca—

Penso em Kennia, imaginei que viessem com a gente, depois ligarei para ela. Espero que eles cheguem ainda hoje, não quero ficar sozinha nesse jantar.

Seguimos para o elevador e fiquei no andar acima do de Ramon e Anne. Fiquei feliz, aliviada, pelo menos uma coisa boa.

* * *

Nossa, que lindo! Digo ao entrar no meu quarto. Corro para o banheiro tudo que preciso nesse momento, é de um banho, fico deslumbrada.

Ramon tem tanto dinheiro assim, para bancar isso tudo? Resolvo deixar isso de lado e vou aproveitar essa belezura.

Fico de molho relaxando, penso em Jonas e um sorriso surge involuntariamente em meus lábios, não não estou apaixonada, mas ele é muito bom no que faz, foi um cavaleiro em não ter se aproveitado de mim.

Decido sair do banheiro para tentar falar com Kennia ou tia Amélia. Me enrolei na toalha e saí do banheiro, mas paro na porta quando vejo.

— Pensou que sairia ilesa depois de ter me desobedecido, Ninna? — Ramon está aqui, com seu sinto em mãos .

Seguro forte a toalha.

— Cheguei a tempo! — tento argumentar.

— Calada — irei apanhar. — Agora venha até aqui.

Continuo parada, nego com a cabeça.

Ele me olha furioso e vem ao meu encontro não tenho tempo de fazer nada, só sinto o primeiro golpe acertar em minhas pernas, coxas e assim vai para meus braços ele dá com toda força,. Me vira de costas, tenho que segurar meus gritos se não ele bate com mais força, lágrimas desciam descontroladamente. Ele passa cerca de vinte minutos me batendo com cinto. Fecho meus olhos e oro para que aquilo acabe de uma vez.

* * *

No chão próxima a porta do banheiro, não tenho forças para levantar. Escuto passos e me encolho, pensando ser o Ramon, mas vejo Anne que vem correndo em minha direção, faço que não com a cabeça para não se aproximar de mim.

— Não finja que se importa com meu sofrimento, você nunca se importou antes — soluço. — Você fingir que se importa dói mais que essa surra que acabei de levar .

Ela anda até mim, me abraça no chão, ela põe minha cabeça em seu peito e faz carinho. Não aguento, me entrego ao choro deixando tudo sair, soluço alto e ela me consola, dizendo palavras doces que podem até mesmo ser mentira mas que nesse momento me faz bem.

Choro por mais alguns minutos e acabo adormecendo.

******

Sinto ardência em meu corpo e me esforço para abrir meus olhos, gemo de dor. Estou agora na cama deitada apenas com duas peças e Anne passa remédio nas marcas.

— Ramon exagerou! — reclama. — Sabe que hoje temos compromisso e faz isso.

— Verdade, ele deveria ter deixado para fazer isso outro dia — raiva isso que sinto.

Ela me olha.

— Acha que garante? — se refere a vestir roupa para hoje

— Tenho que garantir — resmungo.

— Posso falar .. — a interompo.

— Não preciso que faça nada Anne, você é boa nisso — mostro todo meu rancor.

Ela balança a cabeça e respira fundo

— Separei sua roupa, qualquer coisa me chame — fala e sai do quarto .

Fico fitando o teto, todo meu corpo arde, estou quebrada. Tenho que ser forte como sempre.

Faço esforço para levantar, quero tanto chorar mais, mas não posso, Ramon não exitaria em me bater novamente.

Com muito esforço me arrumo, agradeço a Deus por Anne ter escolhido algo decente e confortável. Eu amei pois gosto de coisas simples.

Me olho no espelho e gosto do que vejo, e fico treinando um sorriso para usar nesse maldito jantar.

Respiro fundo.

Está na hora de ser atriz, fingir ser a menina mais feliz do mundo.

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