
Minha Doce Vingança
Capítulo 3
Anne Narrando
No exato momento em que eu e a Celeste e a Monique estávamos brigando, meu pai chegou.
— Que patifaria é essa aqui dentro da minha casa?_ meu pai perguntou e logo levantei do chão.
— Meu amor, a Anne chegou louca devido ao namorado dela e já veio agredindo eu e a Monique só pelo fato de eu perguntar o que ela fazia até essa hora na rua_ Celeste se fez de santa que ódio, com uma voz mais calma do mundo.
— Papai!_ eu ia falar, porém, ele me interrompeu.
— Não me chama de pai!_ ele disse e eu abaixei a cabeça prevendo que tudo ia cair para cima de mim naquele momento.
— Que história é essa de namorado? E o que tu estavas fazendo até essa hora na rua Anne?_ ele perguntou apertando meus braços e me sacudindo.
— Eu só estava passeando na praça daqui do condomínio mesmo - falei baixo, porém sentir meu rosto arde com o tapa que ele me deu e eu cair no chão.
— Não foi essa pergunta que eu te fiz?_ ele falou agarrando meus cabelos e me arrastando dali, me jogou naquele maldito quarto.
— Eu juro que não fiz nada!_ falei pegando nele e ele me empurrou.
— Desde quanto tu ta autorizada Anne a namorar?_ ele perguntou pegando no meu pescoço com força e eu fiquei sem ar, até que ele me soltou e eu caí no chão novamente, por que meu Deus o senhor me leva logo? Acabe com esse sofrimento de vez, pensei ainda no chão.
— Cof, cof_ eu tossia com a mão na garganta.
— Vai aprender a não passar por cima da minha ordem, Anne, o que eu te disse?_ ele perguntou pegando no meu queixo com força.
— Que eu não podia namorar!_ falei baixo, não creio que essa agressão toda seja por causa disso.
— Não ouvir!_ ele disse com os ouvidos perto da minha boca me fazendo repetir tudo de novo, ele pegou minhas mãos e amarrou.
— Por sua afronta, vai contar cada cintada que eu te dar_ ele disse.
— Por favor! O que fiz para merecer tanto mal?_ perguntei chorando.
— tu nunca vai saber_ ele falou tirando toda a minha roupa me deixando somente de calcinha, eu tentava me encolher para ele não ver minha nudez, porém o mesmo me admirava, levantou tirou o cinto da calça, eu respirava ofegante até sentir a primeira.
— Conta agora!_ ele disse gritando que eu me assustei, eu chorava de dor, até sentir a segunda.
— Ahhh!_ gritei chorando.
_ Um_ falei chorando, a cada cintada que eu recebia, foi como se eu estivesse merecendo tal castigo
_ Cinquenta!_ eu gemia e me tremia, sentia minhas costas arder de dor, e desesperada ao ver o sangue pingar no chão, ele saiu me trancando naquele quarto escuro.
— Eu realmente não sei o que fiz para merecer tanto Deus, mas eu não aguento mais! Eu preciso de ti nesse momento me tira daqui, me tira daqui - eu orava sussurrando sentindo tanta dor, ainda estava amarrada e assim fiquei toda a noite, pela manhã estava queimando em febre sentia calafrios pelo meu corpo, não sabia que horas eram, a porta é aberta pela Celeste ela veio até mim e logo me soltou.
— Vai preparar o café! Ricardo está esperando- ela disse saindo, tentei me levantar mais eu sentia dor, eu chorava constantemente vestir um vestido que a mesma deixou lá, levantei bem devagar meio encurvada e passo por passo eu sair daquele quarto, chegando na cozinha estava suando ainda frio, tentei conter a dor chorando baixo, fiz tudo me escorando nas coisas depois de tudo pronto ainda fui obrigada a servir todos com os sorrisos de satisfação de Monique.
— Para onde pensa que vai?_ Celeste perguntou assim que meu pai saiu.
— Vou para meu quarto!_ falei
— Nada disso, a casa está uma bagunça, vou receber convidados, hoje quero tudo um brinco_ ela disse saindo.
— Não posso fazer! Olha como estou_ falei chorando.
— Deixa de ser preguiçosa garota!_ ela falou_ Quero tudo um brinco_ela saiu e eu somente chorei, a cada coisa que eu limpava parecia uma eternidade, após terminar fui para meu quarto, tirei aquele vestido e pude ver as marcas de cada cintada estava muito machucada, fui para o banheiro e liguei o chuveiro, aquela água que caía sobre meu corpo foi torturador.
— Meu Deus!_ eu chorava sentindo toda aquela dor, sair do banho eu não podia cuidar de mim mesma, fraca cair no chão, a única coisa que eu podia fazer por mim mesma era tomar um remédio e me deitar.
Acordei era tarde da noite, pude sentir ainda mais dor, levantei da cama com cuidado, minha barriga roncava de fome, desci as escadas com cuidado até chegar na cozinha, escuto pessoas falando baixo, resolvo ver quem era, e quando vejo era Gustavo novamente com Monique, as lágrimas corriam sobre meu rosto, dei as costas, fiz um leite e subi novamente. Os dias iam se passando e eu a cada dia tinha uma marca diferente no meu corpo, fui impedida de ir para a escola, ficava somente em casa.
— Anne?-uma menina da escola me chamou assim que saio do mercado.
— Ah, oi!- falei meia sem graça.
— Nunca mais te vi na escola - ela falou.
— Estava doente!_ falei apressando os passos.
— Sim! Está abatida, tá tudo bem?_ela perguntou tocando no meu ombro.
— Desculpa, estou atrasada, meu pai não gosta que eu fique muito tempo fora_ falei deixando- a para trás, por que ela se lembrou de mim? Sair às pressas para chegar em casa, Gustavo foi oficialmente apresentado como Namorado de Monique, partiu meu coração, pois ainda sentia algo por ele e eu me odiava por isso, mas está perto! Assim que eu completar 18 anos eu saio desse inferno nem que eu fuja, mas não aceito mais viver dessa forma.
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