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Capa do romance MINHA DOCE OBSESSÃO (Casados com a Mafía)

MINHA DOCE OBSESSÃO (Casados com a Mafía)

Sophia cresceu em um convento e carrega traumas que a impedem de confiar. Luiz, herdeiro da máfia com um passado sombrio, se vê rendido pela pureza dela. Embora o temperamento explosivo dele cause receio, a jovem logo descobre um lado gentil sob a fachada de violência. Enquanto amadurece, Sophia encontra cura nesse amor, mas enfrenta perigos mortais. Por ela, o temido mafioso está disposto a ir além do impensável para protegê-la de qualquer ameaça.
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Capítulo 2

Luiz:-Se quiser, posso te levar para conhecer a propriedade.

Sophia:-É uma fazenda?

Luiz:- Poderia ser pelo tamanho, mas não tenho animais aqui, somente algumas plantações pequenas, gosta de animais?

Sophia:- Sim, no convento tinha galinhas, e vacas no terreno ao lado, eu tinha pouco contato com eles, mas gostava.

Luiz:-Se quiser posso providenciar isso-Ela sorriu- Quero que se sinta em casa

Sophia:- Não quero atrapalhar sua rotina, não precisa se preocupar.

Luiz:-Não será incomodo nenhum.-Terminaram o jantar em silêncio.

A noite estava quente, Luiz caminhou com Sophia pelos arredores, parte do terreno em volta da casa era bem iluminado, percebeu a necessidade de algumas melhorias, para que ela se sentisse segura.

Luiz:-Tem medo do escuro?

Sophia:-Um pouco, não tenho boas lembranças-Ele sentiu uma pontada no coração, mas não perguntou

Luiz:- Já pedi para que Pedro faça algumas obrar, logo tudo estará iluminado- Ele não havia falado com Pedro ainda, mas seria a primeira coisa que faria no dia seguinte.

Ele a levou ao riacho que correria bem próximo, se sentaram ali, Sophia retirou os sapatos e colocou os pés na água.

Tudo em Sophia encantava Luiz, principalmente a timidez e a pureza no olhar, ele não conhecia ninguém com essas características, observou os movimentos delicados, a forma como ela mexia no cabelo o colocando atrás da orelha, o rosto corado e o sorriso tímido, o rosto bonito, sentia vontade de tocar Sophia, mas precisava se conter, ela nem mesmo sabia dos seus sentimentos, e tinha passado por muitas coisas desde a infância, não era como as outras mulheres que conheceu.

Sophia:- Por que esta me olhando assim?

Luiz:- Estava só pensando no que poderia fazer para tornar sua estadia mais agradável- Desviou o olhar para a água que corria calma massageando os pequenos pés de Sophia.

Sophia:- Eu estou bem, não preciso de muito.

Luiz:-Qualquer coisa que precisar me peça, amanhã não se esqueça de pedir as roupas- Ela brincava com os dedos, pareceu um pouco aflita- O que foi?

Sophia:-É que não sei como fazer isso-Ele pensou por alguns segundos

Luiz:-Não sabe como pedir as roupas?-Ela balançou a cabeça, parecendo envergonhada-Nunca teve acesso à internet ou celular?

Sophia:- Não, meu pai achava que eu era muito nova, e quando tive idade minha mãe e meu padrasto não deixavam e no convento só a madre tem acesso a computador e internet, não sei como funciona-Luiz sentiu novamente uma pontada no coração, Sophia havia sido privadas de muitas coisas, não teve escolha de como gostaria de viver, serviu como moeda de troca para o padrasto.

Luiz:- Gostaria de ter um celular?

Sophia:- Não sei, não tenho para quem ligar-Ele sorriu com simplicidade dela

Luiz:-Vou comprar um para você e te ensino as várias coisas que pode fazer com ele, e tem as amigas do convento, minha mãe, Gabriela e Rosa, pode ligar para mim quando eu não estiver.

Sophia:- Obrigada- Ela parecia feliz diante da novidade, como uma criança aprendendo sobre o mundo.

Era hora de entrar, ela segurou os sapatos na mão, os pés molhados, não queria calça-lós caminhava na ponta dos pés, Luiz em um ato impensado a pegou no colo, Sophia ficou em choque, totalmente imóvel, a proximidade com um homem a deixava em panico, mas descobriu que com Luiz era apenas um desconforto, por não terem intimidade para tanto.

Ele a colocou no chão quando entraram na varanda, ela correu para dentro sem saber o que dizer a ele.

Luiz observou Sophia correr para o quarto, se deu conta do seu ato, ela parecia um coelhinho assustado.

Ele ficou por um tempo parado, sem saber o que fazer, há muito tempo não tinha essa sensação, caminhou lentamente até a porta do quarto e bateu com suavidade.

Sophia abriu apenas o suficiente para que seu rosto fiasse a mostra, mesmo assim olhava para o chão.

Luiz:- Sophia, me desculpe, foi um ato impensado, só me preocupei que machucasse os pés.

Sophia:- Tudo bem, eu só não estava esperando e me assustei.

Luiz:-Vou tentar ser mais cuidadoso

Sophia:- Boa noite Luiz, e obrigada por tudo que está fazendo por mim.

Luiz:- É um prazer Sophia, um prazer

Ela fechou a porta sorrindo timidamente para ele, Luiz permaneceu ali por algum tempo antes de ir para o seu quarto.

Se deitou na cama olhando para o teto, pensava em Sophia a suavidade das curvas, o cheiro gostoso que emanava do seu corpo, precisava se aproximar, ou enlouqueceria, Luiz passou parte da noite pensando em diversas possibilidades, acaba rindo ao fim de cada uma delas.

Luiz:-Eu só posso estar ficando louco, essa mini madre superiora, como pode mexer tanto comigo?-Adormeceu rindo, ainda pensava como alguém tão diferente poderia ter atraído tanto sua atenção, não existia nada que não faria pela pequena no quarto ao lado.

Luiz deixou a porta do seu quarto entre aberta quando acordou na madrugada, para o caso de Sophia precisar dele a noite, foi acordado com um cheiro delicioso, vestiu um roupão e desceu as escadas.

Encontrou Sophia na cozinha, em um vestido florido e pés no chão, os cabelos soltos, o ar juvenil, era algo realmente lindo de se ver.

Ela paralisou assim que o viu, sorriu timidamente, colocou uma travessa de bolinhos na mesa.

Sophia:- Me desculpe, quis ser útil e preparei o café da manhã.

Luiz:- O cheio eta maravilhoso, mas você não precisa fazer isso, vou providenciar uma cozinheira.-Ela ficou surpresa

Sophia:- Você não tem cozinheira, quem prepara suas refeições?

Luiz:- Eu mesmo, nunca vi necessidade de ter alguém que cozinhasse para mim, tenho uma moça que vem fazer a faxina a cada quinze dias e raramente estou em casa, então é fácil de manter.

Sophia:- Eu posso cozinhar, eu gosto, vou me sentir melhor tendo o que fazer.

Luiz:- Tudo bem então, mas vou pedir para faxina ser feita semanalmente, assim podemos ficar mais tranquilos, vou deixar uma menina na casa para manter as coisas do dia a dia, ela pode te ajudar na cozinha, e isso não é discutível.

Sophia apenas sorriu sutilmente, não discutiria com ele, por ainda ter um certo recrio de Luiz, e por estar ali como um favor, ele deveria comandar a casa como quisesse.

Sophia:-Quer tomar o café?

Luiz:- Pode me dar dez minutos? Já volto- Ela balançou a cabeça positivamente, Luiz voltou ao quarto, tomou banho e se vestiu, Sophia o achou diferente sem os ternos e camisas sociais, ele vestia roupas casuais o que o deixou ainda mais bonito.

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