
Mimada pelo chefão do submundo
Capítulo 2
À noite, o carro avançou pelas ruas desertas, os faróis iluminando a escuridão da noite.
Bang!
O disparo de um tiro cortou o silêncio, barulhento e assustadoramente próximo.
Cacos de vidro se dispersaram pelos bancos após a janela do carro estourar, brilhando ao serem iluminados pela luz tênue da rua.
No próximo segundo, o caos foi instaurado. Gritos de terror ecoavam pela rua enquanto as lojas que estavam abertas se apressavam para fechar as portas.
O motorista, completamente pálido e trêmulo, desviou apressadamente. O carro derrapou, os pneus cantando antes de atingir o meio-fio. Ele então tombou para frente, desacordado.
Ao lado dele, Khloe piscou algumas vezes, desorientada depois do impacto.
Levando a mão à cabeça que não parava de latejar, ela lutou para entender o que estava acontecendo. Pela fresta da janela, ela viu chamas alaranjadas tremulando não muito longe.
"Oh, não!"
Parecia que ela estava no meio do fogo cruzado de um tiroteio.
Era provavelmente uma guerra por território entre duas gangues rivais.
Tentando manter o equilíbrio, Khloe abriu a porta e se agachou, avançando lentamente em direção à calçada.
Mas antes que ela tivesse a chance de avançar mais, uma figura saiu da escuridão. Alto e forte, ele se movia rapidamente.
Apesar de uma máscara cobrir a maior parte do seu rosto, ela ainda conseguia perceber seus olhos penetrantes e o perfil distinto do seu nariz.
Além disso, era possível ver uma mancha escura na altura do abdômen nas roupas dele — sangue.
Com passos vacilantes, ele foi em direção a ela, e sua respiração era superficial quando caiu aos seus pés.
Nesse instante, um grupo de homens corpulentos apareceu das sombras, todos fortemente armados. Havia uma determinação cruel estampada nos seus rostos, cada um tendo uma tatuagem na mão.
"Fantástico! Ele está caído. Acabem com ele!"
O líder, um homem careca, ergueu sua arma e mirou no homem caído. Foi só então que ele notou Khloe.
Ela estava lindamente vestida, já que seria enviada como um presente para um homem essa noite.
Um vestido vermelho justo destacava sua silhueta impecável, realçando suas curvas e complementando sua pele clara como porcelana. Seus cabelos luminosos desciam em cascata pelos ombros, delineando um rosto suave e angelical, com olhos grandes e expressivos.
Para resumir, ela era a personificação de um sonho — ou a própria sedução materializada.
O sorriso do líder se tornou maior enquanto seus olhos assumiam um brilho lascivo.
Ele nunca tinha se deparado com uma mulher tão atraente antes e não havia a menor possibilidade de deixar essa oportunidade escapar.
"Acabem com ele, enquanto isso, vou passar algum tempo com essa belezura."
À medida que falava, ele avançou e empurrou Khloe contra a janela quebrada, a prendendo com seu peso.
"Não, por favor!", implorou ela, sua voz trêmula ao tentar se afastar. "Não me machuque, por favor."
"Por qual razão eu machucaria algo tão belo como você?", provocou ele, agarrando os ombros dela com força enquanto se aproximava ainda mais, seu hálito quente roçando a pele dela.
Os homens dele o encorajavam a continuar, se deleitando com o espetáculo.
Nesse momento, Khloe alcançou a bolsa, seus movimentos tão sutis que não foram registrados. Em desespero, ela agarrou uma caneta e, sem hesitação, a enfiou no pescoço do homem com todas as suas forças.
Os olhos do líder se arregalaram em choque enquanto o sangue jorrava do ferimento, fazendo com que seu aperto sobre ela afrouxasse.
A expressão de donzela em perigo de Khloe desapareceu por completo, e seus olhos, outrora repletos de medo, agora cintilavam com uma frieza implacável.
A beleza antes delicada e divina agora se revelava como uma rosa ensanguentada, obscura e letal.
"Vadia, você pediu por isso!"
Os capangas ficaram imóveis por um segundo, até que a fúria os colocou em movimento e eles prontamente avançaram para atacar Khloe.
A voz dela, poderosa e autoritária, cortou o caos.
"Não se movam, ou irei tirar essa caneta! Se eu fizer isso, ele irá sangrar até a morte!"
Com essas palavras, os homens estacaram abruptamente, nenhum deles se atrevendo a mover um músculo sequer.
Nesse instante, o homem até então imóvel no chão se levantou subitamente, arma em punho, e disparou uma sequência de tiros contra os bandidos atônitos.
A maneira com a qual ele se movia deixava claro que seu ferimento tinha sido apenas uma estratégia.
O homem careca que Khloe mantinha como refém desabou no chão quando uma bala atravessou sua cabeça.
Khloe virou a cabeça no segundo exato, evitando os respingos de sangue. No entanto, não se podia dizer o mesmo das suas roupas, que ficaram completamente encharcadas de sangue, quente e pegajoso.
"Ugh"
O cheiro metálico do sangue a atingiu em cheio, fazendo com que seu estômago revirasse.
Sem conseguir se controlar, os joelhos dela cederam enquanto se curvava para vomitar.
Mas antes que ela caísse no chão, um braço a envolveu pela cintura, a mantendo de pé. O homem a segurava com força, a diversão dançando nos seus olhos.
"Coisinha corajosa, você não parecia fodona há alguns segundos? Onde foi parar essa ousadia?"
Recuando, Khloe empurrou o homem para longe, o desafio evidente no seu rosto.
"Me solte!"
Antes que ela conseguisse dizer mais alguma palavra, um grupo de homens de preto emergiu das sombras, seus rostos severos e frios.
Era possível ver a silhueta de mais homens nos telhados ao redor de onde estavam, todos em pontos estratégicos.
Cada homem agia com uma precisão letal, e Khloe percebeu imediatamente que todos eram assassinos habilidosos.
Com uma casualidade impressionante, eles empunhavam metralhadoras e lançadores de foguetes, tratando essas armas mortais como meros utensílios domésticos.
Numa única palavra, eles representavam um esquadrão de elite — forjados no fogo do combate e implacavelmente letais.
Inesperadamente, um por um, todos se ajoelharam, como se estivessem diante de um rei.
Ao mesmo tempo, todos se curvaram.
"Esperamos suas ordens, senhor Watson", disse o líder respeitosamente.
A respiração de Khloe engatou. "Você é Henrik Watson?"
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