
Mi ángel
Capítulo 2
Seguindo os rituais islâmicos, Cristina orou sobre o corpo da tia e no mesmo dia Nádia foi enterrada. Após o enterro, a jovem chega em casa amparada pela vizinha Lúcia e em meio a muitas lágrimas teme pelo seu futuro sozinha de agora em diante. Ela espera alguns dias para refletir sobre o que devia fazer de agora em diante e busca um conselho com sua vizinha e confidente.
- Lúcia, minha mãe já havia comentado com a senhora sobre um irmão dela chamado Severiano?
- Sim minha filha, ela tinha uma grande mágoa deste primo e por isso fugiu de Barein, para se casar com seu pai. Esse seu primo era mais velho que ela e não permitia que ela se casasse com um estrangeiro.
Cristina vai até seu quarto e busca o caderno que sua tia lhe pediu que guardasse. Mostra à Lúcia a anotação que continha o número de telefone de seu primo. – O que eu faço? Eu acho que devo avisar ao meu primo sobre a morte de minha tia.
-Sim minha filha, ligue para ele e avise. Independente das mágoas do passado ele é sua única família agora.
A jovem decide entrar em contato com seu primo Severiano, mesmo sentindo um certo receio pelo seu passado. Pelo que Lúcia relatou seu primo parecia ter uma natureza dominadora, mas seu dever como família era deixa-lo informado sobre o que havia acontecido. Nádia apesar de estar longe de seu país ensinou a língua e a religião à Cristina...do outro lado da linha telefônica uma criada atende e chama Severiano.
Cristina com a voz trêmula relata a ele tudo o que havia acontecido, o coração do homem aperta no peito ao saber que sua parente mesmo afastada da família, havia falecido.
- Nádia...que Deus a tenha. Iremos organizar sua vinda, mandarei dinheiro para sua passagem e meu advogado cuidará de sua viagem. Não se preocupe filha cuidarei de você e não vai te faltar nada. - Disse Severiano em meio a lágrimas, mas de maneira firme.
Ao ouvir estas palavras Cristina sentiu um frio na barriga, como se algo à avisasse que tudo mudaria em seu destino de agora em diante.
Passam uns dias, e seu primo Severiano como prometido solicitou uma permissão com seu advogado do México para que a jovem embarcasse para o Barein, fez suas malas com um aperto no peito por deixar sua morada de toda uma vida. Despedindo-se de Lúcia com um forte abraço a moça entra no carro com o advogado e ao chegar no aeroporto, se dirigem até o embarque. Agradecendo o advogado a jovem entra sozinha no avião, sentindo um misto de sentimentos...tristeza por perder sua mãe e sair de seu país de nascimento e ao mesmo tempo medo profundo de tudo o que encontraria pela frente. Sentou-se próximo a janela e suspirou fundo, um jovem alto e de aparência robusta e atraente confere o número de seu assento e se senta ao lado de Cristina.
- Bom dia, você parece meio tensa. É seu primeiro voo? – pergunta o belo rapaz portando um sorriso encantador.
- Bom dia, sim. Estou um pouco ansiosa. - Disse Cristina passando suavemente as mãos pelos cabelos negros.
- Uma jovem tão bela assim não deve ficar tão tensa, me chamo Diego. – Disse sorrindo e estendendo a mão direita. Não podia deixar de apreciar aquele perfume doce, que vinha dos cabelos volumosos daquela garota.
- Muito prazer Diego, me chamo Cristina. – Disse apertando a mão do rapaz.
- Vai passar umas férias em Barein? – Disse ele conferindo de maneira sutil a beleza da jovem e percorrendo seus olhos por todo o corpo da moça até parar em seus belos e convidativos lábios.
- Eu perdi minha tia a uns dias atrás e estou indo morar com meu primo por lá. – Disse a moça com os olhos marejados.
- Por favor me perdoe por esta pergunta. Não queria que você ficasse triste. – Passou suavemente as mãos no belo rosto de Cristina, limpando uma de suas lágrimas.
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