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Capa do romance Meu vizinho é um vampiro

Meu vizinho é um vampiro

Na vila de Valânca, o misterioso Vlad Cătălin ocupa um casarão amaldiçoado. Ele logo se encanta por Elena, sua vizinha e restauradora que é idêntica à mulher que o tornou vampiro séculos atrás. Enquanto reformam a propriedade, segredos emergem e Vlad questiona sua imortalidade diante da humanidade redescoberta. Elena, por sua vez, tenta entender se é a reencarnação da antiga amante ou se algo pior os une. Um romance sombrio sobre destino e passado.
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Capítulo 2

Boa Leitura!💖

Olá espero que estejam  gostando desse livro,curta comente por favor ajuda muito o meu trabalho e assim fico sabendo se estão gostando se puderem add na sua biblioteca,me seguir  na plataforma.

O Festival da Colheita

Elena se acomodou no último banco da pequena sala onde acontecia a audiência para discutir o festival da colheita deste ano. O burburinho enchia o ambiente, com todos ansiosos para compartilhar suas ideias e opiniões. No entanto, ela estava exausta e só queria voltar para casa para descansar.

"Esse ano devemos fazer algo grandioso", exclamou a fofoqueira da cidade, exibindo-se em seu vestido apertado de decote extravagante. Elena revirou os olhos com desdém.

"Sim, no ano passado recebemos inúmeros turistas, o que impulsionou nossa economia", acrescentou o velho Bill, um dos maiores empresários da região, dono de hotéis e lanchonetes.

"Bill está de olho no lucro", brincou Tobby, o sorveteiro, arrancando risadas de todos na sala, exceto de Elena.

"O que há de errado nisso? Todos saem ganhando", argumentou alguém na multidão. O tumulto continuava, com todos falando ao mesmo tempo. Elena sentiu seus olhos pesarem. Tinha acordado cedo para fazer suas faxinas e passado o dia trabalhando na restauração da Biblioteca local. Sua cabeça pendeu para o lado, quase a fazendo cochilar.

"Fizemos um acordo com o governador para obter uma área de camping ao lado do Casarão Drakonov este ano", anunciou o prefeito Tony, que também almejava se tornar senador do estado. Nas pesquisas, ele estava em primeiro lugar, e sua carreira política estava em ascensão.

"Tony, você sempre faz escolhas perfeitas", elogiou Sussy Rego, a queridinha da cidade e filha de Bill. Era segredo para ninguém que ela arrastava uma carroça pelo prefeito desde que chegara à cidade. Havia rumores de que eles se casariam um dia, formando o casal perfeito: a moça ideal e o político bem-sucedido. O pensamento fez Elena se sentir enjoada. Ao ouvir os elogios, o prefeito sorriu, deixando metade das mulheres da sala, casadas e solteiras, com os corações acelerados, exceto Elena, que não estava interessada nesse jogo.

Enquanto a discussão continuava na sala lotada, Elena refletia profundamente sobre seu desejo de encontrar um propósito mais significativo em sua vida, algo além das festas e da política que pareciam consumir a cidade,estava cheia disso por isso fugiu deixando tudo pra trás. Sabia que tinha segredos guardados a sete chaves, segredos que não podiam ser revelados. Sua jornada em busca de uma vida autêntica estava prestes a começar.

De repente, a voz de Tony ecoou pelo microfone, cortando o burburinho da sala. 

"Pessoal, pessoal, preciso que me escutem", pediu ele, enquanto Susy se juntava a ele, pedindo silêncio.

"Escutem o Tony, por favor", gritou Susy, implorando a todos para ficarem calados.

"O terreno do Casarão nos leva a outro, hoje pela manhã fui informado de que um membro da família Drakonov voltará para a cidade", anunciou Tony, e de repente a sala ficou em completo silêncio, sem um sussurro sequer.

"Será que tem a ver com o fechamento e a venda da vinícola?", Bill perguntou interrompendo o silêncio, visivelmente preocupado.

"Pior ainda, eles querem trazer uma fábrica de produtos tóxicos para nossa cidade.Veio um pessoal aqui com aquela bonitona lá", Tobby se levantou exaltado, batendo na mão com força.

"Calma, pessoal, nada disso foi confirmado. A princípio, tudo não passa de especulação. Saberemos mais quando ele chegar", tentou acalmar a todos o prefeito.

"Não é porque eles são os fundadores de Valança que podem fazer o que querem. Todos aqui têm família", protestou o padre, visivelmente alterado, surpreendendo Elena, que sempre pensara que os padres fossem pessoas calmas.

"Essa família é amaldiçoada", murmurou Beth, a velha bibliotecária, ao lado de Elena, atraindo sua atenção.

"O que você disse, Beth?", Elena perguntou curiosa, pois tinha ouvido apenas um fragmento do que ela disse. A velha senhora tinha fama de ser maluca, e alguns até diziam que ela era uma feiticeira.

"Eles são amaldiçoados, querida. Meus avós contavam histórias sobre eles, sobre como nunca envelheciam ou ficavam doentes", disse a senhora, olhando Elena de forma estranha, fazendo-a sentir um calafrio percorrer sua espinha.

"Pare com isso, Beth, não queremos assustá-la, afinal, ela não é daqui", interveio Susy. Elena levantou os olhos para encontrar o olhar de Susy, que a observava com deboche. Ignorando Susy, Ela voltou-se para a velha senhora.

"Qual é essa maldição?", perguntou com curiosidade.

"Vampiros", a voz de Tony ecoou pelo salão, e todos riram da velha senhora, que se levantou e saiu, deixando Elena com um sentimento de inquietação e uma estranha.

"Pessoal, vamos focar no objetivo da reunião, que é tratar do festival da colheita, e não de vampiros, lobisomens, fadas e fantasmas dessa bruxa doida", Andrei, o respeitado proprietário da mais antiga padaria da cidade,  bradou trazendo a atenção de todos de volta à pauta principal.

A reunião finalmente voltou ao seu propósito original, com cada um dando sua opinião e, no final, atribuindo funções específicas. Elena, como membro da Casa das Mulheres Doceiras, foi incumbida de ajudar nos preparativos das tortas, um papel que ela aceitou com gosto adorava cozinhar.

Após a reunião, Tony se aproximou dela, visivelmente preocupado com a história dos vampiros.

“Elena, espero não ter te assustado com a história de vampiros”, Tony disse, com um tom de brincalhão.

“Não tenho medo de lobo mau, pensei que você soubesse disso”, respondeu Elena, falando baixo para que apenas ele a ouvisse.

Tony sorriu e concordou com a cabeça. No entanto, Susy acompanhava atentamente a conversa entre seu futuro marido e a forasteira. Ela havia lutado muito para conquistá-lo e não permitiria que uma estranha lhe roubasse. Susy se aproximou e questionou Elena, com desdém evidente em seu olhar.

"Você consegue dar conta, Elena, depois de trabalhar tanto na faxina das casas?", Susy perguntou, mantendo os olhos fixos em sua rival. Como Tony poderia demonstrar interesse por alguém mal vestida, com jeans rasgados, parecendo uma adolescente? Certamente, um futuro senador não escolheria alguém assim para estar ao seu lado. Susy passou o braço pelos dele marcando território.

"Não precisa se preocupar comigo", respondeu Elena antes de se virar e sair em direção à rua. Ela caminhou tranquilamente, admirando o céu estrelado da noite. A beleza da escuridão a fascinava. Seguiu seu caminho habitual e, ao virar a esquina, viu um cachorro de grande porte deitado no meio da estrada, algo que achou estranho, já que nunca o tinha visto ali antes. Ao se aproximar, tentou interagir com o animal.

"Olá, rapaz. Está perdido?", perguntou a ele. Os olhos negros do cachorro a observaram, deixando-a apreensiva. Ela decidiu seguir adiante, agora caminhando lentamente para deixar o animal para trás.

Ao se aproximar de sua casa, olhou para trás e não viu mais o cachorro. No entanto, quando se virou novamente, deparou-se com o mesmo cachorro na sua frente e soltou um grito involuntário.

"Como você chegou aqui?", questionou Elena colocando a mão no peito, sentindo-se desconfortável com a proximidade do animal.

"Vem cá, Morte", uma voz chamou, e um homem alto de cabelos loiros e óculos saiu do Casarão.

"Desculpe, ele é curioso", o homem disse, sorrindo. "Sou Rules, assistente do senhor Vlad Rocco, seu novo vizinho." Rules estendeu a mão para cumprimentá-la, e Elena aceitou o cumprimento com uma expressão intrigada.

"Nome sugestivo para um cachorro desse porte. Sou Elena, sua vizinha. Prazer em conhecê-los", respondeu ela antes de passar a mão na cabeça do cachorro e entrar em casa.

"Vamos, Morte. O mestre espera", disse Rules ao animal, que passou por ele e entrou no Casarão. Elena sentiu uma sensação estranha no ar, como se algo misterioso estivesse prestes a se desenrolar com a chegada de seus novos vizinhos.Pensou fechando a porta.

Boa Leitura!💖

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