
Meu Vagabundo
Capítulo 3
Poly
Lucas parecia querer me levar mas ele não queria ter que demorar o triplo pra chegar lá já que eu ia demorar muito com os meus saltos.
Então voltei para casa passando por todos os convidados e me tranquei no quarto novamente. Peguei o celular e liguei para Mel.
— Oi amiga. — Falei primeiro.
— Oi Poly. Tudo bem?
— Sim sim. Mais eu quero te perguntar uma coisa.
— Pode falar. — respondeu de boca cheia. Como sempre.
— É você está livre agora a noite ?
— Sim.
— Vamos comigo no baile do Vidigal?
— A Poly, baile hoje lá no morro? Eu não quero encontrar o João eu to muito brava com ele. — As brigas desses dois são sempre uma comédia. Os motivos são tão idiotas que dá vontade de rir.
— Sim Mel.— Choraminguei.— Vamos eu não sei subir lá e aqui está um tédio ta tendo uma festa do meu pai você sabe o quão chata são essas festas. — Falei revirando os olhos.
— Tá bom eu vou. Espera eu me arrumar e já te ligo. — Redeu-se.
— Isso, — Comemorei batendo palmas. — Tá bom me liga quando terminar.
Não demorou muito para que Melissa me ligasse pedindo para descer que ela me esperava na portaria. Graças a Deus ela já tem carteira e um carro só dela.
Chegamos lá no já de entrada, vimos vários carinhas armados alguns nos olhavam com malicia, e isso me causava um certo arrepio. Mas mesmo assim, subimos, dr certo modo Melissa já estava acostumada com isso. Ela sempre vem aqui para visitar o namorado.
Quando chegamos lá, vi que realmente estava lotado.
— Vem amiga. Vamos beber alguma coisa. — Mel me arrastou para o bar.
— Mel tu sabe que não pode beber, está dirigindo. — Tentei impedir mas ela simplesmente deu de ombros virando o shot de Ciroc puro na boca.
— Que se foda. — Reclamou e continuou a beber, peguei somente uma School Spirit. Caso algo saia do controle eu terei que ser a responsável.
— Ali o João. Vamos lá falar com ele. — Tentou me puxar mas eu me soltei.
— Não vou ficar de vela, pode ir lá. — ela dei de ombros e foi.
Estava no canto do bar, olhando as meninas dançarem, algumas pessoas quase se comendo, alguns caras armados passando. Quando senti uma mão nas minha costas, e um cheiro insuportável de bebida.
Me virei assustada dando de cara com um velho, não que fosse um gagá, mas ele devia ter mais de trinta anos. Ele sorria pra mim, mostrando os dentes podres e tortos.
— Oi princesa! — Falou.
— Oi. — Respondi tirando a mão dele das minha costas e tentando me afastar.
— Ei tá sozinha aqui ? — insistiu querendo puxar assunto enquanto eu ainda tentava fugir.
— Não eu to com uma amiga.
— Quer companhia? Eu posso ser o cara ideal se você quiser. — Passou a mão no meu cabelo e eu tirei rapidamente.
— Não não obrigado. To bem sozinha. — Virei as costas tentando mais uma vez sair de perto dele mas ele me segurou.
— Aah mais eu fico aqui com você. — Ele me segurava tão forte que estava me machucando.
Já estava me preparando para gritar quando ouvi a voz do meu anjo da guarda.
— Aí a garota ta comigo — Lucas, me segurou pelo outro braço tentando me tirar das mãos do velho cachaceiro.
— O, cara mete o pé, essa aqui já e minha. — Novamente o senhor cachaça queria me puxar.
— Nao, não nada disso. Ela veio comigo eu fui pegar uma bebida — Lucas falou com homem e me puxou mais forte me colocando atrás dele.
— Tem certeza ? — O velho insistiu mais uma vez.
— Claro poh. Aí se adianta.— Assim que o cara saiu eu voltei a respirar.
Pulei nos braços de Lucas e dei um abraço nele que ele ficou sem ar. Me salvou daquele nojento. Mais ele me soltou.
— Você é doida? — Perguntou.
— Ele que veio falar comigo. — Me defendi.
— Por que raios você veio pra cá sozinha? Falei que era perigoso.
— Não to sozinha estou com uma amiga. Mas ela foi ficar com o namorado. — Revirei os olhos e ele me imitou.
— Não parece estar se divertindo muito.— Quebrou o silêncio depois de alguns minutos.
— Pois é, não estou muito animada hoje.
— quer dar o fora daqui? Te levo pra comer alguma coisa, ou ir pra casa sei lá?
— Beleza, vamos sim. Só deixa eu avisar a minha amiga. — Olhei para muvuca e ela estava praticamente engolindo o João, e roçando em uma menina que estava atrás dela. — Deixa pra lá. Falo com ela depois.
— Ok. Vem.
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