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Capa do romance Meu Querido Meio Irmão, Gangster

Meu Querido Meio Irmão, Gangster

Ao passar em Medicina, o sonho de uma jovem vira um desafio. Seus pais exigem que ela more em Atlanta com seu meio-irmão, de quem está afastada há anos. O reencontro revela um homem perigoso, tatuado e hostil, envolvido com o mundo do crime. Embora seja adotada, a convivência desperta uma atração proibida e intensa pelo gangster. Entre o caos da nova rotina e o temperamento dele, ela se vê presa em um desejo arriscado que ameaça sua vida acadêmica.
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Capítulo 3

Ele falou sorrindo para a garota corada a sua frente, ela concordou com a cabeça sorrindo bobamente para ele, que achou adorável. Ele deu um leve sorriso, deixou um selinho nos lábios dela antes de se afastar, entrando no carro.

Emma suspirou quando ele saiu com o carro, ela ficou mais alguns segundos na calçada vendo ele se afastar, ela sorriu antes de seguir para a porta, Thomas poderia facilmente ser seu namorado, ela suspirou, Emma apertou a campainha, esperando pacientemente o seu irmão aparecer.

Quando a porta se abriu, Emma ficou estática, os olhos verdes se depararam com os olhos negros, ela sorriu fechando os olhos brevemente, o rapaz deu passo a frente, Emma em encarou o dorso nu apenas a toalha enrolada na cintura, os músculos a mostra, vendo algumas tatuagens e cicatrizes por ali. Mas para não ser inconveniente desviou o olhar.

— Emma?

Ela sorriu novamente, concordou com a cabeça, vendo ele lhe encarar dos pés a cabeça, se sentia levemente constrangida pelo ato do seu irmão, mas ela havia feito o mesmo segundos atrás, por isso deixou a hipocrisia de lado.

— Sim, sou eu.

Ele olhou para fora, desviando os olhos por toda a rua, antes de voltar olhar para a mulher de olhos verdes, Ethan abriu a porta dando algum espaço para Emma passar, mas não o fez. Ela deu meia volta, indo até as caixas, pegando a primeira, mas levou um susto quando foi impedida por ele, ele era silencioso demais para um cara grande.

— Deixa comigo, pode entrar.

O som da sua voz saiu mais assustador do que gentil, talvez porque ele previra que ela iria insistir naquilo. Emma assentiu, entrando dentro da casa nada pequena, ela se perguntou como Ethan conseguiu dinheiro para essa casa.

Ela parou na sala vendo o lugar, o sofá grande no meio da sala, com duas poltronas, uma do lado direito e a outra do lado esquerdo, a televisão gigante no pequeno raque escuro, ela parou de admirar o interior da casa do Salt mais velho, ela focou nele colocando as caixas perto da porta, pode enfim analisá-lo com mais afinco, enquanto ele estava concentrado naquilo.

Todo seu corpo estava marcado pelas inúmeras tatuagens, desde os bracos as costas largas, mas entre todas, a que chamou sua atenção foi a que estava no braço, fechando o bíceps, homem com o rosto escondido por um capuz que a única coisa que se via com clareza era os olhos vermelhos, os traços era finos e bem feitos, Emma admirou por tempo interminável, quando deu por si, olhos negros de Ethan lhe encaravam com o mesmo aferro.

Ela sorriu sem graça, Emma girou sobre os calcanhares, ouvia a porta ser fechada atrás de si, enquanto observava os detalhes simples da casa.

— Eu tenho regras simples, Emma. Se você obedecê-las nós vamos nos dar muito bem.

Emma olhou por cima do ombro, vendo a expressão séria demais dele, ela moveu o corpo na direção dele, pronta para ouvir as tais regras.

— Ok, fale.

Ethan moveu-se em direção ao sofá, sentando de maneira quase preguiçosa, os olhos verdes o encarava esperando a resposta dele, de fato sabia ele iria impor regras para ela, ele morava a tanto tempo sozinho que isso era de se esperar.

— Primeira, não quero que seu namorado passe da porta adentro ou qualquer outro.

Ele falou com frieza absoluta, Emma arqueou a sobrancelha, mas ela sequer tinha um namorado, ou qualquer outro interesse romântico, quer dizer até agora não é.

— Eu não tenho namorado.

Ele deu um sorriso cínico, as orbe negras lhe mandaram um olhar sugestivo, Emma não soube o porquê mas ela corou sem querer, ela desviou o olhar o chão.

— Não era você que estava aos beijos com um cara agorinha?

Ele havia visto ela com Thomas? Emma corou com a lembrança do beijo em sua mente, ela quis se esconder quando notou os olhos de Ethan em si.

— Isso não significa que somos namorados, nós estamos saindo.

“ Vamos começar pelo menos”

Ela pensou, Ethan balançou a cabeça com um sorriso quase inexistente em seus lábios, ele se levantou novamente, em passos lentos ele foi até a janela, conferindo algo.

— Segunda, não pode dar festas aqui! se eu pegar ou descobrir você vai sofrer as consequências!

Ele falou ainda mais frio do que antes, Emma por outro lado, não se incomodou com isso, a verdade era que ela não gostava de festas assim, ir em um barzinho ou numa balada de vez em quando até ia, mas festas em casa não. Era pelo simples fato de que toda a bagunça ficava exclusivamente para o morador.

— Terceira, meu trabalho e assuntos não são da sua conta! não é pra ficar bisbilhotando por aí!

Depois dessa “minha vida não é da sua conta” Emma estava ainda mais curiosa sobre o irmão, logicamente tudo seria ocultado dele, por isso, ela apenas balançou a cabeça em concordância.

— Quarta, Ninguém pode saber que você é minha irmã.

Emma encarou sem entender, ela repetiu a frase mais de uma vez mentalmente, Ethan passou por ela em silêncio, deixando para trás, mas antes que ele pudesse subir escada acima, Emma o chamou.

— Acho que não entendi, porque não posso falar sobre isso?

Ethan revirou os olhos, ele não tinha qualquer paciência para explicar isso, ainda mais quando ele só queria protegê-la das suas próprias merdas.

— Pelo seu próprio bem! Você é apenas uma amiga minha.

Ele avisou a paciente, mas antes que ela o questionasse novamente, subiu as escadas com pressa, deixando sozinha e confusa sobre a situação.

Emma moveu-se para o sofá sem entender o que acontecia, mas por mais que não entendesse, ela iria seguir suas regras, pelo simples fato daquela ser a casa dele.

Depois de algum tempo, Ethan desceu as escadas com pressa, havia se atrasado para um inadiável compromisso, por sorte seu amigo vinha buscá-lo, já que sua moto estava na revisão. Ele parou perto da porta, pegou a carteira do bolso, tirou algum dinheiro, ele colocou sobre o raque, vendo que Emma viajam longe em sua mente.

— Emma, eu tenho um lance pra resolver, não sei quando volto, aqui tem um dinheiro para você pedir algo pra comer, peça pra mim, como quando voltar. Tem uma caderneta com os números de restaurantes na gaveta da cozinha.

Emma pareceu despertar de seu estado de transe, ela piscou duas vezes antes de processar o que ele acabara de falar. Ethan avisou que estava de saída, Emma acenou para ele, vendo sair porta afora, ela estava de fato curiosa sobre o porquê de esconder a verdade para todos e porque seria para o bem dela?

Mas ela resolveu que por hora iria esquecer isso, Emma decidiu carregar suas coisas para o quarto que ficaria, mas por conta do Salt não falar onde era, ela precisou procurar.

Descobriu que ficava no segundo andar no corredor, a penúltima porta, qual tinha um tom cinzento, ela abriu porta devagar, vendo que o lugar era espaçoso, a cama de casal ficava no meio do quarto, de frente para porta, havia uma pequena mesa ao lado, o guarda roupa ficava encostado na parede quase perto da porta, havia uma escrivaninha perto da parede ficava de costa para a cama.

Emma não achou nada mal o espaço ali, ela colocou a primeira caixa no chão, fui buscar as outras. Quando terminou tudo, estava cansada demais, mas satisfeita, pois o quarto havia ficado como o da sua casa. O seu banho demorou o suficiente para se sentir com fome. Quando ligou para o restaurante era mais de dez horas da noite, Ethan não havia chegado por isso, ela comeu sem se importar muito com o fato de estar só, afinal precisava dormir, pois, amanha suas aulas já iria começar e ela queria estar de fato descansada para o primeiro dia.

Na próxima vez, não deixaria para vir em cima da hora, como havia feito agora, mas não se arrependia de ficar com a sua família até o último minuto.

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