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Capa do romance Meu Prisioneiro. ( Livro único)

Meu Prisioneiro. ( Livro único)

Neste romance dark de máfia, um prisioneiro se vê sob o controle absoluto de um captor obsessivo e possessivo. Em um ambiente de vigilância total, onde cada movimento é monitorado, não há escapatória possível. O protagonista reivindica sua propriedade de forma implacável, mergulhando em uma trama marcada por dominação e desejos intensos. A obra explora temas pesados, incluindo assédio e cenas explícitas, focando em uma relação obscura e inevitável.
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Capítulo 2

Alex.

10:00 ― São Paulo. ― Brasil.

Nesse exato momento, eu estou dentro de um ônibus com os outros presos sendo levado para o Centro de Detenção Provisória II Guarulhos. Eu já chorei muito quando eu fiquei preso em uma cela ontem, só esperando o ônibus vir para nos levar ao nosso terrível destino. ― Eu não sei se os meus pais receberam a notícia de que o seu filho foi preso, tudo por culpa daqueles malditos policiais de merda. ― O que eu fiz pra merecer isso? Sou um garoto de vinte e dois anos, cursando administração, acabei sendo preso por culpa de homens maus.

Soltei um suspiro e sentia olhares sobre mim dos outros prisioneiros, eu já ouvi falar dessa prisão que estamos sendo levados. Dizem que esse lugar é o pior do mundo, mas quem disse que eles ligam para nós?

― Tudo bem aí, lindinho? ― Tomei um susto com um homem muito alto e cheio de piercing pelo seu corpo, também tem uma grande cicatriz na sua bochecha.

― S-Sim. ― Respondi muito nervoso com isso.

Ele me deu um grande sorriso que chegou a me assustar.

― Não parece bem, lindinho. ― Ele se sentou ao meu lado me deixando muito desconfortável com isso. ― Quer algum carinho? Eu posso te dar.

Me afastei mais um pouco dele.

― Não.. Eu só quero ficar sozinho, por favor. ― Ele riu.

― Você nunca vai ficar sozinho, lindinho. ― Se inclinou até o meu ouvido e sussurrou. ― Esse seu corpo vai ser meu.

Meu corpo todo se arrepiou de medo, ele piscou para mim e foi para o seu lugar.

Eu quero ir embora!

Meu corpo todo começou a tremer de medo só de pensar nessa possibilidade, eu não quero ser estuprado, eu só quero ir embora desse lugar. ― Sentir o meu corpo travar assim que o ônibus parou, olhei lentamente para o lado vendo a prisão.

O que eu fiz para merecer isso?

― Vamos!! ― O policial gritou.

Todos nós levantamos e seguimos em ordem para descer do ônibus, meu corpo todo se arrepiou de medo quando o mesmo cara de antes ficou atrás de mim.

― Que bunda linda, lindinho. ― Andei um pouco rápido para descer do ônibus.

Todos ficamos um ao lado do outro, vi um policial se aproximando de nós com de mais cinco ao seu lado.

― Sejam muitos bem-vindos ao inferno, aqui não tem brincadeira, se fizerem alguma coisa de errado, vão ser mandado para a solitária, aqui é dividido entre o lado Sul e o lado Norte, irei decidir para qual lado vocês irão. Agora me sigam!!

Fomos empurrados para segui-lo.

Comecei a observar o lugar, é muito grande e os muros são um pouco desgastados.

O que eu estou fazendo aqui, meu Deus?

Entramos dentro da prisão e mais uma vez fomos parados.

― Tirem as roupas dele, quero ver se estão com alguma coisa!

Os policiais se aproximaram de nós e começaram a tirar a nossa roupa, fechei os olhos ao passar por essa humilhação toda, assim que ficamos nus na frente dele o mesmo sorriu de lado.

― Virem de costas, coloque suas mãos no chão e empine as suas bundas, quero ver se tem alguma coisa enfiada aí!!

Engoli seco com isso, como alguém iria ter coragem de colocar alguma coisa no cu? Quer dizer, eu não duvido de mais nada.

― Anda! ― O policial me forçou a virar.

Que humilhação.

Coloquei as mãos no chão e fiquei de bunda empinada para todos os policiais ver o meu cu, notei que eu não sou o único a ficar constrangido aqui, alguns presos estão com vergonha. ― Sentir uma mão abrir as minhas nádegas.

― Limpo!! ― Gritou.

Porra! Estou com vontade de chorar de novo.

― Agora todos em pé. ― Voltamos a ficar em pé.

Os policiais tiraram as nossas algemas e eu rapidamente coloquei o macacão laranja novamente em meu corpo.

― Irei decidir para quais lados vocês irão agora. ― Ele começou a olhar para todos nós.

A maioria dos presos foram para o lado Sul, quando o mesmo olhou para mim sorriu.

― Você vai para o lado Norte. ― Eu não gostei do olhar dele sobre mim. ― Levem ele!

O policial me puxou para andar e fomos indo para a direita.

― Quero só ver se vai sobreviver no lado Norte. ― Falou rindo.

Mordi os lábios nervosos com isso.

― O que tem no lado Norte? ― Perguntei com muito medo.

― Só alguns prisioneiros interessantes. ― Sorriu para mim. ― Mas como eu sou gentil, irei colocar você na cela da bonequinha.

Acabei fazendo uma cara de confuso.

― Quem? ― Questionei sem entender.

― Você vai conhecê-lo, porque se eu colocar você na cela de um dos presos famintos por carne nova, você não vai sobreviver um dia. ― Engoli seco com isso.

Não sei se agradeço a ele por me colocar na cela desse tal bonequinha ou não.

Entramos na cadeia e os presos começaram a ficar agitados.

― Carne nova no pedaço!! ― Alguns gritaram com isso.

Abracei meu próprio corpo de medo com isso.

― Que delícia!! Carlos, coloque ele aqui!! ― Um homem negro e muito, muito musculoso falou me olhando como uma presa.

― Sossega aí, eu não vou colocá-lo aqui como o outro que fiz.

― Não tenho culpa se acabei me soltando na hora da foda, o cu dele era muito delicioso. ― Arregalei os olhos com isso.

O tal do Carlos negou com a cabeça e foi me guiando para sei lá aonde.

― O-O-O que aconteceu com o garoto? ― Perguntei muito assustado.

― Ele matou o garoto de tanto transar. ― Fiquei paralisado com isso.

E alguém morre de tanto transar? Puta merda!!

― Aqui estamos. ― Paramos em frente a uma cela. ― Bonequinha, você tem um novo companheiro de cela.

Ele abriu a cela e me empurrou para dentro, vi um garoto em cima do beliche.

― Aproveitem! ― O mesmo fechou a cela e foi embora.

Fiquem sem saber o que fazer.

― Não precisa ficar todo assustado, bicha. ― Olhei para ele um pouco em choque pelo seu jeito afeminado.

Ele não é muito alto, é um pouco baixinho, moreno e magro, seus cabelos são castanho claros e a cor dos seus olhos também são castanho claros. 

Ele desceu do beliche e estendeu a mão para mim.

― Sou a bonequinha da prisão, qual é o seu nome, amor?

Apertei sua mão um pouco inseguro.

― A-Alex.

― A-Alex, é um prazer te conhecer. ― Falou rindo do jeito que falei o meu nome. ― Não precisa ficar nervoso comigo, amor. Eu não vou te comer.

Soltei um suspiro.

― Você está tão acabado, vá descansar um pouco, as celas só vão abrir amanhã de manhã. Então não precisa se preocupar com o seu cu virgem.

Ele riu do meu olhar e voltou para o beliche de cima.

― Vá dormir, amanhã irei te apresentar a sua nova casa.

Respirei fundo várias vezes e me aproximei do beliche de baixo e me sentei, cubro o meu rosto com as minhas mãos.

Porque eu estou passando por tudo isso? A única coisa que eu queria era terminar a faculdade e arrumar um emprego, queria uma vida para mim, agora tudo foi arruinado por aqueles infelizes.

Me deitei na cama e olhei para o beliche de cima.

Pelo menos ele não é igual aos outros presos aqui querendo o meu cu.

― Porra. ― Sussurrei e fechei os olhos cansado.

Acabei adormecendo por estar tão cansado, tanto fisicamente, quanto mentalmente.

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