
Meu marido magnata se recusa a se divorciar!
Capítulo 2
Os dois acompanhantes estavam visivelmente tensos, e a simples menção do nome de William fez com que um arrepio involuntário percorresse suas espinhas.
Renee, de cabeça abaixada, sentiu uma onda de irritação crescer dentro de si.
No entanto, mantendo a compostura, ela escondeu seu descontentamento sob um sorriso enigmático e ordenou: "Vocês ouviram, não foi? O senhor Mitchell parece estar no clima hoje. Melhor darem o seu melhor, não quero saber de decepções."
Ela ergueu o queixo e lançou um olhar provocador para William, os olhos brilhando com um misto de malícia e desafio.
"Senhor Mitchell, considere isso uma lição valiosa. Você trata a cama como um campo de batalha, mas meus dois companheiros, por outro lado, sabem como fazer uma mulher se sentir desejada. Afinal, não somos seus soldados rasos. Eu posso suportar sua brutalidade, mas e sua amada? Ela é delicada demais para esse tipo de tratamento, não acha?"
William não reagiu de imediato e se limitou a encará-la com frieza, se recostando no sofá com uma calma que beirava o desdém.
Em seguida, ele pegou um fósforo, o riscou com um gesto preciso e acendeu o cigarro entre os lábios.
A fumaça subiu lentamente, envolvendo sua expressão em um véu indecifrável.
O silêncio de William apenas alimentou a impaciência de Renee, mas havia algo no olhar distante dele que a irritava profundamente, como se ele estivesse ferido de uma forma que ela não conseguia compreender.
Incomodada com a falta de resposta, ela estalou a língua e se virou para os acompanhantes, sua voz saindo ríspida: "Vocês dois, o que estão esperando? Por ordem do senhor Mitchell, mostrem a ele do que são capazes. Quem sabe ele aprenda alguma coisa."
Num gesto teatral, Renee deslizou as alças do vestido pelos ombros, deixando o tecido cair levemente.
Os dois rapazes estremeceram diante da ousadia do momento, mas, por um instinto quase automático, seus olhares buscaram William, que permanecia impassível, o olhar afiado e cortante como uma lâmina.
Os acompanhantes desviaram o olhar e fecharam os olhos com força, como se temessem enxergar algo que não deveriam.
"Ah, senhorita Carter... talvez seja melhor irmos."
Enquanto eles se abaixavam para recolher as roupas espalhadas pelo chão, Renee os fitou com um olhar tão gélido que os congelou no lugar.
"Eu já disse. Decepção não é uma opção aqui", ela afirmou, a voz cortante como o vento do inverno.
Foi nesse instante que ela percebeu o movimento de William: uma jaqueta camuflada voou pelo ar e pousou sobre ela com precisão, obscurecendo completamente sua visão. Antes que pudesse reagir, sentiu mãos firmes a segurando abruptamente.
"William! O que diabos você está fazendo?!", ela exclamou, a voz abafada pelo tecido.
Não podendo enxergar o rosto do marido, ela só conseguiu sentir a aura intensa e ameaçadora que emanava dele.
Num único movimento, ele a ergueu sem esforço sobre o ombro, ainda segurando o cigarro meio consumido entre seus dedos.
Sem hesitar, pressionou a brasa na pele de um dos homens à sua frente, arrancando um grito de dor.
No mesmo instante, sua bota encontrou o joelho do outro, que caiu de imediato, soltando um gemido abafado de agonia.
Perto da porta, Ryland, até então paralisado, avançou num impulso, a expressão tensa. "Senhor Mitchell, por favor, não precisa ser assim! Podemos resolver isso pacificamente!"
"Saia do meu caminho!" A ordem saiu num rosnado baixo, quase animalesco, fazendo Ryland recuar instintivamente.
Tudo o que ele pôde fazer foi assistir, impotente, enquanto William carregava Renee para fora e a colocava dentro do jipe.
Os protestos da mulher se perderam na noite enquanto o motor rugia, refletindo a fúria do motorista.
Quando ela finalmente foi jogada sobre a colcha macia de cor carmesim, os efeitos do álcool começaram a se dissipar, deixando-a apenas com a realidade bruta do que acabara de acontecer.
Os olhos de Renee se abriram bruscamente, se fixando na imponente cama do quarto principal — um símbolo de uma união que, na realidade, jamais compartilharam de verdade desde o casamento.
A ironia pesou em seu peito, se misturando à tristeza sufocante que ela já conhecia bem. Três anos de matrimônio, e não se tratava de uma relação assexuada.
Nos raros momentos em que William retornava de suas obrigações militares, os encontros eram intensos, dominados por uma paixão urgente e passageira.
No entanto, após esses momentos íntimos, eles mantinham quartos separados, e este espaço, que deveria ser um santuário para ambos, permanecia intocado por qualquer traço de intimidade genuína.
Mas esta noite, William estava descontrolado. Ele a arrastou até ali e a jogou na cama sem hesitar.
"William, o que diabos você está fazendo?", Renee arfou, sua voz carregada de incredulidade e medo.
Ela tentou se erguer, mas ele já estava sobre ela, os olhos vermelhos e selvagens, como se tivesse sido consumido por algo incontrolável.
"Se prepare, porque esta noite eu vou te foder até você implorar por mais", ele rosnou, cada palavra saindo entre os dentes cerrados. Sem piedade, seus dedos rasgaram as alças do vestido dela, a despindo com uma brutalidade que fez o corpo da mesma estremecer.
"Então, Renee, você disse que eu era muito rude, não é?" O calor de sua respiração queimava contra a pele dela quando seus dentes roçaram o lóbulo de sua orelha, enviando um arrepio involuntário por sua espinha.
"Hoje eu vou te fazer sentir cada segundo disso, Renee. Devagar e bem gostoso."
A mulher se contorcia sob ele, tentando escapar, mas seus movimentos apenas os aproximavam ainda mais.
Enquanto William acariciava ternamente o lóbulo da orelha da esposa com uma lambida punitiva, sua voz cortou o ar, gélida e severa: "Lembre-se, você é uma mulher casada."
Nesse momento, o toque estridente do celular cortou o ar tenso.
Embora quisesse ignorar o zumbido insistente vindo de seu bolso, com visível impaciência, ele se viu obrigado a pegar o celular exatamente quando estava prestes a se despir.
Ao olhar para o identificador de chamadas, sua expressão se transformou.
Renee, ainda ofegante, encarou o celular nas mãos dele e um sorriso irônico curvou seus lábios.
Dada a expressão serena do marido, não podia ser outra pessoa senão seu amor de infância.
A ironia transbordava em sua voz quando ela comentou: "Parece que você esqueceu que é um homem casado."
William ergueu os olhos para encarar Renee, mas antes que pudesse decidir seu próximo movimento, ela, ágil e impiedosa, pegou o celular dele e atendeu a ligação com uma calma calculada.
"Alô, Sylvia", ela disse, a voz serena, mas carregada de veneno.
Do outro lado da linha, houve um breve silêncio antes que Sylvia Payne reconhecesse a voz.
"Renee... oi", ela gaguejou, as palavras saindo hesitantes, como se tropeçassem no próprio choque.
Os lábios de Renee se curvaram em um sorriso malicioso ao notar o olhar resignado de William.
"Sim, sou eu. Desculpe, mas William e eu estamos um pouco ocupados agora. Você sabe como é... Depois de um tempo separados, a saudade se transforma em algo impossível de conter — um desejo urgente que precisa ser satisfeito. A boca dele está ocupada demais em mim, então, duvido que ele consiga atender o celular tão cedo."
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