Capa do romance MEU MAFIOSO ARROGANTE 1.0

MEU MAFIOSO ARROGANTE 1.0

8.0 / 10.0
Fernanda Morelli está prestes a fazer vinte anos, mas descobre que seu destino foi selado por um acordo: ela está prometida ao herdeiro da máfia siciliana. Dante Howard, aos 28 anos, foi moldado para liderar o crime organizado e não quer renunciar à sua atual paixão. Embora o ódio seja imediato, uma noite inesperada muda tudo. Agora, Dante deve decidir entre o dever e o amor, enquanto Fernanda tenta suportar a arrogância dele para sobreviver a esse pacto familiar.

MEU MAFIOSO ARROGANTE 1.0 Capítulo 1

17 anos – Fernanda Morelli

 Hoje estou radiante porque estou completando meus 17 anos e meu papa resolveu fazer uma festa e tanto para comemorar.

 Uma festa que sempre envolvia negócios e a máfia acima de tudo e eu? Não sou muito fã de festas por conta disso, mas já que ele queria muito comemorar que mal tinha nisso afinal? Meu irmão Ferdinando está ao meu lado descendo as escadas da nossa casa, nossa enorme mansão. Meu irmão é mais velho que eu, com seus 24 anos tem seu porte físico bom, alto, moreno, acho que deve medir 1.93 de altura, seus olhos são iguais ao meus carinhos. Papa já está treinando ele desde dos seus 13 anos para ocupar seu lugar na máfia da Itália, nessa casa meu irmão tinha uma ala só para ele e imagine só que grande merda devia acontecer por lá já que Ferd não deixava ninguém entrar lá sem sua autorização. Reviro os olhos só de imaginar. Outra coisa que eu odiava muito, essa merda toda onde vivemos, não sei porque tive que nascer em uma família assim. Não posso reclamar dos cuidados e carinhos que sempre tive, mas nesse mundo onde vivo nós mulheres somos como moeda de troca ou aliança de família e eu sei que em uma hora ou outra chegaria minha vez, porém papa já me prometeu que será depois que me formar em moda como eu sempre pedi, mas as vezes sinto que ele está prestes a quebrar essa promessa.

 Ferdinando terá que se casar antes de mim se quiser se sentar na cadeira de papai, mas do jeito que as coisas anda não estou confiante nisso não. Por causa dessa promessa que papai me fez sinto que posso respirar aliviada por alguns anos ainda ou não, já que acordei com uma sensação ruim.

Após descer as escadas com meu irmão avisto ao lado de papai uns homens que nunca vi na vida, provavelmente mais um de seus novos aliados acredito, um deles parece novo igual Ferd. Reparo que ele está com a cara fechada e não se dirige os olhos a mim como se não tivesse permissão para isso, mas não me importo, afinal não queria que ele me olhasse mesmo. Mais ele é um rapaz muito bonito, mesmo com toda essa caranga que está em seu rosto. Não deve está em um dia bom, penso.

 - Como estais bela mia figlia – meu pai diz ao me aproximar dele. Ele está com um sorriso radiante no rosto até parece que ganhou na loteria.

- Grazie papa – sorrio para ele enquanto me abraça.

 - Querida esse é Eugênio Howard e ao lado dele seu figlio Dante Howard – eu já tinha ouvido falar deles e se estão aqui provavelmente é como imaginei mais um novo aliado de papa e lhe convidou para a festa para selarem o acordo.. Sorrio para eles.

 - É muito bella ragazza – o senhor que deve está na casa dos seus cinquenta anos fala ao beijar o dorso da minha mão – seu pai não exagerou quando nos falou de você – sorrio e sinto Ferd pousar a mão em minha costas – Dante fale com a ragazza – o rapaz que deve ter seus vinte e três anos e muito bonito me erguer o olhar pela primeira vez.

Seu olhar é de raiva, porém de admiração também, consigo enxergar ódio nele ao mesmo tempo encantamento. Ele usa uma calça sarja preta e uma camisa social no mesmo tom, seus cabelos são baixos tipo militar, seus olhos são verdes lindo, ele aparenta ser bem mais alto do que eu, não tenho certeza pois não me aproximei o bastante e eu estava de salto. É pouco mais posso ver uma tatuagem em seu pescoço ao lado esquerdo, não sei se havia mais pois era a única coisa que podia ver. Ele me encara com a cara fechada mais me cumprimenta conforme seu pai lhe mandou.

- Buon compleanno Senhorita Morelli – sua voz é grossa e um pouco rouca, seus lábios são carnudo.

- Grazie – digo sorrindo e escuto mamma se aproximar.

- Querida.. – vejo ela encara meu papa – Sério Júlio que você precisava disso agora? – minha mamma fala com meu papa e não entendo nada. Percebo que está nervosa mas como sempre não interfiro nas questões dela com papa.

- Madre – Ferd começar a falar – Não faça cena.

 - Venha querida suas primas já chegaram – e minha mãe me arrasta de perto de todos aqueles homens e meus olhos ainda se encontra com o de Dante.

 Não sei porque mas meus olhos se atraíram por aqueles olhos que antes não fazia questão. O resto da noite ocorreu bem e não vi mas aqueles homens com meu pai e não entendi porque mamãe se alterou com a presença deles e eu também não fiz perguntas. Uma coisa eu aprendi com meu pai, nunca fazer perguntas se você não quer realmente saber as respostas. No dia seguinte quando passei pelo escritório de papai escutei ele falando com Ferdinando.

- O senhor terá que contá-la, até quando pretende fica escondendo isso dela? Papa ela merece a verdade se você não contar eu conto – parece um tom ameaçador, mas Ferd nunca faria isso com nosso papa.

 Aquilo ficou batucando minha cabeça pelas próximas semanas e não queria acreditar que meu pai estava envolvido com amante, mas me mantive quieta. Após alguns meses do meu aniversário de 17 anos os homens daquele dia esteve presente só que dessa vez não tinha muito segurança os acompanhando.

- Papa mandou me chamar? – digo adentrando seu escritório e congelo o sorriso quando vejo aquele olhos de novo. Aqueles olhos que tanto me atormentou durante algumas noites. Não sei o que podia ser mais algo me dizia que aqueles olhos me machucaria muito.

- Fernanda minha figlia, venha até aqui – meu pai me chamar para próximo dele – você deve se lembrar de Eugênio e seu filho? – Claro que me lembraria.

- Claro – respondo.

- Querida.. – vejo meu pai entristecer – o Eugênio e Dom da Sicília como já sabe..

- Vai direto ao ponto papa – digo de uma vez.

 - Fizemos um acordo para selarmos uma aliança.. – e eu já imaginava o que viria a seguir e não acreditava que aquilo estava acontecendo.

- Você me prometeu papa – digo já com lágrimas correndo pelos olhos.

- Figlia… - ele tenta me tocar.

- Você não é homem de palavra – solto e sinto um esbofeteada na cara e levanto a mão ao rosto e olho para meu irmão no canto da sala – Você também sabia? – pergunto e vejo ele desviar a vista. Todo mundo sabia? Até mia mamma? Foi por isso que ela ficou daquele jeito na festa? Como puderam fazer isso.

 - Fernanda.. – O senhor se levanta e vem até a mim – querida meu figlio não lhe fará mal algum – eu sentia que aquilo era mentira pois ao olhar para ele eu enxergava raiva e ódio. Eu também o odiava. Odiava com toda minha alma.

- Quando? – pergunto deixando-os sem palavras – Me digam quando será a minha prisão? – digo referindo ao casamento.

- Assim que você fizer 18 anos – dessa vez é o rapaz dos olhos frios que diz – Posso conversar com ela a sós? – ele pedi e vejo meu pai assenti e todos sairem da sala. Ele aguarda um momento – Eu também não queria isso se quer saber, mas eu preciso me casar para está diante da posição que vou tomar daqui alguns anos – daqui uns anos? É porque tanta pressa dessa merda? – olha Fernanda eu vou enrolar meu pai o máximo que eu puder desse casamento, então se sinta livre porque não pretendo me casar tão cedo – eu também não e olha onde estou agora? Penso. Ele foi sincero eu vi na palavras dele mas até quando ele conseguiria enrolar seu pai?

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