Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Meu delegado- Livro 3

Meu delegado- Livro 3

Encolho as pernas abraçando os joelhos, apoio minhas costas contra o azulejo frio da parede. Fecho os olhos sentindo a ardência das lágrimas que descem por meu rosto. Só peço que pare, por favor. Mais, socos na porta me fazem pular assustada, amedrontada. - Por favor, por favor, pare Spencer - imploro. - Vadia desgraçada. Abre essa porta Cindy. - Socos, e mais socos. Sinto algo pingando, abaixo a cabeça e vejo as gotas de sangue manchando o chão de vermelho. Deslizo a mão limpando minha boca, e a vejo suja com as evidências de mais uma maldita noite. - Spencer, por favor - suplico, em meio às lágrimas. - Eu vou te matar, sua puta - grita alto. Com um último pontapé a porta se abre. Alucinado e fora de controle, ele entra no banheiro vindo diretamente em mim. Seus dedos enrolam em meus cabelos e os puxam me levantando do chão. Posso ver em seus olhos a fúria cega, e tenho certeza de que hoje será meu fim. Grito por socorro, enquanto sou arrastada como um animal nosso quarto. Os vizinhos não se intrometem em brigas de casais, não importa para eles se serei morta. Debato-me tentando fugir de suas mãos, mas é inútil. Além do mais fugir para onde? Não tenho ninguém, e ele nunca me deixaria partir com vida. Sou suspensa no ar, e jogada na cama. Seu grande corpo por cima do meu, me segurando presa entre ele e o colchão. Usando as pernas como reforço, abre as minhas pernas rasgando em seguida minha calcinha. Suplico encarando dentro dos olhos verdes, e o sorriso que nasce nos seus lábios ao enfiar seu pau, me traz a realidade de que ele é um monstro frio e sem coração. Suas mãos seguram meu pescoço com força, e a cada arremetida na minha boceta seus dedos apertam mais forte, me sufocando. Desisto de lutar, simplesmente aceito o destino. - Gosta assim, não é? Admite. Eu vi você olhando para o homem que coleta o lixo. Quer ser fodida igual uma piranha. - Uma mão solta o pescoço, e desce em direção ao rosto me esbofeteando. Deus, por favor, acabe com isso. Acabe com isso, por favor. Sem ar, sufocando aos poucos, pouco a pouco vou perdendo a consciência. Quando saio na rua, ando sempre de cabeça baixa, ele que escolhe minhas roupas, só posso sair em sua companhia, sair é quase um milagre. Quando o conheci na faculdade, gentil, amoroso, bondoso, não fazia ideia do tipo de pessoa que ele se tornaria. Às vezes acho que o amor me cegou para enxergar os sinais. Ciúmes, discussões, suas mãos quando seguravam firme meu braço, mas sempre em seguida um pedido de desculpas com flores, e lágrimas. E como uma tola apaixonada, aceitei seu pedido de casamento. Sempre fui sozinha criada em lares adotivos e ter alguém cuidando de mim desse jeito era algo maravilhoso, não podia perdê-lo. Os primeiros dias de recém- casados foram inesquecíveis. Mas quando engravidei tudo mudou. Do dia para noite meu príncipe encantado se tornou meu carrasco. Em sua primeira crise me espancou a ponto de perder o bebê. Sangrando e com fortes dores abdominais fui levada para a emergência e como uma boa esposa devotada, contei aos médicos como tinha caído da escada arrumando o sótão. Depois daquele dia as coisas só pioraram. Violência sexual, agressão física, humilhação verbal. Perdida em pensamentos, sou pega de surpresa quando Spencer gira meu corpo me colocando de bruços e monta por cima da minha bunda. Mordo os lábios a ponto de sangrá-los. Algo duro é enrolado em meu pescoço e sou montada como se fosse uma égua.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

Ainda enrolada na toalha, levanto, abro o armário em busca do notebook. Enquanto ligo o note, vou até a cozinha e preparo uma xícara de café. Cafeína será minha única companheira por hoje.

Atravesso o hall de entrada da universidade correndo como louca. Tenho dez minutos para entregar a tese que virei à noite escrevendo. A bolsa no ombro escorrega várias vezes ameaçando ir para o chão. Esbarro em algumas pessoas no caminho, mesmo tentando desviar ao máximo, sempre tem aqueles que ficam dormindo no corredor, e especialmente hoje não estou com paciência.

Bato na porta da sala do senhor Luca, e aguardo. Sinto os pulmões arderem a cada vez que respiro fundo, engulo em seco controlando a vontade de vomitar meus órgãos. Definitivamente preciso praticar exercícios físicos.

Após alguns minutos, a porta se abre revelando o professor gostosão. Arrumo a bolsa novamente, e abro um sorriso amarelo. É difícil se recompor instantaneamente quando você sentiu como se a sua alma tivesse fugido do corpo.

Arrogante como sempre e com seu olhar de superioridade, estende a mão para mim sem dizer nenhuma palavra. Entrego trabalho, e balanço a

cabeça positivamente. A sensação de alívio é maravilhosa. Sinto que estou atraindo olhares, e só então, percebo que estou de pijama e chinelo.

— Droga — resmungo baixo, envergonhada.

Mais que depressa procuro a saída do bloco principal. Só posso estar enlouquecendo de vez, a angústia e medo eram tanto que nem ao menos me dei conta que não tinha trocado de roupa. Não tem problema, afinal, consegui entregar a tese e estou livre dessa disciplina. Com a consciência tranquila, caminho até o estacionamento em busca do carro. Conforme me aproximo, aciono o alarme para abrir a porta.

Dirijo pelas ruas de Nova York escutando “Pyro – Kings of Leon”. E para completar a vergonha do dia, desafino cantando junto com o cantor, com o braço apoiado na janela e uma mão no volante. Em vinte minutos estaciono em frente do prédio. Sabe aquela música que faz parte da sua playlist e você passaria o dia repetindo por várias e várias vezes? Essa é uma delas. Então, contínuo sentada esperando que Kings of Leon termine seu ícone musical. Fecho os olhos, e encosto a cabeça no banco.

Gritos femininos roubam minha atenção. Imediatamente coloco a cabeça para fora e vejo Yasmim à vizinha de porta com seu namorado. Ele está segurando-a pelos braços e chacoalhando o pequeno corpo violentamente. Yasmim tenta se desvencilhar, mas é inútil. Ainda me pergunto como uma jovem de dezessete anos pode perder tempo com um traste. Ela súplica pedindo que ele pare. Lembranças nublam meus pensamentos, me deixando paralisada. Quero sair do carro e ajudá-la, mas não consigo me mexer. A mesma voz de cinco anos atrás sussurra que tenho que reagir ser forte mais uma vez.

Buscando forças internamente, pego o celular dentro da bolsa e disco o número da polícia relatando a agressão. E como sempre informam que iram mandar uma viatura, mais em quanto tempo? Uma hora, meia hora? Tempo suficiente para acontecer uma desgraça. Desligo a chamada, e cogito a hipótese de descer do carro e ir até lá e esfregar a cara desse cretino no chão.

Através do retrovisor consigo ter uma boa visão da situação, e sou surpreendida quando o homem ergue sua grande mão descendo uma tapa no rosto de Yasmim, fazendo a jovem recuar alguns passos para trás. Sem pensar em nada e cega de raiva, abro a porta com força, e corro até o cretino pulando nas suas costas. Assustado, ele cambaleia em seus próprios pés. Com os braços em volta do seu pescoço aperto para sufocá-lo, infelizmente não tenho força suficiente.

Desesperado, agarra em meus braços tentando me tirar de cima, nem um guindaste me tira daqui. Grito vários palavrões em seu ouvido e continuo pendurada. O agressor xinga, esbraveja, enquanto Yasmim assisti a cena de longe sentada no chão. A luz vermelha e azul reflete na fachada do prédio, e a sirene soa alto.

Até que enfim.

— Vou processar essa delegacia.

Ouço vozes alteradas vindo diretamente da recepção. Processar-nos por qual motivo? Penso comigo mesmo enquanto termino o relatório da promotora Suzana. Estou atrasado com o prazo de entrega, então, decido que outros podem muito bem lidar com a situação.

— Eu não fiz nada, ele fez. Bateu nela, e a polícia demorou demais, alguém podia ter morrido.

— A senhorita é testemunha da agressão. E senão ficar calma, irei detê-la por desacato, entendeu?

OK. Acho que está na hora de intervir.

Clico em enviar o documento, fecho o notebook. Ajeito minha camisa deslizando as mãos para tirar as marcas do tecido. Abro a porta da sala, e quanto mais me aproximo da confusão tenho a ligeira impressão de que conheço aquela voz.

PUTA QUE PARIU! Camilly?

Não consigo evitar que meus olhos percorram seu corpo. Cabelos soltos, nos pés chinelos de tecido, e de pijama. Na, verdade não posso considerar isso como pijama. O short é tão curto marcando a bunda que tenho vontade de arrancá-lo com os dentes, e a parte de cima desperta meu pau causando os efeitos de uma bomba atômica dentro da calça. Ela não está usando sutiã? Seus bicos arrepiados marcando o cetim me faz salivar.

Merda. Merda. Merda. A visão de tê-la sobre a mesa com as pernas abertas, rendida aos meus desejos me enlouquece.

Lembranças da sua boca chupando e engolindo meu pau dentro do banheiro invadem meus pensamentos. Paralisado, observo de longe tentando manter o controle para me aproximar. Sheron. Isso, prometi que não iria ter outra mulher na minha vida e manterei a promessa. Abro dois botões da camisa para refrescar o calor que está me consumindo. Respiro fundo, e avanço os passos em direção à confusão.

— Camilly? — chamo por seu nome.

Lentamente ela se virá para trás ao ouvir minha voz. Seus olhos castanhos se encontram com os meus, e posso ver que ficou tão surpresa quanto eu. Engolindo em seco, noto que suas bochechas ficam coradas instantemente. Ergo uma sobrancelha totalmente confuso. Nunca imaginei que poderia vê-la com vergonha, nem sabia que ela sentia isso.

— Brian? Ah que ótimo você é o delegado, então? — Sua expressão muda de surpresa para furiosa em fração de segundos.

— Sim, sou. O que está acontecendo? — direciono a pergunta ao policial responsável.

— Senhor, essa moça é testemunha de uma agressão física. O casal está prestando esclarecimentos. Mas, não entendo...

— Olha aqui. — Camilly ergue a mão interrompendo o policial. — Ele bateu na namorada na rua, e eu bati nele. Ele não tem que prestar depoimento e sim ser PRESO, entendeu? P.R.E.S.O — soletra a palavra para o policial.

Caralho, como pode ficar ainda mais sexy?

Limpo a garganta atraindo sua atenção, e cruzo os braços fazendo minha melhor cara de delegado mal.

— Por que está de pijama na rua?

Maldição que porra de pergunta é essa? Perdi a oportunidade de ficar calado. Foco Brian, a questão aqui é a agressão e não as curvas da meliante.

Inquieto troco o peso do corpo de uma perna para a outra.

— Isso não é da sua conta, delegado — esbraveja entre dentes como uma leoa furiosa.

Encaro os lábios carnudos, mas não entendo nenhuma palavra, só consigo lembrar quando esteve envolta do meu membro. Então, tudo acontece muito rápido. Camilly tem seu corpo girado contra o balcão com os braços para trás, o policial recita o código penal enquanto pega as algemas. Avanço sobre ele, seguro seu braço e o empurro para trás. Cambaleando recua alguns passos e me encara surpreso com a atitude.

— Não toque nela, entendeu? — O som da minha voz em conjunto com as palavras soa possessivamente. — Dispensado, vou cuidar pessoalmente da senhorita.

Minhas mãos descem até a cintura de Camilly segurando firme, e ajudo-a a se recompor, mas não consigo evitar o contato físico. Essa mulher é como fogo, sempre pronta para incendiar tudo ao redor, o problema é o estrago que causa no final. Subo suavemente às mãos por suas costas, acariciando a pele por cima do tecido de cetim. Respirando fundo, seu peito sobe e desce rapidamente. Sinto a maciez dos seus cabelos nas pontas dos dedos misturando à fragrância deliciosa de morango. Distraído com a situação, não notei que atraímos olhares curiosos.

Afasto-me rapidamente, devolvendo aos expectadores uma expressão cortante e mortal. Camilly permanece calada e encarando o nada a sua frente.

— Senhor posso registrar a ocorrência? — Catarine empurra a cadeira e fica em pé atrás do balcão.

— Sim, e você — aponto para a senhorita encrenca. — Vem comigo.

— Limpo a garganta. — VOCÊS NÃO TÊM O QUE FAZER? — grito dispersando os policiais.

Enfio as mãos nos bolsos da calça, viro de costas, e com passadas largas entro na minha sala. Encosto no batente e a espero entrar também. Assim que atravessa a porta, fecho e tranco passando a chave. Puxo a cadeira e faço gesto para que se sente. Calada, muda, e sem reclamar, ela senta cruzando as pernas sensualmente para me atormentar. Aposto que está fazendo de propósito querendo me desestabilizar, mas dessa vez não. Desvio o olhar, suando frio. Dou a volta por trás do seu corpo, indo até à mesa e sento-me. Desconfortável, inquieto, e queimando por dentro apoio os cotovelos na madeira maciça, e encaro seu rosto diabólico.

Algo está diferente. Por que não ergueu a cabeça ainda? Essa não é uma atitude típica de Camilly Carter.

— O que está errado? Quer dizer, além do fato de se meter em uma briga na rua, e estar em uma delegacia só de pijama.

— É só que me lembrei do meu... — Calando-se imediatamente não termina a frase. — Não é da sua conta, delegado. Vai pegar meu depoimento ou não? Tenho coisas para fazer. Pode ser?

Agora sim, essa é a Camilly que conheço. Ousada, agressiva, determinada, gostosa. BRIAN. FOCO.

— Conte como aconteceu, quero detalhes. — Digito o código do sistema, e anoto cada palavra minuciosamente.

Erguendo os braços, ela puxa seus cabelos para cima e faz um coque, prendendo-os. Alguns fios escapam contornando o rosto, deixando-a ainda mais sensual. Engulo em seco, observando seus movimentos. Como se notasse o efeito que causa sobre mim, desliza as mãos pelo pescoço.

PALAVRAS, DEPOIMENTO, SISTEMA.

Tento ao máximo voltar minha atenção para a tela do computador, mas meus olhos são traidores e não desviam dessa tentação. É isso, estou sendo colocado a prova, só pode.

— Pronto isso é tudo pode ir — concluo o mais rápido possível.

— Já acabou?

— Sim — respondo.

— Então, vou indo. Obrigado Brian.

O som do meu nome saindo dos seus lábios arrepia os pelos da minha nuca. Levanto da cadeira, e passo por ela para abrir a porta.

— Por favor, não entre em mais confusão.

— Olha aqui, você não manda em mim, ok? — responde nervosa.

Que caralho é esse? Só quero ajudar essa ingrata. Avanço alguns passos em sua direção enquanto ela recua para trás até encostar-se à parede. Espalmo uma mão de cada lado da parede, encurralando-a no meio dos meus braços. Aproximo o rosto do seu para que possa sentir minha respiração. Encaro dentro dos seus olhos, e agora quem está engolindo em seco não sou eu.

— Você não vai se meter em encrenca de novo, senão te coloco em uma cela e deixo dormir lá. Entendeu?

— Eu não...

Interrompo-a.

— Entendeu Camilly Carter? — digo entre dentes.

Como não reparei antes que suas irises têm rajadas de cor verde? E assim de perto seu perfume é ainda mais gostoso. Mas essa demônia

consegue puxar a merda para fora do meu controle.

— Si... Sim... Entendi — gagueja.

Abro um sorriso de canto, e desço o nariz até a curva do seu pescoço, roço suavemente contra a pele, inalando seu cheiro. Ofegante, sinto Camilly se remexer.

PORRA! PORRA!

Subo os lábios até sua orelha, e sussurro.

— Ótimo. — Para brincar de gato e rato é preciso de dois indivíduos, senhorita Carter. — Agora vai, tenho coisas importantes para fazer.

Puxo os braços e inclino o corpo para trás, mas Camilly agarra a frente da minha camisa me puxando de encontro ao seu corpo. Esfregando os seios no meu peito, ela sorri descaradamente.

— É bem sexy seu lado mandão. Mas, não preciso de você, cuide da sua vida, Brian.

Ficando nas pontas dos pés, ela roça os lábios nos meus delicadamente. Em segundos me segurando, em seguida me empurrando para longe.

— Adeus!

Sem dizer nenhuma palavra a vejo sair da sala rebolando a bunda, os cabelos escapando do coque e cobrindo suas costas.

Essa mulher vai ser minha perdição.

Atravesso a porta de saída da delegacia, e sinto os raios de sol tocando minha pele. Fecho os olhos e respiro fundo em uma tentativa de acalmar meu coração que bate acelerado. Minhas mãos tremem em conjunto com o resto do corpo, esse delegado é louco. Como se atreve a me tratar daquele jeito? Primeiro se faz de difícil, depois se rende por inteiro, mas corre igual diabo foge da cruz, e agora, quer bancar o preocupado? Senhor Delegado Brian Garcia está precisando de tratamento psicológico, maluco.

Flashs de consciência atingem meus pensamentos, e noto que acabei vindo até o lugar que mais tenho receio e medo, a polícia. Assassina, fugitiva, e com identidade falsa, no mínimo trinta anos de reclusão. Quando decidi que iria cursar a faculdade de direito, Josefy não entendeu o porquê, já que seria sua herdeira e responsável por administrar seus bens, mas uma mulher prevenida vale por duas, precisava saber tudo sobre leis e os riscos que corro caso me encontrem. Por fim, gostei do curso.

Caminhando rapidamente me afasto do prédio da polícia.

Sem carteira, dinheiro, carro, e de pijama, ando pelas ruas de ova York. Devia ter pedido carona para os policiais, mas não iria dar o gostinho para aquele ogro rir de mim logo após dizer que não preciso de cuidados. Pelo menos estou fazendo o exercício da semana inteira, nota mental, nada de academia.

Depois de uma hora andando a pé, algo me diz que deveria ter engolido meu orgulho. Meus pés estão em bolhas e as pernas latejando. Força Camily, você já passou por coisas muito pior que isso. De longe vejo uma praça, acelero os passos e sento no primeiro banco que encontro.

Exausta tombo a cabeça para trás apoiando na madeira, e encaro o céu estrelado. Recordo-me das noites que adormeci ao relento sentindo frio, fome e medo. Acho que nunca serei grata o suficiente a Josefy. Às vezes me questiono por que demorei tanto tempo para fugir daquele monstro? Medo? Covardia? Não ter dinheiro? Apoio? Família? Spencer sempre jogava na minha cara que não tinha como sobreviver sem ele, suas agressões verbais eram tão fortes quanto às físicas. Para ser sincera acho até que eram as verbais que doíam mais, minando minha capacidade como ser humano. Dia após dia, a pessoa falando o quanto se é inútil, imprestável, indesejável, se torna sua verdade. Infelizmente. Sinto lágrimas rolando por minha face.

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance Cativos do Desejo - A Bailarina e o Terrorista
9.5
A noite de glória da bailarina Amélie Moreau vira um caos quando criminosos invadem seu espetáculo. Filha de um deputado, ela se torna o alvo central de uma vingança política. No cativeiro, Amélie cria um vínculo inexplicável com Kai, um sequestrador que demonstra uma proteção inesperada. Essa conexão perigosa desafia seus princípios e sentimentos. Mesmo após um resgate forçado, o destino prova que a história entre a refém e seu captor está longe de terminar.
Capa do romance Entre a Lei e a Paixão Inesperada
8.7
Após a morte de seu pai herói, Maria vê seu sonho no direito ruir quando o vilão Ricardo destrói sua vida. Sua mãe é brutalmente espancada, sua bolsa de estudos cancelada e até seu gato é morto. Abandonada pela polícia corrupta e por vizinhos covardes, Maria percebe que a justiça comum falhou. Com a medalha de honra do pai em mãos, ela busca ajuda no quartel-general. Lá, os antigos camaradas de guerra surgem para proteger a filha de um dos seus.
Capa do romance ENTRE O AMOR E O ÓDIO..
9.0
Após um encontro inesperado em Seattle, Rebecca Jenkins Halgrave e Alex Shaw Baker transformam frustração em um fim de semana intenso. No entanto, a conexão entre o jovem casal é testada por reviravoltas dramáticas e perigos constantes. Entre dramas profundos, erros do passado e cenas de violência, eles enfrentam obstáculos brutais que desafiam o amor e o ódio. Resta saber se o destino permitirá que superem as adversidades em busca de uma felicidade incerta.
Capa do romance Meu Aniversário, A Esposa Secreta Dele
9.5
No primeiro aniversário de união, descobri que meu marido, Caio, vivia uma vida dupla com a influencer Kaila Mendes. Entre mentiras sobre câncer e documentos falsos, a verdade culminou em agressão física e na perda do meu bebê. Para se salvar, ele me difamou nacionalmente como uma amante obcecada. Sem nada a perder após oito anos de dedicação destruídos, decidi abrir uma live no hospital para revelar ao mundo a face cruel do homem que todos idolatram.
Capa do romance Morpheus: A Primeira Vigília
9.8
Após cem anos de guerra, o tirano Hurok governa com magia proibida. Os metamorfos, caçados até quase a extinção por seus poderes únicos, vivem escondidos sob o regime opressor. Nesse caos, o jovem Morpheus busca vingança pelas perdas de seu povo. Infiltrado no império, ele oculta sua face enquanto aprimora suas habilidades. O que era visto como maldição torna-se a única esperança para derrubar o imperador e restaurar a justiça em um mundo devastado.
Capa do romance Nível Zero Amor Parte 2
8.6
O sistema detectou Lucía Vega e Bruno Ortega, que violaram a lei máxima da NCA ao se amarem. Vigiados por Julián Iriarte, o analista que descobriu a conspiração, o casal agora enfrenta uma ameaça que pode implodir a estrutura de poder. Lucía e Bruno abandonaram a obediência por um sentimento capaz de derrubar o regime. Em uma guerra silenciosa de máscaras caídas e passados sombrios, resistir é a única forma de sobreviver enquanto o amor se torna a maior traição.