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Capa do romance Meu bilionario CEO

Meu bilionario CEO

Ao buscar arquivos para seu chefe, Ellie Winters descobre vídeos terríveis no notebook de James, o noivo de sua melhor amiga, Chloe. Horrorizada ao ver a verdadeira face do médico, a quem agora considera a personificação do mal, Ellie percebe o perigo que a doce amiga corre. Consumida pela culpa por não ter notado antes o nervosismo de Chloe, ela decide agir imediatamente para impedir o casamento e salvar a jovem das garras de um criminoso.
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Capítulo 2

dor explodiu na cabeça de Ellie quando ela recebeu o golpe.

Estonteada por causa do soco brutal, ela não conseguiu resistir quando James a levou para o carro dele no outro lado do estacionamento.

Quando James a bateu contra o carro, ela finalmente falou, perguntando-

se desesperadamente se ele a mataria, mesmo não tendo gritado. — James,

você não quer fazer isto. E Chloe? E a sua carreira? Pare com isto agora e não

direi nada. Deixe-me apenas ir para casa. — Ela começou a mentir para convencê-lo a deixá-la ir embora. — Acha que sou idiota o suficiente para

acreditar nisso? — perguntou James em uma voz que ficava cada vez mais estridente, uma voz louca que começava a deixar Ellie muito assustada.

Ele vai me matar.

Ellie reconheceu a perda da sanidade na voz dele.

Ele puxou o computador e a bolsa das mãos dela e jogou-os no banco de trás do carro. Em seguida, empurrou-a na direção do porta-malas. No minuto em que ouviu a trava abrir, Ellie começou a lutar pela própria vida.

Chegava de tentar argumentar com James. Chegava de implorar para deixá-la ir embora.

Ela lutou com tudo o que tinha, tentando arranhar os olhos dele e chutando para tentar acertá-lo na virilha. No entanto, ele era mais forte. Ela finalmente começou a gritar, sabendo que, se ele conseguisse colocá-la no

porta-malas do carro, seria uma mulher morta.

— Cale a boca, caralho — rosnou ele ameaçadoramente, agarrando o rabo de cavalo loiro longo e puxando-o com tanta força que os olhos de Ellie se encheram de lágrimas.

Ela não parou de lutar, mesmo quando ele a levantou e tentou jogá-lapara dentro do espaço confinado.

Dane-se, não vou facilitar as coisas para ele.

A bunda dela bateu na superfície dura do porta-malas, mas ela jogou os braços para fora, tentando impedi-lo de fechar a tampa, o que a confinaria em um caixão improvisado.

Ele nunca vai me deixar viver.

— Nãããão! Alguém me ajude! Por favor! — Ellie continuou a gritar, sem se importar mais com os avisos de James, mas ninguém apareceu para

resgatá-la.

Um último soco violento na cabeça dela a silenciou, deixando seu mundo escuro.

Com Ellie inconsciente e incapaz de continuar lutando, James fechou o porta-malas e entrou no carro, partindo na noite com o corpo inerte dela confinado na escuridão.

O Presente...

—Onde diabos ela está? — murmurou Zane Colter furiosamente ao dirigir o SUV Bentley em mais uma estrada de terra íngreme que levaria para mais uma cabana nas montanhas desoladas.

Durante quantos dias ele estivera procurando? Um dia se transformara em outro, mas Zane estivera tão concentrado em sua missão que não se importara em fazer muito além de se manter hidratado.

Ele estava feliz por ter comprado o novo SUV apenas um mês antes.

Estava nevando pesadamente naquela altitude e ele dirigira em velocidades muito ousadas nas estradas escorregadias das montanhas. Ele sabia que estava dirigindo depressa demais para as condições climáticas que ficavam

cada vez piores. O problema era que ele estava ficando desesperado. Ele sabia em que área Ellie estava por causa das amostras de solo que tirara de um velho par de sapatos de James e dos sulcos dos pneus da caminhonete na

garagem dele. Depois de encontrar um pedaço pequeno de uma flor rara na casa do imbecil, ele tivera a ideia de obter aquelas amostras de terra, uma intuição que dera certo depois de intensas análises, destacando as únicas áreas em que aquele tipo de flor crescia e o solo de que precisava para isso. A terra que ele coletara confirmara suas suspeitas. Ele duvidava de que James dirigisse aquela caminhonete mais velha em qualquer outro lugar que não nas

montanhas. Os sapatos eram velhos e gastos, e um filho da puta superficial como James não os usaria, exceto em áreas lamacentas onde não seria visto.

Depois de juntar a terra e a flor, Zane tinha uma ideia muito boa da área onde Ellie estaria escondida. Mas uma busca nas cabanas e nas propriedades nos arredores não mostrou nada que fosse de James. Portanto, Zane tinha que

supor que era um lugar que não estivesse no nome real dele.

— Onde ele a escondeu, caralho? Puta que o pariu! — rosnou ele ao bater a mão no volante, sentindo-se frustrado e sabendo que estava ficando sem tempo. As chances eram de que recuperaria um cadáver, em vez de resgatar Ellie.

Nem. Pensar.

Ele afastou a possibilidade de que Ellie estivesse morta e continuou a dirigir em direção a uma cabana pequena, um pouco acima na estrada de terra quase inexistente que subia.

Limpando o suor da testa com a mão e passando os dedos pelos cabelos

com irritação, ele dominou o carro agilmente ao deslizar no gelo e na neve com uma mão só até estar novamente subindo a estrada.

Logo vou ter que enfrentar a realidade. Verifiquei praticamente todas as cabanas e casas desta área sem sorte nenhuma, porra.

Zane não fazia ideia de quanto tempo fazia desde que dormira pela última vez. Ele estivera fazendo pesquisas sobre o solo que encontrara e depois trabalhara em marcar áreas para investigar. Ele estava exausto, mas

um relógio continuava a avançar em sua cabeça. Se James mantivera Ellie viva, ela provavelmente não tinha mais água nem comida. James estava morto e ficara incapacitado antes de se suicidar. Ela ficara sozinha por tempo demais.

Não posso parar de procurar. Prometi a Chloe que não desistiria. Não vou parar até encontrá-la.

Ele balançou a cabeça de forma distraída, sabendo que era uma boa desculpa para estar procurando. Mas sua persistência feroz não era apenas porque Ellie era a melhor amiga de sua irmã. O instinto o cutucava sem parar.

Ele conhecia Ellie bem o suficiente para saber que, se pudesse escapar, ela teria escapado. Algumas pessoas alegavam que Ellie era quieta, mas ele vira como ela podia ser mandona quando eram crianças. Na adolescência, ela

não mudara. Nunca tivera problemas em expressar suas opiniões. Não com

ele.

Sinceramente, ele nunca se importara com o desejo extremo dela de organização. Na verdade, ele gostara disso, pois não era exatamente organizado em sua vida pessoal. Nunca fora. Em se tratando de seu trabalho

como cientista, ele era meticuloso, mas todo o resto fora do laboratório era um caos. Ele sempre fora fascinado pela forma como Ellie conseguia lidar com tantas coisas ao mesmo tempo e de forma muito organizada. Ela sempre

fora assim, mesmo na adolescência.

Zane podia admitir para si mesmo que gostara de Ellie na escola. Mas o fato de ela ser a melhor amiga de Chloe, sua irmãzinha, deixara Ellie

completamente fora de questão para qualquer coisa além de amizade depois que ficaram adultos. Na época da escola, ela fora jovem demais, ligada demais à família dele. Sem falar no fato de que ele fora tão esquisito

socialmente naquela época que nunca teria coragem de chamá-la para sair, mesmo que ela não fosse jovem demais. Mas ele também gostara dela como amiga e ainda tinha sentimentos por ela, apesar de tê-la encontrado muito pouco depois de terminar a escola. Ele partira para a faculdade e nunca

voltara para Rocky Springs para morar lá o tempo inteiro.

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