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Capa do romance MEU ASSISTENTE É O CEO!

MEU ASSISTENTE É O CEO!

Após ser demitida injustamente, Emma Williams critica o CEO Robert Parker sem saber que falava com o próprio. Robert tenta recontratá-la, mas Emma decide abrir sua própria consultoria. Determinado a trazê-la de volta, ele se candidata à vaga de assistente dela usando um pseudônimo. Enquanto trabalham juntos, uma forte atração surge, desafiando os limites entre o profissional e o pessoal. Emma será capaz de perdoar a farsa quando descobrir a verdade?
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Capítulo 3

Depois da conversa com Timothy sobre o casamento iminente, eu sabia que precisava agir rapidamente para encontrar uma acompanhante apropriada. Resolvi pegar meu telefone e iniciar a busca pela parceira ideal, alguém que não apenas me representasse bem, mas que também contribuísse para o dia especial do meu irmão.

No entanto, quando estiquei a mão para pegar o telefone, percebi que ele não estava na minha mesa. Olhei ao redor, verificando os bolsos do paletó e as gavetas da mesa. Nada. Uma sensação de desconforto começou a se instalar em mim enquanto eu me dava conta de que havia deixado o telefone no carro.

Sem perder mais tempo, deixei a minha sala e dirigi-me ao elevador. A busca por uma acompanhante adequada tinha se tornado uma prioridade urgente, e eu não podia me dar ao luxo de perder mais tempo.

À medida que o elevador descia, minha mente estava focada em encontrar uma solução para o problema em mãos. O casamento de Timothy estava a poucas semanas de distância, e eu precisava encontrar uma acompanhante que fosse a altura do evento.

O elevador parou em um dos andares intermediários, e as portas se abriram para revelar uma mulher deslumbrante com longos cabelos ruivos. Ela segurava uma caixa de papelão com as mãos trêmulas e estava claramente radiando raiva. Seus olhos verdes faiscavam de indignação enquanto ela entrava no elevador.

Instintivamente, dei um passo para o lado, permitindo que ela tivesse espaço suficiente. No entanto, sua presença explosiva chamou minha atenção. Ela era uma ruiva de tirar o fôlego, com uma beleza única que instantaneamente prendeu meus olhos.

Seus olhos verdes queimavam com raiva, e seus lábios estavam firmemente pressionados em uma linha fina. Mesmo sem dizer uma palavra, era evidente que algo estava terrivelmente errado.

Decidi romper o silêncio constrangedor e cumprimentá-la. "Bom dia."

Ela ergueu os olhos para me encarar, mas , ao invés de responder com um sorriso educado, sua expressão permaneceu carrancuda.

"É o que você acha", ela respondeu com sua voz era carregada de irritação.

Sua resposta ácida me surpreendeu um pouco, mas não me fez recuar. "Você está aqui para uma entrevista?" perguntei, tentando quebrar o gelo.

Ela soltou uma risada amarga. "Entrevista? Não, estou saindo daqui. E, francamente, se você veio para isso, recomendo que não se candidate a este lugar."

Sua afirmação inesperada me deixou perplexo. "Por que você diz isso?"

A mulher explodiu em uma torrente de palavras. Ela me contou sobre as horas perdidas fazendo trabalhos que não eram de sua competência, sua demissão injusta e a pressão desmedida que a empresa impunha sobre seus funcionários. Seu desabafo era intenso e emocional, e eu a ouvia atentamente, incapaz de evitar uma sensação de desconforto.

Quando Emma mencionou o CEO da empresa, Robert Parker, a minha surpresa foi imensa, mas eu decidi não revelar minha identidade imediatamente. Ela duvidava que eu soubesse o endereço da empresa, e suas palavras cutucaram meu ego como uma agulha.

"Robert Parker, o CEO? Ele é assim tão distante da empresa?" perguntei, minha voz carregada de surpresa, mas mantendo a fachada de um estranho.

Emma, no entanto, não estava disposta a suavizar suas palavras. Sua raiva era palpável, e ela respondeu com amargura: " Você não tem ideia. Eles o protegem como se ele fosse algum tipo de deus intocável. Mas a realidade é que ele não tem ideia do que acontece no nível mais baixo da empresa."

Eu não podia negar que suas palavras me afetaram profundamente. Eu não sabia medir o que doeu mais, ela afirmar que sou protegido como um deus intocável, ou o fato de me ver como um chefe completamente alheio ao o que acontecia dentro da minha própria empresa. Foi muito difícil não revelar minha identidade ,mas permaneci inabalável. Eu estava sendo desafiado e insultado, mas eu precisava manter a postura. Decidi continuar a conversa, desafiando-a ainda mais.

"Você duvida que ele saiba o endereço da empresa?" perguntei, com curiosidade genuína.

“Exatamente.” Ela não hesitou em sua resposta. "Aposto que ele deve estar nesse exato momento em um iate em algumas dessas ilhas paradisíacas, com várias mulheres ao seu redor, sem nem ao menos desconfiar que hoje foi a reunião de apresentação do tablet novo. Afinal ele herdou a empresa então ele só fica por aí tomando decisões que afetam nossas vidas sem nem mesmo entender como o negócio funciona de verdade.”

Minha mente estava ocupada com a intensidade de suas palavras. Aquela mulher tinha uma ousadia que eu nunca presenciei antes em nossa empresa e parecia disposta a desafiá-las abertamente. Seus comentários me atingiram em um nível pessoal, pois eu estava ali, bem ali na frente dela e não em um iate com várias mulheres.

"Bem, isso é certamente uma perspectiva interessante. Você acha que esse tal de Robert Parker deveria estar mais envolvido com o que acontece na empresa?" respondi, minha voz firme.

Ela me encarou com olhos intensos, como se estivesse avaliando minha sinceridade. "Absolutamente. Se ele estivesse mais presente, se realmente soubesse o que estava acontecendo, talvez as coisas fossem diferentes. Talvez eu ainda tivesse o meu emprego. Porém, o que esperar de uma pessoa que tem tudo na mão, não é mesmo? Aposto que ele só pensa no próprio bolso."

Suas palavras me atingiram em cheio. Eu era o CEO, e minha responsabilidade era garantir que a empresa prosperasse, mas eu não podia deixar de me sentir pessoalmente desafiado e ofendido por suas acusações.

Antes que pudéssemos continuar a conversa, o elevador parou em um andar intermediário, e um funcionário da empresa entrou. Ele lançou um olhar curioso para nós dois, mas não disse nada. O clima tenso no elevador era palpável, e eu sabia que não era o momento certo para revelar minha verdadeira identidade.

O elevador continuou sua descida, e finalmente chegou ao saguão. Emma se preparou para sair, e eu me virei para ela, agradecendo por sua sinceridade.

Eu aprecio a sinceridade, senhorita..?, eu disse, minha voz refletindo minha gratidão por sua honestidade.

Ela me olhou com intensidade, e finalmente revelou seu nome. "Emma Williams."

Eu sorri levemente, respondendo com o apelido que somente quem era da minha família podia me chamar, enquanto estendia a mão em sua direção. " Eu sou Bobby."

Emma saiu do elevador, carregando sua caixa de pertences, e então ela olhou para mim com um olhar sério. “Pense bem antes de se candidatar a esta empresa. É melhor você encontrar um lugar onde seu trabalho seja realmente valorizado.”

Eu sorri levemente, sentindo que havia algo especial nessa mulher corajosa que ousou desafiar o CEO da empresa. Aquela breve conversa tinha deixado uma impressão profunda em mim. Ela era uma mulher audaciosa, e suas palavras ressoavam em meus ouvidos. Emma Williams havia me desafiado a ser um líder mais presente, e eu estava disposto a aceitar esse desafio.

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