
MEU APAIXONADO MAFIOSO
Capítulo 2
O celular toca sem parar, atordoada Giovanna procura o pequeno aparelho entre os lençóis e assim que atende ouve a voz de sua mãe lhe dando bom dia. A ligação demora quase uma hora, até que todas as novidades foram repassadas para a família.
Já são quase 11hs e não tem nada para comer no apartamento e Giovanna decide se trocar e ir almoçar em alguma cantina próxima.
Ela escolhe um lindo vestido azul de alça, que combinava perfeitamente com sua pele branca e seus olhos azuis, calçou uma sandália rasteira, pegou sua bolsa, saiu, trancou a porta e desceu as escadas até a rua.
Após andar por alguns minutos ela chegou em uma cantina simples, onde algumas pessoas pareciam estar festejando alguma coisa e todos os olhares masculinos foram em sua direção, um pouco tímida ela entrou, sentou-se e pediu o prato do dia que custava bem mais barato e ela tinha que economizar até receber seu primeiro pagamento.
O prato do dia era uma lasanha à bolonhesa que a menina adorava e ela comeu tudo rapidinho enquanto ouvia os homens ao fundo da cantina conversando e cantarolando algumas músicas e observava as pessoas que passavam na rua pela janela da cantina.
Ao terminar sua refeição Giovanna pagou, agradeceu e iniciou o caminho de volta ao apartamento.
Ao chegar no apartamento ela dedicou-se ao estudo das normas de trabalho do Café e do cardápio, já que hoje ela iria começar a atender alguns clientes.
Dez minutos antes das 15h Giovanna chega ao Itália Café e começa a se preparar para o seu segundo dia de trabalho. Aos poucos foi fazendo amizade com outros colegas de trabalho além de Marcos, conhecendo Maria uma jovem meiga e prestativa e Rosa que era bem metida e invejosa.
Embora o dia tenha sido ensolarado, ao final da tarde nuvens carregadas tomaram todo o céu de Roma e não demorou muito para que as primeiras gotas de chuva começassem a cair.
Com a chuva forte várias pessoas lotaram o café, demandando toda a atenção dos colaboradores, que corriam para atender os clientes. Assim, Anna designou Giovanna para recepcionar os clientes e acomodá-los nas mesas ainda disponíveis.
Por volta das 20hs a chuva ainda caia lá fora e Giovanna estava próximo a porta de vidro da entrada do Café quando um carro Maseratti preto com vidros escuros parou e dois homens desceram com guarda-chuvas e abriram a porta do carro e dele desceu um homem alto, elegantemente vestido com um terno preto de alfaiataria e um casaco finamente costurado, o que deixava o homem muito elegante.
Ao abrir a porta Giovanna esperou que o homem entrasse, no entanto, ele parou por alguns segundos e fitou a garota nos olhos mergulhando naquele mar azul brilhante, que nada combinava com aquela noite chuvosa, enquanto a jovem, sem reação, olhou em seus olhos negros e a única coisa que percebeu foi tristeza e vazio.
Chefe, chefe... – a voz do guarda costa Matteo trouxe Lorenzo de volta a realidade – vamos entrar?
Claro, preciso de um bom café – respondeu Lorenzo.
Boa noite Senhores – cumprimentou a jovem – me acompanhem, irei acomodá-los em uma mesa.
O chefe gosta da mes ... – Lorenzo fez um sinal para que Mateo se calasse e ele assentiu com a cabeça.
Ao perceber que Lorenzo Matarazzo havia chegado ao café Anna rapidamente veio ao seu encontro com um largo sorriso no rosto e falou:
Boa noite Sr. Lorenzo, sua mesa está reservada como sempre, vai querer o seu expresso bem quente? Voltando-se para Giovanna disse-lhe – Volte para a porta minha querida, o que a jovem assentiu, olhou mais uma vez para Lorenzo que ainda a olhava o cumprimentou e saiu.
Um duplo por favor Anna, hoje à noite exige – sentando-se perguntou – Quem é a garota? É da família?
Anna surpresa com a pergunta sobre a garota, pois durante todos esses anos em que conhecia Lorenzo ele nunca havia ao menos notado a existência de qualquer funcionário, nem mesmo de Rosa que fazia de um tudo para impressioná-lo, respondeu:
A Giovanna é filha de uma prima de segundo grau que mora em Tivoli, terminou os estudos e precisa trabalhar pois o pai está muito doente e não pode trabalhar e ainda tem irmãos pequenos, então ela e a mãe estão se virando como podem para cobrir as despesas médicas, as despesas da casa e os estudos dos irmãos.
Nossa que difícil, tão jovem – comentou Lorenzo – mande Giovanna atender a minha mesa.
Senhor ela é novata, não tem experiência, o Senhor pode não ser atendido como merece.
Não importa, quero apenas um motivo para dar lhe uma boa gorjeta no final da noite e assim ajudar a pagar as contas.
Com um sorriso Anna saiu, chamou Giovanna e disse:
Menina eu não sei o que você fez, ou o que você tem, mas o Sr. Lorenzo pediu para ser atendido por você, então vá lá e não deixe faltar nada, saiba que ele é o melhor cliente dessa casa.
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