
Meu Alfa Predestinado
Capítulo 3
(Ella)
Eu sentia um frio horrendo e acordo assustada. Ainda está escuro lá fora e me lembrei que ainda estava no trailer do Jared. Ele tinha puxado a coberta toda para ele e estava deitado de costas para mim e o seu ronco não me deixava nem ao menos pensar direito.
Rolei na cama e tentei puxar um pedaço da coberta para me aquecer, mas foi em vão, ele puxa novamente para si e resmunga algo aleatório. Me levanto e apanho uma blusa de frio, visto-a e me deito para tentar descansar um pouco.
Não são nem seis horas e meu alarme desperta me fazendo dar um sobressalto da cama. Jared se levanta enraivecido e me fuzila com olhos ameaçadores.
"Desliga essa merda, Ella. Toda vez que vem pra cá, essa porra me acorda antes da hora." Ele se deita novamente e me encara.
"Se quiser eu não venho mais. Foi você que me pediu para passar a noite com você." Tiro a sua blusa de frio e começo a trocar minhas roupas.
"Não foi isso que eu quis dizer." Ele se aproxima e olha fixamente para meu corpo somente de lingerie. "Ei, onde você vai gata? "Ele me puxa, fazendo-me sentar no seu colo a contragosto.
"Eu te disse ontem que ia passar no hospital para ver a situação do meu pai hoje." Tento sair dos seus braços, mas ele me segura contra ele.
"Aquele velho ainda está bem vivo, ele pode esperar um pouco." Ele sussurra através do meu pescoço, dando beijos em minha pele.
"Jared não fala assim do meu pai. Já disse que não gosto disso." Viro meu rosto para o lado, rejeitando-o.
"Tá bom, Ella. Mas, porra você não pode ir de tarde?" Sua mão acaricia o interno de minha coxa. "Fica mais um pouco comigo gata! Acordei cheio de tesão."
"Não dá, ok. Hoje eu pego mais cedo no bar. Ultimamente o Mack não sai do meu pé." Saio de seu colo e começo a me vestir.
"Esse seu patrão é um bosta mesmo, cada dia mais você sai mais tarde daquela merda de bar de quinta." Ele se joga para trás obviamente frustrado.
"Ainda bem que você sabe que estou saindo tarde do bar. Você como meu namorado deveria ir me buscar."
"Ah, gata. Você sabe que não posso faltar aos treinos e depois sempre os caras fazem uma resenha em algum lugar."
"Tudo bem, Jared. Seus amigos são mais importantes que eu agora. Começo a vasculhar o quarto atrás de meus pertences e minha bolsa."
"Isso que você chama de trabalho é mais importante para você do que eu."
"É meu trabalho que paga as despesas do meu pai no hospital, o quarto onde eu durmo e te ajuda de vez em quando." Franzo o cenho, indignada.
"Falando nisso... meu pai não vai conseguir mandar minha mesada a tempo esse mês. Pode adiantar alguns dólares para eu pagar umas contas. Darei um jeito para pagar a mensalidade do mês."
- "Tá falando sério, Jared?" Cruzo os meus braços.
"Estou sim. Você está passando mais tempo aqui no trailer do que naquele moquifo que você paga."
Trinquei minha mandíbula e um ódio subiu pelo meu corpo. Eu sai andando, deixando ele falando sozinho. Acho minha bolsa acima da mesa, misturada ao meio de várias caixas de pizzas e comida japonesa. Eu apanho as embalagens e jogo-as dentro de uma sacola, ponho minha bolsa nas costas e abro a porta para sair.
"Eu não acredito que você me deixou mesmo falando sozinho." Ele diz altivamente, vindo atrás de mim. "Você vai mesmo embora?" Sua mão aperta meu braço, segurando-me no lugar.
Eu puxo agressivamente meu braço e me viro para ele.
"Eu estou cansada de você. E sim eu vou embora, eu tenho mais o que fazer."
"Você não serve para nada mesmo. Nem para fazer eu gozar, está servindo. Vai, então vai." Ele diz me desafiando.
Eu ajeito minha bolsa nas costas, ergo a cabeça e viro para frente.
"Onde você pensa que vai com a minha jaqueta? Ela é de marca." Jared grita, sua voz carregada de raiva, porém eu não paro.
"Fica como pagamento por todos os dólares que me deve." Falo, sem querer olhar para trás. Não tenho mais paciência para ele ou suas atitudes idiotas.
Ouço o som dos seus passos atrás de mim, mas não me importo. Eu já vi o suficiente. Tudo que ele fez, suas promessas vazias... não valem mais nada.
Quando chego à lixeira, jogo a sacola com o lixo e sigo em direção à rua. A manhã está tranquila, o que me dá um pouco de paz, mas uma sensação de vazio começa a se formar no meu peito. Como eu me deixei a chegar nesta situação. Como me deixei enganar por tanto tempo.
- "Oi, Ella. Bom dia!" Brad me cumprimenta, parado na esquina, olhando a cena com uma expressão confusa, mas com um sorriso simpático no rosto.
"Oi." Respondo de forma fria, sem parar. Não tenho mais saco para conversinhas agora. Tenho que ir logo para hospital, estou ansiosa para saber o diagnóstico de meu pai. E ele precisa de mim agora mais do que nunca.
Brad me observa enquanto eu continuo a caminhada, entretanto não se atreve a me seguir. Ele sabe que, quando estou assim, nada pode me distrair. Apenas sigo em frente, determinada, e tento não pensar muito no que aconteceu dentro do trailer. Nada disso vale a pena.
Você pode gostar





