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Capa do romance Meritíssimo Dalamon Costta

Meritíssimo Dalamon Costta

Dalamon Costta é um juiz implacável e atraente que esconde traumas profundos sob sua postura rígida. Sua rotina é abalada quando Violet Thompson surge em seu tribunal, acusada de crimes que jura não ter cometido. Diante do dilema entre a justiça e a dúvida, Dalamon enfrenta uma escolha tortuosa. Estará ele disposto a condenar uma possível inocente? Entre tensões e segredos, uma perigosa conexão emocional e física floresce entre o magistrado e a ré.
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Capítulo 2

“Trate alguém como deseja ser tratado. Uma mulher

pode se tornar rainha ou até mesmo a vilã da história,

mas isto só dependerá dos seus atos

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Analiso o traje que decidi usar hoje diante do espelho de corpo inteiro no meu closet. Uma camisa social branca, gravata borboleta. Seria uma data importante para o meu pai, Alexandro Costta. Teria muitos convidados e muitas moças diferentes. Sorri com os meus pensamentos em saber que ficarei a procura de alguém para conquistar. Fazer o quê? Tenho certos atrativos, porém, nada se compara um homem de uma esplendorosa mulher.

Fortes e capazes de tudo quando pressionados a tais fatos ou acontecimentos, no entanto, homens como eu apenas usufruem da indiferença em situações complicadas, sem algum traço de emoções, você se torna um homem de sucesso.

Homens tem mais do que uma simples atração física pelo lado feminino, este lado às vezes é capaz de te impressionar de certa forma que nos deixam em grande confusão. Termino de ajeitar a gravata em frente ao espelho de corpo inteiro e deixo o meu quarto, pronto para ser o homem galante que deixa suspiros por onde passa.

Saí do quarto já conseguindo ouvir algum tipo de música antiga, as mesmas que meu pai costumava ouvir antes da partida de minha mãe. Ao lado das escadarias recebendo os convidados. Lá estava a cópia perfeita do homem que serei futuramente.

— Feliz aniversário, meu pai! — digo indo direto ter com ele no salão da nossa casa. O meu pai tinha uma postura imponente de um grande líder, ele sempre foi um homem sério de negócios, além de ter sido um ótimo juiz, daí a fama no nosso sobrenome. Ele quem conquistou tudo.

— Bom, meu filho não queria envelhecer, mas... — ele mantinha um rosto sério, porém percebi um leve sorriso torto que assim que veio, sumiu num estalar de dedos.

Ele estava descontraído.

— Ah, deixa disso meu pai. Até parece que irá parar o seu próprio funeral. — disse na brincadeira, mas ele abaixou a cabeça e não comentou nada, nem uma bronca ou seu olhar acusador.

Mais cedo, havia notado o aumento dos seguranças, incomum para um dia tão especial. O meu sorriso se desmanchou, quando ele fica sério assim chega a assustar-me. Por hora estamos apenas comemorando e talvez seja apenas fruto da imaginação, o que poderia dar errado?

— Dalamon. — o seu rosto levantou para olhar nos meus olhos e nos dele havia sentimentos de tristeza, arrependimentos.

— Sim pai, pode me dizer. — segurei firme no seu ombro, como para conseguir o encorajar. Os seus olhos brilham de uma forma nunca vista, ele está quase chorando?

— Fiz muitos inimigos, meu filho. — ele segura nos meus ombros e sorri. O mesmo sorriso amargo que dava quando magoava a mim ou a minha mãe, isso acabou a apertar meu peito.

— Espero que um dia possa entender, por agora temos uma festa para aproveitar. E uma nora para me arranjar, estou precisando de netos nesta casa. — ri, concordei, afinal, pretendo ter minha família o quanto antes melhor.

No mesmo instante começam a chegar mais convidados, dentre eles homens de grandes empresas espalhados pela Inglaterra, entre outros o que me chamou atenção foi às belas moças, algumas eram filhas dos empresários, outras amigas delas e por aí vai uma lista sem fim.

Vi uma ruiva passar pela minha frente e nos cumprimentar com um sorriso extremamente enorme, o seu vestido cobria bem pouco o corpo num tom de vermelho que machucaria os olhos de qualquer homem por aqui que a visse. Devolvi o cumprimento de forma seria que a fez se retirar com vergonha.

— Moça bonita, filho. Por que não vai falar com ela? — o meu pai quase me empurrou para falar com outra garota. Ele estava realmente empolgado no assunto de netos. A garota era bonita cabelos cacheados nas pontas e loiros, usava um vestido de marca que lhe desenhavam as curvas perfeitamente.

Nunca na vida troquei mais que meia palavra com o meu pai e hoje talvez tivesse sido o melhor momento para aproveitar.

— Não pai, vou esperar mais um pouco. — ele sorriu o que é estranho ocorrer com mais frequência e saiu para conversar com o seu velho amigo.

Peguei uma bebida no balcão do lado esquerdo do salão para começar a noite, fiquei escorado ali pensando em tudo o que a minha família já passou para estarmos bem hoje.

Houve um tempo em que o meu pai teve que contratar uma grande equipe de segurança para a nossa proteção, por aonde íamos havendo homens altamente preparados para enfrentar um exército. Pelo menos era o que pensava, nunca cogitei a ideia de ocorrer qualquer tipo de invasão, além do mais a segurança deveria ser rigorosa.

Na época eu não entendia o sentido de tanta proteção até que certa noite fomos ameaçados de morte por uma carta e o meu pai teve que tomar as devidas precauções necessárias. Hoje entendo o que ele me dizia sobre muitos inimigos, ser Juiz Criminal de extrema importância para o país custava a paz da nossa família, até então quando era unida.

Dois anos depois, descobrimos que a minha mãe sofria com um Angiossarcoma maligno que evoluía rapidamente nas suas células. Quase um ano de luta e sofrimento, estávamos a enterrar a pessoa mais importante das nossas vidas e isso desestabilizou toda à família.

A festa seguia naturalmente, foi quando a vi e o meu mundo desmoronou. Usando um belo vestido na cor azul-marinho de costas nuas, tímida perto do balcão de bebidas. Sem pensar duas vezes fui até ela, ofereci-lhe um sorriso e ela devolveu-o de forma envergonhada.

Os seus olhos cintilavam de forma curiosa pelo salão e em seguida cruzam com os meus me deixando estático. Um azul tão intenso que chegou a desmoronar qualquer barreira “antipaixão” que eu havia criado. Os mesmos olhos, desde minha infância aos dez anos sonho com esses olhos. Azuis tão claros quanto poderia imaginar existir.

Sem que percebesse, seus pés se enroscaram na barra do vestido e com um movimento, consegui capturar seu corpo.

— Boa noite! — sua voz sai suave, ela desvia seus olhos para as pessoas, talvez estivesse procurando por alguém ou apenas envergonhada.

Soltei-a assim que ela se estabilizou.

— Boa noite! — soou um pouco seco e notei seu desconforto.

— Quer beber algo? — tentei ser gentil, mas parecia que não estava funcionando por causa da minha expressão séria demais.

— Não. — ela mordeu os lábios e esfregou as mãos na cintura.

— Quero dizer, eu não bebo. — notei um leve entortar em seus lábios, seus olhos se estreitam piscando duas vezes. Ela morde a pele rosada e carnuda da boca causando reações em meu corpo.

— Eu sei quando pessoas mentem. — aproximei fazendo ela colar as nádegas no balcão.

— Por exemplo, você fica nervosa. Pisca os olhos por duas vezes e morde os lábios em seguida.

— Não estou mentindo. — piscou duas vezes de novo.

— Suponhamos que não esteja mentindo. — estou sendo um babaca. — Aceitaria dançar comigo?

Seu sorriso foi como uma carta de autorização, puxei seu corpo para o meu e começamos a nos mover conforme a música.

— O que foi? — perguntei quando percebi que ela estava tensa.

— Estou dançando com um estranho que sabe ler as pessoas. — tensionei o maxilar e ela calou-se. Fiz ela girar e depois colei seu corpo ao meu.

— Está com medo de mim? — minha voz saiu grave em seu ouvido e seu corpo tremeu em resposta.

— E deveria estar com medo? — notei desafio em seu tom de voz, continuamos a dançar.

Girei seu corpo notando que o vestido abria de forma rodada ao seu redor, ela riu surpresa com o movimento.

— Talvez. — sorri vendo ela dilatar as pupilas de forma graciosa.

— Pois eu não tenho. — reagi a sua provocação, segurando com mais firmeza sua cintura e capturando os doces lábios.

Brinquei de devorador, faminto, mordisquei, seu corpo logo amoleceu sem forças em meus braços.

— Deveria ter.

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