Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance MALDITO BRUTO

MALDITO BRUTO

Ela transborda doçura, enquanto ele é a definição da brutalidade. Diante de um homem imponente, de ombros largos e estilo cowboy, uma jovem se vê hipnotizada por sua presença rústica e beleza viril. Mesmo assustada com o jeito rude desse estranho de cabelos longos e peito musculoso, ela sente uma atração súbita e avassaladora. Será que a gentileza dela será capaz de domar o coração desse bruto e despertar um amor inesperado entre opostos?
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Lívia

Durante o caminho conversamos sobre muitas coisas, inclusive mais uma vez tocamos no assunto do tempo em que ficamos separados por culpa de Mariana que escondeu de ambos nossa existência.

Foi o dia de mais euforia da minha vida quando eu estava limpando em cima do guarda roupas da minha mãe que havia ordenado que eu faxinasse toda a casa naquele dia, e encontrei uma caixa velha e empoeirada, não resistindo a curiosidade, olhei dentro. Acabei encontrando fotos dela com um homem que imediatamente lembrou-me de mim mesma, por tamanha semelhança.

Eles pareciam jovens, acho que tinham minha idade, dezessete anos. Também havia um número de telefone rabiscado atrás da foto. Imediatamente soube que era meu pai, algo dentro de mim me disse.

Mais tarde, a noite, confrontei Mariana, acabei levando uma surra pelo meu tom de voz, no entanto, acabou falando em meio as sintadas que me dava, que ela odiava aquele homem e que eu nunca iria encontrá-lo, porque eu não deveria

sentir o que é o amor de um pai, porque ela desistiu dos sonhos por minha causa e que só decidiu ficar comigo porque eu era uma menina e poderia me fazer casar com um homem rico quando tivesse idade suficiente.

Eu chorei até não conseguir respirar naquele dia, meu coração doeu tanto, foi as piores palavras que ela já falou para mim, que não foram poucas durante toda minha vida.

Balancei a cabeça tentando afastar aquelas lembranças ruins. Eu estava feliz agora, teria uma nova vida e ninguém iria me maltratar, nunca mais.

— Obrigado por ter ligado. Eu mantive aquele número durante anos, só para o acaso de Mariana decidir me ligar dizendo que não tinha abortado.

— Ela me disse várias vezes que deveria ter feito, que só de olhar para mim, sentia nojo por eu me parecer tanto com você. — minha voz saiu amarga, cheia de mágoa.

— Nós éramos muito jovens, mas eu jamais te rejeitaria. Quando ela me disse que estava grávida, nós já não estávamos namorando mais, ela estava com outro cara, com quem me traiu, mas eu disse que queria o bebê, porém ela disse que abortaria. Eu implorei para que não fizesse isso, que ao menos gerasse e desse para mim a criança.

— Sim, ela contou no dia em que descobri sobre você, que ela tentou dizer ao atual namorado dela na época, que estava grávida dele, mas ele a rejeitou e a humilhou.

— Eu soube disso, até tive minhas dúvidas se eu era realmente o pai do bebê. Pedi novamente a ela que não abortasse, anotei meu número em uma foto nossa e entreguei a ela, falei que ela tinha escolha, com a intenção de amolecer seu coração.

— Mas ela não tem um. — comentei, com tristeza.

— Ela não tem. — afirmou — Então eu precisei sair da cidade, fui trabalhar com meu pai em sua fazenda, mas sempre na esperança de que ela ligasse. Ela nunca fez.

— Você disse que tentou entrar em contato com ela.

— Sim. Por várias vezes. Mas ela passou a fugir de mim, como o diabo foge da cruz.

— Ela disse que a mãe dela, minha avó, a prendeu em um quarto para que ela não interrompesse a gravidez. E é só por isso que eu estou aqui hoje. Mas a vovó morreu um dia antes que eu nascesse, porém Mariana disse também, que não teve coragem de me abandonar no hospital ou me deixar na porta de alguém e que por eu ser uma menina, poderia dar um bom futuro para ela quando crescesse e me casasse com um homem rico.

— Mas está tudo bem agora, minha princesa. Você está comigo, com seu pai. Farei tudo por você.

— Obrigada. — dei um sorriso reconfortante.

Algum tempo depois, chegamos a fazenda. Desci do carro com curiosidade, buscando olhar tudo ao meu redor. Fiquei encantada. Só o cheiro do lugar trazia uma paz interior, o verde da natureza resplandecia por toda parte, havia animais sendo cuidados por pessoas, o céu parecia muito mais azul e a minha frente estava a casa que eu iria morar, era enorme e rústica, dois andares e cercada por uma longa varanda. Simplesmente perfeita.

— Uau! — exclamei — Posso caminhar um pouquinho? — perguntei olhando para meu pai, ele assentiu dando um sorriso alegre.

Comecei a andar pela fazenda, cumprimentei algumas pessoas trabalhando e continuei seguindo, conhecendo o espaço incrivelmente bonito, avistei um celeiro que com certeza iria querer conhecer melhor em outra ocasião, eu amava cavalos e meu sonho era ser veterinária um dia.

Depois de alguns minutos decidi voltar para conhecer minha nova casa, no caminho um barulho de choro de animal chamou minha atenção, imediatamente corri em direção ao barulho, afastei alguns arbustos e encontrei um cachorrinho preto aparentemente três meses, deitadinho chorando. Meu coração partiu. Tentei me aproximar mas ele estava assutado.

— Calma... Eu não vou te machucar...

Comecei a acariciar sua cabeça até que senti que ele me deixaria pegá-lo, quando soube o fiz. Ele estava com uma patinha machucada e pingava sangue, abracei o animalzinho e marchei rápido em direção a minha casa.

— O que está fazendo? Quem é você? — parei quando ouvi uma voz grave ressoar.

Quando olhei para trás, avistei um homem alto e de ombros largos, uma muralha de músculos. Era muito bonito e forte. Sua camisa de botões entreaberta não conseguia esconder seu peito musculoso. Seus cabelos caíam sobre os ombros, os fios tinham cor marrom e usava um chapéu estilo cowboy.

Meu coração deu um salto quando fixei os olhos no rosto dele. Tinha sobrancelhas escuras e lábios carnudos. Um calafrio percorreu meu corpo quando me surpreendeu o pensamento que me ocorreu sobre como seria beijar aqueles lábios. Do nada.

— Estou falando com você. — ele disse, um pouco mais perto de mim.

Limpei a garganta.

— Eu me chamo Lívia, sou a filha do Heitor, irei morar aqui a partir de hoje. — percebi seu olhar se abrir parecendo surpreso — Eu estava dando uma volta quando vi esse cachorrinho machucado. Eu estava levando-o para dentro, para cuidar dele.

— É meu, eu estava procurando por ele, me entregue. — pediu autoritário e eu sem hesitar entreguei o bichinho, dando uma última acariciada em sua cabeça.

— Espero que ele melhore. — dei um sorriso simpático, sentindo minhas bochechas mais quentes que o normal.

O homem apenas virou as costas e se foi, levando o cachorrinho, fiquei estagnada, boquiaberta.

— Mas que... Grosseiro, ingrato! — murmurei — De nada tá? — gritei para que ouvisse

Você pode gostar

Capa do romance A babá as crianças e o viúvo arrogante
9.2
Emilia Duarte abandona sua vida pacata no interior e parte para o Rio de Janeiro com o sonho de construir seu próprio lar. Ao ser contratada como babá dos filhos de Dante Lacerda, um CEO frio e viciado em trabalho, ela encontra um grande desafio. Enquanto cuida das crianças, Emilia confronta a postura do viúvo arrogante, transformando a dinâmica daquela casa. É uma jornada emocionante sobre afeto, superação e a redescoberta de valores essenciais em família.
Capa do romance A Vingança Final da Ex-Esposa
9.3
Após vinte anos, Caio Monteiro tirou a própria vida, deixando o império tecnológico de Eva para sua protegida, Bianca. Traída e marcada pela morte trágica do filho negligenciado pelo marido, Eva morre em agonia apenas para despertar no passado. De volta ao orfanato, ela reencontra Caio ainda jovem. Ele parece carregar memórias do futuro e implora por perdão, jurando salvá-la. Contudo, Eva não aceita promessas de quem já destruiu seu mundo e busca sua vingança.
Capa do romance Acorrentada ao mafioso
8.2
Dusan é o implacável líder da máfia sérvia, um homem destinado ao poder absoluto sobre o tráfico global. Conhecido por sua frieza calculista, ele vê sua autoridade desafiada quando uma jovem inocente lhe é entregue como pagamento de uma dívida. Enviada para um bordel de luxo em Nova York, ela perde sua liberdade para esse carrasco sombrio. Entre o dever criminoso e a pureza dela, Dusan enfrentará um dilema mortal onde nenhum anjo sairá ileso.
Capa do romance Defendendo o Amor: Um Advogado e uma Mulher Ferida pela Traição
9.1
Traída pela ganância, Luna Blackwood carrega as cicatrizes de um passado despedaçado. Enquanto o advogado Nathaniel Ryder investiga as intrigas que a cercam, ele descobre que nomes como Arthur Blackwood e Lian Cruz escondem uma conspiração profunda. Luna não é apenas uma vítima, mas a peça central de um jogo letal. Entre segredos e decepções, a busca pela verdade revelará se a redenção é possível para aqueles que ousam enfrentar o mistério que envolve suas vidas.
Capa do romance Destinos Traçados
9.6
Logan Ferrari perdeu o pai na infância, ficando impossibilitado de assumir a máfia italiana precocemente. Anos depois, seu caminho cruza com o de Lunna, uma brasileira talentosa que viaja para a Itália enganada por Oliver. Promessas de fama e riqueza tornam-se um pesadelo quando ela descobre que foi traficada para a prostituição. No entanto, o destino intervém no primeiro encontro entre os dois, despertando em Logan um amor avassalador e inesperado.
Capa do romance Doce tentação: um romance inesperado
8.7
Emily Gale viveu três anos em um casamento gélido com Hunter Jackson, o influente magnata de Bentson City. Cansada da indiferença do marido, ela decide pedir o divórcio para retomar sua liberdade. Embora Hunter aceite a separação em silêncio, o afastamento desperta nele mudanças imprevistas. Enquanto Emily reconstrói sua vida, segredos e sentimentos reprimidos emergem, questionando se a conexão entre os dois era realmente vazia ou se um amor real ainda pode florescer.