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Capa do romance MÁFIA

MÁFIA

Mergulhe em uma narrativa intensa de máfia, onde o desejo e o perigo se entrelaçam em uma trama repleta de romance e prazer. Esta obra promete surpreender os leitores com reviravoltas emocionantes a cada passo. Com atualizações diárias e capítulos extras ocasionais, a história convida você a se deliciar com uma jornada envolvente e cheia de sensações. Prepare-se para uma experiência literária vibrante, marcada por fortes emoções e um clima de mistério absoluto.
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Capítulo 2

Acordo com minha mãe me beijando no rosto, e estava com saudades dela.

Bom dia minha filha, como você está? Estranhei em ver você dormindo ainda a essa hora, já são 09:15 horas. - Fala minha mãe, e dou um pulo da cama. Marco virá me buscar e preciso me arrumar o quanto antes, dou um beijo em minha mãe e corro para o banheiro chamando mamãe, para que eu possa comunicar a ela, que irei sair.

Bom dia mamãe, preciso tomar um banho rápido, quando tirar os sapatos venha até o banheiro por favor. - Pego a toalha, um vestido florido que tenho e acho que tem um "Q" de romântico e me deixa meiga, e corro para o banheiro, resolvo fazer um coque em meus cachos, não vai dar tempo de fazer uma finalização nele.

Sim minha filha, pode falar. - Entra mamãe no banheiro e me pergunta com um olhar curioso.

Então, mãe a senhora sempre quis que eu me enturmasse com o pessoal da escola, e um aluno de lá me chamou para sair com ele, almoçar fora e nos conhecer. E eu aceitei o convite, ele virá me buscar às 10:00 horas. - Digo e fecho os olhos lavando o rosto para ela não perceber que omiti uma parte da informação, Marco não é aluno de lá, e muito menos daqui do Brasil. Mas quero muito sair com ele.

Tudo bem, mas tenha cuidado. - Diz mamãe e sai. Sorrio que nem uma boba no banheiro, saio do chuveiro e me arrumo. Decido ir com uma rasteirinha delicada, passo um perfume, rímel e um gloss, solto uns cachinhos na frente de meu rosto, deixo meu cabelo com um coque bagunçado e sofisticado e estou pronta. Escuto alguém bater na porta e meu coração quase sai pela boca, tenho aquela sensação ruim novamente, mas não ligo.

Laura, o seu amigo chegou. - Escuto mamãe me chamar e vou depressa demais para a sala, e me lembro de que tenho que pegar um casaco, volto para o quarto e pego uma jaqueta jeans.

Oi Marco, - o cumprimento tímida demais para meu gosto. E mamãe pigarreia, querendo que eu os apresente.

Ah, Marco essa é minha mãe Sofia, mamãe esse é o Marco de quem falei.

Prazer Marco, cuide bem de minha filha, ela é minha joia mais preciosa. - Mamãe me olha e me dá um beijo na bochecha.

Pode deixar dona Sofia, cuidarei dela como se fosse de porcelana. - Esse olhar, é muito misterioso e me dá um pouco de medo. Mas, devo confiar nele, se fosse me fazer algum mal, teria feito ontem.

Vamos? - Digo a ele, antes que minha mãe comece a disparar um monte perguntas.

Filha come ao menos uma fruta, você não comeu nada. - Grita minha mãe, quando já quase entrando no carro.

Não estou com fome mamãe, não se preocupe. -Digo e entro no carro luxuoso de Marco. Ele me olha por um instante, se aproxima de mim e me dá um beijo, um beijo quente e fico ofegante e solto um gemido. Outro não gente, por quê tive que gemer uma outra vez? E ele intensifica o beijo, vai descendo a mão e eu seguro e o olho.

Não! - Não quero passar dos limites, e o limite é apenas ficar no beijo. Por favor.

Ele me olha e vejo que fica com raiva, fecha o punho e olha para a frente, não me encara o resto da viagem. Me sinto sem graça, não sei o que fazer, como agir. Sei que mais cedo ou mais tarde, vai acontecer, mas não quero que seja antes dos meus 18 anos.

Você é dessas que só vai transar quando for casar? - Pergunta ele com muita raiva na voz.

Não, só que não quero que seja agora. E nos conhecemos ontem, e não me sinto pronta para isso. Não agora. - Marco me olha, respira fundo. Pega o celular e não me atenção o resto da viagem. Paramos em uma casa linda no Leblon, e fico encantada com o tamanho e o tanto que é linda, tem um jardim perfeito, uma piscina enorme que pega a frente e a lateral da casa, uma garagem gigante no qual tem mais dois carros de luxo estacionados, uma academia ao ar livre, uma bela churrasqueira. O carro para, e ele volta a atenção para mim, pega em minha mão e me chama.

Venha, vamos comer alguns petiscos e conversar. - Ele me puxa do carro, e vejo que tem um canil e dois quatro cachorros da raça pitbull presos, eles latem muito quando me vê e tremo, pois tenho medo. Marco percebe e sorri.

Não precisa se preocupar, eles só atacam quando ordeno algum ataque. - Fala e pega em minha mão me levando para dentro. A casa é perfeita, tem um pé direito bem alto, uma cozinha dos sonhos, a sala é enorme e tem um sofá em formato de U que acomoda facilmente umas 20 pessoas em uma única vez, uma mesa de centro de madeira escuro, pufes, ar condicionado. É tudo muito lindo, o que será que faz da vida para ter esse luxo todo? É impressionante, fico ali admirando tanta beleza e luxo.

Venha comer algo. -Ele me leva até uma banqueta na cozinha, nos sentamos e uma senhorinha muito simpática nos serve, com uma deliciosa tábua de frios.

Ele não tenta mais nada e temos um dia bem agradável, e assim seguimos. Depois de algumas semanas saindo juntos, ele me pede em namoro. Aceito claro e ele não gosta nem um pouco quando digo que vou começar a trabalhar, discutimos muito e ele tenta me convencer que me dá o dobro do que ganharia no quiosque só para recusar o emprego. E não aceito é claro, não temos nem um mês de namoro e ele quer me dá ordens, ele grita muito e quebra um copo na parede. Eu me assusto, começo a chorar e ele sai da sala me deixando ali sozinha. Minhas visitas em sua casa estão mais frequentes, minha mãe não gosta nenhum pouco do nosso namoro, mas já viu que não adianta falar nada. Estou totalmente dependente emocional do Marco, ainda estou conseguindo segurar a virgindade, outro motivo para brigarmos e nisso vai passando o tempo e quando percebo já se passaram seis meses que estamos nesse martírio de relacionamento, mas cada dia que se passa me apaixono mais por ele, e sei que está me desestruturando, não consigo terminar com ele.

Laura, se casa comigo? - Sou pega de surpresa com essa pergunta, e estou cansada, pois, o dia no quiosque foi puxado, me viro de frente para ele no carro, respiro fundo e tento processar essa nova informação.

Amor, você quer se casar só para poder transar comigo? Não precisa fazer isso, é só esperar mais um pouco, é só ter paciência. - Falo para ele, com um certo medo disso virar outra discursão.

Amor me escute, não quero me casar apenas porque quero tirar sua virgindade, quero me casar com você porque te amo, não consigo viver sem você, e quando te deixo em caso após o trabalho, é um martírio para mim. Quero sua companhia, crescer junto com você e sua virgindade seria apenas um bônus em tudo isso. Pensa essa noite e me fala amanhã, por favor. -Já queria dizer sim, mas vou me fazer de difícil um pouco.

Me casando com você terei que parar de trabalhar? - pergunto já sabendo da resposta.

Sim! Mulher minha não trabalha fora, e não mudo de ideia. Cresci vendo minha mãe em casa, e quero o mesmo para meus filhos. E antes que fale algo, vou ajudar sua mãe, tirar ela da favela e dar conforto para ela.- Ele me fala e volta a atenção para o celular, chegamos em minha casa e estou apreensiva.

Você não vai entrar? - pergunto.

Não meu amor, fizeram uma merda em uma das empresas e preciso ir resolver o problema. Pensa direitinho tá? Você aceitando, vamos agilizar para nos casarmos daqui há uma semana no máximo. - Me assusto com essa urgência dele, nos beijamos, desço do carro e ele vai embora e não entendo o porquê quero chorar. Entro em casa, e minha já me olha estranho, porém, não fala nada e isso é um milagre.

Mamãe, o Marco me pediu em casamento e quer tirar a senhora da favela. E antes que fale alguma coisa, eu quero aceitar, e se a senhora não abençoar, vou me casar daqui há quatro meses que completo 18 anos. - Digo e espero, minha mãe me olha com um olhar decepcionado.

Laura, não vou lhe impedir. Mas, te falo uma coisa, feliz você não será com ele. E não aceito sair daqui, não se preocupe comigo. - Mamãe sai e me deixa ali pensativa.

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