
Luxúria proibida: Uma noite com o pai do meu marido
Capítulo 2
"Seu serviço foi péssimo e não vale mais do que esta moeda de um centavo!"
Uma única moeda repousava ao lado do bilhete.
Essa menina teve a audácia de seduzi-lo e depois jogá-lo fora como se fosse um brinquedo qualquer? Que audácia. Os dedos do homem se fecharam em torno do bilhete antes de rasgá-lo em pedaços, seu rosto uma explosão de raiva. Essa mulher arrogante deveria rezar para que ele nunca a encontrasse.
Então, algo perto da cama chamou sua atenção. Ele se abaixou, pegou o objeto, e seu rosto ficou ainda mais sombrio.
Isso era...
Quando Joana chegou ao hospital, Marta já tinha sido levada para a sala de emergência.
O tom do médico era grave. "Sua mãe tem uma dissecção aórtica. É crítico — ela precisa de cirurgia imediata."
"Sim, vamos adiante," disse Joana, pegando os formulários de consentimento e assinando sem hesitação. Então, como se de repente se lembrasse, perguntou: "Quanto vai custar?"
"Se tudo correr bem, cerca de trezentos mil."
A caneta tremia em sua mão, seus dedos endurecendo enquanto toda a cor desaparecia de suas juntas.
Trezentos mil...
Todas as suas economias mal chegavam a trinta.
Percebendo sua hesitação, o médico perguntou: "Vamos prosseguir ou não?"
"Sim!" Joana mordeu os lábios com força, forçando sua mão a se mover enquanto rabiscava sua assinatura.
Dinheiro se consegue, mas uma vida perdida não tem volta.
Ainda assim, encontrar esse dinheiro se mostrou mais difícil do que ela jamais imaginou.
Embora frequentasse uma universidade prestigiada repleta de estudantes ricos, Joana sempre permaneceu uma intrusa — sua bolsa integral a separava do mundo privilegiado deles.
Ela ligou para todos os contatos que conseguia pensar, mas após esgotar todas as opções, tudo que tinha eram vinte mil.
Suas palmas estavam úmidas, a tela do telefone manchada de suor. E agora? Para quem mais poderia recorrer? Não a Mateus — ele estava lutando assim como ela, vivendo de uma bolsa com mal o suficiente para sobreviver. E depois do que aconteceu naquela noite, encará-lo estava fora de questão.
Então veio o som agudo de saltos altos ecoando pelo corredor estéril. Uma mulher, impecavelmente vestida, apareceu.
Joana se enrijeceu. "O que você está fazendo aqui?"
Julissa Powell, com sua habitual arrogância, puxou um cartão bancário sofisticado. "Seu pai soube da condição de sua mãe. Ele imaginou que você precisaria de dinheiro, então me enviou com isso."
Desde que se lembrava, Marta tinha sido sua única família. Só quando chegou a Qakvale para a universidade há três anos, descobriu a verdade — seu pai era ninguém menos que Liam Powell, um poderoso empresário.
Marta tinha sido amante de Liam uma vez, e Joana era a filha nascida desse caso. Quanto a Julissa, ela era a esposa legítima de Liam.
Joana desprezava o sangue que a ligava a eles e não queria nada com a Família Powell.
"Eu não preciso disso," disse friamente.
Julissa sorriu com desdém. "Joana, sua mãe está morrendo, e você ainda está bancando a nobre?"
O maxilar de Joana se apertou. "Eu vou dar um jeito."
Julissa zombou, "Com o quê? Trezentos mil dólares? Por favor. Mesmo que você se vendesse, não conseguiria tanto dinheiro."
"Você!" Joana apontou um dedo para Julissa, seus olhos queimando de fúria. Ainda assim, ela não tinha resposta.
Era inegável — levantar esse tipo de dinheiro em tão pouco tempo era impossível.
Erguendo o queixo arrogantemente, Julissa disse, "Vou te dar três minutos para decidir. Depois disso, mesmo que você implore de joelhos, a oferta estará fora da mesa."
Os punhos de Joana se fecharam tão apertados que suas unhas cravaram nas palmas.
Julissa estava certa.
A dignidade não importa quando a vida está por um fio.
Ela ergueu a cabeça. "O que você quer em troca?"
Não havia como Liam Powell ajudar sem um preço. Se ele realmente se importasse, Marta não teria passado inúmeras noites curvada sobre seus artesanatos, forçando sua visão ao limite apenas para conseguir sobreviver.
Julissa arqueou uma sobrancelha. "Menina esperta. Claro que há um preço. Tenho certeza de que você ouviu falar da Família Harvey. A Família Powell e a Família Harvey têm um antigo pacto de casamento. Rhys Harvey acabou de completar dezoito anos, e agora eles vieram reivindicar o acordo. Especificamente, eles querem você."
Joana soltou uma risada fria. "Vocês passaram anos me lembrando que eu não sou nada mais do que uma filha ilegítima. E de repente, sou importante o suficiente para a Família Harvey pedir por mim pelo nome?"
Por um breve momento, a vergonha passou pelos olhos de Julissa.
A realidade era que os negócios da Família Powell estavam desmoronando nos últimos seis meses. Desesperados por um respiro financeiro, eles recorreram à Família Harvey, implorando para que cumprissem o acordo de casamento há muito esquecido.
Owen Harvey, fundador do Grupo Harvey, era uma força a ser reconhecida. Chegando a Qakvale com nada além de um filho adotivo, ele construiu um império de negócios do zero, dominando o mercado por treze anos. E ele tinha apenas trinta e três anos.
Após muita persuasão, Owen finalmente concordou.
Sua condição era simples — se Rhys concordasse, ele investiria nos negócios da Família Powell.
Embora Rhys não fosse filho biológico de Owen, ele era, sem dúvida, seu favorito. A constante indulgência de Owen apenas alimentou sua natureza selvagem.
E nos últimos três anos, com Owen frequentemente no exterior, Rhys se tornou ainda mais incontrolável.
Julissa jamais arriscaria o futuro de sua própria filha com alguém assim. Então, ela mirou em Joana.
Confrontada por Joana, Julissa se enfureceu. "Pare de agir como ingrata! Esse casamento era para sua irmã, mas por bondade de coração, ela está deixando você ter em vez disso!"
Joana a encarou, com o estômago revirando.
Julissa pressionou. "Basta disso. Você vai aceitar ou não?"
Joana tinha ouvido o suficiente sobre Rhys Harvey para saber que tipo de homem ele era — impulsivo, arrogante, incontrolável. A vida com ele não seria apenas difícil.
Mas não havia outro caminho.
Marta tinha passado mais de duas décadas dando tudo por ela. Joana não deixaria sua mãe morrer. Mesmo que estivesse caminhando direto para uma armadilha, ela não tinha escolha a não ser seguir em frente.
A dor a consumia enquanto sua última resistência desmoronava.
Suas unhas cavaram tão profundamente em suas palmas que sangue surgiu em pequenos crescentes. Com os dentes cerrados, ela mal conseguiu pronunciar as palavras. "Eu aceito, mas com uma condição."
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