Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Luar Proíbido - A Luna Proibida do Alfa

Luar Proíbido - A Luna Proibida do Alfa

Após perder a mãe, Luna Bolívar muda-se para Lendcity para viver com o enigmático Eliezer. Em sua nova rotina, ela enfrenta o despertar de dons latentes e a servidão sombria de Ravena, uma bruxa ligada à sua linhagem. Ao conhecer o misterioso Darius Mathewook na escola, Luna descobre uma conexão sobrenatural que desafia a realidade. Entre segredos de lobos e magias ancestrais, ela deve aceitar sua natureza antes que o destino se torne sua própria maldição fatal.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Luna acordou sobressaltada, seu coração batendo forte no peito. Levou alguns segundos para entender onde estava, até que o som de batidas firmes na porta a trouxe completamente de volta à realidade.

— Entre! — disse com a voz rouca de sono, acreditando que era seu pai.

A porta se abriu lentamente, mas ao invés de Eliezer, uma jovem mulher entrou no quarto. Ela tinha a pele morena que reluzia sob a luz suave do lustre, cabelos negros presos em um coque elegante e vestia um vestido longo, coberto por um avental impecavelmente branco. Sua beleza era esplêndida, e sua postura, graciosa, com um toque de autoridade que parecia natural.

— Boa noite. — disse a jovem, sua voz aveludada e formal. — Meu nome é Ravena. Sou empregada da casa e também sua criada. Vim avisá-la que o jantar está pronto, e o senhor Eliezer a aguarda na sala de jantar.

Luna piscou, tentando se acostumar à presença de Ravena. Antes que pudesse responder, a jovem olhou ao redor, notando as malas ainda intocadas no chão.

— Ah, vejo que não teve tempo de organizar suas coisas. Ravena sorriu, um sorriso suave, mas algo em seu olhar parecia profundamente observador. — Se quiser, posso ajudá-la com isso após o jantar.

— Obrigada. — respondeu Luna, acenando com a cabeça. Apesar da desconfiança que sentia em relação a todos naquela casa, havia algo tranquilizador na voz de Ravena.

Luna se levantou lentamente, ainda sonolenta, e estendeu a mão. — É um prazer conhecê-la, Ravena.

Ravena hesitou por um instante antes de aceitar o cumprimento, mas assim que suas mãos se tocaram, Ravena puxou a mão de volta quase como se tivesse levado um choque.

Luna franziu o cenho, confusa.

— Está tudo bem? Eu fiz algo errado?

Ravena deu um passo para trás, seus olhos fixos na mão que havia segurado. Por um momento, um lampejo de algo indiscernível – medo, talvez – passou por seu rosto. Mas então, ela rapidamente recompôs a expressão, sorrindo novamente, como se nada tivesse acontecido.

— Ah, não, não é nada. — Disse Ravena, sua voz levemente trêmula. — Foi apenas um… reflexo. Me desculpe, senhorita Luna. Vou deixá-la se preparar.

Antes que Luna pudesse insistir, Ravena inclinou a cabeça educadamente e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si com cuidado.

Luna ficou parada por alguns instantes, encarando a porta fechada. Havia algo estranho naquele encontro, mas ela não conseguia entender o quê. Algo naquela casa – e nas pessoas que viviam nela – parecia cheia de mistérios.

Com um suspiro, ela deu uma última olhada no porta-retrato que ainda estava sobre a cama, pegou-o e posicionou de pé no criado mudo ao lado da cama antes de se levantar e começar a se arrumar para o jantar.

Luna desceu as escadas, ainda tentando esquecer o encontro estranho com Ravena. O cheiro do jantar – um aroma que lembrava ervas e algo assado – preenchia o ar, guiando-a até uma sala de jantar ampla, com um lustre dourado que lançava sombras suaves nas paredes cobertas por tapeçarias antigas.

Eliezer estava sentado à cabeceira de uma mesa longa de mogno, segurando uma taça de vinho. Ele se levantou ao vê-la entrar, indicando a cadeira ao lado dele.

— Espero que tenha descansado bem. — Disse ele, com a voz controlada.

— Sim, obrigada. — Respondeu Luna, sentando-se.

Antes que a conversa pudesse avançar, Ravena entrou na sala carregando uma travessa prateada, seus movimentos tão fluidos que pareciam quase sobrenaturais. Ela colocou a comida sobre a mesa e começou a servir.

Luna a observou enquanto ela se movia. Algo em Ravena parecia diferente agora – mais calculado, como se ela estivesse mantendo uma postura controlada demais.

— Ravena cuida de muitas coisas nesta casa. — Disse Eliezer de repente, como se percebesse os olhos de Luna fixos na jovem. — Ela é... indispensável.

Ravena ergueu os olhos, sua expressão permanecendo neutra.

— É minha obrigação, senhor.

O tom dela era educado, mas havia algo mais que Luna não conseguia identificar.

Depois que Ravena saiu, Luna não conseguiu conter a curiosidade.

— Ela é tão jovem... Faz tempo que trabalha aqui?

Eliezer ficou em silêncio por um instante, os dedos batendo de leve na taça de vinho.

— Ravena faz parte de algo... maior. — Disse ele, finalmente.

Luna franziu a testa, mas antes que pudesse perguntar mais, Ravena retornou para limpar a mesa, seus olhos evitando os de Eliezer.

— Posso ajudar? — Ofereceu Luna, sentindo-se desconfortável em apenas observar.

— Não, senhorita, isso é meu trabalho. — Ravena pegou os pratos com mãos firmes, mas Luna notou algo peculiar – as mãos da jovem tremiam levemente.

— Você está bem? — Luna perguntou, ignorando a recusa.

Por um momento, Ravena parou, os pratos em suas mãos quase caindo. Então, ela se virou, encarando Luna com uma intensidade que fez a garota recuar ligeiramente.

— Nem sempre escolhemos os papéis que desempenhamos. — Disse Ravena, sua voz baixa e sombria. — Alguns de nós são... obrigados a seguir caminhos que outros traçaram.

Luna arregalou os olhos, mas antes que pudesse perguntar o que aquilo significava, Ravena saiu da sala em silêncio, desaparecendo nas sombras do corredor.

Eliezer suspirou profundamente, quebrando o silêncio.

— Ravena é leal. — Disse ele, como se tentasse justificar algo. — A lealdade dela é... hereditária.

— O que isso significa? — Luna perguntou, ainda tentando entender o que acabara de acontecer.

— É complicado. — Respondeu ele, com uma expressão fechada. — E não é algo que você precise se preocupar.

***

Mais tarde, Ravena estava sozinha na cozinha, as mãos apertando o balcão de mármore enquanto respirava fundo. Ela tentou afastar a sensação que a atingiu ao tocar Luna. Algo estava errado – muito errado.

Ela caminhou até uma porta escondida atrás da despensa, que levava a um pequeno quarto escuro. Ali, um altar de madeira envelhecida estava coberto de velas apagadas e runas entalhadas.

— Avó, por que agora? murmurou, acendendo uma das velas com um estalar de dedos. — Eu a servi, como você me ordenou... Como elas nos ordenaram. Mas essa garota... Ela é diferente. Eu senti.

O brilho da chama refletiu nos olhos de Ravena, e no espelho acima do altar, uma figura indistinta começou a se formar – o rosto de uma mulher mais velha, com olhos fundos e uma aura imponente.

— Você sabe por que estamos ligadas a eles, neta. A voz profunda da figura ecoou na sala. — O sangue deles nos aprisiona, mas o dela...

Ravena respirou fundo, incapaz de desviar o olhar do reflexo.

— O dela pode ser o fim de tudo.

Você pode gostar

Capa do romance A bruxa e o Alfa
8.8
Sob uma terrível maldição, bruxas e lobisomens foram privados de suas habilidades naturais. A única salvação exige que um Alfa gere um herdeiro com uma bruxa de linhagem ancestral. Ele evita qualquer união, enquanto ela desconhece sua própria herança mágica. Após uma noite de paixão fruto de uma armadilha, eles descobrem que a quebra do feitiço atrai perigos maiores. Agora, o casal deve enfrentar inimigos poderosos que desejam destruir sua família e o bebê.
Capa do romance A Dama do Marajó
8.9
Elise, de 23 anos, enfrenta o luto pelos pais, mortos em condições enigmáticas. Sua rotina pacata é abalada por visões oníricas com um estranho, mergulhando sua realidade em fantasia. A situação se intensifica quando ela resolve investigar o passado da família. Ao mesmo tempo, o retorno de um amigo de infância à ilha, acompanhado por um visitante inesperado, traz novos segredos à tona, transformando sua busca por respostas em um caminho perigoso.
Capa do romance A garota com múltiplas identidades
9.6
Marissa oculta talentos extraordinários, de médica renomada a líder mercenária. Sob um disfarce humilde, ela planejava se casar com um rapaz supostamente pobre, mas ele, sendo um herdeiro rico, a humilha e rompe o noivado. Após a verdade sobre o poder de Marissa vir à tona, o ex-noivo implora por perdão em total choque. Contudo, um magnata poderoso surge para reivindicá-la, protegendo sua esposa e ordenando que o traidor se afaste definitivamente dela.
Capa do romance Atirar primeiro... perguntar depois!
8.6
Breno, um criminoso implacável e sanguinário, vê sua trajetória colidir novamente com a de seu pior rival. Em um ato de ousadia e vingança, ele decide sequestrar a filha do seu inimigo mortal. Agora, os dois são forçados a conviver enquanto atravessam as paisagens perigosas e implacáveis do Velho Oeste. O fora da lei e a jovem iniciam uma jornada repleta de tensão, marcada por uma grande aventura em um território onde a lei é ditada pelo gatilho mais rápido.
Capa do romance Conquistadores de Marte
8.0
Diante do colapso da Terra e da hostilidade de Marte, cientistas criam corpos biológicos adaptados para transplantes cerebrais. A trama explora o desespero de quem não pode pagar pela migração antes do fim do mundo, além dos dilemas morais dessa nova existência. Entre reflexões filosóficas e pitadas de humor, acompanhamos romances inesperados que florescem em meio ao caos social e à luta pela sobrevivência da consciência humana no Planeta Vermelho.
Capa do romance O filho do policial mafioso - Irmãos Rodrigues – Livro II
8.1
Os Rodrigues dominam o Brasil sob o disfarce de magnatas das joias, ocultando uma rede de crimes e mortes. André, o policial da família, vê sua paz ruir ao descobrir a existência de um filho sequestrado por rivais. Forçado à traição para salvar o menino, ele cruza o caminho de Beatriz Albuquerque, que busca uma prima sumida. Entre mentiras e perigos, a convivência forçada desperta uma paixão intensa. É essencial ler o primeiro volume para acompanhar esta trama.