Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Leiloada ao Magnata Misterioso

Leiloada ao Magnata Misterioso

Ciente do seu propósito, ela leiloa a própria virgindade, mas o destino intervém quando um comprador mascarado de olhar sombrio a arremata. O que seria uma transação fria se torna uma atração perigosa e obsessiva, desafiando todas as regras. Em meio a segredos e noites intensas, ela mergulha em um jogo de desejo e desconfiança. Agora, precisa descobrir a identidade do magnata e decidir o que sacrificar para conquistar o homem que a comprou por milhões.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

Estava acontecendo. Não havia mais volta.

O motorista não disse uma única palavra durante o trajeto. O silêncio parecia parte do ritual. Cada minuto era uma contagem regressiva para um destino que eu ainda não compreendia por inteiro.

Depois de longos vinte minutos, o carro freou suavemente. A porta abriu-se por fora, revelando a fachada iluminada de um hotel de luxo. Lustres de cristal cintilavam através das janelas altas, e homens de terno e mulheres de vestidos longos transitavam pela entrada principal, como se fosse apenas mais um evento elegante da alta sociedade.

Mas eu sabia que, por trás das cortinas, escondia-se algo muito mais sombrio.

- Por aqui. - A voz calma de um segurança me guiou por uma porta lateral, discreta, longe do brilho da entrada principal.

Fui conduzida até uma ampla sala onde outras garotas já esperavam. Algumas estavam sentadas, ansiosas, outras em pé, tentando disfarçar o nervosismo com conversas superficiais. Havia quem fingisse indiferença, roendo unhas ou mexendo no celular, mas a tensão era palpável.

Todas usavam variações do mesmo traje: capas que cobriam as roupas íntimas minúsculas de renda translúcida, cores claras, como se fossem fantasmas preparados para desfilar diante de predadores. Me foi entregue uma lingerie, um tecido branco que mal cobria o corpo. Quando terminei de vestir me senti exposta, vulnerável.

- Lembre-se, não fale sem ser questionada. - A coordenadora, uma mulher loira de olhar gelado, repetiu as regras. - Não olhe diretamente para os convidados, a não ser que queira chamar atenção. E, acima de tudo, lembre-se: vocês não são pessoas aqui. São "lotes".

Eu respirei fundo, endireitei os ombros e fiquei em silêncio.

Uma a uma, as garotas eram chamadas. Seus números eram anunciados por um mestre de cerimônias que falava com naturalidade perturbadora, como se vendesse obras de arte. A cada lance, números subiam rapidamente, cifras que jamais sonhei ver na vida.

Eu esperava, imóvel, até ouvir meu número.

- Garota vinte e um.

Bastou um gesto, e o tecido leve que me cobria deslizou até o chão. Senti o toque frio da seda contra a minha pele quente e bem cuidada, um arrepio que durou segundos, mas ficou marcado, como se tivesse se impregnado em mim. Antes que pudesse pensar, um toque firme nas costas me indicou para onde eu deveria ir, a passarela improvisada à minha frente.

Eu não queria, mas precisava. Precisava de um jeito quase desesperado. Dei um passo à frente, deixando para trás aquele tecido fino, que agora se misturava a outras peças caídas no chão, restos das meninas que tinham passado por ali antes de mim.

"Produto", repeti para mim mesma. "Você é só um produto". Era assim que eles queriam que eu me visse, e era assim que eu tinha que pensar. Minha virgindade, hoje, estava sendo leiloada. Condição única: ninguém poderia saber. Ninguém poderia descobrir que esse lugar sequer existia. Não era difícil manter o segredo, o que me importava, na verdade, era receber minha parte, ainda hoje, assim que tudo acabasse. Assim que eu entregasse o que vieram comprar.

Um arrepio percorreu meu corpo, mas não era pelos olhares cobiçosos escondidos atrás das máscaras de carnaval. Eu nem olhava para eles. Meu olhar estava fixo no chão. O frio do salão era o que me fazia tremer.

Eles estavam confortáveis, em ternos caros, com taças de champanhe, e nós, as meninas, estávamos praticamente nuas, expostas para que cada detalhe fosse analisado.

Eu estava congelando. Talvez fosse impossível não notar minha pele coberta de arrepios. Não era medo, como podiam pensar, era frio. Na verdade, medo eu não tinha. Eu sabia para onde tinha me metido e tinha me preparado. Antes de sair de casa, repeti para mim mesma um mantra simples: "Não é nada demais. Todo mundo faz isso". Quase todo mundo, pensei em seguida. Quase todo mundo, mas nem todos por dinheiro.

Uma das organizadoras me pediu algo. O quê? Ah, sim: para girar, mostrando minhas costas, minhas curvas. "As garotas tem que ser vistas de todos os ângulos". Era a regra.

Eu me virei, sentindo outro arrepio. "Que comece logo", pensei. "Que acabem logo, de preferência". A sala reservada para depois seria mais quente. Muito mais quente.

Finalmente, a primeira oferta foi anunciada. Começou.

As vozes surgiam de todos os cantos, elevando os lances cada vez mais. O valor crescia, mas não era suficiente. Com a comissão, ainda não chegava no que eu precisava. "Continuem", pedi em silêncio. "Continuem aumentando". Eu suportaria o frio até alcançarem o número certo.

Percebi que, entre todas as vozes, uma sobressaía, um único comprador, insistente, aumentando os lances com pressa, como se tivesse pressa de vencer. Um admirador? Mesmo que fosse só por hoje?

Quis erguer o olhar, mas não consegui. Minha cabeça parecia pesada, talvez pelo frio, talvez pela tensão. Mas não adiantaria: só veria uma máscara. Não teria como saber quem ele era, nem seu olhar, nem sua idade. Podia ser um executivo quarentão, um advogado de sucesso... ou um velho milionário. Riqueza não tem idade.

O valor subia cada vez mais rápido.

Duzentos mil... quinhentos mil... seiscentos.

O coração disparava junto com as vozes. Eu fingia calma, mas minhas mãos tremiam discretamente ao lado do corpo. Por dentro, eu só pensava: chega logo no que eu preciso, por favor.

E então, silêncio.

O leiloeiro repetiu o último lance, a voz ecoando pelo salão:

- Um milhão... Dou-lhe uma... dou-lhe duas...

O martelo bateu.

- Vendida!

Meu coração disparou de novo, mas não de frio dessa vez.

Um burburinho discreto se espalhou no setor indicado. O mestre de cerimônias, satisfeito, prosseguiu:

- Muito bem. A moça será preparada. Seguimos com o próximo lote.

Um segurança me tomou pelo braço com delicadeza e me guiou para fora do palco. Quase suspirei de alívio quando senti uma manta quente ser colocada sobre meus ombros. Não era o mesmo tecido ridículo que usaram antes; era macio, pesado, acolhedor. Pela primeira vez naquela noite, meu corpo parou de tremer.

O quarto onde tudo aconteceria estava ali mesmo, entre aquelas paredes. Conveniente para eles. Cruel para mim. Perguntava a mim mesma: será que ele vai tirar a máscara? Ou vai permanecer escondido até o fim?

Entramos em um cômodo iluminado de forma suave, quase intimista. Havia uma cama enorme, coberta por lençóis vermelhos como vinho. Não havia algemas, chicotes ou nada assustador, apenas o suficiente para criar o clima que eles julgavam adequado.

A porta se fechou atrás de mim. O segurança foi embora. Eu fiquei só.

Esperando.

Ele estava em algum lugar do prédio, terminando o pagamento. Daqui a pouco entraria. E, por mais estranho que fosse, a expectativa queimava mais do que o medo.

Dei por mim em pé no meio do quarto, imóvel, como uma estátua. Por que diabos eu ainda não tinha me sentado na cama? Respirei fundo e sentei.

Os minutos pareceram horas. Até que a maçaneta girou.

A porta abriu devagar. Eu virei o rosto e o vi.

Era ele.

A máscara ainda cobria parte do rosto, mas agora eu podia observá-lo melhor. O terno escuro realçava os ombros largos, a postura firme. Havia um toque de grisalho em seu cabelo, o que só o deixava mais imponente. Ele tinha a aparência de quem carrega poder, não apenas dinheiro, mas algo mais profundo, difícil de explicar.

E então, os olhos.

Castanhos tão escuros que quase pareciam negros. Quando se fixaram em mim, senti como se tivesse sido sugada para dentro de um abismo. Não consegui desviar.

Ele também me estudava, com calma, como se me pesasse em cada detalhe. A cabeça inclinada de leve, um gesto que me deu vontade de sorrir à toa. Quase perdi o controle, quase deixei escapar uma risada nervosa. Mas me segurei.

O silêncio entre nós parecia ter peso.

- Levante-se - ele ordena.

Faço exatamente como disse.

De cabeça baixa, reparo no carpete sob meus pés. Pergunto-me há quanto tempo foi colocado. Parece velho, quase vintage. Talvez seja parte do charme do lugar. Lembra algo que eu veria em um filme antigo, onde a garota era colocada à venda.

Ok, estou tentando fingir que minha fantasia não é tão fodida. Mas isso não é uma fantasia. Longe disso.

- Tire a roupa.

Eu nem sequer sei o nome dele.

Não que importe. Não vou dizer o meu também.

Dou-lhe as costas ao soltar o fecho do sutiã. A voz dele me paralisa:

- Não. Quero ver. Vire-se. Mostre para mim.

Meu rosto arde.

Nunca ninguém falou comigo assim.

Sem olhá-lo, tiro o sutiã devagar, sentindo meus seios saltarem livres. Quando chego à calcinha, hesito.

- Tudo

De repente, me senti mais firme, mais pronta para fazer o que precisava ser feito.

Você pode gostar

Capa do romance Contrato com o Herdeiro da Máfia.
8.2
Benjamin Clark, o arrogante CEO da TecnoClark e herdeiro da máfia italiana, precisa casar para assumir o legado do pai após um infarto. Acostumado a farras, ele busca um casamento de contrato com seu irmão Nolan. A candidata ideal surge: Ana Miller, a secretária de Nolan. Desesperada após ser roubada pelo marido, ela precisa de fundos urgentes para a cirurgia cardíaca da mãe. Entre o poder e a necessidade, um acordo perigoso une dois mundos opostos.
Capa do romance Da Esposa Negligenciada à Herdeira Empoderada
9.7
Arthur usou a misofobia para evitar tocar em sua esposa por seis anos. Tudo mudou quando ela o viu com a ex, Clarice. Após salvar a rival e ser ignorada pelo marido ferida, a protagonista descobriu que seu casamento era apenas um contrato comercial. Traída, ela engana Arthur para assinar o divórcio no hospital. Agora, ele enfrentará a ruína financeira, pois ela doou toda a fortuna que recebeu dele, deixando o ex-marido solteiro e completamente falido.
Capa do romance Do Sequestro ao Romance Ardente
8.2
Desesperada para pagar o tratamento da irmã, uma confeiteira decide sequestrar Pedro Almeida, herdeiro de um império cafeeiro. Inexperiente, ela falha no resgate, mas o próprio refém decide ajudá-la a valorizar o crime. Entre lições de sequestro e vulnerabilidades expostas, surge uma conexão intensa. Quando uma traição coloca ambos em risco, Pedro se sacrifica para protegê-la e mente às autoridades para salvá-la, provando que o amor nasceu no cativeiro.
Capa do romance Ele Achou Que Eu Ficaria: Erro Dele
9.2
No aniversário de quatro anos de namoro, Alice esperava um pedido de casamento, mas Caio a humilhou ao noivar com Karina publicamente. Rebaixada a 'apenas uma amiga' e convidada a ser amante, ela descobre que ele planejava usá-la apenas para diversão. Determinada a dar o troco, Alice decide reivindicar sua herança esquecida. Para isso, ela aceita se casar com o executor do testamento de seu pai, abandonando de vez o homem que a traiu e subestimou.
Capa do romance Herdeiros Ocultos: O CEO e Seus Gêmeos
8.3
Traída pelo pai e pela madrasta Suelen, Victória é drogada e acaba na cama do implacável Jackson Carson. Acusada injustamente por ele e expulsa de casa pela avó, ela foge para recomeçar. Dois anos depois, Victória é uma designer e mãe solo de gêmeos. O destino a coloca na empresa de Jackson, onde o rancor dele colide com uma atração proibida. Enquanto ele tenta resistir ao desejo, ela luta para esconder o maior segredo: a paternidade de seus filhos.
Capa do romance Meu CEO mandão
8.0
Após dois anos de um casamento negligenciado, Brian jamais visitou sua esposa, a quem considerava feia, preferindo a vida de escândalos. Cansada, Rosalynn pede o divórcio para buscar sua própria liberdade. No entanto, o destino os une quando Brian se encanta por uma talentosa designer em sua empresa. Ao investigar o passado dessa mulher cativante, ele descobre que ela é sua ex-esposa, sendo tomado por um profundo arrependimento tarde demais.