
Intenso Vol 2
Capítulo 3
Ele trouxe seus lábios até os meus e soltou minhas mãos. Eu passei meus braços por cima da sua cabeça,
segurando-o firmemente para mim. Quando fizemos uma pausa para respirar, eu murmurei, — Você estava me
olhando?
Ele correu o nariz ao longo da minha mandíbula, sacudindo sua língua para um gosto ocasional. —
Incessantemente. — Seus lábios viajaram para frente e para trás ao longo da minha mandíbula. — Eu tenho
muitas coisas para expiar, e eu odeio o que aconteceu entre nós mais tarde, mas eu nunca vou me arrepender de
provar sua pele naquela noite. — Engoli em seco e me arqueei contra ele, levantando a cabeça para que seus
lábios pudessem alcançar meu pescoço.
Ele obedeceu e toques suaves como penas fizeram o seu caminho para baixo da minha pele. Com sua boca
ainda no meu pescoço, seus dedos rasgaram o nó da minha camisa. Em um movimento suave, ele levantou o
material escuro e trouxe-o sobre minha cabeça. Seus olhos pousaram sobre o meu corpo por um segundo antes
de ele asperamente tirar meu sutiã e arrancá-lo de mim. Meu corpo pulsava com a necessidade de seus olhos
ardentes me acariciando visualmente.
Com um suspiro, ele baixou a cabeça para o meu estômago. — Eu preciso desta carne, — ele murmurou
enquanto sua língua deslizou sobre mim.
Fogo passou por mim no contato e eu me contorci sob seu toque. — Eu preciso de você também, Kellan.
Ele arrastou a língua entre os meus seios. — Eu preciso ver seu rosto enquanto faço isso. — Ele passou a
língua por todo o caminho até meu pescoço e eu fechei os olhos e gemi em resposta.
— Eu preciso ouvir você quando faço isso. — Ele trouxe seus lábios e essa língua milagrosa para o meu
peito, girando ao redor do mamilo.
Eu arqueei minhas costas e enterrei as mãos em seu cabelo. — Deus, sim...
Com sua respiração pesada, ele levou os lábios ao meu ouvido. — Eu preciso estar dentro de você... tão
profundo como eu posso ir. — Meu corpo doía com suas palavras, meus shorts de repente pareceram
terrivelmente desconfortáveis com o formigamento agradável entre as minhas coxas deslocando para uma dor
latejante completa. Eu gemi alto e tentei beijá-lo, mas ele se afastou.
Ele pairava sobre mim e eu abri meus olhos para olhar para o homem divino diante de mim. Com sua
expressão ardendo de desejo por mim, ele engoliu em seco. — E eu preciso ouvir você implorar por isso. — Sua
expressão pedindo muito mais do que suas palavras, ele acrescentou: — Você me quer?
O latejante que eu não achava que poderia ficar pior, se intensificou, e minha boca encontrou a dele. —
Deus, Kellan... por favor, sim, Deus... por favor. Eu quero você... Eu te quero tanto. — As palavras também
significavam mais do que apenas palavras. Ele estava me perguntando se ele era o único que eu realmente queria
estar. Eu estava dizendo a ele, tão claramente quanto eu podia, que ele era.
Eu murmurei mais pedidos para ele, enquanto nossas bocas falavam o que tanto queriam. Com a respiração
pesada e dedos frenéticos tiramos o restante de nossas roupas e ele fez exatamente o que ele tinha dito que
precisava fazer.
Sorrindo quando eu acordei na manhã seguinte, eu bocejei e me estiquei. Meus braços e pernas não colidiram
com outro corpo quente na minha cama fria, mas eu não estava muito surpresa. Kellan quase sempre acordava
antes de mim. Eu não tinha certeza do porquê, mas o menino era um madrugador, levantava-se no início da
madrugada quase todos os dias. Ele também era uma coruja de noite, geralmente ficava até tão tarde quanto eu,
mesmo em noites que eu fechava o bar. O homem era uma espécie de milagre quando o assunto era dormir.
Eventualmente ele tinha que compensar um pouco esses excessos, mas ele poderia passar dias dormindo muito
pouco. Depois, iria bater nele como uma parede de tijolos e ele ia dormir por doze horas seguidas.
Balançando a cabeça, eu inalei profundamente, meu sorriso cada vez maior. Meu cheiro favorito no mundo,
além do aroma natural de Kellan, estava flutuando pela casa - café. Kellan estava preparando um pote na cozinha.
Isso era definitivamente uma das vantagens de acordar com ele.
Espreitando um olho aberto, eu vi que ele tinha deixado a porta do quarto um pouco aberta. Do outro
quarto, eu podia ouvir a cafeteira e o som de Kellan pegando os copos prontos. Ele também estava cantarolando
uma canção. Relaxando de volta no meu travesseiro, eu aproveitei o som só por um minuto. Imaginei-o lá fora,
cantando em apenas cueca. Era uma imagem encantadora.
O som de uma chave entrando numa fechadura quebrou o silêncio da manhã. Foi imediatamente seguido
pela porta da frente abrindo. Apoiando-me em meus cotovelos, eu fiz uma careta. Anna só estava chegando em
casa agora? Eu sabia que ela trabalharia até tarde ontem à noite e, em seguida, mencionou que ela iria sair com
algumas das meninas do trabalho, mas isso era tarde, mesmo para ela. A menos, claro, que ela tivesse dormido...
em algum outro lugar.
Talvez ela se encontrou com Griffin, para felicitá-lo por seu grande evento. Mas, com a mesma facilidade
poderia ter sido alguém que ela tinha encontrado. Anna e Griffin tinham um relacionamento estranho. Quando
estavam juntos, eles eram inseparáveis, todos mãos, e línguas, e, ugh, movimentos nojentos. Mas quando eles
estavam longe um do outro... bem, você nunca sequer suspeitaria que eles estavam envolvidos. Eles estavam
muito abertos para estar com outras pessoas. Era estranho para mim, mas parecia estar a funcionar para eles,
então eu não dizia muito sobre isso.
Quando a voz brilhante de Anna deu uma saudação, eu imediatamente desejei que Kellan não estivesse em
seus boxers. Eu até olhei ao redor no chão, para ver se suas roupas ainda estavam lá. Felizmente, elas não
estavam. Enquanto ele e Anna já eram amigáveis, eu não precisava da minha irmã admirando ele mais do que ela
já fazia. Fisicamente, ela manteve a distância, uma vez que ela descobriu que estávamos envolvidos, mas como
qualquer bom pedaço de arte, seus olhos pousavam sobre Kellan apreciando a obra-prima diante deles. Eu
entendia. Apreciava-o diariamente.
— Hey, Kellan, bom dia.
— Bom dia, Anna. Você chegou tarde... ou cedo.
Kellan riu enquanto Anna suspirou, um saco pesado caiu para o chão. — Sim, fui para Pete. Encontrei os
caras.
Kellan riu levemente, provavelmente presumindo o que eu tinha antes, que ela tinha estado entretida por
Griffin até as primeiras horas da manhã. Doeu meu estômago um pouco pensar sobre o que eles provavelmente
estavam fazendo, e enquanto forcei o meu corpo preguiçoso a levantar-se, eu tentei não imaginar.
Anna riu com voz rouca enquanto eu pegava umas calças da minha cômoda, colocando-as rápido no meu
corpo nu.
— Ouvi dizer que vocês foram ótimos em seu grande show. — Anna suspirou tristemente. — Me desculpe,
eu tive de perdê-lo.
Parecendo que não fazia diferença para ele, Kellan respondeu: — Foi apenas um show, nada que você não
tenha visto antes. Não se preocupe com isso.
Eu balancei minha cabeça, quando eu coloquei uma camisa fina e confortável. Só mais um show? Ele era tão
casual sobre a coisa toda. Eu sabia que tinha sido importante, no entanto. Tinha o excitado, o revigorado. Eu
tinha visto isso quando ele me empurrou contra a porta ontem à noite. Mordi o lábio com esse pensamento e
rapidamente corri os dedos pelo meu cabelo grosso algumas vezes, ansiosa para ver o homem apaixonado
novamente.
Furtivamente saindo do meu quarto, eu vi imediatamente Anna e Kellan na cozinha. Ele estava encostado no
balcão, de frente para mim, com os braços cruzados sobre o peito, enquanto ele carregava em uma conversa
tranquila com a minha irmã. Ela estava de costas para mim, seu cabelo longo luxuosamente brilhante e
ridiculamente perfeito para essa hora tão cedo.
Observando-os, eu inclinei minha cabeça. Se a minha irmã tivesse tido as coisas como queria no ano
passado, os dois teriam terminado juntos e eu estaria vendo um casal, em vez de dois amigos. Quando os lábios
dele se curvaram em um pequeno sorriso enquanto falava baixinho - seu cabelo uma bagunça distraidamente
charmosa - eu poderia facilmente imaginá-los como o casal lindo que teria sido.
Levantei meu queixo e inalei um grande fôlego. Não foi isso o que aconteceu, no entanto. Ele nunca a tinha
tocado. Minha irmã não tinha ideia dos seus lábios, o gosto que ele tinha, o que os dedos podiam fazer, como ele
soava quando ele estava fazendo amor. Ela nunca o tinha ouvido dizer ‘eu te amo’. Mas eu tinha... repetidamente.
Com essa confiança afastando minhas inseguranças remanescentes, eu serpenteei para a cozinha. Ambos
viraram para olhar para mim quando entrei na pequena sala. O pequeno sorriso de Kellan para ela se
transformou em um grande para mim, seus olhos profundos e brilhantes.
Ele sorriu para mim, quando eu atirei os braços em volta de sua cintura. — Bom dia, sonolenta, — ele
respirou, beijando minha cabeça.
Exalando satisfeita, eu enterrei minha cabeça em seu pescoço. — Bom dia.
Minha irmã suspirou. — Deus, vocês dois são adoráveis. — Batendo no meu braço, ela revirou os olhos. —
É chato.
Eu sorri, rindo um pouco. — Bom dia, Anna. Tarde da noite?
Sorrindo diabolicamente, ela mordeu os lábios vermelhos perfeitos e levantou uma sobrancelha tão
habilmente como Kellan podia. — Oh, sim. — Seu dedo passou entre nós dois. — E eu posso garantir-lhe que
não foi tão bonitinha como a sua noite.
Eu corei e olhei para longe e ela riu, sua voz rouca e sedutora de uma forma que a minha nunca seria. Kellan
riu com ela, apertando-me com mais força. — Eu não diria que a nossa noite foi bonitinha, Anna.
Eu atirei meus olhos até Kellan e bati no seu peito, meu rosto avermelhando ainda mais. Embora minha vida
amorosa com Kellan podia ser um pouco mais doméstica do que ele estava acostumado, e minha irmã para que
conste, eu não precisava deles conversando sobre isso. Sorrindo para mim, ele não disse mais nada e eu relaxei.
Kellan não era exatamente um livro aberto, e ele geralmente não falava muito sobre sua vida. Que felizmente,
incluía a nossa vida sexual.
Anna bufou e eu olhei para ela. Seu rosto em um sorriso brincalhão, ela disse: — Eu sei. — Ela cutucou meu
ombro. — Eu sei o quão quente vocês podem ser. — Meu queixo caiu e meu rosto empalideceu. Ela riu e
apontou o dedo em direção ao corredor. — Meu quarto é apenas um quarto longe do seu, Kiera. — Erguendo as
sobrancelhas, ela inclinou-se e murmurou: — Talvez vocês dois pudessem se lembrar disso, no futuro?
Eu cobri meu rosto com a mão e virei para o corpo de Kellan. Deus, às vezes eu me esquecia disso. Estar
com Kellan podia ser tão... consumidor. Rindo quando ele me segurou perto, esfregando minhas costas, Kellan
causalmente respondeu. — Vamos tentar manter isso em mente, Anna. Obrigado.
Rindo, Anna esfregou meu ombro. — Eu só estou brincando com você, Kiera. Vá em frente e grite, eu não
me importo. — Quando olhei para ela por entre os meus dedos, vi seus olhos passeando sobre o corpo de
Kellan. — Deus sabe que eu faria, — ela murmurou.
Kellan riu de novo, balançando a cabeça antes de beijar a minha novamente. Piscando para ele, ela deu um
tapinha no meu braço novamente. — Bem, eu estou indo para a cama. Estou acabada.
Virando para longe de nós, ela começou a desfilar de volta para seu quarto. As calças apertadas que ela usava
enfatizavam a curva de seus quadris. Anna era definitivamente bela e provocante. Às vezes era difícil conviver
com sua perfeição sem fim, mas ela era da família, e ela mergulhou em minha vida quando eu mais precisava dela.
Ela me ajudou a voltar aos meus pés, quando os dois homens na minha vida tinham me largado. Ela me ajudou a
encontrar um lugar para viver quando eu não tinha para onde ir. Ela me ajudou a curar meu coração despedaçado
quando eu tinha certeza de que não podia. Ela até ajudou Kellan e eu a voltarmos a ficar juntos. Não, qualquer
que seja sua excentricidade, eu a amava.
Eu estava sorrindo e balançando a cabeça para ela, quando ela jogou para trás, — Eu estarei dormindo
profundamente, se vocês quiserem brincar de novo?
Eu suspirei enquanto Kellan riu. Afastando-me para olhar para ele, eu bati em seu peito novamente. — Quer
parar de encorajá-la? — Ele sorriu, ainda rindo e eu suspirei novamente. — Eu desejava que vocês dois tivessem
um passatempo melhor do que tentar me envergonhar.
Me virando para encará-lo, ele colocou um beijo carinhoso na minha testa. — Bem, você não teria que se
preocupar com isso na minha casa. — Balançando meus quadris para trás e para frente, os nossos corpos se
tocando e recuando sedutoramente, ele acrescentou: — Talvez eu só vá envergonhá-la até você voltar para a
minha casa?
Levantando uma sobrancelha, ele sorriu torto para mim. Eu queria bater nele de novo, mas aquele olhar era
muito sexy. Eu acabei beijando-o em vez disso, o que, naturalmente, o fez rir.
Kellan ficou comigo durante toda a tarde, me ajudando a analisar tudo e qualquer coisa que tivesse a ver com
a escola. Eu estava começando meu último ano em breve. Eu tinha tudo pronto para ir, todas as minhas aulas
alinhadas, todos os meus livros comprados, mas rever o meu plano me ajudou a não me sentir tão nervosa com
isso.
Eu não sei porque eu ainda estava nervosa sobre o primeiro dia de escola. Você pensaria que depois de
dezesseis graus4
, eu estaria acostumada com isso agora, mas eu não estava. A fobia do primeiro dia escolar até me
fez adiar o início da faculdade após o ensino médio.
Minha mãe e meu pai tinham ficado furiosos com isso, mas eu tinha ficado nervosa demais para fazê-lo.
Minha mãe tinha tido um pequeno susto com um câncer na época, um pequeno nódulo que ela descobriu que
tinha que ser removido. Mesmo quando eles protestaram, eu tive a oportunidade de ficar em casa com ela,
enquanto ela passava por tratamentos. Ela odiava que eu estivesse faltando a escola, mas não funcionou para
mim. Eu pude cuidar dela e adiar algo que assustava o meu ‘eu’ de dezoito anos de idade.
Ela estava cem por cento melhor muito antes do ano letivo terminar, e me pediu para parar de perder o meu
tempo com ela e entrar atrasada. Eu já tinha adiado por um ano, porém, por isso, tomei o tempo todo o que
pude.
Talvez eu teria adiado por mais um ano, mas, eventualmente, Anna teve o suficiente e me empurrou até o
escritório depois do meu ano de pausa e me obrigou a me matricular na escola que eu já tinha sido aceita, a
Universidade de Ohio. E, claro, uma vez que eu estava lá eu estava bem. Passar pela porta era a parte mais difícil
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Se referindo ao tempo que ela passou na escola. Como se fosse as séries aqui no Brasil.
para mim. Eu estava trabalhando nisso também.
Mas acho que o meu atraso tinha acabado sendo uma coisa boa. Eu provavelmente não teria conhecido
Denny se eu não tivesse tomado aquele ano para relaxar na casa dos meus pais. E então, se eu nunca tivesse
conhecido Denny, eu definitivamente não teria conhecido Kellan. Mesmo que eu odiasse como começamos, o
quanto tinha machucado Denny, que era um cara incrivelmente bom e que realmente não merecia tudo o que
tinha acontecido, eu ainda estava grata que o destino me levou para Seattle, para Kellan.
Kellan pensava que meus nervos eram fofos. Ele não parecia ficar nervoso sobre muita coisa. Ele
provavelmente poderia entrar no primeiro dia de aula, 30 minutos atrasado, completamente nu, e estar
absolutamente bem. Sorri para mim mesma quando eu reconsiderei. Não, as pessoas e os lugares não podiam
afetá-lo, mas os sentimentos, sim. Eu tinha certeza do medo dele de me dizer que me amava pela primeira vez,
provavelmente pior do que todo o meu nervosismo de primeiros dias juntos.
Bem, era bom saber que ele não era imune aos nervos.
Eu estava me formando em Inglês neste ano, fato que Kellan brincou comigo. Ele parecia pensar que eu
seria mais adequada para a Psicologia. Pessoalmente, acho que era porque ele queria que eu tomasse outra classe
no meu curso como Sexualidade Humana no ano passado. Ele era meio incorrigível quando se tratava dos
instintos mais básicos. Não que eu tivesse muito espaço para conversar, pelo menos, não quando eu estava com
ele. Eu simplesmente não conseguia parar de querer estar em cima dele quando ele estava por perto.
Depois de um dia cheio de me ajudar a mapear tudo, até o caminho que eu precisava percorrer, era
finalmente tempo para eu ir trabalhar.
Sorrindo quando andamos pelo estacionamento do apartamento, eu comecei a pegar as chaves de sua mão.
— Posso dirigir? — Eu perguntei brincando, andando de costas na frente dele enquanto eu tentava sacudir
as chaves do aperto de morte que ele tinha em torno delas.
Fazendo uma carranca maravilhosa, ele balançou a cabeça e puxou sua mão. — Não, você não pode.
Parei e coloquei minhas mãos em meus quadris enquanto ele passou por mim, e fiz beicinho. — Por que
não?
Ele deu dois passos e depois parou e caminhou de volta para mim. Sua boca estava chupando imediatamente
em meus lábios fazendo beicinho. Eu imediatamente já não estava mais fazendo beicinho. Contra a minha pele,
ele murmurou, — Porque... esse é o meu bebê, e eu não vou compartilhá-la. — Ele resmungou para mim e
minha respiração acelerou.
— Eu pensei que eu era o seu bebê, — eu consegui ranger para fora.
Sorrindo, ele agarrou meus quadris e me puxou para ele. — Você é. — Seus lábios voltaram para os meus, o
seu beijo profundo, quase territorial. Quando senti o fogo familiar começando a arder, quando eu estava pronta
para arrancar sua t-shirt incômoda e glorificar o seu corpo com a minha língua, ele se desfez de mim e soprou: —
E eu não compartilho você também.
Como meu corpo era um delicioso calor pegajoso de sensualidade, eu poderia ter derretido ali na calçada. Ele
riu e acabou me puxando para o carro. Eu, muito feliz, fugi para o lado do passageiro.
Ainda sorrindo sobre a sua declaração de posse não demorou muito para chegarmos a minha segunda casa
aqui em Seattle. Bem, terceira na verdade. O lugar de Kellan sempre me faria sentir como em casa. Mesmo com
todas as más lembranças que permaneciam lá.
Estacionando na vaga que seu Chevelle frequentava tantas vezes que era oficialmente conhecido como o "A
Vaga de Kellan", ele desligou o bebê mecânico. Se pudesse me desligar tão facilmente. Eu ainda me sentia um
pouco avoada. Não era a melhor maneira de começar o meu turno, e era, provavelmente, a verdadeira razão pela
qual Kellan tinha feito isso. Ele podia me chamar de provocadora, mas o menino gostava de me fazer contorcer.
Saí do carro justo enquanto ele andava a volta para abrir minha porta. Ele franziu a testa por eu não ter
esperado, então estendeu a mão para mim. Peguei, como sempre fazia, e nós andamos de mãos dadas para o
grande edifício retangular onde Kellan encontrava a paz.
Enquanto o Pete era reconfortante e familiar para mim, ele era uma espécie de consolo para Kellan. Ele
vinha aqui para jogar, para fugir, para socializar, para, ao mesmo tempo, pegar as meninas, e eu acho que para
desligar sua mente por um tempo. Eu tinha interrompido a paz para ele quando eu trabalhava aqui enquanto
estávamos sofrendo por descobrir o nosso relacionamento, mas a serenidade voltou e agora o sorriso preguiçoso
enrolado em torno de seus lábios enquanto entrávamos pela porta mostrava claramente isso.
Segurando um conjunto de portas duplas abertas para mim, ele galantemente me levou, beijando minha mão,
enquanto me afastava dele. Ele geralmente fazia algo físico quando entrávamos pela porta. Às vezes era um
beijinho na bochecha, às vezes a mão sorrateiramente em volta da minha cintura, mas havia sempre alguma coisa.
Algum tipo de anúncio para a sala que eu era dele.
Ele queria isso quando o nosso relacionamento era secreto, e agora que não era, ele deixava todo mundo
saber disso. Incluindo a bartender mal humorada que estava nos assistindo.
Rita tinha estado aqui desde que Kellan chegou pela primeira vez, quando ele voltou de LA. Ela tinha os
olhos postos nele imediatamente e, que se dane o marido, em algum momento dos últimos anos, ela teve sucesso.
Isso me deixava um pouco enjoada. Ela tinha, no mínimo, o dobro de sua idade, a pele super-bronzeada, cabelos
loiros super-branqueados, e um senso de moda que não deixava nada para a imaginação. Eu nunca perguntei a
Kellan sobre sua conexão. Honestamente, eu não queria saber... nunca.
Seus lábios se levantaram quando Kellan virou a cabeça para cumprimentá-la. Tudo o que ele deu a ela foi
uma ligeira inclinação de cabeça em saudação, mas seria de pensar que ele se aproximou e a lambeu pela reação
dela. Toda sorrisos sensuais e olhos encapuzados que estavam, tenho certeza, mentalmente despindo-o, ela
inclinou-se sobre a bancada do bar, que corria o comprimento da parede ao lado da porta da frente.
Praticamente ronronando, ela murmurou: — Ei você aí, Kellan... Kiera. — Meu nome era claramente uma
reflexão tardia.
Eu sorri para ela e virei para enfrentar Kellan. — Eu tenho que ir guardar as minhas coisas. O normal?
Inclinei a cabeça e ele passou um dedo de volta através do meu cabelo, colocando uma mecha atrás da minha
orelha quando ele mordeu o lábio. Era encantadoramente atraente. — Sim, obrigado, Kiera.
Sorrindo para ele, eu me inclinei para beijar sua bochecha. Não satisfeito com um beijinho, ele girou e
encontrou meus lábios. Meu rosto aqueceu, sabendo que Rita, e uma boa parte do resto da sala, estavam
olhando, mas eu deixei-me entrar em um pequeno momento de DPDA5
. Eu imediatamente parei no momento
em que eu senti a mão livre chegar e apertar minha bunda. Kellan nem sempre fazia PDA sutis.
Empurrando o seu ombro para trás, apontei para ele em advertência. Rindo, ele deu de ombros e me deu um
sorriso “eu sou inocente”. Era uma mentira total e completa, ele não era nada perto de inocente, mas era adorável e
eu revirei os olhos e ri quando me virei para longe dele.
Quando eu fiz o meu caminho para o corredor, passei cerca de cinco conjuntos de mesas que tinham os
olhos colados em onde eu tinha estado no bar. As mulheres nessas mesas alternavam entre mim e ele, quando ele
fez o seu caminho para o canto de trás da sala perto do palco onde os caras tradicionalmente ficavam. Eu podia
me sentir sendo avaliada a cada passo que eu dava. Autoconsciente, eu mantive minha cabeça para baixo e
caminhei um pouco mais rápido. Uma coisa era ele ser admirado por tantas pessoas, era outra bem diferente ser
julgada, se você é digna dele ou não. E pelos olhares maliciosos e lábios torcidos que eu vi, ficou claro que eu
estava aquém de suas expectativas. Mais uma vez, eu tentei não deixar isso me incomodar, mas o ego é uma coisa
frágil.
Expirando em alívio quando terminei de passar pelas admiradoras de Kellan, eu fiz o meu caminho para o
quarto dos fundos, onde os funcionários mantinham as suas coisas. Jenny e Kate estavam vindo de fora quando
me aproximei. Kate, uma garota alta e graciosa com o rabo de cavalo mais perfeito do mundo, sorriu para mim.
Eu já a tinha visto trabalhar um turno duplo duas noites seguidas, e seu cabelo ainda parecia que ela tinha
acabado de começar há cinco minutos. Eu não sei o que ela usava nele, mas ela devia aprovar o produto.
— Hey, Kiera. Eu ouvi dizer que o show abalou ontem! — Um cabelo encaracolado longo e ruivo estava
enrolado em seu pescoço enquanto ela falava, um pescoço tão fino e elegante que estava praticamente
implorando para ser coberto de diamantes.
Eu assenti ansiosamente quando eu olhei para elas no batente da porta. — Foi. Eles foram incríveis! — Eu
suspirei, pensando em como perfeito Kellan estava no palco. Dizem que algumas pessoas já nascem para ser
únicos, e Kellan era uma dessas pessoas. À toa, eu me perguntava o que isso significava para nós... a longo prazo.
Jenny inclinou a cabeça para mim curiosamente, a sua camisa do Pete vermelha enfatizando cada curva que
fazia os homens aqui desmaiarem. Ela era a pessoa mais doce, porém, e completamente leal a Evan.
— Você está bem, Kiera? — ela perguntou.
Eu balancei minha cabeça. — Sim, só nervosa sobre a escola começando. — E Kellan se tornando um astro
do rock conhecida em todo o mundo. Era estranho querer um futuro para alguém, e desesperadamente não
querer, ao mesmo tempo. Eu lhe desejava todo o sucesso do mundo, mas eu só não queria compartilhá-lo.
Caramba, mais uma coisa que eu precisava trabalhar. Boa coisa que a faculdade é sobre autodescoberta.
Jenny sorriu e deu um tapinha no meu braço. — Não se preocupe. Você é superinteligente. Você vai fazer
muito bem.
Eu assenti, sentindo-me boba novamente, mesmo por me preocupar com a escola. Jenny estava certa. Kellan
estava certo. Eu conhecia a escola. Eu conhecia um monte de gente lá. Eu conhecia um monte de professores. E
eu tinha uma bolsa de estudos que praticamente pagava pela coisa toda. Eu não tinha nada para me preocupar.
5 Demonstração pública de afeto
Nada de medo, mas o medo existia, né?
Kate assentiu com Jenny, seus olhos marrom-suave-quase-topázio melancólicos. — Sim, você é muito mais
esperta do que eu. Eu desisti depois de um semestre. — Fiz uma careta com simpatia, mas, em seguida, ela
balançou a cabeça para olhar para o corredor. — Ei, Kellan está aqui? Eu quero perguntar a ele sobre o show.
Mudei para um sorriso quando eu imaginei Kellan inclinando-se para trás na cadeira, as pessoas assistindo,
enquanto esperava para eu trazer-lhe o seu “de sempre”, assenti. — Sim, ele está aqui.
Eu não conseguia manter o sorriso bobo longe do meu rosto e as duas riram de mim antes de irem embora
juntas. O quê? Meu namorado era um músico superquente com cabelo fabuloso, um corpo gostoso, e meu nome
tatuado em seu peito. Quem não iria sorrir sobre isso?
Coloquei minhas coisas em um armário e rapidamente joguei meu cabelo em um rabo de cavalo que estava
longe de ser tão perfeito como o de Kate. As noites de domingo não eram terrivelmente ocupadas, desde que a
banda não tocava, mas ainda havia um monte de gente se movimentando e não ter o meu cabelo por todo o meu
rosto era uma coisa boa.
Quando eu voltei para a parte principal do bar, vi que o meu namorado D-bag não estava sozinho mais.
Recostado na cadeira, um pé casualmente apoiado em um joelho, ele estava conversando amigavelmente com
Sam, o segurança aqui.
Sam era um homem grande, corpulento e musculoso. Ele completava com uma intimidante carranca que ele
mantinha em seu rosto por raspar completamente a cabeça. Isso só o fazia parecer ainda mais ameaçador. Ele
tinha sido amigo de Denny quando Denny tinha ido para a escola aqui por um ano. Ele tinha aceito Denny,
depois que tínhamos terminado, quando Denny simplesmente não poderia viver com Kellan mais.
Compreensível, dadas as circunstâncias. Pelo que eu ouvi, Sam e Denny ainda se falavam ocasionalmente.
Kellan também tinha ido para a escola com Sam e Denny. Era como todos eles se conheciam. Mesmo que
Kellan fosse um par de anos mais jovem do que eles, ele formou laços estreitos com Sam e meu ex. E Kellan
ainda conversava com Denny também. Um fato que nunca deixava de me surpreender.
Mas, agora, o par estava falando sobre temas mais agradáveis do que o drama do ano passado. Kellan tinha
um enorme sorriso em seu rosto enquanto falava com Sam, ocasionalmente sacudindo as mãos no ar,
gesticulando. Sam ouvia com um pequeno sorriso em seu rosto geralmente imponente. Eu percebi que Kellan
estava falando sobre o show.
Balançando a cabeça, fui conseguir a cerveja de Kellan. Eu simplesmente não conseguia superar o fato de
que meu namorado tinha tocado em um grande palco. Mesmo se sua banda não fosse a qualquer outro lugar, isso
seria algo que ele poderia dizer a seus netos. Eu sorri ainda mais quando me aproximei de Rita. Kellan com
crianças... até mesmo o pensamento me deu arrepios.
Um par de horas depois no meu turno, o resto da banda entrou quando Kellan estava na frente do bar. Ele
finalmente tinha sido encurralado por Kate, que queria saber tudo sobre ontem. Ouvi Kellan tentando falar como
se fosse nada, mas Kate não iria deixá-lo ir e fez-lhe pergunta após pergunta, a maioria ao longo das linhas, —
Você não estava nervoso? Você não se sentiu como se fosse fazer xixi nas calças? — Kellan sempre ria dela e
dizia que não, mas eu não acho que ela comprava sua resposta.
Depois de ser perseguido por ela por um tempo, Kellan quase parecia revivido quando ele se virou para ver
seus companheiros de banda chegando. Uma vez que estavam os quatro juntos, o bar irrompeu em aplausos e
assobios ensurdecedores.
Eu entrei em acordo com a alegria, eu estava tão orgulhosa deles como os outros clientes. Evan sorriu
enquanto olhava ao redor, seus olhos quentes felizes e agradecidos. Matt parecia terrivelmente envergonhado.
Seu rosto corado e ele rapidamente olhou para a porta, como se quisesse correr para ela. Kellan riu e balançou a
cabeça, enquanto levantou a mão em reconhecimento. Todos pareciam um pouco afetados pela atenção.
Exceto Griffin, é claro. Ele estava jogando beijos com as mãos em profundidade, entre arcos dramáticos. Se
Kellan não batesse nas costas dele para fazê-lo parar com isso, eu acho que ele teria começado em um discurso
digno de Oscar uma vez que todo o barulho cessasse.
Ainda balançando a cabeça, Kellan disse um educado agradecimento à multidão uma vez que ficou tranquilo
o suficiente para ouvi-lo. Matt correu imediatamente para a mesa, agradecendo por poder desaparecer. Rindo do
guitarrista, Evan aproximou-se de Jenny, erguendo-a em um abraço gigantesco. Kellan empurrou Griffin para
frente, mas não antes do baixista exclamar em voz alta: — Meu Johnson6
aceita de bom grado todas as formas de
louvor... se alguém quiser me felicitar em particular.
Revirei os olhos e olhei para o lado, quando Kellan bateu-lhe na cabeça. Sério, minha irmã deve ter um
parafuso a menos por sair com esse homem. Se o que eles estavam fazendo poderia até ser considerado namoro.
Poucos minutos depois dos caras estarem sentados, Pete, o proprietário de meia-idade cansado do bar saiu
para cumprimentá-los. Com um leve sorriso nos lábios, ele apertou a mão de cada membro da banda. Enquanto
Pete parecia longe de estar infeliz, ele não parecia feliz também. Kellan me disse uma vez que Pete não tinha
talento na busca de bandas para colocar em seu palco. Era a principal razão pela qual os D-Bags tocavam tanto
aqui. Pete e seu parceiro de negócios, Sal, tinham feito um acordo com Kellan e os caras, não muito tempo
depois que os meninos se mudaram para aqui. Os dois homens concordaram em deixar os meninos terem os
direitos exclusivos para o palco todo fim de semana, se eles quisessem. Isso deu aos meninos uma base para
tocar, e um local seguro para guardar seus instrumentos. E para Pete e Sal, lhes permitiu parar de procurar por
shows que trazem os clientes. Foi uma vitória, a banda trouxe um monte de clientes.
Com um leve franzido na testa de Pete quando ele apertou a mão de Kellan, eu percebi que ele estava
começando a acreditar que seu ato podia superá-lo... e então ele teria que começar a caçar talento de novo.
Uma vez que Pete deixou os caras para o seu consumo, batendo nas costas de Evan quando ele saiu, o bar
subjugado voltou à normalidade. A maioria das pessoas começou a se envolver em suas próprias conversas,
poucos subindo para parabenizar os meninos pessoalmente. Felizmente, nenhum dos poucos eram mulheres
parabenizando Griffin da maneira que ele queria.
Algumas fãs olhavam Kellan, mas nada mais do que o olhar eu-te-quero que eu estava acostumada. Nenhuma
delas parecia bastante corajosa, ou ter bebido o suficiente, para se aproximar de sua mesa, embora, e eu estava
bem com isso.
Durante o curso da noite, os D-bags finalmente deixaram o bar. Matt partiu sozinho uma ou duas horas
6 Gíria para pênis.
depois de chegar, com um sorriso tímido no rosto quando ele disse que tinha planos com Rachel. Griffin revirou
os olhos quando seu primo saiu, gesticulando obscenamente com a mão no ar sobre suas partes impertinentes.
Felizmente, ele partiu cerca de uma hora mais tarde, com alguma loira em seu braço. Ela deu-lhe sensuais olhares
quando saíram, e eu tinha certeza que ela iria dar-lhe o louvor que ele queria antes. Eu balancei minha cabeça e
ignorei a visão de Griffin saindo com outra mulher. Acontecia o tempo todo. Eu perguntei a Anna sobre isso
uma vez, mas ela só deu de ombros e disse que ela não se importava. Ele era livre para fazer o que quisesse. Ela
também.
Evan ficou até o fechamento, acompanhando Jenny enquanto ela fazia seus deveres. Kellan ficou, também.
Com pés chutados em cima de uma cadeira, ele me olhava com um sorriso deliciosamente provocante enquanto
eu limpava algumas mesas nas proximidades. E Rita o assistia de forma igualmente provocante.
Sim, tudo voltou ao normal.
Recusando-se a dormir na minha cama novamente, Kellan nos levou para a casa dele em vez disso. Um
sorriso pequeno e pacífico estava em seus lábios enquanto puxava para sua rua. Eu não tinha certeza se isso era
porque ele estava voltando para casa depois de alguns dias, ou se ele apenas gostava da minha volta para casa
com ele. Eu supunha que era um pouco de ambos.
Sua minúscula casa branca de dois andares estava escura quando ele desligou o carro. Quando todos nós
vivíamos ali, Kellan, Denny e eu, a casa parecia quente e viva com a atividade. Agora que era apenas Kellan, a
casa parecia um pouco calma. Quando Kellan abriu a porta, pensei que talvez esse fosse o real motivo de seu
sorriso. Kellan preferia uma casa movimentada. Eu tinha percebido isso quando perguntei se ele ia alugar seu
quarto novamente.
Com um leve franzido, ele me disse: — Eu tenho pensado sobre isso. Mas eu não sei... parece que é seu, e eu
não quero dá-lo a alguém. — Essas palavras me aqueceram consideravelmente, mas quando eu perguntei se ele
precisava do dinheiro do aluguel, ele apenas deu de ombros e disse: — Não, alugar o quarto nunca foi sobre
dinheiro. — Suspirando, ele acrescentou: — Eu só não gosto de ficar sozinho.
Deus, às vezes ele só quebrava meu coração.
Entrando na porta de entrada, os meus olhos passaram em torno do espaço familiar. Era uma espécie de
espada de dois gumes para mim. Eu amava estar aqui com Kellan. Eu amava as lembranças de carinho com ele
no sofá e fazer amor com ele em seu quarto, mas... Denny estava aqui também.
Seu fantasma parecia ficar nos espaços que ele tinha estado. Encostado no balcão da cozinha bebendo uma
caneca de chá. Deitado de costas no sofá, assistindo esportes na TV. Tomando banho, às vezes comigo. E o
nosso quarto, o primeiro quarto que tínhamos compartilhado como um casal, era o quarto que Kellan se
recusava a alugar novamente. Os fantasmas eram mais pesados lá. Tão pesados que eu me recusava a ir lá. Eu
não conseguia nem olhar para a porta. Como estava fechada quando Kellan e eu entramos em seu quarto, eu
imaginei que Kellan provavelmente não ia lá também. Como eu disse, uma espada de dois gumes.
Sustentando seu violão no canto do seu quarto, finalmente tirando ele de seu carro depois de tocar no
Bumbershoot, Kellan me observou quando me sentei em sua cama. Com olhos suaves, seu olhar deslizou para a
porta fechada no muito curto corredor do segundo andar. — Você está bem?
Jogando o meu mais brilhante sorriso, eu me inclinei para trás em meus cotovelos. O rosto de Kellan
iluminou consideravelmente.
— Claro, eu estou bem. — Isso era principalmente verdadeiro. Eu estava bem. Eu ia deixar Denny ir e eu
tinha começado a lentamente me perdoar por traí-lo. Mas estar aqui era difícil para mim, por vezes, e Kellan
sabia. Acho que era a verdadeira razão para ele não me pressionar mais para morar com ele. Eu simplesmente
não estava pronta para lidar com os fantasmas todos os dias.
Sentando ao meu lado, ele colocou a mão na minha coxa, que me acendeu instantaneamente. — Estou feliz
por você estar aqui, — ele sussurrou.
Sentando-me, eu envolvi meus braços ao redor de seu pescoço. — Eu não tinha escolha. Você não vai me
deixar dirigir o seu carro, lembra?
Ele riu e se inclinou para me beijar. Levemente rindo, enfiei os dedos pelo cabelo desgrenhado e deitei-me
sobre os travesseiros, trazendo-o comigo.
Ele ficou envolvido imediatamente, as mãos correndo sobre o meu corpo, o seu próprio corpo ficando em
posição ao lado do meu. Quando eu pensei em todas as mulheres que queriam ele neste fim de semana, as
mulheres com quem ele tinha apenas brevemente flertado ou educadamente reconhecido, ou, em alguns casos,
completamente ignorado, meu coração se encheu. Ele não queria elas. Ele me queria. Ele me amava. E Deus,
como eu o amava também.
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