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Capa do romance Inocência com sedução

Inocência com sedução

Clara Fitzpatrick infiltra-se em uma festa exclusiva buscando furos sobre um projeto educacional. Ao ser confrontada pelo anfitrião sobre sua presença indevida, ela usa seu charme para desviar a atenção e extrair informações sobre Taylor Magnus. Entre olhares sugestivos e um jogo de sedução, ela tenta descobrir se o influente político assinará o projeto naquela noite, enquanto o anfitrião questiona sua identidade e ousadia em um ambiente tão restrito.
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Capítulo 2

Geralmente, dividíamos sua cama king size, mas preciso ir para o sofá sempre que Joaquin vem para passar a noite. Não preciso dizer que a situação não é exatamente ideal. Eu estava a fim de um upgrade e de um descanso decente, então, em vez de tentar dormir com os dois gritando "isso, assim" no meu ouvido, decidi procurar outro lugar para passar a noite. Li um artigo no Reddit quando estava na faculdade que explicava exatamente como se infiltrar em uma coletiva de imprensa. Sedutor, o artigo ensinava passo a passo como falsificar credenciais de imprensa e aproveitar bufes e outras vantagens de festas particulares. Era só ligar para o hotel e fingir ser uma assistente em busca da lista de pessoas que iam comparecer ao evento para confirmar quem ficaria em qual quarto. Se alguém dissesse que isso já fora feito, era só reclamar do meu chefe. Então, o próximo passo era ligar para a empresa e confirmar as presenças. Se alguma mulher não pudesse comparecer, eu tomava o lugar dela. Na verdade, uma vez eu fui um Fred Sautermeier e ninguém se tocou. — Fred? O agente da recepção perguntou. — Fredricka - eu esclareci, e já estava tudo certo. Eu tinha até uma carteira de motorista com meu nome falso completo. Como eu estava atrasada e não deu tempo de fazer minha mágica com o hotel, pesquisei algum evento no qual poderia entrar de fininho. Dei sorte quando encontrei uma festa de lançamento de uma nova vinícola. Embora esse não fosse o lugar mais escandaloso possível para conseguir algumas notícias, a festa era em uma bela pousada em Rhode Island, e todos aqueles políticos na lista de convidados me dizia que algo mais estava acontecendo. Olhei para a janela para ver a Casa Branca à distância. Embora eu mesma não tenha ambições políticas, amava viver no meio da atmosfera política, que era tanto um antro de depravação quanto um centro humanitário ao mesmo tempo. Tão emocionante, tão contraditório. Eu estava com medo, mas excitada pela missão seguinte. Agora era dormir o suficiente para dar conta de tudo no dia seguinte. Voltei para o sofá, grata por Harper finalmente ter atingido o clímax e os dois se acalmarem. Pelos roncos leves, ambos dormiram bem rápido. Fui pega pelo sono meio de surpresa e quase caí no chão quando o alarme do meu celular tocou. Entrei no chuveiro antes que mais alguém acordasse, sabendo que ia ter que disputar o banho e talvez ficar na fila se desse bobeira. Sem querer me gabar, sei que sou uma mulher bonita. Tenho um corpo forte, que mantenho caminhando, dançando e me mantendo ativa. Meu cabelo é curto e bonito como o de uma fada. Meus olhos são de um verde profundo que puxei da minha mãe biológica. Fui chamada de Ofélia em homenagem a uma personagem shakespeariana. Minha mãe amava tragédias. Já eu detestava meu nome. Quando fui adotada após a morte da minha mãe, fiz todos me chamarem de Leah, para esconder o horror que minha mãe biológica tinha causado em mim com esse nome. Saí do banho revigorada, usando um top decotado e uma saia um pouco curta demais. Eu precisava me destacar e a sexualidade sutil das minhas roupas fazem os homens abrirem portas para mim. Essa é minha melhor estratégia, especialmente para lidar com política, que é um jogo de homens. — Meu Jesus amado - Disse Joaquin assim que saiu do quarto de Harper usando apenas uma calça jeans. — Nada como uma boa blasfêmia logo de manhã, não é, Joaquin? Eu o provoquei com uma expressão séria. — Você é a garota de coque que sempre dorme no sofá, não é? Quer dizer, pelo menos essa era você ontem. — Eu mesma! Fiz um movimento com os quadris e comecei a juntar minhas coisas. Minha pesquisa na noite anterior descobriu que Virginia Sayles tinha uma reserva no Coastway Seaside Bed and Breakfast, mas, após ligar para o lugar onde ela trabalhava na manhã seguinte, descobri que seu filho havia lhe passado gripe. Foi aí que eu, "Virginia Sayles", me vesti com um look incrível e me preparei para ir à pousada e, mais importante, ao lançamento da vinícola que aconteceria lá essa noite. Com sorte, teria um furo de reportagem! JoBob Rails confirmou presença. Por si só, isso já valeria a pena o esforço. JoBob era um bilionário polêmico que, segundo rumores, queria concorrer à presidência. Ele tem ovos em vários cestos e ninguém sabe direito como ele fez fortuna. Ele tinha algumas criações de gado e condomínios, mas isso não era suficiente para torná-lo bilionário ou um possível candidato à presidência. Logo, eu estava pronta. Só precisava chamar um Uber, ir parar em Rhode Island e dar uma olhada nele de perto. — Que se dane, você está uma delícia - Disse Joaquin enquanto Harper saía do quarto usando uma camisola e uma calça por baixo. — Obrigada, mas é melhor sossegar porque Harper já está cuidando de você... Sabe, quem dorme no sofá sempre escuta. Pego no flagra, Joaquin foi até Harper colocar panos quentes na situação. — É que normalmente ela é... tão desleixada... sabe? Foi só um comentário. Engolir sapo logo de manhã não deve ser muito bom. — Some daqui! Harper mal o deixou acabar de falar. Ela é muito cabeça-quente, mas algo assim acontecia toda semana por um motivo ou outro. Em pouco tempo, ela se acalmaria e recomeçaria o ciclo outra vez.

  — O que houve? Eliza finalmente surgiu do quarto, parecendo descansada, mas desgrenhada. — Joaquin está indo embora! Harper me olhou. — Harper está exagerando - disse ele enquanto pegava sua mochila e ia em direção à porta. — Vejo você amanhã à noite. Me encolhi só de pensar na ideia. Assim que ele passou pela porta Eliza comentou que ele era um cara e homens pensam com seus paus. — Leah está bonita, não fique toda nervosa com o cara por isso. Eliza se sentou na bancada do café da manhã e se serviu de um café que eu havia feito mais cedo. — Pickle, você não cresceu com ela. Ela roubou todos os meus namorados - Harper disse enquanto se jogou na cadeira ao lado dela, ainda fumegante. — Não intencionalmente, mas... — Harper, você é linda e eu nunca roubei seus caras de você. Você só curte idiotas. Joaquin é um exemplo e você sabia disso desde que começou a sair com ele. Você sabe que agora mesmo ele está lá na cafeteria dando muffins de graça pela chance de transar com alguma garota. Você só está brava porque ele não te deu sua transa matutina. Peguei minha xícara de café frio, esquecendo que já havia me servido há um tempo. — É, tem isso. Apesar de eu nem ter certeza de que queria. Ele diz que quer ficar só comigo, sabe? Como um cara que não faz esse truque dos muffins, mas ele... Eu não estou tão a fim dele assim. Quero dizer, quanto tempo leva para os homens crescerem? Acho que eu soube da verdade o tempo todo. — Acho que só preciso de uma desculpa para dar um pé na bunda dele. Desculpe, Leah, você é meu bode expiatório. — Eu não sei se os homens vão crescer um dia, mas vou ser seu bode expiatório sempre que precisar. Dei um grande sorriso para ela e estávamos bem novamente. — Acho que os caras crescem quando têm filhos ou quando o Mago de Oz dá a eles coragem, um coração e um cérebro. Parece que Joaquin está envolvido demais para acabar com tudo, talvez você devesse esperar um pouco até a poeira abaixar - apontou Liz. — Vamos ver, ainda não tenho certeza. E você, Leah, está indo para outra festa de políticos? Por isso que você está tão gata assim? Finalmente, Harper estava se acalmando. — Uhum. JoBob Rails vai estar lá - contei, ansiosa para começar minha aventura. — Sua vida é tão excitante, ousada e sedutora - disse Eliza com olhos sonhadores. Elizabeth Piquel era colega de quarto de Harper. Elas moram juntas desde a faculdade e são muito amigas. Eu já não era tão próxima da Eliza, mas gostávamos muito uma da outra. Fico feliz por Harper ter uma amiga tão boa, pois ela podia ser intensa às vezes e era bom ter alguém com quem conversar. Não para falar dela pelas costas, no caso, para ajudá-la nas horas que ela fica muito nervosa. Eliza é muito bonita e doce... Quase daquele tipo doce demais. Nós a chamávamos de Pickle porque isso a irritava. Seu sobrenome Frances é pronunciado como "pick kale", mas a gente adora provocá-la. Além disso, ela não gostava que a chamássemos de Elizabeth porque era sério demais. — Hum... ok. Minha vida não é tão ousada ou sedutora, mas de vez em quando eu consigo alguma informação interna... Quem sabe. Pelo menos os quartos são legais, olha só. Virei meu laptop para as meninas verem a suíte que deram a uma tal de Virginia Sayles. Meu coração disparou quando pensei no golpe que ia dar e estava pronta para muito vinho, paz, sossego e o lindo loft com cama de dossel. — Ligue se alguma coisa acontecer, pois o que você está fazendo parece perigoso. Harper sempre foi cética.

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