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Capa do romance Impertinente Casamento Forçado

Impertinente Casamento Forçado

Nesta trama intensa, um pai arrogante e desesperado, Gabriel William, recebe um diagnóstico terminal. Com pouco tempo de vida, ele força o único filho a um matrimônio por puro capricho. A jovem noiva, obrigada a aceitar essa união imposta, torna-se o centro de um amor avassalador. Determinado a conquistar o coração da esposa, o rapaz apaixonado enfrentará qualquer obstáculo, provando que é capaz do impossível para demonstrar a força de seus sentimentos.
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Capítulo 3

No restaurante, a movimentação estava grande. Os garçons atendiam as mesas. As cozinheiras preparavam as demandas da comida. E a moça da limpeza adiantava o máximo que podia as vasilhas sujas, vindas dos garçons, trazidas das mesas.

Os pais de Ana no caixa. Recebia os pagamentos dos clientes que deixaram o restaurante satisfeito. Um homem de terno preto. Óculos escuros no bolso do paletó à amostra. Entrou no estabelecimento. O homem grande e chamativo. O seu semblante era sério.

Um garçom se aproximou dele, e o mesmo disse querer conversar com os donos do imóvel. Com o recado dado aos patrões. Os mesmos pediram a gentileza para que o rapaz ficasse no caixa até que eles voltassem. E assim, senhora Emília e senhor Bento seguiram na direção do tal sujeito.

— Pois não! No que posso lhe ajudar!? - perguntou senhor Bento, chegando próximo à mesa, e vendo o homem, olhar na sua direção.

— Olá! O meu nome é Gean. Trabalho como segurança do senhor Gabriel William. O meu patrão está do lado de fora, dentro do seu carro, solicitando a presença dos dois. - Falou o segurança, se pondo de pé e olhando os dois à sua frente.

— Perdão, mas não podemos sair daqui agora. - respondeu senhor Bento, com os olhos franzidos.

— Pelo bem da filha de vocês. Acho melhor vocês irem. - relatou Gean, sem nenhuma preocupação na voz-

— O que tem a minha filha? - Emília o encarou com os olhos arregalados-

— Não sou eu que vou lhe responder, senhora. E sim, o meu patrão!

Sem esperar resposta, Gean saiu do restaurante. Bento olhou para a sua esposa, que aparentava angústia. E se vendo sem saída. Seguiram para fora do estabelecimento.

Do lado de fora. Gabriel olhava para frente. O semblante cansado no rosto. E com uma voz desafiadora. Simplesmente disse, sem olhar os dois do lado de fora:

— Entre no carro!

Emília encarou o esposo e apertou o braço do mesmo. Estava com medo, mas preocupada com sua filha. Sabia perfeitamente quem era Gabriel William. E sabia da sua natureza rude. O que o dinheiro e o poder não faz, né? Ninguém, hoje nessa cidade, foi louco o suficiente para enfrentar o tão frio e calculista Gabriel.

Gean abriu a porta do carro, indicando para Bento sentar atrás junto de Gabriel. E Emília à frente, junto do motorista. Com os dois no carro, o motorista deixou o local. Gean entrou no carro dos companheiros atrás e seguiram o carro do patrão.

O silêncio reinava no carro. Emília estava apreensiva no banco da frente, não conseguia olhar para nenhuma direção. Na sua cabeça só vinha a sua filha, e o medo do que poderia ter acontecido a ela. Bento ficou ali, olhando atento a esposa do lado do motorista.

O medo de que o homem pudesse fazer algo à sua amada esposa tomou conta de si. Já Gabriel tinha sua postura ereta, uma bengala entre em meio às pernas, com as duas mãos postas sobre ela. E um olhar sombrio nos olhos.

Chegaram num grande prédio. O mais alto de todos ao redor. Com um grande 'W' no topo da mesma. Os seguranças do carro atrás estacionaram. E Gean saiu indo na direção do patrão, e abriu a porta para que o mesmo saísse do veículo.

Logo abriu a porta para Emília e lhe estendeu a mão para ajudá-la a sair do veículo. Bento saiu do carro e apressou os passos até a sua esposa. Gabriel começou a andar na frente dos dois, com a postura ereta e a bengala o ajudando a se equilibrar. Os seguranças atrás de Bento e Emília os fizeram acompanhar.

Na porta de entrada, dois seguranças tão grandes quanto Gean. Reverenciaram-se ao homem, que nada fez a não ser passar por eles como se não os tivesse visto. Já no prédio. As pessoas que ali dentro estavam pararam no mesmo instante o que faziam, e se mantiveram de pé. Se reverenciando assim como foi feito pelos seguranças na porta.

Gabriel seguiu com a sua postura de superior até chegar na porta do elevador. Que já se encontrava aberta à sua espera. Graças à moça que, já preparada, chamou pelo elevador. Gabriel entrou, e o segurança Gean, com outro segurança, entrou na companhia de Bento e Emília. A porta do elevador se fechou e os levou até o último andar. Quadragésimo segundo andar.

Assim que a porta foi aberta, e sem esperar por ninguém. Gabriel saiu e seguiu na direção da última porta do corredor. Já na sala. Uma sala enorme e muito bonita. Gabriel se sentou confortavelmente na sua poltrona almofadada. E deu a ordem para que Emília e Bento se sentassem nas poltronas à sua frente.

— Sou um homem que gosto de ir direto ao que interessa. Então, sem meios termos. Sua filha está sobre o meu poder.

Gabriel foi interrompido por Emília, com o choro desesperado que ecoou pela sala.

— Quanto antes resolvermos, melhor. — Falou Gabriel sem emoção e uma pitada de raiva-

— O que você pretende sequestrando a minha filha? Pelo amor de Deus, ela é o nosso bem mais precioso.

Bento falou enquanto abraçava a sua esposa, tentando consolá-la. Mas também se encontrava desesperado.

— Quero que a filha de vocês se case com o meu filho. — Respondeu Gabriel-

— Como é? Mas que absurdo é esse?

Bento alterou a voz, enquanto encarava Gabriel com raiva. Já Emília olhou para o esposo em espanto.

Gabriel colocou sobre a mesa, o celular que estava na sua mão. A imagem que estava na tela, era de Ana amarrada em uma cadeira com os olhos vendados. Emília se apavorou ao ver a imagem no celular do homem. E as lágrimas despencaram novamente do seu rosto.

Já Bento se levantou de seu lugar e quis partir para cima do mais velho. Mas foi impedido pelo segurança Gean.

— Vou falar só uma vez. Ou vocês assinam o contrato que os darei para que a filha de vocês se case com o meu filho. Ou, do contrário. Nunca mais a verão.

Bento se sentou e colocou as mãos nas têmporas. Emília, ainda entre o choro, disse:

— Por que você está fazendo isso com a minha filha? Tenho certeza de que poderá arrumar outra moça para que se case com o seu filho. Uma moça que até esteja à altura de vocês. Somos pobres…! Ana, não seria uma boa nora para você.

— Julgo quem vai ser boa ou não para meu filho. Agora, se eu fosse vocês. Assinava logo esse documento. Como vocês podem ver. Não tem outra opção. — Gabriel os olhou frio e a sua voz saiu rude-

— Tenho uma escolha sim. Posso muito bem ir até a polícia. E contar a eles que sequestrou minha filha! — Respondeu Bento, já sem paciência-

— Faça isso! E eu garanto que nunca mais verão a filha de vocês!

— Bento Por favor! Eu não posso perder a minha filha. Acho melhor concordar com ele. Você sabe como ele é.

Emília olhou no fundo dos olhos do marido, enquanto dizia essas palavras com os olhos cheio de lágrimas.

— E o que será da Ana, se concordarmos com isso? E se ela nunca perdoar a gente? — Respondeu Bento, em forma de pergunta. A essas horas, os seus olhos já lacrimejaram-

— Ela vai nos perdoar. Mas não podemos arriscar, de deixar que eles machuquem a minha filha. — Emília voltou o olhar para Gabriel à sua frente-

— Nós assinamos o documento. Mas quero saber primeiro porque minha filha? E quem é o seu filho?

________

Horas depois, já com os documentos assinados em mãos. Gabriel ligou para os seus guardas-costas que mantinham Ana presa. E mandou que os mesmos, levassem a garota direto para a mansão.

Após encerrar a ligação, saiu do prédio junto dos pais de Ana. Emília a todo o momento chorava enquanto abraçava o seu marido, em busca de consolo. Bento, também estava desconsolado. Principalmente agora, por saber que o garoto que implicava com a sua filha, seria ele o filho do tão detestável Gabriel William.

Uma raiva gigantesca se instalou em Bento. Se antes ele via Théo como um bom rapaz. Agora o detestava por pensar que o rapaz estava por trás de tudo isso.

Mas o que Bento não sabia, era que nem mesmo Theo, estava ciente das loucuras que o seu pai estava fazendo. Pois se soubesse, jamais concordaria com isso.

Gabriel seguiu rumo a mansão junto de seu motorista, e seu guarda-costa Gean. Enquanto o outro carro levava de volta Emília e Bento para casa. Gabriel chegou na sua mansão, com os seus homens, que trazia Ana com eles.

Estacionaram o carro na porta da mansão, e tiraram a garota de dentro do carro. Já não mais amarrada. Mas presa sobre as mãos de um dos guardas-costas. O semblante da garota estava assustada e confusa. Mais assustada ficou ao constatar a sua frente, o empresário mais assustador de todos os tempos. Uma senhora se aproximou. Senhora essa, Barbara. Olhou confusa a sena a sua frente.

— Senhor William? Quem seria essa adorável moça?

— Sem perguntas, Barbara. Meu filho está em casa?

— Não senhor! Ele saiu de encontro com os amigos.

— Melhor assim. Leva essa moça para o quarto de hóspede. E não a deixe sair de lá por nada nesse mundo… E não diga a ninguém, principalmente ao meu filho, que ela está aqui. — Ordenou Gabriel-

— S-sim, senhor! Mas. Por que de tudo isso? — Perguntou a governanta desconfiada-

— Está aqui para cumprir ordens. Então as faça.

Pelo tom de voz. Gabriel estava bem nervoso. E Bárbara sabia muito bem quando o patrão estava assim, não respeitava ninguém.

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