
Imperatriz
Capítulo 2
Naquele momento lembrou-se de seus irmãos menores, ela precisava salvá-los ou pelo menos tentar.
Então empurrou sua dama de companhia que lhe impedia a passagem correndo em direção ao palácio segurando firme suas saias para não tropeçar nelas.
- Lady Louise, não vá, por favor – a dama de companhia começou a gritar correndo atrás dela o mais rápido que podia
Mas Louise não lhe deu ouvido e mesmo antes de poder entrar no palácio dois guardas detiveram-na e sem dizer uma única palavra lhe arrastaram fortemente pelo braço.
Louise até pensou em lutar para se livrar daqueles homens, mas quando viu seus irmãos dentro da carroça tão assustados e encolhidos num canto ela desejou fortemente se juntar a eles para lhes abraçar calorosamente.
Eles a jogaram para dentro da carroça e sem pensar duais vezes Louise abraçou seus irmãos desesperadamente o mais forte que conseguiu.
Ela queria dizer tantas coisas, queria dizer que tudo ficaria bem, que os amava e que os protegeria.
Mas seu coração estava demasiado apertado e na sua garganta havia um nó embrulhado que não lhe permitia dizer nem uma única palavra.
Lagrima caíram de seu rosto durante todo o trajeto ela temia o que lhes reservava principalmente ao seu irmão mais novo, ele só tinha 11 anos, ainda era um menino e lhe custava muito acreditar que seriam capazes de matá-lo.
- vai ficar tudo bem – Louise falou finalmente tremendo fortemente enquanto abraçava fortemente seus irmão.
Implorando a Deus sua ajuda enquanto seguiam viagem dentro da carroça.
Seu maior pesadelo se tornou real quando a carroça parou de repente e um homem que deveria ser um dos guardas pela sua indumentária gritou impaciente para eles dentro da carroça para descerem.
Louise se apressou em descer e ajudou seus irmãos também, ela agarrou bem forte as mãos dos dois de seus irmãos mais novos mais apavorado do que nunca.
Eles estavam na praça pública, mas por pouco Louise nem reconhecia, tinha um grande alvoroço diante de seus olhos, ela nunca viu a praça daquela forma, estava uma verdadeira confusão.
A multidão os cercava ao passo que passavam no meio deles, eles lhes insultavam e lhes amaldiçoavam com grande desprezo provocando neles um sentimento de humilhação e vergonha.
Seu pai poderia até não ser um santo para devoção, mas tinha ganhado seu próprio respeito e estima diante da corte real durante seus anos de serviço como Conde
Mas naquele momento todo o bem que já fizera tinha sido simplesmente esquecido por todas aquelas pessoas que não escondiam seu profundo ódio e desprezo.
O mesmo povo que Louise viu durante anos elogiar e honrar com grande apreço seu pai e seu pai dedicar tanto tempo e esforço estava diante de seus olhos jogando alimentos estragados e palavras ofensivas contra eles sem nenhum pouco de vergonha.
Ela não conseguia entender quando foi que seu pai foi tão cruel para merecer toda aquela hostilidade.
Ms seu terror só estava começando, Louise sentiu um calafrio percorrer o seu corpo todo quando viu o cenário montado para a sua execução e a da sua família.
Apertou forte as mão de seus irmão negando seu fim tão precoce e sem pode conter lagrimas inundaram seu rosto por completo, ela pensava com grande amargura em Joshue, seu irmão mais novo, ele era jovem demais.
Em um pequeno palco havia sete cordas devidamente interlaçadas entre si formando um círculo perfeito para cada membro da sua família.
Louise engoliu em seco sua conclusão amargamente, eles seriam enforcados diante do povo como infratores.
Ela estava perplexa que nem sabia mais ao certo o que se passava a sua volta, ela só conseguia derramar infinitas lagrimas ao ver o olhar de desprezo das pessoas e seu alvoroço enquanto eram posicionados cada um ao lado de uma das cordas.
Mas o que matou Louise profundamente foi ter que soltar as mãos de seus irmãos que gritavam apavorados e chorando inconsolavelmente.
Era a última coisa que ela queria suportar, uma dor que não lhe cabia no peito, Louise lhes agarrou fortemente até não poder mais lutando para não se separar deles.
Louise olhou para seu pai a procura de algum consolo, mas aquele homem diante da corda não era seu pai, ele mal olhava para eles, manteve os olhos fixo no chão
Louise não podia acreditar, seu pai estava como nunca foi capaz de lhe imaginar um dia, com o rosto ferido e machado de sangue, suas roupa sujas e rasgadas, naquele momento ela não viu o Conde de La Venezia.
Ela via um homem completamente solitário a amargurado que nem um mendigo vagabundo de rua implorando clemencia diante de nenhum.
Louise olhou para o outro lado e viu um homem vestido elegantemente adornado de enfeites em sua indumentária que se ergueu diante de todos com autoridade e leu a sentença em voz alta e toda a multidão se alegrou vibrando com a decisão.
Ao passo que o homem movia sua mão os soldados cumpriam as ordens a trás de Louise e sua família.
A princípio colocando um capuz em todos, a segui a corda a volta de seus pescoços, Louise sentiu o desconforto da corda roçar em seu pescoço violentamente.
De repente sua vida passou diante de seus olhos, ela se perguntava e podia ser pior do que já era, e se depois da morte ela irai encontrar a paz, a paz que não conheceu que por sinal também não iria conhecer nunca.
Louise fechou fortemente os olhos tentando aceitar seu fim de cabeça erguida se esforçando para não ouvir o choro sufocado e esmagador de sua família, o choro abafado de seu irmão, seu amado irmão.
Louise não conseguiu se erguer, suas forças acabaram naquele momento, ela chorou e chorou sem poder conter sua dor, era um fim humilhante e devastador.
Naquele momento Louise ouviu um estrondo forte e em seguida vários estalos simultâneos.
Louise sentiu uma forte pressão no pescoço e em seguida sendo sufocada pela dura corda que lhe mantinha suspensa pelo ar.
ela começou desesperadamente procurar algo para se apoiar mas seus pés abanavam no vazio e sua mente não resistiu e perdeu a consciência de tanto esforço e falta de ar.
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