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Capa do romance Grávida de um Militar

Grávida de um Militar

Melissa, de apenas 17 anos, desafia seus próprios valores ao mergulhar em uma paixão avassaladora e complexa por seu vizinho. O alvo de seu afeto é Jhon, um Major das forças armadas americanas preso em um casamento em crise com Scarlat. Apesar da diferença de dezesseis anos e das complicações militares, o casal vive um romance intenso. Diante de tantos dilemas éticos e obstáculos profundos, resta saber se esse amor proibido conseguirá realmente prevalecer.
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Capítulo 3

Jhon...

Estou em meu alojamento quando o general Powell manda me chamar, vou até a sua sala bato continência e digo:

— Mandou me chamar senhor?

General Powell é um homem que me acolheu assim que eu entrei no exército, quando eu ainda era um menino, na época eu tinha apenas 18 anos, imaturo e inconsequente sofri muito, mas com os conselhos do general eu fui entrando no eixo e ficando mais responsável. Hoje graças aos seus conselhos me tornei um major muito respeitado.

— sim Jhon, já arrumaram uma casa para você aqui em Death Valley, você já pode trazer sua família, sua mudança será amanhã de manhã.

— obrigado senhor. Digo

— Liberado Jhon. Disse Powell

Cheguei aqui em Death Valley para treinar uma equipe nova e ficarei aqui aproximadamente 1 ano, para não ficar longe da minha família o General comprou uma casa para ele aqui na cidade e me emprestou por esses um ano para eu ficar mas próximo da minha família.

Sim, família! Sou casado á 5 anos e não tenho filhos, mas tenho uma enteada de 8 anos que amo como se fosse minha filha. Quando comecei a namorar com scarlat eu tinha 27 anos e scarlat 25 anos, e ela já tinha a pequena Jhuly.

Jhuly tinha apenas 2 aninhos, um ano depois resolvi pedir a mão de Scarlat em casamento, nós éramos felizes, mas depois de 3 anos de casados Scarlat ficou muito ciumenta, qualquer mulher que se aproximava de mim era motivo para o show dela, até com meus amigos ela implicava.

— obrigado senhor!

Viro as costas e volto para o meu alojamento e arrumo minhas coisas.

Peguei o endereço da casa nova com o general e liguei para scarlat avisando que ela já poderia vir, a casa já estava liberada para receber a mudança.

Cheguei cedo na casa e ela era enorme, três quartos sendo dois com banheiro, uma sala enorme, uma cozinha, um banheiro social, um escritório, lavanderia, sala de jogos e no quintal uma piscina.

O caminhão de mudança chegou e fui mostrando os rapazes onde colocar cada coisa, fui para o quarto que seria meu e de Scarlat, foi quando vi ela pela janela, fiquei em choque com tamanha beleza. Loira, olhos verdes, boca carnuda e um corpo que é de dar inveja a qualquer um.

Fico observando ela entrar no carro com um senhor que suponho ser o pai dela, logo eles saem com o carro.

Saio do meu transe com meu celular tocando, vejo pelo visor que é scarlat.

— Oi Scarlat... Digo meio sem paciência, pois só hoje ela já me ligou 4 vezes e nem são 7:30 ainda.

— Amor, você já arrumou tudo aí? Eu só vou quando estiver tudo pronto! E não esquece de fazer as compras.

Bufo com tantas exigências dela, por que ela não vem me ajudar? Só sabe mandar!

— O caminhão chegou agora Scarlet, estamos ajeitando tudo, até a hora do almoço tudo estará organizado e já terei feito as compras. Digo.

— ok então amor, até sábado eu e Jhuly estaremos aí.

Me despeço dela e desligo o telefone. Termino de organizar tudo e vou ao mercado fazer as benditas compras, quando estou estacionado o carro vejo a vizinha de mais cedo chegando em casa, travo a porta do carro e vou até ela.

Me apresentei para ela e ela me disse que seu nome era Melissa, quando ela aperta minha mão é como se eu tivesse tomado um choque, acho que ela sentiu o mesmo porque ela puxou a mesma assustada, franzi meu cenho para ela sem entender nada, ela ficou me olhando meio constrangida por um tempo mas foi super simpática dizendo que se eu precisasse de algo era só chamar.

Ela vai embora e sinto como se uma parte de mim tivesse sido arrancada, um vazio surge em meu peito. Respiro fundo e minha consciência logo trata de interagir comigo:

— Jhon Jhon, juízo cara! Ela é só uma menina e você é casado!

Volto pra casa e passo o restante do dia arrumando o que faltava arrumar na casa.

Passei a tarde toda pensando nela e no seu convite dizendo que se eu precisasse de algo era só chamar, com essa desculpa bati em sua porta e uma senhora, nem tão senhora assim abre a porta. Fico sem ação, o que vou falar? Limpo a garganta de leve e digo:

— Oi, boa tarde! Me chamo Jhon sou seu novo vizinho e eu e minha família gostaríamos de convidar a sua para um churrasco no sábado a noite na nossa casa. A senhora em minha frente abre um belo sorriso e já sai me puxando para a cozinha dela e começa a falar:

— Boa tarde Jhon, me chamo Márcia e meu esposo Renato, nós vamos adorar conhecer sua família. Vou lhe servir um café com uns biscoitos que acabei de fazer.

— Não precisa se preocupar senhora. Digo meio sem graça.

— Xii, precisa sim! E pare de me chamar de senhora!

Quando eu ia me desculpar ela aparece na porta da cozinha, ela era linda de mais, poderia ficar olhando e admirando ela por horas, dias, anos ou até mesmo a vida toda.

— Para com isso Jhon! Se recomponha! Diz minha consciência mais uma vez.

Vou cumprimenta-la mas resolvo não dizer para a mãe dela que já havia a conhecido, vai que a Márcia ache estranho eu vir convidá-la para o churrasco sendo que eu podia ter falado com a filha mais cedo.

Pela cara que ela faz sei que estranhou minha atitude, mas não diz nada. Ela me cumprimenta e logo avisa a mãe que vai em uma tal sorveteria. Ficou mais uns minutos conversando com a Márcia e logo vou embora.

Minha semana passou rápida, muito trabalho no quartel, muitas discussões com scarlat que cismou que uma de minhas alunas do quartel está dando mole para mim, compras para o churrasco de apresentação para meus novos vizinhos, é sempre bom conhecer nosso vizinhos.

Já é sexta-feira e estou saindo do quartel para ir em casa pegar umas coisas que esqueci, no caminho vejo ela, aquela que faz meu coração acelerar toda vez que há vejo. Ela estava de uniforme, acho que saiu do colégio agora, resolvo oferecer uma carona a ela e ela aceita.

O silêncio preenche o carro, para trazer leveza para o ambiente resolvo fazer algumas perguntas, tais como em que ano escolar ela está, qual faculdade ela vai fazer, se tem namorado, esse último tive que enfrentar minha consciência que não queria que eu perguntasse, mas perguntei assim mesmo e fiquei feliz com a resposta.

Após deixar ela em casa e praticamente implorar para ela ir no churrasco, vou em casa, pego que que tinha que pegar e volto para o quartel. Já era aproximadamente 22:00 estou pegando algumas caixas no meu carro e lá está ela, deslumbrante, toda arrumada entrando em um Uber, ela me olha e me cumprimenta com um leve balançar de cabeça, fico paralisado pensando:

— Onde ela vai assim?

Depois que o Uber saiu eu entro em casa e fico andando de um lado para o outro impaciente pensando nela daquele jeito. Pego um copo e coloco uma dose de uísque, sento no sofá tentando me acalmar. Resolvo me arrumar e ir em uma boate que um soldado do quartel me indicou, vou aproveitar que scarlat não chegou, porque quando ela chegar a minha paz vai embora com certeza.

Ao chegar na boate vou direto para o bar e peço mais uma dose de uísque, fico sentado ali bebendo quando olho para a pista de dança e vejo ela dançando, nossa! Agora eu enfarto! Ela dançava, rebolava, tudo em câmera lenta, fico hipnotizada.

Vejo um moleque se aproximar dela, ela não dá muita atenção, ele começa a se esfregar nela, meu sangue começa a ferver, fecho meus punhos com tanta força que minha mão fica branca!

Ela fala alguma coisa com ele que o deixa muito irritado, era visível pelo olhar de ódio dele, quando estou me levantando para ir até ela vejo aquele desgraçado dando o tapa na cara da minha menina, eu perco todos os meus sentidos naquele momento, quando me dou conta já estou em cima dele socando a cara desse otário. Minha mão já está cheia de sangue quando sinto os seguranças me puxarem de cima dele, tento me soltar me debatendo, mas aí meus olhos se cruzam Com os dela.

Ela ainda está no chão, com os olhos cheios de lágrimas, com o rosto vermelho e muito assustada, paro de me debater e já mais calmo conto para os seguranças o que aconteceu, pelo menos o que eu vi e vou até ela.

Me abaixo, passo a mão no rosto dela e pergunto se está tudo bem, se ela está sentindo alguma coisa, se ela quer ir para o hospital, ela balança a cabeça em sinal de não.

A amiga dela chega toda desesperada abraçando ela, as duas conversam e se levantam a amiga diz que vai levá-la para casa, eu digo que posso levá-la já que moro do lado da casa dela, elas se entre olham e Melissa dá uma leve balançada de cabeça dizendo que está tudo bem, que ela vai comigo.

Saio da boate segurando em sua mão, abro a porta do carro para ela entrar entro também. O carro é um silêncio só, no meio do caminho ela começa a chorar, eu estaciono o carro em uma rua e rapidamente dou um abraço nela. Ficamos abraçados por alguns segundos quando ela começa a falar.

— Eu falei para ele não me tocar, ele me chamou de puta, eu... Eu xinguei a mãe dele! Por isso ele me bateu.

Ela chora mais.

— Não importa o que você falou, ele foi covarde e se não fosse os seguranças eu teria matado ele.

Ela me olha assustada, eu seguro o rosto dela olhando o vermelho que com certeza vai ficar roxo amanhã e começo a acaricia-lo, que vontade que estou de beijar a boca dele!

Me aproximo devagar de sua boca e quando estou a milímetros de beija-la eu paro, fico esperando para vê se ela quer também, não vou me aproveitar de uma mulher que está fragilizada.6

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