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Capa do romance Grávida de um lobisomem

Grávida de um lobisomem

Em um vilarejo assolado por uma maldição de infertilidade, a humanidade enfrenta a extinção sob a ameaça de monstros. Apenas duas linhagens ainda podem gerar vida. Nesse cenário sombrio, uma jovem descobre estar grávida após um único encontro casual. Para garantir sua sobrevivência e proteger seu segredo, ela é forçada a aceitar um contrato de casamento com o pai da criança. Agora, sua realidade muda drasticamente ao se unir a esse homem misterioso.
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Capítulo 2

Cateline experimentava o vestido, era longo na cor clara, algo liso bem simples, geralmente os tecidos sem cor eram bem mais baratos, Lucinda tinha pouco dinheiro e Cateline sabia disso, por isso não se importou com a simplicidade, infelizmente o vestido ficou um pouco apertado, fazendo o busto de Cateline ficar um pouco amostra, mas nada que uma capa não resolvesse, assim ela cobriria suas curvas marcadas.

Cateline pois uma capa longa com capuz para cobrir as partes nuas de seu corpo, logo iria esfriar então não teria problemas em colocá-la antecipadamente.

Saindo com o vestido da casa sua irmã e mãe a veem coberta pela a capa, e logo a questionam.

— Cate, cadê o vestido? Porque você o tampou com essa capa velha?

Perguntava à mãe de Cateline, que sempre a chamou pelo apelido, que estava curiosa para a ver vestindo algo novo.

— Mãe…  ele ficou meio apertado…

Disse a jovem timidamente levantando um pouco a capa que cobria quase todo seu corpo.

Lucinda deu uma gargalhada, que fez Cate arregalar os olhos.

— Não está apertado sua boba, é o modelo dele, você precisa mostrar seus dotes para arranjar um pretendente rápido, olha só o tanto de seio pra ficar escondido! Com essa guerra os homens irão acabar e você não terá nenhum se continuar se escondendo assim, sua boba.

Dizia Lucinda tentando tirar a capa de Cateline, que ficou vermelha de vergonha ouvindo sua irmã falando, Lucinda sempre foi ousada, isso sempre deixou a casa alegre, era o jeito dela.

— Você fez de propósito?!

Cateline perguntou já se estressando com a situação, ela não gostava da ideia de ter de se mostrar para chamar atenção, aquilo estava fora de questão.

— Meninas…  parem com isso!

Milenna falava se aproximando das duas com o cesto de hortaliças.

— Cateline você está linda, seu pai estaria orgulhoso…

Ela falava com os olhos repletos de lágrimas, ela ainda não havia superado a perda de seu marido.

— Quem diria que o tempo passaria tão rápido…  Rezo todos os dias para que vocês sejam felizes, e que Deus nos abençoe com sua graça…

Dizia Milenna olhando para o alto apertando sua mão contra seu peito.

Todos parecem desanimar por um tempo, pensando sobre a situação que o mundo se encontra, mas logo aquele silêncio é quebrado por Lucinda, ela começa a empurrar sua irmã em direção a carroça apressada, a jovem não queria perder tempo com lamentações.

— Vamos, vamos….

Dizia ela enquanto empurrava a irmã.

A mãe das garotas acenava ficando para trás se despedindo das moças.

— Tomem cuidado! E digam a dona Ellen que mandei um abraço…

As garotas acenam de volta e sobem na carroça, quem a puxa é um cavalo velho que era de seu pai, ele era adestrado e muito eficiente, mesmo velho era o melhor cavalo que eles tinham na fazenda.

— Não acredito que estamos indo em uma festa!

Falava Lucinda alegremente, como se nunca tivesse ido a uma festa antes.

— Nós sempre vamos as festas no povoado Luci!

Cateline fala seriamente, tentando segurar a capa que quase voava com o vento, já estava de tarde, e o clima começava a esfriar.

— Mas essa é diferente, né!?

Respondeu Lucinda, sem abaixar o ânimo.

Elas andaram de carroça cerca de duas horas até chegar no povoado, já estava quase anoitecendo quando elas começavam a organizar as mercadorias, do lado de fora da muralha perto do grande portão do castelo continha várias barracas montadas de forma improvisada para a venda de mercadorias, eram agricultores, joalheiros, costureiras e trabalhadores em geral tentando ganhar um trocado vendendo seus itens aos visitantes que viriam de longe festejar o retorno dos filhos do Lorde Sirio.

— Olá garotas!

Elas ouvem uma voz vindo de longe, ao olharem veem que era dona Ellen, uma senhora dona de uma das estalagens do povoado.

— Como vai dona Ellen? Mamãe mandou um abraço.

Respondeu Lucinda correndo em direção a ela, dando um grande abraço.

Cateline vai logo em seguida, dando outro abraço.

— Vejo que estão bem arrumadas hoje…

Diz Ellen, olhando para as garotas as admirando.

— Vocês cresceram tão rápido.

Ela fala pegando nas mãos das garotas.

— Porquê a capa Cate?

Ela perguntava se dirigindo a Cateline.

— E apenas fri-...

Cateline tenta mentir para não ter de explicar, mas sua irmã a interrompe e fala na sua frente.

— Ela está com vergonha dos peitos dela!

Lucinda fala caindo na risada e logo Ellen a acompanha dando gargalhadas, a senhora se aproxima de Cateline para falar mais próxima vendo que a mesma estava envergonhada olhando assustada ao redor com medo de alguém ter ouvido sua irmã.

— Não seja boba, você é linda, não tenha vergonha de nada. Ah! Quase ia me esquecendo, irei deixar dois quartos vagos para vocês na estalagem, como é dia de festa deve lotar logo, tome aqui as chaves, espero que não se importam de ficar na parte de trás. Diga à sua mãe que mandei um abraço também.

Dona Ellen diz dando tapinhas nas costas de Cateline, e saindo logo em seguida.

Os quartos que ficavam na parte traseira da estalagem eram de frente para a floresta, eram os menos usados por não terem movimentação nenhuma, era raro alguém usá-los.

Como a estadia era de graça, as garotas não ligavam muito por serem quartos velhos e escondidos.

— Você tem que parar de fazer piadas sobre mim!

Cateline falava para Lucinda logo após Ellen retornar para a estalagem, Luci fazia uma careta como resposta, se dirigindo às mercadorias para terminar de arrumar.

As duas organizam tudo na entrada, do lado de outros vendedores, como escurecia todos já começavam a acender lamparinas e tochas.

De longe eles ouviam o som dos cavalos galopando, todos puderam ver os cavaleiros, generais e os filhos do Lorde chegando.

Suas aparências e expressões estavam tristes e esgotadas, muitos machucados e entristecidos.

Eles seguiam entrando pelo portão central, onde as garotas e os outros comerciantes estavam, muitos moradores gritavam glórias e riam comemorando a vitória, mesmo que fosse temporária.

Um dos cavalos puxava algo na carroça, estava coberto com um pano sujo, ninguém conseguia ver oque era, parecia ser algum tipo de gaiola gigante.

Era tanta a animação que as pessoas nem prestavam muita atenção.

As garotas estavam perplexas vendo a quantidade de pessoas que chegavam, se animando cada vez mais com as vendas, haviam visitantes de vários locais do reino e até mesmo estrangeiros.

Algo que as entristeceu foi a falta de crianças, infelizmente não viram nenhuma na festa, apenas jovens e velhos.

As pessoas nem se importavam mais, não estava no controle deles, muitos apenas focaram em viver e deixar a vida seguir.

Logo após todos os cavaleiros adentrarem pelos portões se pode ouvir um grito vindo de um dos filhos do Lorde.

Os olhos de Lucinda brilhavam ao vê-lo.

— Olha! que lindo Cate!

Ela falava para Cateline, que não prestava atenção, e focava nas vendas.

— Sim, sim! aqui seu troco senhor…

Cateline dava atenção aos compradores vendendo alguns doces.

— Já vendemos tudo?

Perguntava Lucinda euforicamente a Cateline, na esperança de ser liberada para a festança, a jovem não desgrudava os olhares da fila de estrangeiros e comerciantes que chegavam e adentravam ao castelo.

— Começamos a vender as coisas agora Luci…

Cateline respondeu seria, tudo que ela queria era vender tudo logo de uma vez para ir ao quarto na estalagem tirar aquele vestido apertado, ela segurava o tempo todo a capa se cobrindo envergonhada, com medo que os outros vissem seu busto.

— Mas o filho do Lorde….

Falava Lucinda fazendo bico enquanto olhava para ele de longe.

— Sem MAIS!

Cateline olha pra ela como se fosse gritar a qualquer momento, ela já não aguentava mais tanta confusão.

Os músicos começaram a tocar, pessoas corriam bêbadas pelas ruas, haviam brigas e namorados se abraçando, uma verdadeira bagunça.

— Podemos pelo menos beber?

Perguntava Lucinda quase implorando cruzando os dedos das mãos.

— Nós estamos trabalhando Luci…

Ainda com o tom sério, Cateline respondeu a Lucinda, que se emburrou na hora.

— Podíamos pelo menos beber, já que não podemos entrar…

Lucinda repete baixinho, virando-se de costas para Cateline, que a responde.

— Certo… só um pouquinho hein, temos que vender tudo ainda..

Lucinda se virava como se já esperasse tal resposta vinda de sua irmã, dando um abraço forte sem falar nada e saindo correndo em direção ao portão, a jovem entrava e sumia de vista entre todas aquelas pessoas.

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