Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Grávida de um Adorável Mentiroso

Grávida de um Adorável Mentiroso

Clara buscava estabilidade ao iniciar como enfermeira, mas seu primeiro dia tomou um rumo inesperado. Ao atender um paciente sob ordens do Chefe de Cirurgia, uma conexão avassaladora surgiu. O toque e a troca de olhares levaram a um momento de paixão impulsiva que desafiou a razão. Agora, após ceder à tentação em pleno hospital, ela se vê diante de uma incerteza: esse encontro trará a felicidade plena ou será o início de sua ruína pessoal?
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

O sol da tarde filtrava-se entre as folhas das árvores, projetando sombras dançantes sobre a mesa do café ao ar livre. Mateo estava sentado com uma xícara de café, mexendo lentamente o líquido enquanto olhava distraído para a rua. Não esperava companhia, mas algo no dia o fazia sentir que o destino estava prestes a surpreendê-lo.

- Este assento está ocupado? - perguntou uma voz suave.

Mateo levantou o olhar e encontrou Clara, uma mulher de cabelos presos de forma casual e um sorriso que, embora tímido, iluminava seu rosto. Ele indicou a cadeira à sua frente com um leve sorriso.

- Claro, está livre - respondeu Mateo.

Clara sentou-se com um movimento gracioso, colocando sua bolsa sobre a mesa. Por um momento, ambos ficaram em silêncio, como se o mundo tivesse se reduzido ao pequeno espaço que compartilhavam. Finalmente, Clara quebrou o gelo.

- Não costumo fazer isso, sentar-me com desconhecidos - disse ela com uma risada nervosa. - Mas parecia um bom lugar para escapar do barulho.

- Fez bem - respondeu Mateo com uma voz calma. - Às vezes, um pouco de tranquilidade é tudo de que precisamos.

A conversa fluiu com surpreendente naturalidade. Começaram falando de coisas triviais: o clima, o café, a cidade. Mas, logo, as palavras começaram a ganhar profundidade. Clara mencionou que havia conhecido alguém que Mateo conhecia bem.

- Sabe? Conheci sua esposa - disse Clara de repente, abaixando a voz como se temesse invadir um terreno delicado.

Mateo levantou uma sobrancelha, surpreso.

- A Dana? Quando foi isso?

- Alguns dias atrás. Foi algo breve, mas o suficiente para entender que ela é uma mulher forte. Embora... parecesse carregar um peso grande.

Mateo suspirou, deixando a xícara sobre a mesa. Por um momento, pareceu debater-se entre falar ou guardar silêncio. Finalmente, optou pela honestidade.

- Dana é... incrível. Mas nosso relacionamento não funciona. Tentamos de tudo, mas parece que estamos sempre caminhando em direções opostas. Tenho pensado em terminar.

Clara o olhou fixamente, processando suas palavras. Não havia julgamento em seu olhar, apenas uma compreensão silenciosa.

- Deve ser difícil - disse ela finalmente. - Tomar uma decisão assim não é algo simples.

Mateo assentiu, agradecido pela empatia. Falar com Clara parecia estranhamente fácil, como se pudesse despir-se de todas as aparências e mostrar-se como realmente era.

- E você? - perguntou ele, mudando o foco. - O que te trouxe aqui? Não está trabalhando hoje?

Clara sorriu, embora sua expressão trouxesse uma mistura de melancolia e esperança.

- É meu dia de folga, mas não tenho para onde ir. Acho que também estou procurando clareza - confessou. - Às vezes, a gente precisa sair da rotina para encontrar respostas. Vou fazer um plantão esta noite, minha amiga pediu e aceitei cobrir o turno.

A conversa continuou até o sol começar a se pôr. Cada palavra, cada olhar compartilhado, ia construindo uma ponte entre eles. Clara e Mateo não sabiam, mas aquele encontro marcaria o início de algo que mudaria suas vidas para sempre.

Naquela noite, o hospital estava mais tranquilo que o habitual. As luzes dos corredores criavam um ambiente tênue, e o eco de passos distantes acompanhava a calma aparente. Mateo havia pedido a Dana que ficasse em casa sob o pretexto de verificar algo relacionado às contas bancárias, mas, na verdade, buscava outra desculpa para ver Clara. Havia algo na presença dela que o acalmava e inquietava ao mesmo tempo, um contraste que não podia ignorar.

Quando a encontrou na sala de descanso, ela estava absorta em um livro, com uma xícara de café fumegante entre as mãos. Seus cabelos presos em um coque desarrumado e o brilho quente das luzes faziam-na parecer terrivelmente humana e próxima. Ao notar sua presença, Clara levantou o olhar, e um sorriso espontâneo iluminou seu rosto.

- Não esperava te ver por aqui a essas horas - disse Clara, fechando o livro suavemente.

Mateo tentou responder com naturalidade, mas não conseguiu evitar o nervosismo que o percorria.

- Acho que precisava de uma desculpa para vir... embora, na verdade, só queria te ver.

Clara arqueou uma sobrancelha, divertida, mas também surpresa pela sinceridade de Mateo.

- Então essa era a verdadeira intenção? - perguntou, enquanto um leve rubor surgia em suas bochechas.

Ele riu, coçando a nuca com certa timidez enquanto segurava a muleta firmemente.

- Sou péssimo em inventar pretextos, não é?

A risada de ambos encheu a sala, rompendo a tensão inicial. Conversaram por minutos sobre trivialidades: os pacientes mais peculiares do dia, os cafés próximos ao hospital, e até mesmo sobre o livro que Clara estava lendo. Porém, sob a leveza das palavras, havia algo mais, um magnetismo palpável que os unia.

Num momento, Clara aproximou-se da janela, olhando para as luzes da cidade que piscavam ao longe. Mateo a seguiu, apoiando-se no batente. O silêncio entre eles não era desconfortável; parecia que as palavras não eram necessárias.

- Clara - começou ele, com um leve tremor na voz -, desde que te conheci... sinto que há algo em você que não consigo entender, mas que me atrai de uma forma que nunca senti antes.

Ela girou lentamente para olhá-lo. Seus olhos refletiam uma mistura de surpresa e emoção, e, por um momento, pareceu não saber o que dizer. Finalmente, sussurrou:

- Eu também sinto algo parecido. Mas não sei se é o momento...

Mateo assentiu com um sorriso que tentava ser tranquilizador.

- Não tenho certeza de nada ultimamente, mas com você... sinto que tudo faz sentido.

Clara o olhou, com o coração batendo rápido. Deu um passo em direção a ele, encurtando a distância, e Mateo levantou a mão para tocar suavemente seu rosto. Seus olhares se encontraram, e, por um instante, ambos hesitaram. Mas o momento os envolveu, e quando seus lábios se tocaram, todo o resto desapareceu.

O beijo foi lento, cheio de uma ternura contida que vinha crescendo desde o dia em que seus caminhos se cruzaram. Foi um instante breve, mas eterno, um pacto silencioso que ambos entenderam sem necessidade de palavras.

Quando se separaram, Mateo acariciou o cabelo de Clara, enquanto ela manteve os olhos fechados por mais alguns segundos, como se quisesse gravar o momento na memória. Ao abri-los, um sorriso tímido surgiu em seu rosto.

- Não sei o que vai acontecer depois disso, Mateo - disse ela, com um tom que misturava alegria e cautela.

- Nem eu, Clara. Mas, se tem algo que aprendi ultimamente, é que há momentos em que vale a pena arriscar tudo.

Ela o olhou e assentiu. Talvez tivessem um futuro incerto pela frente, mas, naquele instante, com as luzes da cidade como testemunha, apenas importava o que havia nascido entre eles.

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance A Babá do Bilionário: O Preço da Semelhança
9.2
Evelyne Mendes aceita ser babá na mansão do bilionário Cian Verran, mas logo vira alvo de uma obsessão sombria. O CEO viúvo vê nela a chance de reviver o passado, enquanto Evelyne finge obediência para esconder um plano de vingança. Entre luxo e perigo, ela assume o papel de esposa substituta, ignorando que Mariane ainda vive. Em um jogo de aparências e segredos sujos, a verdade sobre essa família ameaça destruir todos os envolvidos nesse pacto fatal.
Capa do romance Á Sua Espera
9.2
Dominada pela ganância, Beth deseja os cavalos de Uzziah e aceita ferir sua própria dignidade para possuí-los. O excêntrico herdeiro de um sheik árabe, mestre em cavalos e sedução, propõe um desafio decisivo: uma corrida. Se ganhar, ela leva os animais e volta ao Cairo; se perder, Beth deverá passar o fim de semana com ele, submetendo-se a todos os seus desejos. Agora, ela arrisca tudo em uma aposta perigosa onde a derrota custará sua liberdade.
Capa do romance CAÇA E CAÇADOR
7.9
Karen Reinmann vê seu destino mudar drasticamente após um banquete comum. Seu caminho cruza com o de Connor Schaeffer, um homem prepotente que decidiu encontrar uma esposa a qualquer custo. Contudo, ao escolher Karen como seu alvo, ele não imagina ter encontrado uma adversária à altura. Determinada e longe de ser uma presa fácil, ela lutará para inverter o jogo e dominar quem tentou capturá-la. Um romance moderno repleto de humor e embates instigantes.
Capa do romance De Esposa da Máfia a Mulher Livre
8.0
Casada com Dante Moretti, líder da máfia paulista, descobri que minha gravidez é uma condenação. Ao ouvir Dante e sua irmã apostarem sobre o bebê, entendi que sou apenas um receptáculo descartável. Para ele, após o parto, serei inútil e eliminada. Diante dessa traição cruel e de um casamento feito de mentiras, decidi retomar meu destino. Liguei para uma clínica a fim de interromper a gestação e destruir o legado do homem que planeja me descartar.
Capa do romance Grego sedutor
9.0
Atlas Mavridis é um bilionário grego que comanda uma mineradora multinacional. Em viagem de negócios pelo Brasil, ele decide explorar um aplicativo de namoro sob o pretexto de praticar o idioma local. Embora não esperasse conexões reais, o empresário acaba encontrando uma mulher fascinante que muda seus planos. O que era apenas uma diversão passageira antes de partir torna-se uma obsessão, levando Atlas a um caminho de sedução sem volta em solo brasileiro.
Capa do romance Meu lindo professor
9.2
Uma historia que envolve um lindo professor e sua meiga aluna... Vão viver um grande amor, mais antes de terem um final feliz irão passar por muitas coisas