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Capa do romance Gerônimo - o cowboy e a patricinha

Gerônimo - o cowboy e a patricinha

Criado na simplicidade do campo, o peão Gerônimo ama a natureza e o cuidado com os animais. Acostumado com a liberdade rural, o herdeiro de uma grande família parte rumo à metrópole para se hospedar na casa de sua tia Márcia. Nessa selva de pedra, ele cruza o caminho de Maria Eduarda, sua prima fútil e urbana. Entre conflitos constantes e uma convivência explosiva, a irritante jovem despertará no cowboy um desejo avassalador e uma paixão intensa.
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Capítulo 3

Maria Eduarda

__ como ele vai me reconhecer?

Me pergunto e acabo entrando numa papelaria, compro uma cartolina branca e um piloto preto e escrevo com letras grandes e de forma: GERÔNIMO!!!

Com certeza ele será a única a pessoa a descer do avião com esse nome, dou um sorrisinho e quando vejo que o avião dele chegou vou para área de desembarque esperá-lo.

Estou segurando minha plaquinha quando vejo uma cabeça se sobressair por sobre as outros devido a sua altura, o homem é enorme e tem uma cabeleira farta e brilhante com cabelos ondulados, o rosto também é perfeito e tem um cavanhaque que lhe dar um ar de homem safado, seu rosto é quadrado, ele nariz reto e um pouco grande que dá um charme irresistível ao homem, quando desço meus olhos encontro um corpo atlético, músculos fortes querendo rasgar a camisa horrorosa que ele veste, seus ombros são largos e suas pernas extremamente fortes e musculosas, esse homem é um monumento, sinto uma atração instantânea pelo desconhecido, obviamente que ignoro as roupas horrenda que ele veste, um cinto com uma fivela enorme e brega, uma bota que diz por si só: socorro!

Então o desconhecido vem se aproximando de mim, ele me olha com atenção e me avalia dos pés a cabeça e nessa momento sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo inteiro se concentrado no meio das minhas pernas, quando ele para na minha frente, seus olhos estão fixo em minha boca, então ele lê o cartaz que estou segurando:

__ Gerônimo?

Meu Deus, claro só pode ser ele!

__ primo?

As roupas de jeca, o jeito de quem acabou de sair de um buraco de tatu, só pode ser ele.

__prima, quanto tempo, dá cá um abraço!

Nem tenho tempo de falar nada, o brutamontes me levanta do chão me esmagando, meu nariz se enfia no peito dele exposto por conta de alguns botões da camisa que estão aberto e me surpreendo com seu cheiro, não sei explicar mas mesmo não sentido cheiro de perfume o Gerônimo é cheiroso, muito cheiroso, ele tem cheiro de homem.

Quando ele me coloca no chão sinto minhas pernas mole e só pode ter sido por conta do aperto.

__ vamos andando?

Falo e não espero resposta e vou andando tentando respirar.

__ cadê a tia Márcia?

Ele pergunta logo atrás de mim puxando assunto.

__ mamãe está trabalhando, ela só chega a noite.

__ a última vez que eu te vi você era bem pirototinha, você cresce em bonequinha!

Me viro para ele e a forma que ele fala loirinha me incomoda.

__ meu nome é Eduarda, e eu não me lembro de você!

Falo educada lembrando das palavras de mamãe: "paciência com seu primo, ele nunca saiu de São Roque" dou as costas e continuo andando até o estacionamento. Paro em frente ao meu carro e abro as portas para ele entrar e o vejo estancar.

__ você quem vai dirigir bonequinha?

__ sim, algum problema?

Pergunto entranhado sua pergunta e o vejo coçar a cabeça.

__ não sei não, mulher no volante não dá muito certo não!

__ você está falando que eu não sei dirigir?

__ sabe o que é bonequinha, não me leve a mal mas carro foram feitos para homens dirigir!

Olho para ele indignada e nunca ouvi tanto absurdo.

__ olha aqui, isso aí é machismo, mulheres dirigem tão bem ou melhor que os homens e se você não quiser entrar no carro é só ficar aí!

__ isso é o que? eu não falei essa palavra esquisita ai não loirinha!

__ Machismo, preconceito!

Entro e bato a porta com mais força que deveria, eu não suporto machismo, então o Gerônimo entra e senta no banco ao meu lado.

__ foi mal bonequinha, vai desculpando a mancada ai, eu não queria ser deselegante com uma dama!

__ tudo bem, só não fala mais esses tipos de comentários sobre as mulheres!

__ prometo!

Ele fala e cruza dois dedos beijando cada lado dos dedos e acabo rindo achando graça do seu gesto, ele também sorrir e eu ligo a chave dando partida do carro.

__ cadê suas malas?

Pergunto reparando que ele só carrega uma mala e achando que vamos ter que voltar ao aeroporto para buscar.

__ está aqui comigo!

__ você só trouxe isso?

__ não preciso de mais nada, está tudo aqui dentro.

Quem em sã consciência viaja com apenas uma mala? Me questiono em pensamentos.

__ então bonequinha o que você faz?

Ele pergunta puxando assunto e eu respondo.

__ estudo modas!

__ modas?

__ sim, vou ser estilista, desenhar roupas e escolher roupas bonitas.

__ por isso você se veste igual a barbie?

Dou de ombros, já percebi que o Gerônimo vive em outra década, mesmo estando em 2023.

Quando estaciono em frente ao condomínio que moro, na minha vaga descemos.

__ é aqui que você mora?

__ lugar engraçado, essas casas tudo esticadas!

__ se chama prédios.

__ são engraçadas!

__ vamos para o elevador!

Pegamos o elevador e noto o Gerônimo meio apreensivo e me sensibilizo com ele.

__ fica tranquilo os elevadores são seguros.

Seguro em sua mão e novamente uma corrente elétrica me toma e sinto meus dedos por sobre sua pele formigarem, quando as portas do elevador se abrem ficamos nos olhando nos olhos e eu tomo a frente quebrando qualquer coisa que tenha acontecido nesse elevador.

__ chegamos!

Saio do elevador e meu primo me acompanha.

__ eu moro no 405, mas vamos passar no 400 para eu pegar minha filha.

__ você tem uma filha?

Ele pergunta e seu rosto é muito expressivo e mostra toda sua confusão.

__ tenho, a lily, ela tem três anos.

Toco a companhia da porta da Patrícia que logo atende e já vai falando quando me vê:

__ oi vizinha, a lily como sempre...

Patrícia parece perder a voz quando olha para o Gerônimo, não a culpo, eu fiquei exatamente assim quando o vi, sem voz!

__ quem é esse?

Ela pergunta fazendo mímica com a boca sem sair som de forma patética e apresento os dois.

__ esse é o Gerônimo meu primo, ele vai passar uns dias lá em casa, essa é minha amiga Patrícia!

__ muito gosto em conhecê-la Senhorita!

Gerônimo beija a palma da mão de Patrícia que solta um suspiro alto.

__ o gosto é todo meu Gerônimo, primo da Duda, é primo meu também, precisando de qualquer coisa é só bater na minha porta!

Fico de boca aberta com o descaramento da Patrícia eu nunca a vi flerta assim abertamente com um homem, também eu nunca vi um homem como o Gerônimo e aposto que ela também não.

__ Patrícia você pode ir buscar a lily?

Peço impaciente.

__ claro um momento.

Prática logo volta com minha filha no colo que quando me vê começa a balançar o rabo e lati de alegria.

__ oi filha, estava com saudades da mamãe? Mamãe está estava morrendo de saudades sua também.

Falo imitando uma voz de criança, esquecendo os dois ao meu lado.

__ sua filha é uma cachorra?

__ sim, agora me ajuda e trás as coisas da lily!

Gerônimo pega as coisas da lily com a Patrícia que está babando em cima dele, antes de ir embora vejo meu primo dá uma piscadinha de olho para Patrícia e não me contenho e reviro os olhos.

__ safado...

Sussurro indo embora, mas sei que estou sendo seguida.

__ muito simpática sua vizinha, gostei dela!

Não sei porque motivos me sinto irritada com essa interação entre os dois, Gerônimo chegou nem fazem duas horas e já está me tirando os nervos, o que eu não sabia era que o que aconteceria essa noite tiraria todo meu sono.

continua...

Terceiro capítulo postado, me contam o que está achando do livro? Me contem tudo.

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