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Capa do romance Gaspar - Indomável prazer

Gaspar - Indomável prazer

Gaspar é o mais enigmático e ranzinza entre seus irmãos, um cowboy de temperamento difícil que evita complicações. No entanto, o destino o coloca diante de uma jovem irritante, que personifica tudo o que ele mais detesta em uma mulher. Apesar da forte antipatia mútua, uma paixão avassaladora surge entre os dois. Quando o desejo finalmente desperta, esse homem bruto revela um lado indomável, entregando-se a um amor totalmente inesperado.
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Capítulo 1

GASPAR AVILAR

3 meses antes...

Era  noite eu estava voltando de uma reunião particular, mesmo não sendo meu rosto que aparece nas negociações e muito menos na cobrança do serviço, preciso me fazer presente ao menos uma vez por semana. É algo que faço a parte do meu trabalho na fazenda, um trabalho lucrativo e totalmente sigiloso, ninguém ao menos desconfia e assim eu pretendo manter.

- chefe, o que devemos fazer!

Um dos meus funcionários se assim o posso chamar pergunta.

 - vamos aguardar o prazo, se amanhã até as 15h ele não pagar o que me deve, podem matar!

Digo frio.

Com o recado dado, meu funcionário assente balançando a cabeça de forma positiva.

- me mantenha informado.

Falo e me levanto pronto para ir embora. De lá aproveitei e fui na casa se sexo que costumo ir, o SEXYCLUB. 

Estava relaxado após horas transando e em seguida fumado meu charuto, não fumo charutos todos os dias, apenas após o sexo, é um habito que adquirir. O SexClub fica na cidade vizinha, uma casa de prostituição de luxo e lá que eu vou sempre que preciso de sexo, sem cobranças, sem satisfações, apenas faço, pago e vou embora, é assim que eu sou e assim que eu gosto.  

Nunca fui adepto de relacionamento, eu gosto de paz e sossego, mulher fixa é algo que não está os meus planos, diferente dos meus irmãos que formaram familia, até o Geraldo foi laçado pelo casamento, eu não me vejo sendo recebido por uma esposa quando chegar em casa após um dia árduo de trabalho, mulheres são curiosas por vida, falam sem parar como uma metralhadora a disparar palavras e mais palavras uma por cima da outra dando dor de cabeça, complicam as coisas mais simples, gostam de fazer drama e querem as coisas na hora dela ou o mundo se acaba e isso não se encaixa na minha vida sossegada.

As palavras de Geraldo sempre me irritam, ele diz que nem trepar eu trepo, que não me ver sair de casa, como se eu precisasse esfregar na cara dele sobre minha vida intima, estou aqui divagando no sinal fechado, a pista está  praticamente vazia por conta do horário, quando o sinal fica verde para mim e avanço, em tão tudo acontece rápido demais, freio o carro bruscamente levando o solavanco, mas sinto que bato em algo, em alguém.

- que porra!

Falo e antes de sair do carro preocupado guardo minha pistola cromada na gaveta do meu carro, quem foi a louca que se jogou na frente do caralho do meu carro? Me deparo com uma garota sentada no chão segurando o ombro.

- você está bem?

A menina deve ter uns dezessete anos, loira, cara séria, olhos muito claros.

- você não olha para onde anda? Seu cego dos infernos!

Ela diz cuspindo fogo, para uma garota tão nova ela é bem mal criada.

- você se jogou na frente do meu carro!

- Merda!

Ela diz tentando se levantar, mas não tem forças nos braço, me adianto e passo a mão por baixo dos seus joelhos para a suspender.

- vou te levar ao hospital.

- não faz mais que sua obrigação, depois de tentar me matar!

Eu paro no meio do caminho e a coloco no chão.

- se você chegar falando isso no hospital eu serei preso, você atravessou a pista com o sinal vermelho.

Falo exasperado.

- talvez, mas mesmo assim a culpa é sua que é cegeta, deveria trocar esse óculos!

Ela diz e eu estou com meu óculos de descanso, eu uso sempre que vou dirigir, ler meu jornal ou mexer no celular, olho bem para a garota mal criada, ela se veste toda de preto passo a mão na têmpora a sentindo pulsar, vontade de mandar a garota se virar e lhe dá as costas, mas dai se ela estiver com o braço quebrado ela pode dar parte de mim por omissão de socorro e eu de verdade não quero isso.

Olho seu rosto com atenção e ela é bem bonita, se não usasse toda essa maquiagem pesada seria ainda mais linda, principalmente essa boquinha tão rosada, a garota vendo que a estou observando ergue uma das sobrancelhas e me olha também de forma descarada, sinto algo se agitar em mim pela forma que ela me olhou, eu conheço esse olhar, a garota estava me cobiçando.

- vamos garota, eu não tenho tempo a perder, tenho muito que fazer em casa!

Preciso chegar em casa, ler meu jornal e ir dormir cedo para trabalhar amanhã. 

A garota entra no carro e senta-se ao lado do assento do motorista, logo me sento ao seu lado.

- desculpe, eu estava nervosa, achei que fosse morrer!

A garota fala de forma sensata pela primeira vez. 

- tudo bem, eu entendo, me chamo Gaspar!

- Gabriela.

Após as apresentações, dirijo até o hospital, Gabriela faz sua ficha para ser atendida.

- você é o acompanhante? 

- sim, ele é meu acompanhante.

Gabriela responde.

- o que ele é seu? Seu pai?

A garota me olha sorrindo e responde olhando para mim.

- ele é meu tio!

Fico calado, a malandrinha está se divertindo com minha cara, tenho alguns fios de cabelos brancos, poucos, mas não sou nem pai e muito menos tio dessa mal criada.

A recepcionista coloca pulseira em nossos braços e nos manda aguardada, não demora e Gabriela é atendida, após a radiografia graças a Deus não quebrou nada, mas ela vai precisar enfaixar o braço e retornar em quinze dias para ver como fica, todo atendimento é feito muito rápido e não demora para estarmos no carro.

- me diga seu endereço, eu te deixo em casa.

- eu não tenho casa!

Gabriela fala e eu a olho bem, a garota é bem cuidada, esta vestido roupas boas e seu tênis se vê que não foi algo barato, não, ela definitivamente não é uma sem teto, ela está com certeza mentindo.

- Gabriela, não vamos brincar, preciso te levar para casa e poder voltar para minha casa.

- já falei, não tenho casa, posso ir com você?

- você quer ir para minha casa?

Pergunto incrédulo, ela é louca?.

- sua mãe nunca te falou para entrar no carro de estranhos?

- no seu carro eu já entrei e você tem cara de que não faz mal nem a uma formiga.

A garota fala, ela é bem engraçadinha, penso sem humor: Ah garota você não me conhece e ela completa:

- claro que não de forma intencional já que você quase me matou, de qualquer forma pode me deixar aqui!

- e para onde você vai?

- não sei ainda!

Ela diz e quando eu penso em Gabriela sozinha pelas ruas de madrugada, bonita como é me bate uma inquietação que me faz ligar o carro, algo dentro do meu cérebro grita e eu não vou deixa-la sozinha nas ruas, talvez porque eu tenha uma irmã e não queria que a Violeta passasse por isso, sei que estou fazendo uma merda das grandes em leva-la para casa, mas foda-se.

Quando cheguei em casa com Gabriela encontrei Geraldo na merda, ele estava tão mal que até me assustei, então descobrir que Gabriela era a filha da delegada namorada ou ex namorada do Geraldo, não sei bem, ele ficou com a Garota e Ângela descobriu, agora está numa choradeira, nunca vi meu irmão assim e esse é um dos motivos para eu não ter um relacionamento.

A confusão fica pior, Ângela chega, ela e afilha discutem acaloradamente e a garota não quer mais morar com a mãe, pirraça de adolescente, vendo o estado em que Ângela está, digo que ela pode deixar Gabriela em minha casa o tempo que precisar.

- você parece ser o mais responsável de todos Gaspar, um homem sério, eu confio em você!

E assim Gabriela passa a morar na minha casa, sob minha reponsabilidade, mas ela não ficaria solta a vontade, tinha que seguir regras, eu estava responsável por ela então Gabriela teria que me obedecer, mal sabia eu o problemão que estava arrumando para minha vida, pois essa garota linda tinha um gênio do cão e eu já estava descobrindo isso.

continua...

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