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Capa do romance Garota Mimada

Garota Mimada

Katy é levada por criminosos sob o pretexto de garantir sua proteção, mas o verdadeiro objetivo envolve a alta recompensa que seu pai pagará pelo resgate da única herdeira. No entanto, o que começa como um sequestro planejado toma um rumo inesperado no submundo da máfia. Entre perigos e tensões, surge um forte sentimento entre a jovem e seu captor. Agora, sequestrador e refém precisam lidar com uma paixão proibida enquanto o destino deles permanece incerto.
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Capítulo 3

Na manhã seguinte, Katy acorda com o sol brilhando em seu rosto. Ela tenta se sentar, mas sua cabeça latejante a impede.

Ugh, essa dor de cabeça está me matando! Talvez eu só precise ficar deitada por mais algum tempo. Espere um pouco...Essa não é minha cama. Onde eu estou?

Katy olha para o quarto ao seu redor, tentando assimilar o ambiente estranho e descobrir como ela chegou ali.

Eu lembro do meu pai me expulsando de casa por causa da Sophia... Eu a odeio! E, então, meu namorado se recusou a me deixar morar com ele... Ele é um grande babaca.

Isso me fez ir para um bar... Onde acabei ficando completamente bêbada, sozinha. Decisão estúpida, Katy. Então, um babaca bêbado colocou as garras nojentas em cima de mim... E então apareceu o Blake!

Quanto Katy se lembra de Blake, tudo que vem em sua mente é que ele é um homem muito bonito, alto e forte. Mesmo ela estando muito bêbada conseguia lembrar muito bem das feições atraentes de Blake.

E então eu me lembro de entrar no carro com ele e termos vindo pra sua casa. Espere um minuto! Nós fizemos algo ontem à noite?

Alarmada, Katy olha institivamente para baixo das cobertas e fica aliviada ao ver que suas roupas ainda estão intactas.

Ufa! Quase tive um ataque de pânico... Apesar de que, se eu for sincera, Blake não seria a pior pessoa pra ter meu primeiro caso de bêbada...

Pensa Katy com uma certa malicia.

Mas... Eu lembro de mais alguma coisa ter acontecido antes de eu apagar completamente... O que era?

Ah, não! Eu realmente vomitei no carro dele? Por favor, me diga que aquilo foi só um sonho! Que constrangedor! Que primeira impressão horrível para causar em um estranho bonitão.

Katy faz uma careta ao pensar nisso e balança a cabeça como se estivesse tentando fazer a lembrança ir embora.

Nesse momento, Katy não tem a menor ideia de onde estar e não está com seu telefone, então ela acha melhor procurar por Blake.

Ela caminha pela casa em busca de Blake, eventualmente encontrando uma área de jantar espaçosa na cozinha.

Um interior moderno e minimalista, que mesmo assim parece aconchegante e atraente. Cada pequeno detalhe parece tão bem pensado que chega a beirar a arrogância, mas estou impressionada de qualquer forma. Blake tem bom gosto.

Katy encontra um bilhete no balcão que diz ‘beba’. Parece que ele deixou um suco pra ela. Katy meia desconfiada resolve deixar a bebida lá sem tocar nela.

Eu não vou tocar nisso. Essa é a primeira regra fundamental: nunca beba algo que você não viu se servido. Por mais que me sinta atraída por Blake, ele ainda é um estranho.

Do lado de fora, o som de água respingando chama a atenção dela. Parecia ter alguém na piscina, então Katy resolve ir lá dar uma olhada.

Ela chega até a área da piscina e é agradavelmente surpreendida pelo que vê...

Ora, ora, veja quem decidiu dar um mergulho na piscina nesta manhã...

Pensa Katy, maliciosamente.

Blake está fazendo uma rotina matinal de natação, sem notar a presença dela. A visão dos braços saindo e retornando para a água com graça, mas força, causa um frenesi de pensamentos selvagens na mente de Katy. Ela morde os lábios enquanto se rende ao prazer de assistir Blake movendo-se de ponta a ponta da piscina, rompendo a resistência da água com braçadas poderosas.

Aqueles braços fortes e ombros largos... Ele deve fazer muito exercícios. Ei, talvez possamos ser parceiros... de academia.

Opa! Ele está saindo da água agora. Eu não sei se tô pronta para lidar com essa visão, mas não consigo me forçar a olhar pro outro lado... Ai, meu Deus, olha pra esse corpo, que delícia!

Eu gostaria de poder passar as mãos por aqueles ombros fortes e largos e depois descer por seus braços perfeitamente esculpidos. E esse seria só o começo... Minha mente vai à loucura com todas as coisas que eu gostaria de fazer com ele nesse exato momento. E isso está me deixando tão excitada e envergonhada!

Mesmo assim, Katy não conseguia parar, e se permitiu continuar fantasiando... Que mal há nisso, afinal?

Enquanto sai da piscina, Blake crava os olhos profundos em Katy.

Mesmo a essa distância, Katy conseguia sentir os olhos dele a queimando com desejos impronunciáveis. Uma sensação quente, como uma febre toma conta do corpo dela. Ela sente suas costas se curvando levemente, empurrando seu peito macio na direção dele, como se o chamassem. Ele se aproxima até se agigantar na frente dela. Os olhos de Katy traçam o caminho daquele torso firme até o abdômen de tanquinho. Cedendo à tentação, ela põe a palma da mão sobre ele.

Eu quero tocar cada volta dos músculos bem definidos de seu abdômen, mesmo que isso queime meus dedos. Ah, e não vamos esquecer da entrada em V, que leva de sua cintura até sua virilidade...

Há um volume visível dentro da sunga apertada e a respiração de Katy fica presa diante da imagem. Um sorriso surge no rosto dela ao perceber que ele está tão excitado quanto ela.

Blake agarra os cabelos de Katy e se curva para tocar seus lábios com os dele. Quando a língua macia abre caminho através dos seus lábios, é como se uma barragem se rompesse. Ele a beija feroz e possessivamente. Katy sequer consegue recuperar o fôlego, mas não importa. Sua respiração pode esperar. Ele finalmente interrompe o beijo e dá um passo para trás, para o desgosto de Katy.

Katy: O que houve, Blake?

Blake: Nenhuma mulher sequer chegou perto de me enlouquecer desse Jeito, Katy.

O beijo seguinte é tão intenso que ela sente que sua cabeça pode explodir. Mas as coisas ainda estão andando muito devagar. Ela quer... Não, ela precisa de mais. Como se estivesse lido sua mente, ele fala...

Blake: Pode tocar.

A voz dele soa rouca, expondo a própria excitação. Ele pega a mão dela e a leva gentilmente até sua ereção dura como aço. Arrepios percorrem sua espinha. Katy anseia por senti-la dentro dela...

Isso está ficando picante demais. É melhor eu parar com essa fantasia e guardá-la para uma outra hora...

Katy é arrancada de seus devaneios quando percebe que Blake está caminhando em sua direção, vestindo apenas uma sunga e com gotas de água brilhando sobre o corpo molhado. Katy tem dificuldade em manter a compostura.

Katy: Oi, bom dia. Acho que não tive a chance de me apresentar direito. Eu me chamo...

Blake: Eu sei qual é seu nome.

Katy: Ah, certo. E você é Blake, não é? Eu me lembro do barman te chamando pelo nome.

Blake responde com um curto “uh-um”. Então, Katy tenta manter a conversa fluindo.

Katy: Eu quero te agradecer por me ajudar na noite passada. Eu estava tão fora de mim que sequer conseguia ficar em pé sozinha. Por favor, não me interprete mal, eu não costumo fazer isso. Mas eu tive um dia realmente difícil ontem. Por isso, acabei exagerando um pouco nas margaritas. E, realmente, sinto muito pela ‘bagunça’ em seu carro... Deus, aquilo foi tão constrangedor. Eu vou pagar pela limpeza, prometo.

Blake fica em silêncio enquanto se ocupa secando o cabelo com a toalha. Katy começa a achar o comportamento dele um pouco irritante.

Então, ele não é de falar muito. Tudo bem.

Katy: Eu sei que fugir dos meus problemas não vai resolvê-los. Por isso, estou pronta para ir para casa e dar um jeito nas coisas.

Apesar de não ter certeza de que alguém esteja me esperando em casa... Mas não posso ficar aqui com um completo estranho, não importa o quão lindo ele seja. Na verdade, talvez ensinar uma lição ao meu pai e ao Adrian por me abandonarem não seja uma ideia tão ruim. Se eu fosse uma pessoa mais aventureira, mas claramente não sou.

Katy: Blake, você por acaso viu meu telefone? Eu provavelmente deixei no seu carro noite passada. Não quero te incomodar. Posso chamar um Uber pra me levar para casa.

Blake: Você não conseguirá sinal de rede por aqui. Nem conexão com a internet.

Katy: Certo... Mas deve haver algum lugar nas redondezas onde eu possa conseguir uma conexão Wi-Fi, não é? Uma cafeteria ou posto de gasolina, talvez?

Blake: Acho que não.

Katy estava começando a se sentir desconfortável. Parecia que Blake estava escondendo alguma coisa.

Katy: Depois de todo o transtorno da noite passada, eu realmente detesto ter que te incomodar outra vez. Mas será que você poderia ao menos me levar até algum lugar onde eu consiga sinal de rede, por favor?

Blake: Nós não vamos a lugar nenhum.

Katy: O q... O que você quer dizer com isso?

Diz Katy, com medo em sua voz, e ele a responde neutro, sem nenhuma emoção.

Blake: Você vai ficar aqui.

Katy irritada o responde de volta, com rispidez em sua voz.

Katy: Veja bem, Blake, eu posso e irei embora quando eu quiser!

Blake continua impassível diante da reação de Katy.

Blake: Estou com fome.

Katy: Você não entende. Meu pai deve estar extremamente preocupado comigo nesse momento. E meu namorado provavelmente já está procurando por mim. Você não pode me manter aqui!

Na verdade, aposto que nenhuma dessas afirmações é verdade. Meu pai já deve estar se divertindo na mansão com Sophia e Adrian deve estar muito ocupado com seus videogames estúpidos para se preocupar comigo. Ah, bem, algumas mentirinhas inocentes não vão machucar ninguém...

Katy: Por isso, eu preciso ir pra casa agora. Ou, pelo menos, avisá-los que estou bem. Blake, você está escutando? Diga alguma coisa!

Ela grita, exasperada.

Dessa vez ele se vira para olhar Katy diretamente nos olhos e sustenta o olhar por tempo suficiente para ela começar a se sentir desconfortável.

Blake: Não. Você não vai a lugar nenhum.

Katy: Você está louco?! Você não pode me impedir de ir embora!

Blake: Nesse momento, você está mais segura aqui comigo do que em qualquer outro lugar do mundo. Confie em mim.

Katy: E por que eu deveria confiar em você? Você não tem o direito de me manter aqui contra a minha vontade! Isso é cárcere privado! A polícia vai nos encontrar!

Blake: Pare de ser tão dramática. Eu não tenho muita paciência para esse tipo de coisa. E não estou planejando manter você aqui para sempre, então relaxe.

Katy: Ah, é? Isso é muito reconfortante! Que tal me dizer o que diabos está acontecendo?!

Blake ignora completamente a pergunta de Katy.

Blake: Já que você vai ficar aqui, uma coisa importante que deveria saber sobre mim é que eu não gosto de repetir o que eu digo.

Seu tom de voz me diz que não deveria considerar isso levianamente.

Blake: Eu te disse que estou com fome.

Eu não entendo porque ele está me dizendo isso... O que ele espera que eu faça?

Katy: Ah, é? Que pena que estamos isolados do resto do mundo aqui nessa casa! Poderíamos pedir alguma coisa pelo Uber Eats.

Blake: Parece que temos uma espertinha por aqui...

O olhar frio de Blake se fixa no de Katy. Ele está com a toalha enrolada na cintura. Katy consegue ver pequenas gotas de água escorrendo pelo corpo duro e tonificado, o que atrapalha a sua concentração.

Blake: Faça alguma coisa pra eu comer. Estou morrendo de fome.

Dizendo isso, Blake passa por Katy e entra na casa, deixando-a sozinha tentando entender a situação.

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