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Fúria da Lua: Sangue e Destino

Phoenix vê sua vida mudar ao ser salva por Kháos, um lobisomem que expõe sua natureza sombria para protegê-la. Sem volta, ele a leva para seu mundo, unindo-os em uma jornada contra inimigos antigos. Ao conhecer a alcateia, Phoenix mergulha em um triângulo amoroso intenso. Ela deve escolher entre a doçura sensível de Alex e a possessividade arrogante de Kháos. Em meio a obsessões e perigos, qual desses homens opostos conseguirá dominar o coração dela?
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Capítulo 3

Phoenix

Era impossível me mexer dali, e mesmo que fosse possível não conseguia mover sequer um músculo.

— Acho mesmo que fugiria? — perguntou colando seu corpo ao meu.

— Poderia pelo menos tentar. — pronuncie, aproximando meu rosto do seu, isso o pegou de surpresa. 

Não podia negar que Kháos é realmente lindo com seu rosto rústico, com sua altura fora do normal, seu peitoral coberto por pelo, suas mãos grandes, seu cabelo na altura do ombro, nariz fino, boca carnuda com duas presas amostras, e com olhos da cor vermelhos. 

Um ser de tirar o fôlego por tamanha beleza, e por ser tão predador. 

— O que fará comigo? — novamente o questionei. 

Mas ele simplesmente deu à costa caminhando, e mesmo relutando o segui, mas a dor do corte me fez parar depois de alguns passos. E pude vislumbrar a paisagem, uma lagoa em forma de círculo, refletia a lua em sua água.

Olhei para ele, e quase me engasguei ao ver tira a roupa em minha frente sem pudor algum. 

— O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? — gritei, me virado de costa, antes de ver a sua parte íntima.

— Só sabe gritar a senhorita? — questionou, e pude até pensar que tinha um pouco de humor em sua fala.

— Se for algo irritante para você, é só me deixar partir. 

— Você não pode partir.

— Porque?— questionei, mas o que ouvi foi o barulho da água, quando ele mergulhou.

Me virei devagar para ter certeza que não o veria nu, ele já estava na água mergulhado, me aproximei mais da lagoa e não o vi, se passá-los alguns minutos e nada. Por incrível que pareça comecei a ficar preocupada, não por ele e sim por mim que ficarei nessa mata no escuro sem ninguém para me proteger, corro o risco de ser morta por alguns animais selvagens. 

Mesmo sendo inevitável, posso admitir que prefiro a sua companhia, nessa floresta. Se fosse para ele me matar ele já teria feito isso, agora só preciso sabe por que ele me quer aqui contigo. 

Um pensamento inapropriado surgiu em minha cabeça, será que ele quer se aproveitar de mim. Pensar nessa situação me causou arrepios pelo corpo inteiro, de forma tão estranha para mim. 

Rapidamente saio do meu devaneio ao ver que ele estava nadando para a superfície.Viro de costa esperando que ele já esteja vestido. 

— Vamos. — exclamou, passado em minha frente guiando o caminho. 

Segui ele sem murmurar nada mesmo querendo, o caminho foi sem nenhum acontecimento estranho. 

🐺🐺🐺🐺

Sentei em um dos banco de madeira, enquanto ele preparava a comida, admito que fiquei impressionada pela forma que ele prepara o alimento com todo cuidado mantendo tudo limpo, só agora percebi que não me alimento desde de ontem a noite, formado um dia sem me alimentar. 

Ele se aproxima com uma bandeja com alimentos dentro, estendendo uma para mim e ficando com a outra se sentindo um pouco afastado. Em silêncio fazia a nossa refeição, mas minha garganta coçava para questionar sobre a minha situação. 

— Sei que deseja saber o motivo que te prende aqui? — comunicou, me surpreendendo pela sua atitude.

— O que fará comigo? 

— Você não pode sair daqui porque sabe da existência da minha raça. 

— Existem outros como você! — exclamei eufórica. 

— Existe. — pronunciou. — Por isso que você não pode ir.

— Porque não? Está pensando que direi para todos que fui sequestrada por um lobisomem? Ninguém acreditará em mim.

— Mas você tem a intenção de falar?

— Óbvio que não, não ganharia nada com a revelação da sua raça, melhor que fique no anonimato, se isso viesse a tona causaria um caos por todos os lugares. 

— Que bom, que entendi a gravidade da situação, minha raça ficou em sigilo por muito séculos, e deseja permanecer assim. No entanto, em te salva não pensei na consequência, e por algo inexplicável não consigo te fazer mal. — revelou. 

— Devo ficar agradecida? — questionei, sarcasticamente. 

— Suponho que sim, já que ainda está respirando. — rebateu com humor ácido.

Respirei calmamente, para não me exausta novamente com ele, logo agora que estamos conversando. 

— Não direi nada, não sou ninguém importante, nesse mundo sou simplesmente uma escrava.

— Escrava? — questionou curioso. 

— Sim. — respondi, encolhendo os ombros ao lembrar dos anos passados sofrendo.

— Sua aparência não revela que vêm de outros continentes. Como poderia ser escrava? 

— Não vim de nenhum reino distante como atributo de guerra. 

— Se não é escrava trazida de outro reino, como possuem um dono? — perguntou, se levantando, pegando a minha bandeja e levando para a pedra.

— Isso não importa! O importante é que desejo ir embora. — rebati com a mesma arrogância, recebendo um olhar duro.

— O homem que matei é um amigo íntimo do rei, ele tinha saído com uma meretriz para fora da taverna. — revelou, voltado a se sentar um pouco mais perto de mim.

— Impossível, o homem estava saindo da floresta. — exclamei, apavorada.

Sempre houve rumores que o rei se reunia com seus fiéis companheiros em uma taverna exclusiva para eles, onde os gostos do rei e dos seus amigos era visto como algo sádico e doentio.

— A caverna fica na terra do seu senhor Campbell, ele também participa da reunião. 

— Espera. — gritei o interrompido. — O que isso tudo tem a ver com a minha libertação. — questionei sem compreender aonde ele queria chegar. 

 — Quando você desmaiou, eu a coloquei na cama e retornei para o local, iria sumir com o corpo e limpar tudo para que ninguém descobrisse, mas foi tarde demais o rei, o senhor Campbell e alguns soldados estavam no local. Escutei com clareza o momento que o rei pronunciou que deseja vingança, pelo o que fizeram com seu amigo, e que pagaria uma recompensa para quem trouxesse o culpado para ele. No mesmo momento seu senhor abaixou no chão para pegar um pingente que estava no chão.

Rapidamente coloquei minha mão em meu pescoço, só agora percebi que tinha pedindo o colar da minha mãe, e constatei a gravidade do problema em que me encontro. 

— Eles acham que fui eu que fiz aquilo? — perguntei, já imaginando a resposta. 

— Você é a única suspeita, seu colar estava justo com o corpo dele, e você não retornou para casa naquela noite, seu nome está na lista de fugitivo. — comunicou. 

— Não posso acreditar nisso. Uma fugitiva? Estou sendo caçada. — pronuncie lamentado.

— Agora entende porque não pode ir? Se for você será capturada e em algum momento você irá fraqueza, com as tortura feita naquele castelo, eles irão conseguem sabe tudo até os seus piores pensamentos. Você poderia revela que foi eu o responsável em alguns momentos de alucinações, mesmo contra a sua vontade, e mesmo que ninguém acreditasse em suas palavras, existem alguns humanos já desconfiado da nossa existência, isso seria uma incentivação para que eles retornassem a busca, causando mais conflitos. — pronunciou.

— Estou presa a você. — comuniquei.

— Não literalmente, mas se você partir, será morta, e consequentemente eu matarei mais humanos por esta em meu território e isso chamaria atenção de todos.

— Entendo. — pronuncie, me sinto perdida. — O que farei da minha vida? — perguntei para mim mesma, desanimada. 

— Depois pensaremos nisso mais para frente, quando passa alguns dias e o assunto já estava caído no esquecimento do povo. — pronunciou. 

Era muita coisa para assimilar, minha cabeça dava nó sem conseguir achar uma ponta para fugir do que me espera. Levanto do chão sem dizer nada, seguiu para o cômodo onde tinha passado a noite, deito-me em meio às peles com a cabeça cheia de dúvidas, me entregado ao cansaço.

Começo a me mexer ainda sonolenta, após acordar e vejo que tudo foi real, sinto uma presença ao meu lado, me viro dando de cara com Kháos dormindo, mesmo em um sono profundo seu rosto é duro sem expressão alguma. Tento sair da cama improvisada, sem acordá-lo, de vaga levanto da cama passado meu corpo por cima do dele, mas paro no caminho ficando frente a frente.

Fico abismada com seus lábios entreabertos revelando suas presas, enquanto seu peito nu subia e descia conforme sua respiração lenta.

Nem tinha reparado que agora meu corpo estava colado ao seu, o calor que emanava dele para mim era diferente do meu, era mais quente e instantaneamente um calor estranho começou a surgir em parte do meu corpo inapropriado, me deixando perplexa e com vergonha ao mesmo tempo, retorno a olha para o seu rosto, me deparado com seus olhos abertos me observando.

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