
Entre silêncios e desejos: O romance proibido com o melhor amigo do meu irmão
Capítulo 3
O sol da manhã filtrava-se pelas cortinas do quarto de Lana enquanto ela observava o teto, repassando mentalmente os eventos da noite anterior. O jantar, os olhares trocados com Ethan, a eletricidade no ar quando ficaram sozinhos por um momento. Ela sorriu, esticando-se languidamente na cama. Seu plano estava apenas começando.
Seu telefone vibrou na mesa de cabeceira. Era Sara.
"Então? Como foi o grande reencontro?" A voz animada de sua melhor amiga ecoou pelo alto-falante.
Lana riu, sentando-se na cama. "Exatamente como eu esperava. Ele tentou fingir que não estava interessado, mas não conseguia tirar os olhos de mim."
"Detalhes, Smith. Preciso de detalhes!"
"Ele está ainda mais gato, Sara. Aqueles anos só o deixaram mais... maduro e viril. E aquela mandíbula, meu Deus." Lana suspirou dramaticamente. "E quando ficamos sozinhos por um momento, eu praticamente senti o coração dele acelerando quando me aproximei."
"E o Josh? Percebeu alguma coisa?"
"Josh é completamente alheio, como sempre." Lana balançou a cabeça, lembrando-se da expressão despreocupada do irmão.
"Mas tenho novidades. Estou pensando em procurar um loft para comprar. Preciso do meu próprio espaço se quero levar esse plano adiante."
"E quanto ao trabalho? Já decidiu o que vai fazer?"
Um sorriso malicioso formou-se nos lábios de Lana. "Por enquanto, vou me concentrar em me estabelecer novamente em Nova York. O resto virá naturalmente."
Sara riu. "Conheço esse tom. Você já tem algo em mente.
"Talvez," Lana respondeu enigmaticamente. "Mas primeiro, preciso de um lugar só meu."
Após desligar, Lana abriu seu laptop e começou a pesquisar imóveis. Precisava de algo sofisticado, em um bairro elegante, não muito longe do centro. Algo que refletisse quem ela havia se tornado – uma mulher confiante, bem-sucedida e determinada.
Uma hora e várias xícaras de café depois, ela tinha uma lista de cinco propriedades para visitar. Fechou o laptop com um sorriso satisfeito e desceu para encontrar Josh na cozinha.
"Bom dia, dorminhoca," ele brincou, empurrando uma caneca de café em sua direção. "Pensei que ia hibernar o dia todo."
"Marquei algumas visitas a imóveis para hoje à tarde." ela respondeu, aceitando o café gratamente.
Josh ergueu as sobrancelhas. "Já? Você não perde tempo."
"Nunca perdi." Ela sorriu, tomando um gole. "Por falar nisso, você conhece bons bairros para lofts? Quero algo espaçoso, com caráter."
"Tribeca tem opções interessantes," Josh sugeriu. "Ou talvez SoHo. Ethan provavelmente saberia melhor, sendo arquiteto e tudo mais."
Lana assentiu, fingindo considerar a sugestão casualmente. "Talvez eu pergunte a ele da próxima vez que o vir."
Josh deu de ombros, voltando sua atenção para o jornal. "Então, vai passar o dia todo procurando apartamento?"
"Esse é o plano," ela respondeu. "Quero me estabelecer o quanto antes."
"Faz sentido," ele comentou distraidamente. "Avise se precisar de ajuda com a mudança."
Algumas horas depois, Lana estava no táxi a caminho do primeiro imóvel. Seu telefone tocou – um número desconhecido.
"Lana Smith," ela atendeu profissionalmente.
"Srta. Smith? Aqui é Michael Torres, da Wang & Co Arquitetura."
Lana endireitou-se no assento, surpresa. "Sim?"
"Recebi seu portfólio através de um contato mútuo na Itália – Alessandra Ricci. Ela falou muito bem do seu trabalho em Milão."
Alessandra havia sido uma de suas clientes mais importantes na Itália, uma socialite com conexões em todo o mundo.
"Alessandra é maravilhosa," Lana respondeu, sorrindo ao lembrar-se da mulher elegante. "Como ela está?"
"Muito bem. Na verdade, ela está planejando um apartamento aqui em Nova York e especificamente pediu que você fosse a designer de interiores do projeto. Quando soube que você havia retornado à cidade, ela entrou em contato comigo."
Lana sentiu uma onda de excitação. Isso era inesperado, mas perfeitamente alinhado com seus planos.
"Estou lisonjeada," ela respondeu. "Adoraria trabalhar com Alessandra novamente." "Excelente. Poderíamos marcar uma reunião na próxima semana para discutir os detalhes? Seria um projeto conjunto entre nosso escritório e você como designer independente."
"Parece perfeito," Lana concordou, sua mente já calculando as possibilidades. Wang & Co. O escritório de Ethan. "Segunda-feira seria conveniente?"
"Segunda-feira, 10h. Anotado. Enviarei um e-mail com o endereço e detalhes preliminares."
Após desligar, Lana não conseguiu conter um sorriso triunfante. O destino parecia estar conspirando a seu favor. Ela nem precisaria inventar uma desculpa para estar no território de Ethan – uma oportunidade havia literalmente caído em seu colo.
O primeiro imóvel que visitou era bonito, mas pequeno demais. O segundo tinha problemas estruturais que a corretora tentou minimizar. O terceiro era promissor, mas a localização não era ideal.
"Tenho mais dois para mostrar," disse a corretora, consultando seu tablet. "O próximo é em Tribeca, como você pediu. Um pouco acima do seu orçamento, mas..."
"Vamos ver," Lana decidiu, lembrando-se da sugestão de Josh.
O momento em que entrou no loft, ela soube. Amplo, com janelas do chão ao teto que inundavam o espaço com luz natural, piso de madeira original e colunas de ferro expostas que davam caráter ao ambiente. A cozinha era moderna, com bancadas de mármore e eletrodomésticos de aço inoxidável. O quarto principal tinha um closet espaçoso e uma vista para o rio.
"Vou ficar com este," ela disse à corretora surpresa. "Pode preparar a papelada."
Enquanto a corretora fazia ligações, Lana caminhou até a janela, observando a cidade abaixo. Nova York. Ela estava de volta, e desta vez, como uma mulher que sabia exatamente o que queria – e como consegui-lo.
Seu telefone vibrou com uma mensagem. Era Josh.
"Como está a caça ao apartamento?"
Ela sorriu, digitando uma resposta. "Encontrei o lugar perfeito em Tribeca. Espaçoso, elegante, com personalidade."
"Rápida como sempre," respondeu Josh. "Jantar para comemorar hoje à noite?"
"Com certeza" ela digitou e então guardou seu celular.
Enquanto assinava os documentos preliminares para o loft, Lana não pôde deixar de sorrir. As peças estavam se movendo exatamente como ela queria, mesmo sem sua intervenção direta. Talvez fosse destino, afinal.
Ou talvez fosse simplesmente o universo reconhecendo que algumas paixões eram fortes demais para serem negadas, não importava quantas regras estivessem no caminho.
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